Material de Apoio às Palestras
elaborados pelo Departamento de Orientação Doutrinária da USE - Ribeirão Preto:
| Material de Apoio às Palestras 2008 | |||
| Novembro | Lei de Liberdade | ||
| Outubro | Lei de Igualdade | resumo | donwload |
| Setembro | Lei de Progresso | donwload | |
| Agosto | Lei de Sociedade | donwload | |
| Julho | Lei de Destruição ver.1 | ver.2 | ||
| Junho | Lei de Conservação- Gustavo Leopoldo R. Daré | ||
| Lei de Conservação - Anésio | donwload | ||
| Parábola do Avarento - Caibar Schutel | donwload | ||
| Maio | Lei de Reprodução | ||
| Março | Lei de Adoração | ||
| Fevereiro | A Lei Divina ou Natural | ||
| Janeiro | Quais heranças deixaremos para a humanidade? | donwload | |
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2006 | |
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2007 |
Veja Material de Apoio Anteriores
LEI DE LIBERDADE - LEI MORAL DA VIDA
Kátia de Macedo P.Cammilleri
"O homem é por natureza, dono de si mesmo, isto é, tem o direito de fazer tudo quanto achar conveniente ou necessário à conservação e ao desenvolvimento de sua vida."
(Rodolfo Calligaris, Leis Morais)
IDÉIAS PRINCIPAIS
A LIBERDADE NATURAL
A LIBERDADE é absoluta?
Responde o Livro dos Espíritos quando fala da liberdade natural. Não existe liberdade absoluta pois precisamos uns dos
outros para sobreviver, pois vivemos em sociedade e devemos respeitar as diferenças dos outros , não se pode aceitar qualquer forma de escravidão: física, moral, social economica, ideológica, religiosa, etc.
Mas essa dependencia não nos tira o direito de sermos donos de nós mesmos, e o ser humano muitas vezes prega uma coisa e põe em prática o oposto, e exige do outro um determinado comportamento.
NINGUÉM TEM PORTANTO, A LIBERDADE ABSOLUTA,POIS NÃO TEMOS TAMBÉM A VERDADE ABSOLUTA.
Por não sabermos tudo, não podemos agir de maneira absoluta, pois não teremos parâmetros para as reações às nossas ações.
A liberdade do ser humano, é pois relativa!
Se tivessemos a liberdade absoluta, não nos interargiríamos com os outros , e não respeitaríamos o direito do outro. A nossa formação social, exige que vivamos em sociedade e respeitemos para sermos respeitados.
Quando agimos de forma egoísta e única, na hora de colocarmos na prática a teoria em que vivemos, não conseguimos, pois não sabemos nos aproximar e doar.
A LIBERDADE é saber respeitar os direitos do próximo, sempre que houverem dois seres, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar. É contrária à Lei de Deus , toda sujeição absoluta de um alguém a outro alguém : a escravidão é o abuso da força.
A LIBERDADE é a condição básica para que a alma construa seu destino, e a princípio parece limitada às necessidades físicas, condição social, interesses ou instintos. Mas quando analisamos a questão mais profundamente, vê-se que a LIBERDADE despontada é sempre suficiente para permitir que o Homem rompa o círculo restrito e construa pela sua vontade o seu próprio futuro.
Intrinsicamente livre, criado para a vida feliz, o homem traz, no entanto, inscritos na própria consciência, os limtes de sua LIBERDADE. Jamais devendo se constituir tropeço na senda por onde vai o seu próximo, é-lhe vedada a exploração de outras vidas sob qualquer argumento, das quais subtraia o direito de liberdade.
A LIBERDADE legítima decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.
Por sua vez, a responsabilidade nasce do amadurecimento pessoal em torno dos deveres morais e sociais, que são a matriz formadora dos direitos humanos.
Pela Lei Natural, todos os seres possuem direitos que, todavia, não escusam ninguém dos respectivos resultados que decorrem de seu uso. A toda criatura é dada a liberdade de pensar, agir e falar, desde que essa concessão respeite os direitos semelhantes do seu próximo.
Vivemos num planeta que caracteriza-se pela predominância do mal sobre o bem; é um planeta inferior, onde seus habitantes estão sujeitos a provas e expiações, daí ser comum que muitos Espíritos não possuam o discernimento natural para empregar a LIBERDADE que Deus lhe concedeu. A ocorrência de abusos de poder , manifestadas nas tentativas do homem escravizar seu semelhante, nas várias formas e intensidades, é o exemplo típico do mau uso desta Lei Natural.
Á medida que o evoluímos, cresce conosco a responsabilidade sobre nossos atos, sobre as nossas palavras e até mesmo, sobre nossos pensamentos.
Neste estágio evolutivo, passamos a compreender que a LIBERDADE não se traduz por fazer ou deixar de fazer determinada coisa de forma irresponsável. Passamos a medir a nossa linha de ação, não deixando com que esta atinja o nosso próximo. Compreendemos enfim, que nossa liberdade termina onde começa a do nosso próximo!
O limite de nossa liberdade existe e em todas as nossas relações socias, é preciso que lembremos constantemente disto: somos viajantes em marcha, ocupando pontos diversos nas escla evolutiva pela qual todos subimos. Assim, nada devemos exigir; nada devemos esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.
Logo, o espírito só está verdadeiramente preparado para a LIBERDADE, no dia em que as leis universais que lhe são externas, se tornem internas e conscientes pelo próprio fato de sua evolução; e no dia em que ele espírito penetrar na lei e dela fizer norma de vida, terá atingido o ponto moral em que nos possuímos, dominamos e governamos a nós mesmos.
Daí em diante, a correçao de seus atos não dependerá de atos externos sobre nós, pois entenderemos que sem a disciplina moral que cada qual deve impor a si mesmo, as liberdades nada serão , pois ter-se-á a aparencia , mas não a essencia da LIBERDADE.
Tudo o que se eleva para a luz, eleva-se para a LIBERDADE.
A LIBERDADE DE PENSAR
Leon Denis , em Problema do Ser, do Destino e da Dor , ensina-nos que o pensamento é criador.
O pensamento não age somente em torno de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal, mas atua principalmente em nós: gera nossas palavras, nossa ações e com ele, construímos cada dia o edifício miserável ou grandioso de nossa vida ´presente e futura.
Modelamos nossa alma e seu invólucro com nossos pensamentos, e assim, segundo o ideal a que visamos, a chama interior aviva-se ou apaga-se. A fiscalização do pensamento implica na fiscalização dos atos, e todo nosso procedimento regular-se-á em harmonia.
No pensamento goza o ser de ilimitada LIBERDADE, pois que não há como lhe põr freios. Pode-se deter o seu vôo mas não acabar com ele. (Livro dos Espíritos, questão 833)
A LIBERDADE de pensamento é atributo essencial do espírito , dado por Deus ao criá-lo. Se há algo que escapa a qualquer opressão é a liberdade de pensamento, pois somente por ela podemos ter a liberdade absoluta, já que o pensamento não se aprisiona, apesar de se conseguir aprisionar a expressão dele.
Pela Lei do Progresso, a LIBERDADE em todas as suas modalidades evolui, especialmente a de se expressar o pensamento, pois atualmente não mais vivemos na época do "crer ou morrer", e na verdade, de século em século, menos dificuldades o Homem encontra para pensar com total liberdade, e a cada geração que surge, mais amplas são as garantias individuais no que tangem à inviolabilidade do nosso íntimo.
Apesar da LIBERDADE de pensar ser ilimitada, ela depende do grau evolutivo de cada espirito, na sua capacidade de irradiação e de discernimento. Á medida que um espírito progride, desenvolve-se-lhe o senso de responsabilidade sobre seus atos e pensamentos.
A liberdade de consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.
Graças a isso, o limite da liberdade encontra-se inscrito na consciencia de cada pessoa, que gera para si mesma a sombra e a dor, que será extinta mediante o impositivo da reencarnação , ou a luz da perene harmonia.
Deus conhece o pensamento humano!
LIBERDADE DO LIRE ARBÍTRIO ( CONSCIENCIA)
A consciencia é um pensamento íntimo, que pertence ao Homem, Só a Deus cabe o direito de julgar a consciencia , pelas leis da natureza que regulam as relações entre Ele e o Homem.
A LIBERDADE de consciencia é livre, a convicção não se impõe. É consequencia da LIBERDADE que o Homem tem de pensar, e estão intimamente ligadas de forma indissolúvel , e fazem parte dos direitos naturais nossos , pois sem a LIBERDADE de pensar , não teríamos a LIBERDADE de consciencia.
Toda crença filosófica, doutrinária, política, deve ser respeitada , posto que é fruto da LIBERDADE de consciencia. podemos não aceitá-la em seus fundamentos, mas devemos aceitá-la como direito natural do próximo.
Como temos LIBERDADE para escolhermos nossas ações e agirmos de acordo com nossa consciencia, temos desde crianças a LIBERDADE de escolha através do Livre Arbítrio, que nos acompanha em toda a nossa existencia.
Livre Arbítrio é quando podemos escolher o que desejamos realizar. A existencia do Livre Arbítrio tem sido questão central na história da filosofia e da ciencia, além de ter implicações religiosas, morais, psicológicas.
Os espíritas crêm que toda causa provoca um efeito e que todo efeito advêm de uma causa. Neste contexto, Deus é a causa primária de todas as coisas. Assim, também em relação ao Livre Arbítrio , já que este ganha proporções maiores á medida que o grau de evolução (moral e intelectual) do espírito se desenvolve.
O Livre Arbítrio pode ser limitado em certas situações , quando isso proporciona evolução do espírito, como por exemplo, no caso das reencarnações compulsórias , onde o espírito "ocioso" é compelido a reencarnar mesmo contra a sua vontade, subjugando-se seu Livre Arbítrio, como também em reencarnações por doenças em que o espírito depende de quem está ao seu lado, pois é limtado nos atos, reencarnações por resgate necessário ao espírito.
Podemos dizer então que, o Livre Arbítrio como a liberdade de pensar e agir, que todo espírito é dotado sendo encarnado ou não , de determinar a sua própria conduta, de fazer a escolha entre seu querer e agir , fazendo com que prevaleça uma sobre a outra.
As predisposições instintivas são trazidas pelo espírito de outras reencarnações e são assim, o resultado do modo com que utilizou o seu livre Arbítrio, e tanto podem levar-nos a atos contrários às Leis Naturais como pode nos levar a vontade de resistir ao mal. Assim. estas predisposições instintivas não podem ser consideradas limitadoras do Livre Arbítrio, primeiro proque resultam da sua utilizaçãoe e em segundo porque não impedem que ajamos contra elas.
O Livre Arbítrio não é absoluto , pois reconhecemos as limitações a que estamos sujeitos , que condicionam e cerceiam as nossa LIBERDADE. Segundo os espíritos, são fatores limitadores do exercício do Livre Arbítrio, as condições orgânicas, as turbações mentais e a posição em que nos encontramos na Terra.
A matéria exerce influencia na vida do espírito, prejudicando-lhes as manifestações e principalmente aqui onde vivemos, pois os corpos são ainda muito densos.
CONCLUSÃO
Intrinsincamente criados para a vida feliz, trazemos entretanto , em nosso íntimo, os limites da nossa LIBERDADE.
Centenas de milhões de espíritos transitam pela Terra sem condições básicas para o seu discernimento e condução. Mas a ninguém é permitido aproveitar-se destas circunstancias , para coagir e submeter os que estão na retaguarda do progresso.
Ao contrário, segue a Lei de Deus, queles que os atendem , preparando-os para o avanço e o crescimento.
Coube ao Cristianismo mostrar que, perante Deus , só existe uma espécie de Homem e que mais ou menos puros e elevados, eles o são não pelos atributos físicos, mas pelo espírito, pela melhor compreensão que tenham das coisas e principalmente pela bondade que imprimam em seus atos.
Estamos ainda longes de uma vivência mundial de integral respeito às LIBERDADES HUMANS, mas já as aceitamos como um ideal a ser atingido , e isso é um grande passo, pois com tal entendimento, mais dia, menos dia, nos elevaremos a esse estado de paz e de felicidade a que todos aspiramos. ASSIM SEJA!
No nono capítulo das Leis Morais, em uma simples análise dos títulos que separam os assuntos das respostas dos espíritos já temos uma dica, o que deve ser tratado como igualdade ou desigualdade.
As igualdades são as naturais, dos direitos dos homens e das mulheres e no túmulo. As desigualdades, essas na maioria das vezes em razão do nosso nível de evolução, são as de aptidão, sociais e de riqueza. A riqueza e a pobreza são tratadas como provas.
Quando é aberto o capítulo já temos a informação, que teria que ser óbvia, mas infelizmente não é que todos somos iguais perante Deus, e isso vale para ricos, pobres, homens e mulheres.
As desigualdades de aptidões e de níveis econômico e social são fruto do nosso estágio evolutivo, levando em conta o número de encarnações que já realizamos, e do livre arbítrio, onde cada aproveita mais ou menos as oportunidades que tem.
Levando-se em conta a importância da saúde do corpo que nascemos - lembrando sempre que, apesar de precioso, ele é um mero invólucro - o espírito terá mais ou menos chance de desenvolver a sua inteligência. Um corpo perfeito é importante para um gênio – que trás a sua sabedoria do plano espiritual, mas sozinho não reabilita um espírito inferiorizado.
A desigualdade social é obra dos homens, não existe sangue puro e sim espírito puro, essas premissas nos levam à outra reflexão que só com o fim do orgulho e do egoísmo entenderemos as lições deixadas por Jesus. Os que oprimem e escravizam ferem gravemente as leis de Deus.
Tanto a riqueza como a miséria, como já observamos no início, são provas. O pior da miséria é não entendê-la como tal (que é uma provação), partindo para lamúrias, questionando à sociedade e a Deus.
Já os ricos somam mais problemas, heranças espúrias, fortunas obtidas de forma nada moral, ou ainda legal. Para esses serve a máxima de que é mais fácil um camelo passar num buraco de agulha de que um rico entrar no reino dos céus.
Aqui não é importante antiga discussão se o tal do camelo é corda ou o bicho mesmo, o que importa é que, se essa riqueza não gerar empregos, produtos e oportunidades, se ficar por conta de alimentar ócios e paixões materiais, a cobrança será séria.
Um alento fica para os herdeiros que utilizarem bem as suas riquezas, além da sua própria evolução, pode recuperar o débito de quem a obteve de forma injusta. À sociedade e aos governos cabe dar oportunidades iguais para todos, e a cada um melhor saber aproveitá-las. Nesse ponto o educador Kardec lembra a importância de sua área, ou seja, da educação como um divisor entre a miséria, o desemprego e as chances que podem ser criadas para quem não as tem.
Entre homens e mulheres os espíritos distinguem principalmente a importância da mulher, independente de seu físico e da alternância da encarnação como ser feminino ou masculino, na sua sensibilidade de criar a todos. Aos homens lembramos que ele nada seria sem os ensinamentos que ganhou logo nos primeiros dias de quem o gerou, uma mulher.
Também nesse caso os espíritos lembram que a opressão ao outro ser fere o “Amai o próximo como a ti mesmo” e também o não faça ao outro o que não quer para si.
Por fim é nos lembrada a maior igualdade, a diante do túmulo, onde finda o último ato de orgulho do homem.
O capítulo nos remete a reflexões interessantes, uma delas é que tanto como os encarnados os espíritos sentem saudade e gostam de ser lembrados, muitas vezes assistem não só o seu enterro, como também a divisão de seus bens materiais, nesse caso como aprendizado.
Francisco Sérgio Nalini – nalini@esquinas.com.br
Nilson Freire Torres (ntorres1952@gmail.com) e Adriana Tavares (dryi34@yahoo.com.br)
Livro dos Espíritos, Leis Morais, questões; 776 a 802 PROGRESSO; Movimento ou marcha para frente e para cima. Avanço natural da humanidade para maior conhecimento e FELICIDADE.
Na lenda mitológica de Adão e Eva, Deus teria proposto ao primeiro casal, que se eles fossem obedientes ou mais precisamente se não provassem do fruto proibido. Se fossem bonzinhos, viveriam num estado de plena felicidade e lazer, sendo dispensados inclusive do trabalho.
Sabemos o que aconteceu; comeram do fruto proibido e foram condenados a “ganhar o pão de cada dia com o suor do próprio rosto”
Seria como Deus tivesse determinado: “Vocês terão proteção, alimento, moradia, etc., mas com a condição de permanecerem na ignorância...”
Assim, de acordo com a lenda, Adão e Eva, e todos nós por conseqüência, tiveram que trabalhar e iniciou-se aí o progresso do homem.
Como sabemos o trabalho e o progresso são Leis naturais, portanto, Divinas.
Na questão 777, Kardec perguntou aos Espíritos Superiores se o homem em seu estado primitivo, ou em um estado de desenvolvimento mais modesto, e, portanto livre dos tormentos e pressões que um estado mais avançado proporciona não seria mais feliz. A resposta não deixa dúvidas; “- Trata-se da felicidade do bruto, do ignorante...”
Muitos de nós vivemos o seguinte dilema; ter uma vida mais simples e modesta e, portanto menos complicada, ou uma vida mais sofisticada, em que somos empurrados para estar sempre muito atualizados, especialmente “possuindo” as coisas que a mídia nos incita a ter e assim, conviver com todos os estresses daí decorrentes.
Não há duvidas, como em tudo, o melhor é buscarmos o equilíbrio, o bom senso.
O progresso é inexorável. Podemos pelo nosso livre arbítrio atrasá-lo, mas nunca impedi-lo. Leon Denis em “Cristianismo e Espiritismo” diz; “Todas as almas são perfectíveis e suscetíveis de educação; devem percorrer os mesmos caminhos e chegar da vida inferior à plenitude do conhecimento, da sabedoria e da virtude. Não são todas igualmente adiantadas, mas todas hão de subir cedo ou tarde(...)”
O progresso Intelectual e o Moral, raramente andam juntos, há muitos homens cultos e atrasados moralmente. A inteligência e a cultura não garantem estatura Moral. O desenvolvimento intelectual e moral são duas forças que se equilibram com o tempo.
O progresso Intelectual e Moral são sempre cumulativos, ou seja, nosso “estoque” sempre aumenta.
Em O Céu e o Inferno, Kardec diz; “Todo Espírito que se atrasa não pode queixar-se senão de si mesmo, assim como aquele que avança tem todo o mérito do seu progresso”
É comum as pessoas terem a sensação de que hoje as coisas estão piores do que ontem. Isso ocorre em função das freqüentes notícias sobre a violência, a corrupção, a saúde Pública, etc. Não é verdade; hoje somos e estamos melhores do que ontem. O homem jamais retrograda.
É a tempestade e a agitação que purificam a atmosfera após a perturbação. Se compararmos os costumes sociais de hoje aos de alguns séculos atrás, seria preciso ser cego para negar que houve progresso moral.
Os principais obstáculos do progresso moral são o Orgulho e o Egoísmo, uma vez que o progresso intelectual sempre avança.
Está na educação convenientemente entendida a chave do progresso moral.
As Leis dos homens sempre se modificam para melhor e acompanham o progresso moral.
Na questão 798, Kardec perguntou; “O Espiritismo será para todos ou permanecerá como privilégio de algumas pessoas?”
Ao que responderam os Espíritos Superiores; “– Certamente, ele se tornará uma convicção íntima de todos e marcará uma nova era na história da humanidade, porque está na ordem natural das coisas, na natureza, e é chegado o tempo de ocupar o seu lugar entre os conhecimentos humanos. (...)”
É importante que tenhamos em mente que talvez a religião do futuro do homem na Terra não se chame Espiritismo, mas tenhamos a certeza que os princípios espiritistas serão sim, o futuro das religiões.
Não há dúvidas de que os ensinamentos do Espiritismo, se colocados em prática contribuem para o progresso do ser humano, mas devemos estar atentos para com as armadilhas do orgulho e da vaidade.
Não nos esqueçamos de que a Doutrina Espírita será o que dela fizermos.
Marcos Papa – marcospapa@uol.com.br
Constatamos diariamente pelos noticiários que a nossa situação social é ruim.
O Brasil possui a segunda pior concentração de renda do mundo, altíssimos índices de violência, criminalidade infiltrada e muitas vezes operando as mais altas esferas de nosso poder público. Escândalos são sucedidos por outros escândalos, e estes nos fazem esquecer daqueles antes que sejam esclarecidos e os responsáveis legalmente punidos.
Felizmente temos a certeza plena, com Jesus, de que aqueles por quem os escândalos vêm terão que colher o que plantaram em experiências educativas nos processos reencarnatórios. Aprendemos com Kardec que por escândalos devemos entender todos os atos que lesem o próximo ou a nós mesmos, sejam do universo público ou privado; portanto juízo! Jesus também nos revela a Lei Divina que determina seja dado a cada um segundo suas obras. O plantio é opção, a colheita obrigação. Melhor plantar melhor. Essa certeza plena nos confere paz para não permitirmos que a indignação, saudável, descambe para a revolta piorando nosso campo vibratório e anulando uma reação equilibrada, orando pelos que tropeçam moralmente, mas exigindo a aplicação da lei, na construção da sociedade civilizada que almejamos.
A boa notícia é que já progredimos muito.
Em Obras Póstumas, Allan Kardec nos relembra nossa organização social antiga anunciando o surgimento futuro da aristocracia intelecto-moral, como conseqüência do processo evolutivo no qual todos estamos amorosamente matriculados. “Das ovelhas que Meu Pai Celestial Me confiou, nenhuma se perderá”. Ufa...!
Informa o codificador que as Aristocracias, do grego “poder dos melhores”, já foram dos patriarcas, em tempos primitivos. Depois, por força das guerras, a da força bruta, liderada pelos mais fortes; a do ouro, liderada pelos mais ricos, os reis e seus descendentes. Evoluímos para a aristocracia da inteligência, mais justa, mas não a ideal. Os piores malfeitores da humanidade eram muito instruídos, mas não eram moralizados, ou educados, se preferirmos a visão Espírita de educação; o mesmo acontece hoje.
À medida que o homem aprender e praticar os princípios éticos universais ensinados por Jesus, e explicados por Kardec, teremos uma aristocracia moral e intelectualmente desenvolvida.
Nosso olhar panorâmico em direção ao passado nos dá coragem em trabalhar o presente e sonhar com a “ciência e o amor a favor futuro..com o respeito, os humanos direitos fazendo pensar os pilares de uma nova era”.
As circunstâncias mudaram, mas na essência nosso desafio continua o mesmo: reformar o nosso caráter! Combater nossas más tendências e trabalharmos no bem, no limite das nossas forças! Alinhar as nossas atitudes às recomendações do Mestre. “Amar com ardente caridade” o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Ter para com os outros a mesma paciência que adoramos que tenham conosco.
Como realizar esse progresso em nós sem vivermos em sociedade? Isolados vamos perdoar quem? Ajudar a quem? Aprender com quem? Construir a democracia plena para quem?
Como prescindir da instituição da família no nosso acolhimento cristão-espírita nos retornos à arena terrena?
Deus sabe o que faz e nos pôs a viver em sociedade para juntos realizarmos a construção de nós mesmos rumo à felicidade com Ele, para sempre!
Edegar Tão
edegar.tao@mac.com
Perg. 728 – A destruição é uma lei da natureza ?
“É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque isso a que chamais destruição não é mais do que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos”.
O Livro dos Espíritos-Livro III-Das Leis Morais-Cap. VI
“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Antoine Lavoisier
Como os Espíritos da Revelação afirmam, é necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar.
A Lei da Destruição, que também poderia ser chamada de Lei da Transformação, apresenta essencialmente uma condição inequívoca que atinge a todos os seres viventes: o aperfeiçoamento contínuo e progressivo.
O animal selvagem, para sobreviver, se vê impelido pelo instinto a destruir outro ser vivo, nutrindo-se de sua carne. No processo biológico da metamorfose, vemos a destruição da lagarta para o surgimento da borboleta. Na renovação da plumagem de algumas espécies de aves, perdem-se as penas num momento, para que outras surjam mais fortes e coloridas.
Tudo à nossa volta está em constante transformação; se destruindo, se reconstruindo, se aperfeiçoando. Este ciclo progressista é fenômeno natural.
Deus utiliza as criaturas como instrumentos, a fim de alcançar seus objetivos superiores. Reconhecendo isso, vemos que o que sofre a destruição de fato é apenas o invólucro exterior, o veículo orgânico; visto que o princípio inteligente é indestrutível e certamente se elaborará, mais e melhor, noutras oportunidades existenciais.
No equilíbrio verificado na natureza, os animais não se destroem mais do que o necessário, não ultrapassando os limites da necessidade. O homem, ao contrário, não raro destrói sem necessidade, abusando da liberdade que lhe foi concedida e do mau uso que faz de seu livre-arbítrio. Certamente, aqueles que assim agem, responderão por seus excessos.
A infinita sabedoria divina, também se utiliza de flagelos naturais, que terminam por proporcionar avanços, embora muitas vezes, não nos seja possível apreciar os resultados. Terremotos, secas, tsunamis, furacões e outras catástrofes naturais são instrumentos necessários para o progresso, para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. Ainda que o homem de bem sucumba ante estas catástrofes, é preciso considerar que os Espíritos preexistem e sobrevivem a tudo, e que continuarão sua jornada evolutiva. Em todas estas circunstâncias, entretanto, o homem tem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus, manifestando seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo.
Ainda assim, evidente, a misericórdia de Deus emprega todos os dias infinitos meios para que o progresso ocorra, sem se utilizar de flagelos destruidores.
Uma outra forma ainda presente de destruição que conhecemos é a guerra. Os Espíritos afirmam que a predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual é o principal motivo que impele o homem à guerra. Contudo, à medida que o homem progride, a necessidade da guerra vai diminuindo e suas causas sendo evitadas, até que nenhuma manifestação belicosa entre povos e nações exista, indicando um grande avanço à humanidade, já capaz de compreender a justiça e praticar a lei de Deus.
Aquele que tira a vida de seu semelhante através do assassínio comete grande crime aos olhos de Deus; destruindo a existência de um outro ser, impedindo-o de vivenciar suas experiências. Mas Deus julga mais pela intenção do que pelo fato, e é por isso que nos assassinatos praticados durante a guerra, quando o soldado se vê constrangido pela força a tirar a vida daquele que considera inimigo, pode ter menos culpa do que aquele outro que comete assassínios e crueldades.
A crueldade aliás, é o instinto de destruição no que tem de pior, resultado de uma natureza má daquele que a pratica, se derivando da falta de desenvolvimento do senso moral que existe, como princípio, em todos os homens. A humanidade progredindo, expulsará gradualmente os seres em que o instinto do mal domina, pois estes se encontrando deslocados entre as pessoas de bem, deverão continuar suas existências em outras oportunidades de aprendizado.
No passado, nas figuras dos duelistas, encontramos o homem que arrisca a sua vida, pelo orgulho e pela vaidade, prenunciando o ato suicida ou o ato homicida. Qualquer que fosse, entretanto, o resultado dos antigos duelos, havia ali um combate equivocado e sem propósitos, demonstrando apenas a natureza ainda embrutecida de seus participantes.
Ainda presente em algumas nações, a pena de morte é mais uma demonstração destrutiva existente entre os homens. Como os Espíritos da Codificação afirmam, seguramente ela desaparecerá da Terra e assinalará um progresso da Humanidade.
O homem, à medida que progride moralmente, se dará conta do que é justo e do que é injusto; compreenderá melhor suas necessidades, ajustando-se social e moralmente, reafirmando novas atitudes e posturas perante à vida. A própria necessidade da destruição na Terra diminuirá à medida que a natureza espiritual se sobrepor à natureza material. As Leis de Deus, soberanas e imutáveis, misericordiosas e justas, serão mais aceitas e compreendidas, permitindo à humanidade o entendimento de sua finalidade superior.
Edegar Tão
edegar.tao@mac.com
Como os Espíritos da Revelação afirmam, é necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar.
A Lei da Destruição, que também poderia ser chamada de Lei da Transformação, apresenta essencialmente uma condição inequívoca que atinge a todos os seres viventes: o aperfeiçoamento contínuo e progressivo.
O animal selvagem, para sobreviver, se vê impelido pelo instinto a destruir outro ser vivo, nutrindo-se de sua carne. No processo biológico da metamorfose, vemos a destruição da lagarta para o surgimento da borboleta.
Tudo à nossa volta está em constante transformação; se destruindo, se reconstruindo, se aperfeiçoando. Este ciclo progressista é fenômeno natural.
Deus utiliza as criaturas como instrumentos, a fim de alcançar seus objetivos superiores. Reconhecendo isso, vemos que o que sofre a destruição de fato é apenas o veículo orgânico; visto que o princípio inteligente é indestrutível e certamente se elaborará, mais e melhor, noutras oportunidades existenciais.
Terremotos, secas, tsunamis, furacões e outras catástrofes naturais também são instrumentos necessários para o progresso, para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos. Em todas estas circunstâncias, entretanto, o homem tem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus, manifestando seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo.
Uma outra forma ainda presente de destruição que conhecemos é a guerra. Os Espíritos afirmam que a predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual é o principal motivo que impele o homem à guerra. Contudo, à medida que o homem progride, a necessidade da guerra vai diminuindo e suas causas sendo evitadas.
Aquele que tira a vida de seu semelhante através do assassínio comete grande crime aos olhos de Deus; destruindo a existência de um outro ser, impedindo-o de vivenciar suas experiências.
No passado, nas figuras dos duelistas, encontramos o homem que arrisca a sua vida, pelo orgulho e pela vaidade, prenunciando o ato suicida ou o ato homicida, e demonstrando apenas a natureza ainda embrutecida de seus participantes.
Presente em algumas nações, a pena de morte é mais uma demonstração destrutiva existente entre os homens que desaparecerá da Terra, assinalando um progresso para a Humanidade.
O homem, à medida que progride moralmente, se dará conta do que é justo e do que é injusto; compreenderá melhor suas necessidades, ajustando-se social e moralmente, reafirmando novas atitudes e posturas perante à vida. A própria necessidade da destruição na Terra diminuirá à medida que a natureza espiritual se sobrepor à natureza material. As Leis de Deus, soberanas e imutáveis, misericordiosas e justas, serão mais aceitas e compreendidas, permitindo à humanidade o entendimento de sua finalidade superior.
Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré
Neste mês apresentamos aos leitores do Jornal Verdade e Luz um trabalho diferente do grupo de oradores da USERP. Descrevemos abaixo, de forma sintética, a discussão feita pelo grupo com o objetivo de programar as palestras, seu conteúdo e seqüência. Com a participação de 27 oradores, este é um trabalho coletivo, e contém várias linhas possíveis de exploração do tema, com diferentes reflexões e conteúdos. Esperamos que seja útil aos leitores da mesma forma que foi para nós.
A) Como iniciar a palestra:
1) Discutir o Limite do Necessário (p.715) → refletir sobre a atitude do dia-dia + limites fornecidos pela Natureza e pelos avanços da Ciência e da Sociedade → Abuso causa destruição (p. 713) → As Leis são integradas (ex: conservação e destruição ocorrem simultaneamente)
2) Preservar-se da Avareza (referências abaixo: Ev. Seg. Espiritismo, de Allan Kardec, e/ou Parábolas e Ensinos de Jesus, de Caibar Schutel)
3) Fazer a seqüência d’O Livro dos Espíritos: Instinto de Conservação – Meios de Conservação – Gozos dos Bens da Terra – Necessário e Supérfluo - Privações Voluntárias
B) Desenvolvimento da palestra:
1) Instinto de Conservação: relativo?
2) Meios de Conservação: Bens da Terra (p.705 e 706) → Socialização dos bens da Terra → EGOÍSMO → Homem na Natureza → “agressão” → recursos naturais acabam? → privações (efeito estufa, fim da água potável, etc). Um pensamento: “bom senso no uso dos recursos naturais”.
2.a) Um desenvolvimento paralelo do tema: A guerra como um exemplo drástico → matar para não morrer x a responsabilidade do ato (p.709).
2.b) Outro desenvolvimento paralelo do tema: evolução do conhecimento nos cuidados com o corpo / prevenção da saúde física e psicológica → associa-se com o último tópico Privações Voluntárias.
3) Gozo dos Bens da Terra: O bem estar na Terra → Prazer do homem (p.711 e 712) → “não conformismo, buscar o bem estar” → Um pensamento: “o mesmo sal que conserva o alimento, dá sabor”
4) O Necessário e o Supérfluo: Necessidade de viver / aproveitar para aprender x Egoísmo dos homens (A NECESSIDADE DO APRENDIZADO) → Mudanças do necessário com a evolução científica e social
5) Privações Voluntárias: Comer ou não Carne? (p.723 e 724, e as possibilidades atuais de complementação com polivitamínicos e minerais).
C) Conclusão da palestra:
1) Um Pensamento: “somos co-criadores: 1º auto-conservar e 2º conservar a Natureza.
2) Uma pergunta: Discutir a p.727
Bibliografia:
1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, segunda edição (1860), livro terceiro, capítulo VI (Lei de Conservação).
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, capítulo XVI, item 3 (Guardar-se da avareza)
3) Parábolas e ensinos de Jesus, Caibar Schutel, A Parábola da Avareza, editora O Clarim. Acessível pela Internet em: www.comunidadeespirita.com.br/parabolas
O Amor se apresenta como a necessidade fundamental da criatura. Permutar vibrações de afeto com as almas afins é uma condição obrigatória para a alma encarnada ou desencarnada, pois através desse processo o Espírito se alimenta, se fortalece e se completa, é trocar valores energéticos.
Da mesma forma que o corpo nutre-se de recursos orgânicos para sua sobrevivência, assim também o Espírito vai nutrir-se de recursos afetivos para o seu equilíbrio íntimo.
Segundo André Luiz “a alma por si mesma, nutre-se apenas de Amor”, e defini o amor como: “a combinação vibratória, a afinidade máxima ou completa".
Reprodução como lei natural:
De acordo com os postulados espíritas, Deus criou os Espíritos simples e ignorantes; logo, há necessidade da reprodução de formas físicas, a fim de atingirem a perfeição. Como é impossível atualizar todas as virtudes em uma única encarnação, os Espíritos voltam ao plano da matéria quantas vezes forem necessárias. Poder-se-ia dizer que as diversas encarnações têm o objetivo de sublimar o instinto sexual. Quer dizer, todo o Espírito passa do mundo das formas físicas, onde predomina a natureza animal, para os estados de Espíritos superiores, onde predomina a natureza espiritual.
No que tange aos obstáculos à reprodução criados pelo homem, os Espíritos dizem-nos que tudo o que entrava a marcha da Natureza é contrário à lei geral. Deus deu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder que ele deve usar para o bem, mas não abusar. Ele pode regular a reprodução segundo as necessidades, mas não deve entravá-la sem necessidade.
A família: no lar que, salvo raras exceções, as formas físicas são procriadas. A importância da família prende-se ao fato que é ali, no cadinho das quatro paredes, que o novo ser receberá apoio para a sua jornada terrena. Não basta apenas procriar; é preciso que a forma física, animada por um Espírito, receba a influência educativa dos seus progenitores, no sentido de avivar a fraternidade e a solidariedade. Não é sem razão que a maioria dos grandes pensadores definem a família com sendo a célula máter da sociedade.
O parentesco: é a matriz geral das relações sociais. O homem é um ser que vive em sociedade; a sociedade só existe dividida em grupos, que se baseiam no parentesco, e ultrapassam esta divisão original através da cooperação.
A instituição primária que dá origem à solidariedade entre os grupos é o casamento. Um grupo que só contasse com as suas próprias forças internas para se reproduzir biologicamente, que praticasse o incesto, e apenas o incesto, estaria condenado à destruição, indiscutivelmente.
A troca das mulheres entre os grupos é a troca da vida, uma vez que as mulheres fornecem os filhos e o seu poder de fecundidade a outrem que não aos seus próximos.
A lei da exogamia, na qual se baseiam todas as sociedades, deve ser entendida como lei de troca das mulheres e do seu poder de fecundidade entre homens — a mãe e a ama de leite.
Existem formas diversas através das quais as almas afins vão permutar valores afetivos. O intercâmbio sexual, a troca de carinhos, a presença física, ou até mesmo o ato de pensar na pessoa querida são processos de troca magnética.
Kardec, refere como resposta à indagação aos Benfeitores, se a união permanente de dois seres seria contrária à Lei Natural a resposta é: "Não. A união de dois seres é um progresso na marcha da Humanidade.”, e que “Na poligamia nada mais há que sensualidade." Assim, a monogamia é um sinal indicativo de progresso da Humanidade.
As principais funções do casamento são:
a) Formação do lar: através do casamento haverá a formação do grupo familiar, permitindo que novos Espíritos mergulhem nos fluidos do planeta, para avançarem em sua fieira evolutiva. A poligamia permite a reprodução, mas sem a estrutura do lar, indispensável ao crescimento espiritual da criatura.
b) Permuta afetiva: a instituição do casamento vai tornar harmônica e sadia a relação entre os casais, permitindo a troca de valores energéticos, através da permuta de vibrações simpáticas.
c)Aprimoramento sexual: o casamento é um dos elementos mais efetivos no burilamento do instinto sexual. Com o passar dos anos, haverá um natural arrefecimento do interesse sexual entre os cônjuges, e eles estarão aprendendo a se alimentarem do afeto do parceiro através de métodos mais espiritualizados. Aprende, igualmente, o casal a conduzir a sua energia erótica para outras atividades, sublimando a sua função hedonista.
Tipos de Casamento
São cinco os tipos apresentados didaticamente por Martins Peralva, em “Estudando a Mediunidade” :
Afins: São aqueles formados por parceiros simpáticos, afins, onde há uma verdadeira afeição da alma. Geralmente, eles sobrevivem à morte do corpo e mantém-se em encarnações diversas. Pouco comuns na Terra.
Transcendentais: São casamentos afins entre almas enobrecidas, que juntas, vão dedicar-se a obras de grande valor para a Humanidade.
Provacionais: São uniões entre almas mutuamente comprometidas, que estão juntas para pacificarem as consciências ante erros graves perpetrados no passado e simultaneamente desenvolverem os valores da paciência, da tolerância e da resignação. São os mais comuns.
Sacrificiais: São aqueles que se caracterizam por uma grande diferença evolutiva entre os cônjuges. Um Espírito de mais alta envergadura que aceita o consórcio com outro menos adiantado para ajudá-lo em seu progresso espiritual.
Acidentais: São os casamentos que não foram programados no mundo espiritual. Obedecem apenas à afeição física, sem raízes na afetividade sincera.
- O sexo se apresenta então com duas funções fundamentai:
- reprodução: perpetuação da espécie no planeta;
- troca de valores afetivos.
Sexo e Evolução
Os Benfeitores espirituais afirmam a Allan Kardec, que "os Espíritos não tem sexo."
No entanto em diversas descrições do mundo espiritual, observamos Espíritos masculinos e femininos. Até casamento no plano espiritual é relatado.
O Espírito, por si mesmo, não apresenta uma definida personalidade sexual, ou seja, guarda na sua intimidade tanto valores masculinos quanto femininos; todavia ele se submete a diversas encarnações como homem e como mulher. Em cada uma dessas polaridades ele desenvolve condicionamentos específicos, aprimorando-se espiritualmente.
É natural que nos séculos em que estiver estagiando em encarnações masculinas, ele venha a adquirir características físicas e psicológicas inerentes a esta polarização. O mesmo acontece com encarnações femininas.
Mente-Corpo
Embora reconheçamos que na maioria das consciências encarnadas a relação mente-corpo permanece seguramente ajustada, em algumas circunstâncias especiais, a polarização não se realiza, estabelecendo um confronto entre o "sexo espiritual" e o "sexo físico".
Jorge Andréa, em “Forças Sexuais da Alma” apresenta três condições especiais mais detalhadamente:
a) Intersexualismo
Indivíduos que desde o nascimento apresentam fisicamente órgãos sexuais ambíguos, porém sempre com predominância de um pólo sexual que vai ajudar na definição sobre o sexo. Poderá haver necessidade de cirurgia corretora com posterior amparo psicológico e educacional.
b) Transexualismo
Seres absolutamente normais em suas funções sexuais (órgãos sexuais externos), mas que apresentam manifestações psicológicas do sexo oposto. O arcabouço psicológico não corresponde à realidade física.
c) Homossexualismo
Casos típicos de desvios patológicos, em que os indivíduos procuraram atender às solicitações sexuais com parceiro do mesmo sexo, em atitudes ativas ou passivas.
O que mais nos importa, é fazermos uma diferenciação clara entre o transexualismo e o homossexualismo. A primeira condição não configura um desvio de sexualidade. Espíritos que viveram experiências reencarnatórias em um sexo e passam a reencarnar no outro, naturalmente vão experimentar traços, trejeitos e tendências psicológicas do sexo anterior.
O homossexualismo por sua vez caracteriza-se por uma inversão da libido: os indivíduos aspiram a uma comunhão afetiva com pessoas do mesmo sexo.
Inversão Sexual
Importa-nos examinar as raízes do transexualismo: o que leva determinados Espíritos que venham reencarnados em certa polaridade sexual a solicitarem uma existência no outro sexo (ou serem levados compulsoriamente a isto) que de uma forma geral, ocorre em três situações:
a) Processo evolutivo
A Espiritualidade indica que a constituição sexual orgânica do Espírito que vai reencarnar "depende das provas que ele tiver que sofrer", segundo Allan Kardec, que acrescenta:
“como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências. Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens.”
Emmanuel em ”Vida e Sexo” aprofunda o tema, explicando que:
"a vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto através de milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnação, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas" e ainda “o homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em um corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.”
Richard Simonetti acrescenta:
“em elevados estágios evolutivos o Espírito alcança um perfeito equilíbrio entre o que de melhor pode oferecer os dois sexos”.
b) Processos expiatórios e regenerativos
Joanna de Ângelis, em “Limiar do Infinito” explica que
“As aptidões para a reencarnação na masculinidade ou na feminilidade são sempre resultado da conduta na forma anterior, que o Espírito vitalizou, e na qual coletou conquistas e prejuízos que cumpre multiplicar ou reparar em sacrifícios que se impõem no cadinho regenerador da carne.”
André Luiz em “Ação e Reação” lembra que:
“Em muitas ocasiões, quando o homem tiraniza a mulher, furtando-lhe os direitos e cometendo abusos em nome de sua pretensa superioridade, desorganizando-se ele próprio a tal ponto que, inconsciente e desequilibrado, é conduzido pelos agentes da Lei Divina a renascimentos dolorosos, em corpo feminino, para que no extremo desconforto íntimo, aprenda a venerar na mulher sua irmã e companheira, filha e mãe, diante de Deus, ocorrendo idêntica situação à mulher criminosa que, depois de arrastar o homem à devassidão e à delinqüência, cria para si mesma terrível alienação mental para além do sepulcro, requisitando quase sempre, a internação em corpo masculino, a fim de que, nas teias do infortúnio de sua emotividade, saiba edificar no seu ser o respeito que deve ao homem, perante o Senhor.”
c) Encargos particulares
Em muitas circunstâncias, Espíritos cultos e sensíveis reencarnam em corpos que lhes não correspondem aos mais recônditos sentimentos, em vestimenta carnal oposta à sua estrutura psicológica. Esta posição é solicitada por eles próprios no intuito de operarem com mais segurança e valor, não só o acrisolamento moral de si mesmos como também a execução de tarefas especializadas, em favor do campo social terrestre.
Emmanuel esclarece que estes Espíritos:
“Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com que se garantem contra arrastamentos irresistíveis, no mundo afetivo, de maneira a preservarem nos objetivos que abraçam.”
Richard Simonetti explica que o indivíduo nesta situação:
“com uma psicologia que não se ajusta à morfologia, tenderá a sentir atração por indivíduos do mesmo sexo. Com sua consciência não lhe permitirá um envolvimento deste tipo, que sente contraditória à natureza, optará pela solidão afetiva, com o que passará a dedicar-se inteiramente as tarefas a que se propôs, desdobrando sacrificial existência.”
Sexo e Equilíbrio
André Luiz, examinando a questão palpitante do equilíbrio da função genésica opina:
“O instinto sexual para coroar-se com glórias do êxtase, há que se dobrar aos imperativos da responsabilidade, as exigências da disciplina, aos ditames da renúncia.”
- Sexo e Equilíbrio
Responsabilidade
Diciplina
Renúncia
Desvios da Sexualidade
Didaticamente podemos definir os diversos desvios da sexualidade em 2 grupos bem determinados:
1º GRUPO: enfermidades do instinto sexual em função da acumulação dos cargos magnéticos do instinto sexual à falta de sólido socorro íntimo para que se canalizem na direção do bem.
O Instinto Sexual (impulso criador), libido, força sexual da alma é uma energia específica gerada no psiquismo do Espírito e que, ao atingir a sua consciência, vai alimentá-la em seus mais diversos setores.
Essa energia extraordinária que na Terra tem sido utilizada pela maioria de nós, apenas ou quase preferencialmente como combustível para a relação sexual física, é, na realidade, responsável pela criação estética, pelos processos da inteligência, pela prática dos esportes, da música, da mediunidade, etc.
Estancar essa força, através da castidade sexual não construtiva (sem canalização para outras atividades), é condição perigosa e que pode levar a desastres diversos.
Muitos psicopatas, com neuroses de ansiedade, depressão, histéricas são geradas ou agravadas pelas frustrações do instinto sexual não mobilizado.
Jorge Andréa lembra:
“Quando houver isolamento sexual por pieguismos, fanatismos ou conceituação pouco feliz de caráter religioso e sem substituição por outras fontes dinâmicas, a castidade será destrutiva e sem escopo útil."
- Castidade construtiva
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2º GRUPO: Viciação e adulteração do centro genésico em função da utilização inconseqüente e irresponsável das energias sexuais
Nesse grupo vamos identificar diversas distonias sexuais que surgem em decorrência de abusos excessivos e irresponsabilidades cultivadas pelo ser espiritual em suas existências milenáres.
a) Parafilias: São distúrbios da excitação sexual. Indivíduos que só conseguem a excitação sexual efetiva ante certas condições anômalas.
- Exemplos de Parafilias
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b) Frigidez e Impotência Sexual: Joanna de Ângelis lembra-nos que "todo abuso gera imposto de carência", mostrando que na base da impotência sexual no homem e da frigidez na mulher, está, muitas vezes, num passado infeliz do ponto de vista sexual.
c) Mal-formações genitais: O uso do sexo de forma excessivamente negativa, pode lesar gravemente o corpo espiritual nas regiões responsáveis pela sexualidade, imprimindo no corpo físico as mal-formações genitais correspondentes.
d) Ninfomania ou Satiríase: São desvios graves da função sexual que tornam o indivíduo neuroticamente obcecado pelo prazer hedonista. Pessoas profundamente viciadas em relações sexuais, sem o mínimo de auto-controle, chegando a ter 4 a 5 intercâmbios sexuais diariamente.
São indivíduos atormentados dia e noite, pois se mantém constantemente em todo estado de excitação sexual.
e) Homossexualismo
Homossexualismo
Com relação à homossexualidade, muito mais que "causas", poderíamos indicar algumas condições (às vezes simultâneas), em que esta problemática do instinto sexual se exteriorizaria:
a) Inversão sexual
Quando o indivíduo, por deficiência do desenvolvimento espiritual, não suportar as pressões decorrentes de sua nova condição física, buscando o sexo de sua predileção psicológica, na procura de satisfação dos sentidos físicos. São os homossexuais que também são transexuais;
b) Processo obsessivo
Quando ocorre o assédio de Espíritos que buscam provocar ou se aproveitar das distonias no centro da emoção. Atuando sobre os centros genésicos, o obsessor tem sua ação facilitada pelas tendências de vidas anteriores que o obsediado traz impressas em seu perispírito. Quando o indivíduo não possui defesas morais, o processo obsessivo pode chegar a vampirização.
c) Processo vicioso
Quando o indivíduo, mesmo sem enfrentar os inquietantes problemas da inversão sexual, opta por uma vivência homossexual, como um “modo de ser” diferente, em busca de novas experiências no campo do sexo. Como todos os vícios, o homossexualismo com esta característica visa o prazer, que redunda sempre temporário e incompleto, exigindo de cada um posterior reequilíbrio, muitas vezes através do sofrimento e do sacrifício pessoal.
d) Condições psicossociais
Fatores Educacionais: Quando a educação, apoiada em inclinações morais deficitárias, ainda não amadurecida para a verdadeira liberdade, contribui para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas do inconsciente espiritual.
Perturbações psiquiátricas não devidamente diagnosticadas;
Condições esporádicas ou acidentais: enquadra-se nesta situação as relações homossexuais existentes como alternativa para as necessidades sexuais, como nos casos das prisões, dos internatos, no exército, nas guerras, etc., quando a separação dos indivíduos de sexo opostos é de longa duração;
Deve-se ressaltar que muitos homens e mulheres que durante este período mantém um comportamento ou uma conduta homossexual, muitas vezes forçado pelo meio, retornam à heterossexualidade após cessada a condição extraordinária.
Identificação psicossexual: psicologicamente, parece haver nos indivíduos homossexuais uma grande identificação afetiva com a mãe, numa relação simbiótica, e que vai dificultar o seu processo de humanização, de tomada de consciência de si, dos outros e do mundo.
Há, aparentemente, uma insistente figura paterna que fica “à espreita” nas biografias dos homossexuais, denunciando uma relação atribulada e de difícil com o pai, enquanto a mãe apareceria numa posição de cumplicidade com o filho.
Como dever conduzir a sua sexualidade, o indivíduo homossexual?
Diante das colocações feitas, podemos ver que sexo não se restringe à área genital, mas que pode, e deve, ser entendida em termos de uma energia mais abrangente, uma força criadora que todo ser traz dentro de si e que lhe serve de força motriz. André Luiz em, “Evolução em Dois Mundos”, coloca:
“O sexo é mental em seus impulsos e manifestações, transcendendo quaisquer impositivos da forma em que se exprimem.”
Deste modo, o indivíduo deveria canalizar seus impulsos, construindo e sublimando suas emoções; através da castidade que, no caso, tem um sentido bastante expressivo. Segundo Jorge Andréa em, “Forças Sexuais da Alma”:, onde
“Esta castidade não representaria o isolamento de canais das forças sexuais profundas, porém uma afetiva aplicação das energias do Espírito nas grandes construções do bem, onde os frutos das artes autênticas deixam mostras de forças criativas em constante efusão.”
Daí o erro de se insistir em relações homossexuais que, embora aparentemente harmônicas no princípio, logo se desestruturam na maioria das vezes, deixando bem claro quanto elas são ilusórias. A relação homossexual é na realidade uma relação narcisista, de igual para igual, e como tal não há complemento, não há um investimento afetivo-sexual real no, e para o outro.
É pela reeducação mental, que o Espírito portador desta distonia vai regularizar os hábitos viciosos, corrigindo seu conceito de prazer e felicidade.
Esta posição, no entanto, não invalida a idéia de que um homossexual venha a experimentar uma comunhão afetiva com indivíduo do outro sexo, desde que se sinta gratificado com esta relação. A relação heterossexual monogâmica sadia poderia contribuir para o reequilíbrio das energias genésicas em uma pessoa que vivencia a condição de homossexualidade.
O Divórcio
A posição espírita ante o divórcio está plenamente estabelecida nas duas obras mais conhecidas da codificação espírita: O Livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Ao indagar sobre a indissolubilidade do casamento a resposta dos Espíritos a Kardec é que é apenas uma lei humana, não /lei de Deus:
“A indissolubilidade do casamento é uma lei humana muito contrária à lei natural.”
Os Benfeitores voltam a insistir e dizem:
“As vossas leis nesse particular são erradas, pois acreditais que Deus vos obriga a viver com aqueles que vos desagradam.”
E Kardec comenta:
“O divórcio é uma lei humana cuja finalidade é separar legalmente o que já está separado de fato. Não é contrária a Lei Natural, pois só virá reformar o que os homens já fizeram.”
Essa posição demonstra que o Espiritismo não é contrário à instituição do divórcio, embora não venha a estimulá-lo, nem tampouco incitá-lo nos casais com problemas de relacionamento .
A este respeito, apresentamos algumas opiniões importantes:
Para André Luiz/Chico Xavier, em Evolução em Dois Mundos, considera que somos de parecer que não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens, porque não existem na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum. Os homens e as mulheres, mal saídos do regime poligâmico sofrem ainda as sugestões animalizastes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar-se dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores.
Joanna de Ângelis - Divaldo Franco em Após a Tempestade, reconhecem Imprescindível que, antes da atitude definitiva para o divórcio, tudo se envide em prol da reconciliação, ainda mais considerando quanto os filhos, que merecem que os pais se imponham em uma união respeitável, de cujo esforço muito dependerá a felicidade deles. Na dissolução dos vínculos matrimoniais, o que padeça a prole, será considerado responsabilidade dos genitores, que se somassem esforço poderiam ter contribuído com proficiência, através da renúncia pessoal, para a vida dos filhos.
Emmanuel/Chico Xavier, no livro Vida e Sexo, reconhecem que em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas.
A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã, as mulheres transformadas, capazes de impor-nos dificuldades enormes. No entanto, essa mesma jovem foi, no passado, vítima de nós mesmos, quando lhe infringimos os golpes de nossa própria deslealdade, convertendo-a na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora relevar e retificar. O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições. Esse mesmo rapaz, porém, foi no pretérito a vítima dele próprio, quando desregrado ou caprichoso, lhes desfigurou, o caráter, metamorfoseando-o no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e reeducar.
Anticoncepção e Aborto
Anticoncepção
Segundo o pensamento médico oficial, o Planejamento Familiar tem como finalidade:
- Prevenir gestações não desejadas; opção do casal quanto ao tempo de conceber;
- Evitar a gravidez nas pacientes de risco produtivo; aquelas mulheres portadoras de moléstias várias que poderiam sofrer um agravamento com a gestação;
- Diminuir o índice de abortamento, por impedir a gravidez não desejada.
Os métodos anticoncepcionais são didaticamente divididos em Transitórios e Definitivos.
Métodos transitórios
- Hormonal: inibe a ovulação, altera o muco do colo uterino e o movimento das trompas. Pode ser oral, injetável ou através de implantes.
- Métodos de Barreira: impedem a penetração do espermatozóide no colo ou exerce um efeito nocivo sobre o mesmo impedindo seu movimento. São eles condon, diafragma e produtos espermaticidas.
- Dispositivo intra-uterino (DIU): altera a motilidade útero-tubário, o muco cervical, a química do endométrio e tem ainda uma ação lesiva sobre o espermatozóide. Discute ainda a ciência oficial se os diversos mecanismos de ação do DIU, colocam-no como método abortivo. Sabe-se, com certeza, que 50% das mulheres que engravidam com o DIU vêm a abortar.
- Métodos comportamentais: São aqueles em que se tenta evitar a gravidez pela observação dos sinais e sintomas naturais da fase fértil do ciclo menstrual. São eles a tabela, o método de temperatura, o estudo do muco cervical, o coito interrompido e a ducha vaginal.
Métodos definitivos
Laqueadura e vasectomia: consiste na esterilização definitiva por métodos cirúrgicos.
Posição do Espiritismo
Os Espíritos que um casal receberá na condição de filhos, são geralmente programados num período anterior ao renascimento. Assim, a utilização de medidas contraceptivas seria uma atitude prejudicial à realização plena dos compromissos cármicos.
Examinando o pensamento dos principais autores espíritas desencarnados e principalmente a posição apresentada por Allan Kardec , pode-se afirmar que:
- as atitudes anticonceptivas são condições que podem criar obstáculos a concretização de compromissos reencarnatórios (provacionais ou reparadores), na medida em que dificultam o renascimento de Espíritos vinculados ao casal e previamente preparados para renascerem na condição de filhos;
- a Doutrina Espírita desaconselha a utilização rotineira e indiscriminada de medidas contraceptivas por serem um obstáculo ao progresso;
- a posição doutrinária não invalida a idéia de que possa o casal, em certas condições, utilizar-se de métodos anticoncepcionais, sempre em caráter provisório, objetivando coincidir o início da gestação com momentos que lhe pareçam adequado.
Anticoncepção e problemas
Possíveis conseqüências desagradáveis, do ponto de vista espiritual, dos diferentes métodos contraceptivos apresentam-se com particularidades próprias, havendo uma infinidade de condições que podem agravar ou atenuar as conseqüências a seguir. De forma bastante generalizada, a contracepção, em senso lato, poderia acarretar as seguintes conseqüências espirituais:
- adiamento das experiências programadas, com um possível agravamento das provas;
- possível lesão do corpo espiritual, dependendo do tipo de método, do grau de conhecimento e da intenção subjacente com que se utiliza o método. As alterações perispirituais poderão acarretar, numa existência posterior, diversas condições infelizes como a infertilidade, doenças genésicas variadas, etc.;
- repercussões negativas no psiquismo das pessoas envolvidas, que submetido a constantes bombardeios oriundos do complexo de culpa, pode desaguar em patologias emocionais;
- obsessão das pessoas envolvidas, ante o ódio de Espíritos que deveriam renascer na condição de filhos e que, diante da rejeição, desencadeiam um processo de contrição mental negativo.
Em virtude do exposto, ao utilizarem-se métodos anticoncepcionais, deve-se preferir sempre que possível, os métodos comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura) ou os métodos de barreira (condon, diafragma, etc.), por serem menos lesivos para a organização física e conseqüentemente para a organização perispiritual.
Os anticoncepcionais hormonais alterando a fisiologia orgânica, podem gerar implicações negativas no corpo espiritual.
Os métodos cirúrgicos devem ser evitados por serem medidas drásticas, definitivas e quase sempre irreversíveis.
O DIU não deve ser incentivado, pois a possível ação abortiva ainda não foi descartada.
Aborto
Reconhecem-se duas formas de aborto:
Aborto Espontâneo
É aquele que se verifica contra a vontade dos pais, dependente de enfermidades maternas ou fetais e configura quase sempre uma prova ou expiação para os pais e para o Espírito destinado a encarnar.
São quase sempre casais em provação quanto ao seu centro genésico, que vêem frustradas as suas expectativas quanto ao nascimento de um filho, em função de deslizes perpetrados em existências anteriores.
O Espírito do feto, que será expulso do colo uterino através do abortamento, está, naturalmente vinculado ao processo cármico, saldando dívidas do pretérito ou recompondo o corpo espiritual lesado. Muitos Espíritos envolvidos nessas situações foram suicidas em encarnações anteriores.
Segundo Kardec, no Livro dos Espíritos, em alguns casos de abortamento espontâneo não se verifica a presença de um Espírito reencarnante junto ao centro genésico da mãe. O embrião e o feto formam-se obedecendo a regras pré-fixadas de automatismo fisiológico. Isso acontece como provação para os pais.
Há uma forma de aborto espontâneo que, na realidade, ante a Lei Divina, apresenta-se como criminoso.
André Luiz denomina-o de aborto inconsciente, onde a destruição do feto não se efetivará através de ações físicas ou químicas, mas em conseqüência de descargas mentais deletérias da mãe, ou de situações de extremo conflito no lar, pondo dificuldades magnéticas ao desenvolvimento da gestação.
- Aborto Inconsciente –
- Causas
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Aborto Provocado
O aborto provocado ou criminoso, como o próprio nome indica, se deve a uma ação física ou primária provocada pelos pais, ou por outrem, com o objetivo de destruir o feto intra-uterino.
O Espiritismo assume uma posição totalmente contrária a instituição do aborto. Quando Kardec indagou aos Benfeitores eles disseram:
“A mãe, ou qualquer outro, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo deva ser o instrumento.”
De acordo com a Doutrina Espírita, portanto, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando os médicos honrados, sinceros e conscientes sentenciam que o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe.
Essa forma de abortamento, denominado aborto terapêutico, recebe o aval dos Espíritos Superiores :“ É preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.”
Refletindo quanto as conseqüências do aborto delituoso vamos reconhecer nele um dos grandes fornecedores de moléstias diversas, sejam físicas ou mentais, além de se encontrarem na gênese de obsessões e dramas morais inúmeros.
Aborto Provocado - Possíveis Conseqüências
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARGOLLO, Djalma, Sexualidade no Espiritismo- Boletim GEAE Número 272 de 23 de dezembro de 1997
ANDREA, Jorge- Forças Sexuais da Alma, FEB, Rio de Janeiro, 2007
FRANCO, Divaldo/ JOANNA de ÂNGELIS, Leis Morais da Vida Livraria Espírita Alvorada Editora, BA , 1976 , ed.2ª
SOS Família, Leal, ed. 10ª, 2000
GREGÓRIO, Sérgio Biagi- Lei de Reprodução:Casamento e Divórcio; Família, Panorama
Espírita agt, 2006
KARDEC, Allan- Lei de Reprodução. In: Livro dos Espíritos, 45.ed, Rio de Janeiro-parte terceira;Cap 4, p-332-333, FEB.
O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
MACHADO, Sérgio-Lei de Reprodução Palestra Centro Espírita Divino Mestre, set,1997.
XAVIER, F. C. Ação e Reação, pelo Espírito André Luiz. 5. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1976
Vida e Sexo, pelo Espírito Emmanuel, 18 ed., Rio de Janeiro: FEB, 1988.
LEI DE ADORAÇÃO
Um fenômeno psíquico universal
Gustavo Marcelo R. Daré
gmadea@ig.com.br
Adoração é resultado de um sentimento inato no homem: a consciência de sua pequenez e fraqueza perante o mundo que o cerca, levando-o a se curvar diante d’Aquele que o pode proteger.
Adoração é a elevação do pensamento a Deus. Surge concomitante à criação do Espírito. O Espírito é um princípio inteligente imaterial capaz de reencarnar como homem (1) que se caracteriza pela aquisição de um salto qualitativo evolutivo: a consciência do futuro, acarretando a responsabilidade dos atos e a distinção entre bem e mal. Este novo sentido, ou nova sensibilidade (consciência do futuro, percepção da duração do tempo, vivência do infinito)produz o estado de adoração, a idéia de Deus: “Reconhecei o homem pelo pensamento de Deus” (2).
Por isso, adoração é característica da Humanidade. Está presente em todos os povos sob diferentes formas. Há a adoração exterior, formalizada socialmente, seguindo práticas religiosas politeístas ou monoteístas, incluindo sacrifícios humanos e animais, penitências, adoração solitária formal (rezar o terço, prece em posição voltada para Meca), adoração em comum (missa, prece antes das palestras), etc. Há a adoração interior, ou “prece puramente mística”, segundo definição de Allan Kardec (3): a prece proposta por Jesus, modalidades de Yoga, meditações cristãs e budistas.
O modo de adoração está diretamente ligado à idéia que se tem de Deus. Será resultado do desenvolvimento mental do homem e seu contexto social. Suas manifestações variam em um continuum: das mais espontâneas às mais formais até as mais imateriais e espirituais. A experiência de adoração é um estado transcendente de maravilhamento, de êxtase, diante de algo acima de nossas capacidades, gerando atitude de resignação e humildade, vontade sincera de ser melhor e de entrar em contato com a fonte criadora daquele objeto de admiração.A experimentamos diante da Natureza; durante uma vivência de amor, de dor, misericórdia, paz ou paixão; diante de uma obra humana (arquitetônica, literária, musical ou de artes plásticas).
Admirar Deus através de uma obra humana é admirar-Lhe a sabedoria e bondade através da capacidade criativa de sua Criação (o espírito humano). Admirá-Lo através da Natureza é uma adoração intermediada pela capacidade criativa de princípios inteligentes inferiores e de Espíritos Superiores criadores dos planetas. O fundamental na adoração é o estado de desprendimento de si, de doação, humildade e vontade de fazer o bem.
Mesmo em uma sociedade dita materialista e atéia, a adoração a Deus está presente nas filas de museus (museus de arte, de história natural, de ciências, etc.); nas visitas às cidades antigas e grandes construções modernas; na audiência a programas musicais; nas curiosidades sobre Física, Astronomia, Biologia ou Botânica; no sacrifício da vida de um cientista, artista ou político em prol de um ideal.
Tanto quanto Budismo e Hinduísmo, o Cristianismo e o Espiritismo possuem uma proposta de “adoração interior” capaz de melhorar o homem por torná-lo “mais forte contra as tentações” (4): a prece.
A prece profunda, onde a alma se eleva ao Criador; feita como ato de invocação a Deus e de vontade. Prece como estudo de si mesmo: orando com humildade; examinando os próprios defeitos e não as qualidades; não se comparando aos outros, mas procurando o que existe de mal em si. Essencial: “antes de orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-a” (4). O exercício do perdão faz parte da prece cristã e espírita! Como adorar a Deus sem amar seus filhos? Como ter vontade de fazer o bem com desejo de vingança? Como aproximar-se de Deus com o espírito carregado de ofensas? O exercício da prece é um exercício de desprendimento, de humildade, de amor!
Estar em prece é pensar que Deus nos observa em todas as ações (esta é a vivência do orai e vigiai!). Ao despertar, agradecer a Deus por todos os benefícios recebidos até aquele dia, suplicar o Seu amparo, pedir-Lhe a nossa melhoria moral, paciência, resignação e fé. Elevar o pensamento a Ele, quando assistimos a um irmão necessitado, quando uma felicidade nos chega, um acidente é evitado ou quando uma simples contrariedade nos aflora à alma.
Estar em prece é poder repetir com Jesus: “Meu Pai nunca pára de trabalhar e eu também trabalho” (5); “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou” (6); “o Pai está em mim e eu nele” (7); “Pai bondoso!... eu o conheço” (8).
Referências bibliográficas:
(1) O Livro dos Espíritos: perg. 607-a.
(2) O Livro dos Espíritos: perg. 592.
(3) O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVII.
(4) O Livro dos Espíritos: livro terceiro, cap. II.
(5) Evangelho de João, 5.17
(6) Idem, 4.34.
(7) Idem, 10.38
(8) Idem, 17.25
AS LEIS MORAIS E O ESPIRITISMO
PALESTRA: A LEI DIVINA OU NATURAL
614. O que se deve entender por lei natural?
- A lei natural é a lei de Deus; é a única necessária à felicidade do homem; ela lhe indica o que deve fazer ou não fazer e ele só se torna infeliz porque dela se afasta. (O livro dos Espíritos – Livro III – Capítulo I – A lei divina ou natural – Caracteres da Lei Natural)
A lei divina ou natural segundo as respostas obtidas por Allan Kardec nO Livro dos Espíritos é a única e suficiente para que possamos alcançar a verdadeira felicidade, como também é eterna e imutável.
Para que possamos entender o estado de imperfeição e infelicidade dos habitantes do orbe, precisamos também entender o processo evolutivo tanto no aspecto material, como no aspecto moralizador.
No livro A Gênese, podemos encontrar explicações suficientes para começar a entender como tudo se iniciou:
“Na época em que o globo terrestre era uma massa incandescente, não continha um átomo a mais ou a menos que hoje; unicamente, sob a influência dessa alta temperatura, a maior parte das substâncias que o compõem, e que vemos sob a forma de líquidos ou de sólidos, de terras, de pedras, metais e cristais, encontrava-se num estado bem diferente; apenas passaram por um estado de transformação; em conseqüência do resfriamento, e de misturas, os elementos formaram novas combinações. O ar, consideravelmente dilatado, devia estender-se s uma distância imensa; tosa a água, forçosamente reduzida ao estado de vapor, estava misturada com o ar; todas as matérias suscetíveis de se volatizarem, tais como os metais, o enxofre, o carbono, se encontravam em estado de gases. O estado da atmosfera não tinha nada de comparável ao que é hoje; a densidade de todos esses vapores lhe dava uma opacidade que nenhum raio de sol podia atravessar. Se um ser vivente pudesse ter existido naquela época, na superfície do globo, não seria clareado senão pelo brilho sinistro da fornalha colocada sob seus pés. E pela atmosfera abrasada, e nem sequer teria suspeitado da existência do Sol. (A Gênese – Cap. VII – Esboço geológico da Terra – Estado primitivo do Globo – item 18)”
A evolução constante da matéria, na transformação da paisagem incandescente, as diversas eras foram moldando uma nova paisagem, seguindo sempre um plano divino, onde os elementos naturais se combinavam e se transformavam, até o momento em que a primeira molécula impregnada de fluido vital deu “vida” ao planeta.
“O oxigênio, o hidrogênio, o azoto e o carbono, quando se combinam sem o principio vital não formariam senão um mineral ou um composto inorgânico; o principio vital, modificando a constituição molecular desse corpo, lhe dá propriedades especiais. Em vez de uma molécula mineral, temos uma molécula de matéria orgânica. (A Gênese – Cap. X – Gênese Orgânica – Principio Vital – item 18)”
A vida orgânica ensaiava seus primeiros passos, com a transformação do fluido cósmico universal e uma diversidade de organismos fora surgindo, se misturando e se transformando, encontramos no livro Evolução em dois mundos, capítulo 4 – página 49, o seguinte comentário:
“Gênese dos órgãos psicossomáticos – Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.
É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos amebóides; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas, muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações do sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas umas para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas.”
Fantástico mundo que se transforma, sob a batuta dos gênios benfeitores, observado e alimentado em suas necessidades, possibilitando assim a formação de organismos multicelulares, que se sofisticam a cada mutação, atendendo o imperativo de originar corpos que possam abrigar uma nova transformação, o aparecimento dos rudimentos do principio inteligente. No aperfeiçoamento da matéria surge através de milênios de transformações a ordem dos bímanos, que irá abrigar os espíritos, em franca evolução intelectual e moral.
“As propriedades sui generis que são reconhecidas no principio espiritual provam que ele tem sua existência própria independente, pois, se tivesse sua origem na matéria, não teria essas propriedades. Desde que à inteligência e o pensamento não podem ser atributos da matéria, chega-se a essa conclusão, remontando-se o efeito à causa, que o elemento material e o elemento espiritual são dois princípios constitutivos do Universo. O elemento espiritual individualizado constitui os seres chamados Espíritos assim como o elemento material individualizado constitui os diferentes corpos da Natureza, orgânicos e inorgânicos. (A Gênese – Capitulo XI – Gênese Espiritual – Item 6)”
A era da inteligência pressupõe a educação individual e coletiva dos Espíritos, para sobreviver os hominídeos se reúnem em grupos, e logo descobrem que se não houver ordem e disciplina dentro dos agrupamentos, os relacionamentos serão dolorosos e traumáticos, dificultando a sua sobrevivência, assim nascem os primeiros rudimentos das leis sociais, como ferramentas de organização.
A inteligência faculta a todos a transformação, não só no aspecto da matéria, mas também no aspecto de adaptação a novas situações que se derivam de novas e mais sofisticadas necessidades de conforto. É o exercício primário da educação intelectual.
A barbárie impera, as lideranças disputam cada vez o poder de controle dos agrupamentos, a necessidade em limitar tais comportamentos é responsável também pelo aparecimento de deuses, cada qual responsável por uma necessidade; urge que um evento moralizador aconteça, surge Moisés, com o Decálogo, os Dez Mandamentos, ou seja, regras éticas que limitará a ação maléfica de uma humanidade que sofre as penas da ignorância, para que esse novo conceito possa realmente ser aplicado, surge à idéia de um Deus único, punidor e vingativo, é a idéia do olho por olho, dente por dente.
O tempo passa e esse novo conceito moral ganha força entre os povos, até que surge o momento propicio a uma nova ordem de conhecimento, o da responsabilidade consciencial, vem ao planeta Jesus, espírito de admirável entendimento no processo de evolução.
Jesus trouxe a humanidade, através de suas palavras e de seus exemplos, um novo conceito de vivenciar nossas experiências sobre o orbe, as máximas como: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao seu próximo como a si mesmo, ou Não julgueis para não serdes julgados, ou Perdoai ao vosso inimigo para que Deus vos perdoe, e tantos outros conceitos benevolentes, vieram transformar um mundo de ignorância moral, para o entendimento de uma nova era, a era do conhecimento da imortalidade do Espírito e das múltiplas encarnações..
NO Livro dos Espíritos, Livro III – Cap. I – A Lei Divina ou Natural – Item II – Conhecimento da Lei Natural:
619. Deus proporcionou a todos os homens os meios de conhecerem a sua lei?
- Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem; os que melhor as compreendem são os homens de bem e os que desejam pesquisa-la. Não obstante, todos um dia a compreenderão, porque é necessário que o progresso se realize.
A justiça da multiplicidade de encarnações do homem decorre deste princípio, pois a cada nova existência sua inteligência se torna mais desenvolvida e ele compreende melhor o que é o bem e o que é o mal. Se tudo tivesse de se realizar numa só existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem diariamente no embrutecimento da selvageria ou nas trevas da ignorância, sem que deles dependa o próprio esclarecimento?
J. Herculano Pires, nA Gênese, Notícia sobre o livro, comenta:
“O mundo vem se revelando aos homens lentamente, através dos milênios em que as gerações se sucedem. Mas a verdade é que, somente neste século, graças a um extraordinário aceleramento das ciências, a sua realidade começa a desvendar-se aos nossos olhos...
Este livro de Kardec – A Gênese – revelou a existência de um outro mundo na Terra. Não se trata de um mundo distante no espaço, mas de um mundo que interpenetra o nosso e com ele se confunde. Constituído por matéria em outra dimensão, não deixa de ser também material e abriga, por assim dizer, a população dos que chamamos mortos, que estão mais vivos do que nós, comunicam-se conosco e eles mesmos fornecem informações sobre o seu habitat...
... O Espiritismo é o alicerce de uma nova Civilização, a plataforma das futuras conquistas da Humanidade. Precisamos estudá-lo com o respeito devido às obras-primas do saber humano, todas elas sempre orientadas por gênios da cultura, sob a assistência constante dos Espíritos Superiores que velam pela educação planetária...”
É o momento da responsabilidade com o mundo em que vivemos, isto é, nosso próximo, nosso habitat e nós mesmos. O principio do entendimento que existe sim, o caminho da perfeição moral, e que ele é acessível a todos, desde o mais sábio ao mais ignorante dos Espíritos.
A Doutrina dos Espíritos traz ao conhecimento da Humanidade a necessidade de encarnações sucessivas, e cada uma delas precedida de um tempo na Erratidade, destinado à análise das últimas experiências, por conseguinte propiciando ao Espírito planejar a próxima incursão na carne, de maneira clara e consciente, pois ele, no estado de espírito, é dado o conhecimento das causas.
Cada encarnação destina-se, pois a relembrar o que já temos gravado em nossa consciência, as Leis Naturais. Quanto mais aprendemos e nos educamos, conforme aconselhamento do Espírito de Verdade, “Espíritas, amai-vos e instruí-vos”, melhores condições teremos para contribuir com a evolução planetária, decorrente de nosso aprimoramento moral. O Espírito de bem tem melhores condições de ser inspirado por Deus, e realizar excelentes tarefas altruístas.
A Doutrina dos Espíritos, é a doutrina da esperança de um futuro melhor, podemos exemplificar tal comentário, transcrevendo a questão 625, dO Livro dos Espíritos:
Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo?
- Vede Jesus.
Jesus é para o homem o tipo da perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra...
Se pensarmos sobre o comentário feito por Kardec, verem



