Material de Apoio às Palestras
elaborados pelo Departamento de Orientação Doutrinária da USE - Ribeirão Preto:
| Material de Apoio às Palestras 2010 | |||
| Agosto | Pluralidade das Existências – Reencarnação | ||
| Julho | Imortalidade da Alma | ||
| Junho | A Prece | Download | ||
| Maio | Educação, Responsabilidade de Todos | Download | ||
| Abril | Chico Xavier – Um Homem Chamado Amor | 2 | Selo - Chico Xavier | ||
| Março | Deus | PowerPoint | ||
| Fevereiro | Resumo da Doutrina dos Espíritos | Síntese da Doutrina dos Espíritos | ||
| Janeiro | O Reino de Deus | Mme. Allan Kardec | ||
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2006 | |
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2007 | |
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2008 | |
| Veja Material de Apoio às Palestras de 2009 |
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Pluralidade das Existências – Reencarnação
Objetivos: Possibilitar entendimento da reencarnação sob a ótica da Doutrina Espírita – Relacionar a reencarnação com a manifestação da justiça divina – Explicar a relação de causa e efeito no processo reencarnatório – Citar as finalidades da reencarnação – Citar provas da reencarnação – Justificar o esquecimento do passado.
Roteiro da palestra
A – Introdução:
A idéia da reencarnação não é recente nem foi inventada pelo Espiritismo. Trata-se de crença muito antiga, cuja origem se perde no tempo. Como o fato aconteceu, ignoramos (intuição!?), mas sabemos que uma idéia não atravessa séculos e séculos sem consistência. Assim a ancianidade dessa doutrina em vez de ser objeção é prova a seu favor. Os Espíritos ao apresentar esta idéia a renovam dando a ela ponto de vista mais racional e mais de acordo com as leis progressivas da natureza.
B – Desenvolvimento (conteúdo básico, idéias principais, palavras chave):
> A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior, a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois nos oferece os meios para resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam. (OLE- AK 171)
> Se admitirmos a justiça de Deus, não podemos deixar de admitir que esse efeito tem uma causa; e se esta causa não se encontra na vida presente, deve achar-se antes desta, porque em todas as coisas a causa deve preceder ao efeito. (O que é o Espiritismo – AK - cap. 3, item 134)
> Qual o fim objetivado com a reencarnação? – Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sendo isto, onde a justiça? (AK, OLE, 176)
> A obrigação que tem o homem encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ou ao seu bem estar, o força a empregar as suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. Daí a constitui-se uma necessidade a encarnação... (AK – A Gênese –cap. 11, item 24)
> As qualidades inatas que as pessoas trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. (AK- OESE, cap. 3, item 13)
> As lembranças espontâneas ou provocadas de existências passadas são evidências da reencarnação. Os casos espontâneos de lembranças reencarnatórias, manifestados por crianças e adultos, não são raros, como pode pensar-se. (Hernani Guimarães – Reencarnação no Brasil – cap.1)
> O conhecimento do pretérito, através das recordações ou das lembranças, chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse, o qual se faz acompanhar, por sua vez, de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento... (CX, Emmanuel – O Consolador, questão 370)
> Por que perde o Espírito encarnado as lembranças de seu passado? Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Esquecido do passado ele é mais senhor de si. (AK – OLE, questão 392)
> Não temos, é certo, durante a vida corpórea, a lembrança exata do que fomos e do que fizemos em anteriores existências; mas temos de tudo isso a intuição, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado. (AK, OLE, questão 393)
C- Conclusão:
Podemos encerrar a apresentação, repassando e recordando listagem de itens sobre fundamentos e finalidades da reencarnação:
1. “A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo, à sua segurança, ao seu bem estar, o força a empregar suas faculdades em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil portanto ao seu adiantamento é a sua união com a matéria.” AK, A Gênese, cap. 11, item 24
2. “Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente.” AK, OESE, cap. 5, item 10
3. “Pelo trabalho inteligente que ele (o Espírito) executa em seu proveito, sobre a matéria, auxilia a transformação e o progresso material do globo que lhe serve de habitação. É assim que, progredindo, colabora na obra do Criador, da qual se torna fator inconsciente.” AK, A Gênese, cap. 11, item 24
4. “Os Espíritos Superiores esclarecem que há expiação nas diferentes existências no plano material, tendo em vista o melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto onde a justiça?” AK, OLE, questão 167
5. “Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.” AK, OLE, introdução 6
6. “As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas (...).” AK, OLE, introdução 6
7. “Os Espíritos Superiores ensinam não haver faltas irremissíveis que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o sue destino final.” AK, OLE, introdução 6
8. “A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhe confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência.” AK, OESE, cap. 4, item 25
9. “Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo o efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, esta causa também há de ser justa.” AK, OESE, cap.5, item 6
10. “A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam.” AK, OLE, questão 171 - comentário
Fontes de consulta para ver e dizer
No texto já há as orientações com relação aos itens da obra básica que facilitam o desenvolvimento do tema.
Ainda podem ser vistos:
• AK, O Céu e o Inferno, cap. 3, itens 7, 8, 9, 10.
• AK, A Gênese, cap. 1, itens 34, 35, 36, 38 e cap. 11, item 21 e 33
• AK, O Evangelho, cap. 5, item 11
• CX, Emmanuel, cap. 14
• CX, Entre o Céu e a Terra, André Luiz, cap. 8
• AK, O Livro dos Espíritos, questões 132, 157, 171, 222, 385, 399
• Para ilustrar: CX, Humberto de Campos Boa Nova, cap. 14 e também DF, Joanna De Angelis, Estudos Espíritas, cap. 8.
Departamento de Unificação – Palestras Institucionais
10 de julho de 2010
Objetivos:
Explicar a maneira de adorar a Deus segundo o Espiritismo
Conceituar a prece
Dizer em que consiste a adoração
Justificar a importância da prece
Explicar a eficácia e a ação da prece
Roteiro da palestra
A – Introdução:
Falar sobre a lei de adoração. A adoração consiste (...) na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem a sua alma (OLE-649). – A ação está na lei natural, pois resulta de um sentimento inato no homem. Por essa razão é que existe entre todos os povos, se bem que sob formas diferentes (OLE-652). A ação verdadeira é a do coração. Em todas as vossas ações, lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar (OLE-653).
B – Desenvolvimento (conteúdo básico, idéias principais, palavras chave):
> A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é por-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir agradecer. (OLE-659)
> Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. (OESE-c. 27, item 11)
> A principal qualidade da prece é a clareza. Deve ser simples e concisa. Deve levar à reflexão. Diferenciar rezar e orar.
> Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus. (OESE-cap. 27, item 9)
> Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas (...). Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um, mas daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre arbítrio e iniciativa (...). (OESE-cap. 27, item 6)
> O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no caso em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. (OESE-cap. 27, item 10)
C- Conclusão:
Encerrar com a apresentação da prece Pai Nosso (Mateus, 6:9-13) que deverá ser comentada e apreciada. Para tanto em O Evangelho segundo o Espiritismo - cap.28 -itens 2 e 3 e incisos há farto material. Para fechar pode dizer a oração dominical em sua forma simples ou desenvolvida, através de poesias, há várias neste sentido. Escolha uma delas.
USE RP – Depto. Unificação e Palestras Institucionais
Fontes de consulta para enriquecimento da exposição
a) – para ver adoração
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, perguntas 649, 652, 653, 653-a, 654, 668
As leis morais, 11 - Rodolfo Calligaris, “Como adorar a Deus”
Emmanuel, F. C. Xavier, pelo Espírito Emmanuel, Cap. 15
b) – para ver a prece
O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap.27, itens 6, 9, 11, 12, 22; cap. 28, item 2
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, pergunta 659
Depois da Morte, Léon Denis, quinta parte, cap. 51
Ação e reação, F. C. Xavier, pelo espírito André Luiz, (Sanções e auxílios) cap. 19
Missionários da Luz, Chico Xavier, pelo Espírito André Luiz, (A oração) cap. 6
Os mensageiros, F. C. Xavier, pelo Espírito André Luiz, (Efeitos da oração) cap. 25
Vinha de Luz, F. C. Xavier, pelo Espírito Emmanuel, (A prece recompõe) cap. 98
Nas pegadas do mestre, Vinicius, lição 10, (Rezar e orar).
Educação, Responsabilidade de Todos
Livro dos Espíritos
Q. 685-a. “...a educação consiste na arte de formar caracteres, criar hábitos; a educação é o conjunto de hábitos adquiridos”.
“Conhece-se a árvore pelos frutos” – Allan Kardec - ESE Cap.XXI
“ Porque não é boa a árvore que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do mau tesouro tira o mal. Porque do que está cheio o coração, disso é que fala a boca”. (Lucas, VI: 43-45.) O agir é um transbordamento do ser.
Do que vamos encher o nosso coração?
Quem deve estar comprometido em encher o próprio coração?
Na infância, a quem cabe primordialmente essa tarefa? => Pais / Família => exemplos na convivência, estimulando o convívio e amalgamando a formação dos caracteres, criando hábitos.
Livro dos Espíritos
Q. 208 – O espírito dos pais não exerce influência sobre o do filho após o nascimento?
- Exerce, e muito, pois, como já dissemos, os espíritos dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação: isso para ele é uma tarefa. Se nela falhar, será culpado.
Q. 383 – Qual, para este(o espírito), a utilidade de passar pelo estado de infância?
- Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.
Q. 385 - Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? É que o Espírito se modifica?
É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era.
Não conheceis o que a inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão. Contudo, afeição lhes tendes, as acaricias, como se fossem parcelas de vós mesmos, a tal ponto que se considera o amor que uma mãe consagra a seus filhos como o maior amor que um ser possa votar a outro. Donde nasce o meigo afeto, a terna benevolência que mesmo os estranhos sentem por uma criança? Sabeis? Não. Pois bem! Vou explicá-lo.
As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência. Ainda quando se trata de uma criança de maus pendores, cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. Essa inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes, não. É a imagem do que deveriam ser e, se não o são, o conseqüente castigo exclusivamente sobre elas recai.
Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza.
Ora, esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. Desde que, porém, os filhos não mais precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou vinte anos, surge-lhes o caráter real e individual em toda a nudez. Conservam-se bons, se eram fundamentalmente bons; mas, sempre irisados de matizes que a primeira infância manteve ocultos.
Como vedes, os processos de Deus são sempre os melhores e, quando se tem o coração puro, facilmente se lhes apreende a explicação.
Com efeito, ponderai que nos vossos lares possivelmente nascem crianças cujos Espíritos vêm de mundos onde contraíram hábitos diferentes dos vossos e dizei-me como poderiam estar no vosso meio esses seres, trazendo paixões diversas das que nutris, inclinações, gostos, inteiramente opostos aos vossos; como poderiam enfileirar-se entre vós, senão como Deus o determinou, isto é, passando pelo tamis da infância? Nesta se vêm confundir todas as idéias, todos os caracteres, todas as variedades de seres gerados pela infinidade dos mundos em que medram as criaturas. E vós mesmos, ao morrerdes, vos achareis num estado que é uma espécie de infância, entre novos irmãos. Ao volverdes à existência extraterrena, ignorareis os hábitos, os costumes, as relações que se observam nesse mundo, para vós, novo. Manejareis com dificuldade uma linguagem que não estais acostumado a falar, linguagem mais vivaz do que o é agora o vosso pensamento.
Q. 914 - Fundando-se o egoísmo no sentimento do interesse pessoal, bem difícil parece extirpá-lo inteiramente do coração humano.
Chegar-se-á a consegui-lo?
À medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais. Depois, necessário é que se reformem as instituições humanas que o entretêm e excitam.
Isso depende da educação.
ESE
Cap. XIV – 9 – Instrução dos Espíritos
...Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que trás de sua existência anterior. É necessário aplicar-se em estudá-los. Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho. Espreitai, pois, os menores sinais que revelam os germens desses vícios e dedicai-vos a combatê-los, sem esperar que eles lancem raízes profundas.
Fazei como o bom jardineiro, que arranca os brotos daninhos à medida que os vê aparecerem na árvore. Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguem êxito, não tem do que lamentar e sua consciência pode estar tranqüila.
Educação é diferente de instrução.
Instrução: livros, filmes, escolas, jornais, etc. = fatos
Dizem respeito a vida periférica
Educação = Frutos = Caracteres = Criação de Valores Universais
Dizem respeito ao Eu Central => alma
Verdade, Justiça, Honestidade, Amor,
Bondade, Fraternidade Universal, Caridade...
Nossa essência é Divina => somos filhos da Genética Divina
Ninguém pode educar alguém.
Alguém só pode educar-se a si mesmo. Auto-educação.
Prova: Jesus / Judas. Outros apóstolos: 3 anos de convivência com o melhor dos educadores!!!!
O que o Mestre fez? Mostrou aos discípulos o caminho da auto-educação.
Indução magnética => indução espiritual
O educador pode despertar no educando potencialidades dormentes.
A arte de educar quase que totalmente consiste em despertar no educando essas potencialidades.
Para isso precisamos da visão integral da existência = somos herdeiros das nossas ações
O mundo dos valores está negligenciado = atrofia
O mundo dos fatos está hipertrofiado
Atrofia da educação + hipertrofia da instrução = crise existencial = frustração existencial
A nossa felicidade permanente é mais importante que todas as satisfações transitórias.
Podemos ser profundamente felizes em meio aos sofrimentos e infelizes em meio aos gozos.
Gozo e sofrimento nos vem das circunstâncias, que nem sempre estão sujeitas ao nosso livre arbítrio.
Felicidade ou infelicidade vem da nossa própria substância, do nosso verdadeiro EU.
Não somos livres para gozar o sofrer, mas somos livres em sermos felizes ou infelizes.
O que faz o homem feliz não é atingir alguns objetivos de vida, apesar de louváveis;
O que faz o homem feliz é realizar em si os valores cósmicos.
Se só depende de nós essa realização, a nossa felicidade também!
Livro Pão Nosso, Lição 110 – Magnetismo Pessoal
“E toda a multidão, procurava tocar-lhe, porque saía dele uma virtude que os curava a todos.”(Lucas, 6:19.)
Virtude que curava a todos!!!
“Vós podeis fazer tudo o que eu faço e ainda muito mais.”
Jesus curou algumas pessoas/corpos enquanto esteve conosco, mas vem curando milhões de almas através do estímulo a educação!
Síntese da Doutrina dos Espíritos
Objetivos – marcar o início do novo ciclo, onde será priorizado o estudo dos princípios básicos e vivências espíritas;
- apresentação geral dos princípios básicos da Doutrina dos Espíritos;
- mostrar o Espiritismo como uma filosofia espiritualista;
- realçar que a doutrina apresenta fatos e coisas novas, com nomenclaturas novas.
Desenvolvimento do tema:
Introdução – Fazer breve apontamento sobre a “Introdução do estudo da Doutrina Espírita”, trazendo de modo bem genérico as suas principais informações, como a localização da Doutrina no campo da filosofia, os cuidados que teve o Codificador para organizá-la e principais premissas. Caso se sinta a vontade e preparado para breve relato sobre os “Prolegômenos”, também poderá fazê-lo.
Desenvolvimento do tema propriamente dito – Fazer explanação sobre o Resumo da Doutrina dos Espíritos, conteúdo do item VI da Introdução ao estudo da Doutrina dos Espíritos: - buscar os pontos principais – registrar palavras chave(conceitos básicos) – marcar situações relevantes – preocupar-se em apresentar, sem aprofundar – valorizar a moral.
Conclusão – Aponte que foram apresentados princípios básicos da doutrina, temas que serão aprofundados durante todo o ano, juntamente com temas que tratam de vivências e valorização da codificação espírita, da educação e do ser humano.
Fonte – “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, tradução de Herculano Pires: Introdução, Prolegômenos, item VI da Introdução.
Muito interessante ter contato e leitura com a introdução que Herculano Pires fez na edição da LAKE comemorativa aos 100 anos do lançamento do livro.
Resumo da Doutrina dos Espíritos
José Antônio Luiz Balieiro
balieiro@escolasintertaivas.com.br
Começamos neste mês de fevereiro novo ciclo de palestras institucionais da USE, previsto para dois anos, dividido em duas partes, seqüência única, com o intuito de levantar pontos fundamentais da doutrina, rever exemplos através de biografias, conversar sobre educação e marcar eventos e efemérides, tudo envolvendo vivências e posturasdos estudiosos, freqüentadores, trabalhadores e dirigentes espíritas.
O primeiro tema é uma apresentação geral da Doutrina. Longe de nós o desejo de fazer síntese ou resumo dela, pois isso é tarefa árdua, quase impossível, mas o Codificador se dedicou a isso na Introdução de “O Livro dos Espíritos”, em seu item VI. Com o tema, visamos marcar o início do novo ciclo, onde será priorizado o estudo dos princípios básicos e vivências espíritas; a apresentação geral dos princípios básicos da Doutrina dos Espíritos; mostrar o Espiritismo como uma filosofia espiritualista; e realçar que a Doutrina Espírita apresenta fatos e coisas novas, com nomenclaturas também novas.
Em breve estudo da introdução de “O Livro dos Espíritos” verificamos que lá aparecem de modo geral e abrangente as principais informações que o livro irá trabalhar: a localização da Doutrina no campo da filosofia, as suas principais premissas e o cuidado que Allan Kardec teve em sua organização e apresentação.
Analisando os “Prolegômenos” encontramos informações que facilitam ainda mais este entendimento. Neste resumo esboçado por Allan Kardec encontramos os princípios fundamentais do Espiritismo: Deus, imortalidade da alma, pluralidade das existências, pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos espíritos, o processo de evolução; deparamos com conceitos básicos marcados por palavras chaves como matéria, espírito, alma, perispírito, orgulho, egoísmo, moral, linguagem, progresso, perfeição, vida; entendendo, então, que o Espiritismo apresenta estudos relevantes para o nosso viver que, aprofundados, contribuem para o nosso equilíbrio e melhor entendimento dos por quês que instigam o nosso pensamento. A valorização da moral, alicerçada nos ensinamentos de Jesus, é farol preponderante para a definição das trilhas do ser humano na sua busca pela felicidade.
Por isto ele nos foi apresentado como guia e modelo.
Assim, o desenvolvimento deste tema vai levar o participante a ter contato com os fundamentos da Doutrina e a uma melhor condição de aprendizado nas suas diversificadas vivências. Ao acompanhar a exposição do mês em sua casa espírita, o leitor será beneficiado se fizer antecipadamente a leitura de “Prolegômenos” e da Introdução de “O Livro dos Espíritos”, basicamente em seu item VI. Prestigie esta visita do expositor, caso necessite para melhor se localizar com relação a este trabalho, consulte a escala ao lado, onde o leitor encontrará uma casa perto de sua casa onde o tema mensal será desenvolvido.
Um bom estudo para todos.
Kardec descrevendo a participação de Amelie na sua tarefa de Codificador
Mme. Allan Kardec
“MINHA MULHER ADERIU PLENAMENTE AOS MEUS INTENTOS E ME SECUNDOU EM MINHA LABORIOSA TAREFA, COMO O FAZ AINDA, ATRAVÉS DE UM TRABALHO FREQUENTEMENTE ACIMA DE SUAS FORÇAS , SACRIFICANDO SEM PESAR, OS PRAZERES E AS DISTRAÇÕES DO MUNDO AOS QUAIS A SUA POSIÇÃO DE FAMÍLIA HAVIA HABITUADO.”
( WANTUIL,Z.; THIESEN, F.Allan Kardec, vol. III)



