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Junho de 2008, edição n°. 269
Jornal Eletrônico Verdade e Luz
Índice
Mensagem do Presidente
Agenda
Educação
Estado Vegetativo e Consciência
A Fé Vitoriosa
Arte Espírita
Espírito musical
Oficina Cultural Vagalume
Literatura
Uma Visita Peculiar
Suplemento Infantil
Entrevista do Mês: Richard Simonetti
A melhor Medida
O que é paciência e como adquiri-la?
Não separar o que Deus juntou: Casamento cármico e cura
Depressão: A Doença de Todos os Tempos
Leis humanas X Leis divinas
As Leis Morais
Raul em Ribeirão e Região
Produtividade no Centro Espírita
Reunir e repensar para melhor contribuir
Carlos Fonseca
A informação poderá dispor-nos do interesse de conhecer o conteúdo do assunto, levando-nos a um aprendizado quando o trato educacional e sua relevância alcançar os anseios de todos os homens. Essa matéria poderá vir através de noticiários contidos nos variados veículos de comunicação. Um deles o livro, pertencente a um seguimento de idéias ou interesses, distribuído dentro de um contexto literário.
O que pertencer a uma determinada ciência, filosofia ou religião, por mais atualizada que esteja à matéria informada, seus princípios básicos que foram motivos das observações iniciais não poderão sofrer alterações, por que deles é que se desdobra toda a seqüência de revelações. O acervo literário da Doutrina Espírita poderá receber compêndios que o leitor experiente detectará o engano doutrinário contido na obra ou parte dela, por menor que seja a citação.
Numa época de divulgação facilitada pelos modernos sistemas que alcançam rapidamente a maioria da população, a interpretação pela ausência de estudo, permite que freqüentemente tenhamos citações escritas ou faladas que contrariam o que contém a codificação espírita, nem sempre por ser o autor um adversário, e sim, pela falta de conhecimento.
Encontramos no Livro dos Espíritos, no item VIII, da introdução, orientações de Allan Kardec que ajuda-nos a compreender a importância de conhecer a Doutrina Espírita, estudando-a. Diz ele: (... Quem quer conhecer uma Ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo começo e seguindo o seu encadeamento de idéias...).
Seguindo esse pensamento do Codificador do Espiritismo, nosso senso crítico rejeita o que está em desacordo ou que nos leva a dúvidas, motivando-nos à pesquisa que resultará em dados seguros de aceitação quando verdadeiro.
Em 151 anos, a Doutrina Espírita tem contribuído com o interesse, a expansão e a compreensão do conhecimento do Homem sobre sua própria identidade e movimentação dentro dos espaços demarcados pelos tempos.
Promovendo a motivação para que mais vínculos com o aprendizado através dos cursos disponibilizados em nossas casas espíritas facilitará o esclarecimento e aumentará o rol dos que compreendem o encadeamento de idéias revelado pelos Espíritos que trabalham no programa regenerativo da humanidade terrestre.
O mês de junho nos oferece uma boa oportunidade para elaborarmos uma grade de atividades para o segundo semestre. Vamos nos reunir e repensar o que podemos contribuir para melhorar.
Onda esperantista inunda os rádios do mundo
Já está na rede a 9ª edição do programa de rádio da revista La Ondo de Esperanto. A atração é apresentada pelos esperantistas russos Halina Gorecka e Aleksander Korĵenkov. Notícias, músicas e resenhas literárias são os destaques do mês. Para ouvir, basta acessar o endereço http://la-ondo.rpod.ru.
Esperanto faz sucesso em festival de idiomas
O esperanto foi o mais popular dos 70 idiomas apresentados e ensinados no primeiro Festival de Línguas na China. De acordo com o portal noticioso Libera Folio, a criação de Lázaro Zamenhof ficou atrás apenas da língua inglesa. Compareceram ao evento cerca de 13 mil e quinhentas pessoas. Segundo o diretor do festival, Dennis Keefe, possivelmente foi atingido um novo recorde mundial quanto ao número de alunos do idioma internacional neutro. O sucesso alcançado deve-se à contribuição da vice-diretora de Lingüística Aplicada da Universidade de Nanjing. Doravante, a universidade passará a empregar professores que ensinem esperanto.
Rejeitada proposta de Descriminalização do Aborto Em sessão histórica, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara Federal rejeitou a descriminalização do aborto consentido, em reunião no dia 7 de maio. Trata-se do Projeto de Lei 1135/91, que descriminaliza o aborto provocado pela própria gestante ou com seu consentimento. Foram 33 votos contrários, que seguiram o parecer do relator, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP). Como há outros projetos em andamento no Congresso Nacional, terá prosseguimento a mobilização do Movimento Em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto. Ciente da importância da discussão sobre o tema, a FEB mantém sua Campanha Em Defesa da Vida, na luta contra o aborto (opúsculos podem ser vistos no site www.febnet.org.br/campanhas). A TVCEI apresenta, em sua página inicial (www.tvcei.com), um depoimento do deputado Luiz Bassuma, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o Aborto.
Reunião-Prévia da Feira do Livro Espírita
29 de Junho de 2008, domingo, 14h30
Orador: Conceição Bernucci
Local: Sociedade Esp. União e Caridade - Rua Marcondes Salgado, 223 - Centro
A prévia é trocas de idéias e é ainda a oportunidade dos colaboradores se reencontrarem, independente do horário que se inscreveram para trabalhar.
Muitos colaboradores, principalmente os que já participaram de edições anteriores, consideram desnecessária a participação, porém é importante lembrar que a cada ano as informações se renovam e acontece a chegada de novos amigos. Portanto é IMPRESCINDÍVEL a presença de todos! A prévia não é apenas o momento de retirar a escala de participação, é o momento em que se inicia a concretização de um ideal de meses.
Aguardamos vocês, atendentes, caixas, esperantistas, plantonistas, evangelizadores, enfim, todos os companheiros envolvidos na FLERP.
Ficha de Inscrição, dúvidas, sugestões
Livraria Espírita - Pça Carlos Gomes - 3610-1120
Banca 18 de Abril - Pça Catedral - Rua Américo Brasiliense - 3011-5550
Email: rhlivros@yahoo.com.br
Reunião do CEI na Europa
A Coordenadoria de Apoio ao Movimento Espírita na Europa, do Conselho Espírita Internacional, realizou a sua 10ª. Reunião Anual, no período de 16 a 18 de maio. Num sistema de rodízio entre os países, desta vez a Reunião foi em Lecco (Itália). Vários assuntos de interesse do Movimento Espírita europeu estiveram em pauta e também foi desenvolvido o Seminário para Formação de Trabalhadores Espíritas por Charles Kempf e Antonio Cesar Perri de Carvalho. O Secretário-Geral do CEI, Nestor João Masotti, proferiu palestras públicas em Lecco e em Milão.
Vaticano admite que pode haver vida fora da Terra
Assimina Vlahou
De Roma, para a BBC Brasil
O diretor do observatório astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes em outros planetas do mesmo jeito como criou o universo e os homens.
"Como existem diversas criaturas na Terra, poderiam existir também outros seres inteligentes, criados por Deus", disse o diretor do observatório conhecido como Specola Vaticana.
"Isso não contradiz nossa fé porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus", acrescentou Funes, em entrevista ao jornal L'Osservatore Romano, órgão oficial de imprensa da Santa Sé.
Na entrevista ao jornal do papa, o padre Funes, jesuíta argentino de 45 anos de idade, cita São Francisco ao dizer que possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos.
"Para citar São Francisco, se consideramos as criaturas terrestres como 'irmão' e 'irmã', por que não poderemos falar também de um 'irmão extraterrestre'?", pergunta o padre. "Ele também faria parte da criação."
O site da Associação Médica Espírita de Ribeirão Preto esteve fora do ar por algum tempo pois estava passando por modificações. Informamos que já se encontra ativado com novo endereço : www.ameribeiraopretosp.org.
Rádio via Internet completa 1 ano e estréia novo site
No dia 01/05/2008 a WEB Rádio Espírita Campinas (WREC), uma iniciativa da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Campinas (ADE), completou um ano de funcionamento. Durante esse período, foram ao ar, ao vivo, via Internet, cerca de noventa edições de seus dois programas semanais, além de alguns programas especiais gravados em centros espíritas de Campinas e região. Para comemorar, a WREC ganhou um site exclusivo e totalmente remodelado, que pode ser acessado no endereço www.radioespirita.org.br. Atualmente, a WREC recebe cerca de 70 visitas diárias, número que deve aumentar em 50% com a estréia do novo site, que a partir de agora conta com novas ferramentas interativas. A principal delas é a possibilidade de se ouvir os programas gravados como em um aparelho de som comum, com a opção de se pausar, retroceder e avançar o som, tornando mais prático e agradável o acompanhamento dos mesmos. O sistema de conexão também foi aprimorado, diminuindo-se, assim, as eventuais dificuldades de acesso à programação ao vivo. Ainda como parte de expansão e modernização de suas atividades, a WREC está buscando firmar novas parcerias, de modo que a expectativa é que até o final de 2008 a Rádio passe a contar com mais dois novos programas.
Programação
"O que se deve entender por cultura Espírita?", "A influência de Cairbar Schutel na comunicação social espírita brasileira", "Amor. Você conhece esse sentimento?", "18 de abril de 2008: O Livro dos Espíritos continua atual?", foram alguns dos temas do Opinião Espírita, programa que tem por objetivo discutir assuntos e notícias que dizem respeito ao Espiritismo, e que vai ao ar aos domingos, a partir das 19h. Oferecer um panorama geral da imprensa espírita. Essa é a proposta do programa Observatório Espírita, que é veiculado às sextas-feiras, às 20h 30. Na mesa de discussões, alguns dos principais periódicos espíritas: "Revista Espírita Harmonia", Revista "Reformador", Jornal “Verdade e Luz”, Jornal "O Clarim", Jornal "Correio Fraterno" e "Jornal de Espiritismo", entre outros. Em ambos os programas os ouvintes podem interagir, ao vivo, através da própria Internet com a equipe de comunicadores da ADE Campinas. Participe! Seja você também um comunicador das idéias espíritas!
Espiritismo
A revista Contigo noticiou que durante as três horas que ficou na piscina, Gisele Bundchen leu O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. A obra, a primeira sobre a doutrina espírita publicada pelo educador francês, em 1857, é considerada a "bíblia" do espiritismo, assunto pelo qual a top começou a se interessar nos últimos anos. Essa é, inclusive, a segunda vez que ela lê o mesmo livro. Mas Gisele diz não seguir rigidamente nenhuma religião. Ela costuma rezar todos os dias, acredita em Deus, e gosta também de meditação.
Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo Promove Encontro sobre Células-Tronco, Pesquisas e a Doutrina Espírita
ajesp.sp@gmail.com
A Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo – AJE/SP, recém fundada no dia 08 de março de 2008, promoverá no dia 14 de junho deste ano, às 14h30, na sede da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo), situada na rua Dr. Gabriel Piza, 433, Santana, São Paulo/SP, próximo ao metrô, novo encontro, a fim de submeter à assembléia presente a aprovação da minuta do estatuto, bem como eleição da primeira diretoria.
Além disso, também ocorrerão estudos e debates sobre a questão que tramita pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal voltada para o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas.
Portanto, com o fim de amadurecer a discussão sobre o tema, a AJE/SP promoverá, à luz do Espiritismo, a análise do aspecto científico, com Décio Iandoli Jr., médico, representante da AME/Santos, e do aspecto jurídico, que ficará sob o encargo de Ricardo Barbosa Alves, promotor de justiça/SP.
Compareça, também fazendo parte deste movimento.
Encontro Regional com Jovens Espíritas em Matão
(aberto a todas as idades)
Data: 15 de junho de 2008, domingo, das 9 às 12 horas.
Tema: "A consciência de minha missão: o que vim fazer na vida?"
com o jornalista CARLOS AUGUSTO ABRANCHES, de São José dos Campos-SP
Guto Abranches, como é conhecido, é jornalista da TV GLOBO em São J. Campos, com vasta experiência em trabalhos e estudos com jovens. Escritor, músico, palestrante, evangelizador, com todo seu dinamismo, alegria e conhecimento, estará em Matão para um encontro de estudos e reflexões com os jovens.
Local: Comunidade Espírita Cairbar Schutel - Av. Saldanha da Gama, 748- Matão-SP.
Referências: próximo ao Supermercado Gimenes
Telefone no dia do evento, no local: 16 3382 5759
Informações: orsonpeter@yahoo.com.br
1) Não há necessidade de inscrição prévia.
2) Não há taxa de inscrição
3) Não haverá almoço coletivo
Capacitação Administrativa
Acontecerá no dia 28/06/2008 (sábado) das 14 ás 21 horas a primeira reunião do 'Curso de Capacitação para Gestão de Casas Espíritas'. Local ainda não definido. Teremos alguns confrades de Brasília que irão fazer esta abertura. São seis (06) mêses de curso, sendo uma reunião por mês no dia em que por unanimidade for escolhido. São cinco (05) módulos, portanto teremos um material riquissímo para estudar. Este curso servirá para facilitar na administração em uma casa espírita e também qualificar o aluno para um trabalho remunerado na área de contabilidade dentro do mercado.
Assuntos:
01 - Conceitos em gerais
02 - Dirigente da Casa Espírita
03 - Estrutura e funcionamento do movimento espírita
04 - Dirigente espírita e colaboradores
05 - Dirigente espírita e seu processo de trabalho
As inscrições poderão ser feitas na Banca Espírita através da Elidia que poderá informá-los com mais detalhes pelo telefone: (16) 3610-1120. Para inscrição será necessário o nome, a casa espírita (nome) e o e-mail do inscrito.
Virtude e Vício de Hoje
Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves
“Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vício é a indiferença moral.” (Evangelho, cap. IX, item 8).
A mensagem de Lázaro, no Evangelho, é bem clara. O momento que vivemos representa um salto na humanidade, no sentido do desenvolvimento intelectual, e isso é muito bom. Como ele mesmo diz, a atividade intelectual é a virtude de nossa época. Por outro lado, Lázaro também aponta o vício de nossa geração: a indiferença moral.
Nosso desafio é saber como a virtude pode ser um passo importante na destruição do vício e na transformação do homem. Como usarmos aquilo que temos de melhor para transformar aquilo que temos de ruim em algo bom.
Esse é um dos desafios da educação: transformar os homens. O Livro dos Espíritos nos traz, na questão 872, a seguinte afirmação:“Cabe à Educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.”
É o desenvolvimento intelectual conduzindo ao desenvolvimento moral. Kardec questiona os Espíritos, na pergunta 780a: “- Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral? - Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”
Assim, é possível pensar como acabar com a indiferença moral, em nós mesmos, para alcançar a plenitude da evolução em ambos os aspectos: intelectual e moral.
O primeiro passo é a compreensão de nós mesmos, na busca da identificação de cada um de nossos defeitos ou vícios.
A partir de tal compreensão, podemos elaborar um plano, baseado nas condições intelectuais que temos, que nos permita mudar esse quadro.
Por exemplo: Ao fazer essa busca interna de nossos defeitos, encontramos uma característica que dificulta nosso pleno desenvolvimento moral: o mau-humor. Vamos então traçar um plano para reverter essa característica, que provavelmente já se instalou há muitos anos, e não será uma simples ação que vai tirar isso do caminho. Mas o plano serve para isso. Digamos que vou me propor a ser simpático com a primeira pessoa que encontrar no elevador. Sem exageros, vou dar um breve sorriso e cumprimentá-la, apenas isso. Todos os dias, ao sair de casa, estarei atento às pessoas com quem cruzar no meu caminho, buscando dar um sorriso. Devagar, vamos acrescentando outras pequenas ações que vão mudando esse quadro. São as mudanças nas pequenas ações diárias que vão fazendo disso um hábito, transformando-nos mais profundamente.
Esse é só um exemplo, mas que pode ser aplicado a diferentes condutas e atitudes nossas no dia-a-dia. O desenvolvimento moral começa assim: a partir de pequenas ações vai se estendendo, transformando nosso jeito de ser. Querer uma mudança completa de imediato pode tornar mais difícil essa mudança. Vamos usar nossa compreensão e inteligência para conseguir chegar à nossa meta.
Coloquemos a virtude de nossa época a serviço do nosso desenvolvimento integral.
Nota da AJE/SP sobre a psicografia como meio de prova
A comissão provisória coordenadora da Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo - AJE/SP, em razão de matéria veiculada na Folha de São Paulo (19/05/2008), esclarece que a Doutrina Espírita aceita o fenômeno mediúnico como fato natural, evidenciado por inúmeros acontecimentos e obras literárias de domínio público, além do consubstanciado por Allan Kardec na obra O Livro dos Médiuns.
Quanto ao uso da psicografia como meio de prova, cumpre registrar que o atual sistema jurídico brasileiro não veda o uso de documentos produzidos por psicografias porque faz referência a qualquer documento, em sentido amplo, imperando o livre convencimento do juiz, na aceitação da prova. Entretanto, a AJE/SP, por estar em sua fase de estruturação administrativa e legal, não discutiu e não se posicionou sobre a questão relativa à utilização de cartas psicografadas como meio de prova em processos judiciais, ressaltando-se que a entidade não foi fundada para fazer apologia de tal questão, mas a discutirá e a estudará à luz da Doutrina Espírita e do ordenamento jurídico, como toda e qualquer outra questão polêmica, sempre com o rigor científico, filosófico e moral inerente ao Espiritismo, como ocorrerá no próximo dia 14 de junho (às 14h30, na sede da USE, rua Gabriel Piza, 433, SP), quando a AJE-SP promoverá palestras e debates sobre a questão das células-tronco.
Espiritismo Filantrópico
Disponibilizamos este espaço, gratuitamente, para que as instituições espíritas informem sobre os seus eventos destinados a angariar recursos para suas obras filantrópicas. As comunicações devem ser endereçadas através do e-mail jornal@userp.org.br
Quermesse
Soc. Esp. Mariano do Nascimento, dias 6 , 7, 13, 14, e 21 de junho. Rua Mascarenhas de Morais, 901, Lagoinha.
Reuniões preparatórias para a Feiramor
As casas espíritas que vão participar da próxima Feiramor já começaram a se reunir para o planejamento do evento. Se o leitor deseja integrar-se ao grupo, procure contato com a coordenadora Roseli pelo e-mail roseli.camacho@hotmail.com
Estado Vegetativo e Consciência
Márcia Pacciulio
marcia_pacciulio@yahoo.com.br
Para a neurologia, consciência é a capacidade de o indivíduo estar alerta, de interagir com o meio e as pessoas e de julgar a sua própria realidade. Para tanto, ele deve se utilizar de funções cognitivas, tais como o raciocínio e a memória, por exemplo. Embora não seja algo físico, a consciência depende do bom funcionamento do encéfalo, que abrange o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral (vide figura).
Quando ocorre alguma lesão no encéfalo, um grupo de neurônios pode “morrer” ou “ser desativado”, desligando a consciência ou afetando-a seriamente, de modo a provocar, respectivamente, um estado de inconsciência ou um estado de consciência parcialmente afetada: é o coma. Quanto maior ou mais específica a área do encéfalo afetada pela lesão, mais profundo tende a ser o estado de inconsciência ou coma, principalmente se a parte afetada for o córtex (a área mais externa do cérebro), que é a responsável pelas funções cognitivas.
No estado vegetativo persistente, em geral o paciente passa a apresentar ciclos de sono e vigília, abre os olhos, às vezes até chora ou ri; mantêm as atividades automáticas como a respiração e os batimentos cardíacos, mas não reage aos acontecimentos à sua volta.
Nesses casos, a grande incógnita que tem incomodado médicos e leigos é: até que ponto tem-se conseguido determinar o grau de inconsciência nos indivíduos em estado vegetativo? Afinal, a resposta do paciente aos testes neurológicos é avaliada por um agente externo (o neurologista), que, por mais que disponha de conhecimento e boa vontade, não conseguirá avaliara experiência interna do paciente.
Some-se a isso o fato de que muitos pacientes recobraram a consciência após vários anos em estado vegetativo (8, 16 e até 19 anos!), conseguindo readaptar-se à vida e mantendo mínimas seqüelas. Esses casos sugerem que o cérebro conseguiu encontrar “outros caminhos” para a realização das funções cognitivas ou que o grau de funcionamento do cérebro durante o coma era mais intenso do que se supunha!
A Doutrina Espírita esclarece-nos que as funções cognitivas como o raciocínio e a memória, bem como as emoções e o livre-arbítrio são atributos do ser espiritual que habita o corpo físico e que o cérebro físico é apenas o executor dessas funções no corpo físico. Desse modo, estando o Espírito temporariamente impossibilitado de manifestar-se em plenitude através de seu corpo físico devido a uma lesão grave em seu cérebro, nem por isso perderá a sua consciência, permanecendo variavelmente afastado do corpo, mas ligado à ele por cordões fluídicos que lhe manterão as funções vitais em dia.
Esses fatos são comprovados pelos depoimentos dos próprios pacientes que retornam do coma e relatam com riqueza de detalhes o que viram e ouviram durante esse período.
Uma comprovação científica recente de que a consciência se mantém viva durante o coma foi obtida recentemente: uma jovem em estado vegetativo há cinco meses e, portanto, impossibilitada de comunicar-se, apresentou atividade cerebral semelhante à de voluntários saudáveis, durante um exame de neuroimagem em que ela foi instruída verbalmente a imaginar-se jogando tênis ou andando por sua casa.
Por isso, amigo leitor, nesses casos também vale a luta pela preservação da vida, porque ainda não temos condições de saber se um indivíduo em coma “poderá despertar” um dia ou se o seu quadro clínico evoluirá para uma morte cerebral, com a extinção definitiva da vida orgânica. Mas, guardemos a certeza de que somente a Providência Divina poderá ajuizar com precisão quando deverá ocorrer o retorno de cada filho de Deus à pátria espiritual e confiemos!
Mocidade
Destacava André certas dificuldades na expansão dos novos princípios redentores de que o Mestre se fazia emissário e se referia aos fariseus com amargura violenta, concitando os companheiros à resistência organizada. Jesus, porém, que ouvia com imperturbável tolerância a argumentação veemente, asseverou tão logo se estabeleceu o silêncio:
- Nenhuma escola religiosa triunfará com o Pai, ausentando-se do amor que nos cabe cultivar uns com os outros.
E talvez porque se manifestasse justificada expectativa em torno dos apólogos que a sua divina palavra sabia tecer, contou muito calmo:
- Na época da fé selvagem, três homens primitivos com as suas famílias se localizaram em vasta floresta e, vindo algum tempo de convívio fraternal, passaram a discutir sobre a natureza do Criador. Um deles pretendia que o Todo-Poderoso vivia no trovão, outro acreditava que o Pai residisse no vento e o terceiro, que Ele morasse no Sol. Todos se sentiam filhos d’Ele, mas queriam a viva força a preponderância individual nos pontos de vista.
Depois de ásperas altercações guerrearam abertamente.
Um dos três se munira de pesada carga de minério, outro reuniu grande acervo de pedras e o último se ocultara por trás de compacto monte de madeira. Achas de lenha e rudes calhaus eram armas do grande conflito.
Invocavam todos a proteção do Supremo Senhor para os seus núcleos familiares e empenhavam-se em luta. E tamanhas foram as perturbações que espalharam na floresta, prejudicando as árvores e os animais que lhes sofreram a flagelação, que o Todo-Compassivo lhes enviou um anjo amigo.
O mensageiro visitou-lhes o reduto, na forma de um homem vulgar, e, longe de retirar-lhes os instrumentos com que destruíam a vida, afirmou que os patrimônios de que dispunham eram todos preciosos entre si, elucidando-os tão somente de que precisavam imprimir nova direção às atividades em curso. Explicou-lhes que os três estavam certos na crença que alimentavam, porque Deus reside no Sol que sustenta as criaturas, no vento que auxilia a Natureza e no trovão que renova a atmosfera. E, com muita paciência, esclareceu a todos que o Criador só pode ser honrado pelos homens, através do trabalho digno e proveitoso, ensinando o primeiro a transformar os duros fragmentos de minério em utensílios para o trato da terra, nas ocasiões de sementeira; ao segundo, a converter as achas de lenha em peças valiosas ao bem-estar, e, ao terceiro, a utilizar as pedras comuns na edificação de abrigos confortáveis, acrescentando, em tudo, a boa doutrina do serviço pelo progresso e aperfeiçoamento geral. Os contendores compreenderam então a grandeza da fé vitoriosa pela ação edificante, e a discórdia terminou para sempre...
O Mestre fez pequena pausa e aduziu:
- Em matéria religiosa, cada crente possui razões respeitáveis e detém preciosas possibilidades que devem ser aproveitadas no engrandecimento da vida e do tempo, glorificando o Pai. Quando a criatura, porém, guarda a bênção do Céu e nada realiza de bom, em favor dos semelhantes e a benefício de si mesma, assemelha-se ao avarento que se precipita no inferno da sede e da fome, no intuito de esconder, indebitamente, a riqueza que Deus lhe emprestou. Por isto mesmo, a fé que não ajuda, não instrui e nem consola, não passa de escura vaidade do coração. Pesado silêncio desceu sobre todos e André baixou os olhos tímidos, para melhor fixar a mensagem de luz.
Atenção corais e grupos de arte
Utilizem este espaço para divulgar suas atividades. Enviem textos e fotos para jornal@userp.org.br
ADE-Campinas
Pesquisas sugerem a melhora de algumas doenças a partir da música
Há muito se conhece a influência benéfica da música sobre a alma humana. Sócrates chegava mesmo a firmar que ela era indispensável para a criação de um sociedade justa e de homens de bem. Qual seria a causa dessa influência? As notas musicais carregariam consigo alguma espécie de energia salutar? Em "Obras Póstumas", o espírito Rossini, famoso compositor do século XIX afirma que "toda gente reconhece a influência da música sobre a alma e sobre o seu progresso. Mas, a razão dessa influência é em geral ignorada. Sua explicação está toda neste fato: que a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa". Curiosamente, a despeito de seu importante efeito moralizador, a música permanece distante do ambiente espírita, que tem elegido somente o silêncio como forma de crescimento espiritual. Contudo, se esquecida pela maior parte dos espíritas, a Ciência tem demonstrado as possibilidades criativas da música, demonstrando que o progresso, seja intelectual ou moral, não está nas mãos de um único agrupamento humano, mas sim é um processo coletivo.
Adeilson Salles
“Sem dúvida, o Espiritismo abre à arte um campo inteiramente novo, imenso e ainda inexplorado. Quando o artista houver de reproduzir com convicção o mundo espírita, haurirá nessa fonte as mais sublimes inspirações e seu nome viverá nos séculos vindouros, porque, às preocupações de ordem material e efêmeras da vida presente, sobreporá o estado da vida futura e eterna da alma”.
Allan Kardec
Livro Obras Póstumas
Sobre as artes em geral: A regeneração delas por meio do Espiritismo
Nesses dias tormentosos em que a humanidade se encontra sob os escombros da materialidade, o Espiritismo mais do que nunca é um roteiro seguro para que o homem corrija seu rumo em direção a Deus.
As nobres instituições espíritas são faróis luminescentes em meio às trevas da materialidade.
Verdadeiras escolas, que guardam diuturnamente, as matrículas abertas para os esfaimados de luz e consolo.
Em todos os setores da atividade humana a valorização do desvalor é flagrante.
O homem se mantém vinculado ao que há de pior em si mesmo.
Um círculo vicioso em que a mídia incita a busca das aquisições e realizações menos felizes.
Jovens e crianças não encontram respostas no lar, nos pais, na família.
Os pais não encontram resposta nas instituições governamentais corrompidas pelo próprio homem. Muito menos em muitas instituições religiosas, que ainda insistem em apresentar ao mundo um “deus” com sentimentos humanos.
Nesse momento grave, as dignas instituições espíritas devem cumprir o papel norteador de responder as indagações humanas.
Ao Espiritismo cabe através de sua proposta educativa, semear a esperança aos desesperançados.
Os jovens e as crianças são os instrumentos poderosos para que a renovação de valores possa ser implementada.
A criação da Oficina Cultural Vagalume – Anjo Gabriel, pela diretoria da Associação Espírita Anjo Gabriel é a atitude feliz, de homens inspirados pela espiritualidade.
O jovem e a criança precisam de ferramentas que lhes permitam externar a beleza espiritual que trazem dentro de si.
A arte é a manifestação da beleza interior.
A arte espírita é uma mensagem de consolo e iluminação.
O passe é precioso recurso para o soerguimento das energias humanas.
A sopa é reconforto para o estomago faminto.
A arte em suas mais diversas manifestações; literatura, música, teatro, etc..., é aquisição eterna para o espírito imortal.
Fomentar a arte em uma instituição espírita, é fomentar a vida espiritual entre os homens.
A mensagem espírita através da arte é uma semente de luz que germina no coração das crianças e dos jovens durante toda sua vida.
Parabéns aos dirigentes da Associação Espírita Anjo Gabriel de Santos, pois estão agregando aos dignos trabalhos já realizados, a “Arte Espírita”.
As crianças e jovens que vierem a participar de tão profícuo projeto, levarão consigo pela vida afora as messes de amor que o Espiritismo pode ofertar.
A Arte Espírita deve levar o Espiritismo para além das paredes das instituições espíritas.
Cabe-nos encerrar citando o maior artista de todos os tempos quando Ele asseverou: “Tudo aquilo que ligardes na Terra, isso também estarás ligando no céu”.
Dica de Leitura
A caminho da Luz Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel Retrata a história da civilização à luz do Espiritismo a partir da análise das ocorrências físicas e espirituais que marcaram as transformações de nosso planeta, destacando a grandeza e a misericórdia de Jesus. Nesta obra, Emmanuel narra a origem da Terra; percorre civilizações milenares (Egito, Índia, China, Grécia, Roma); fala sobre a vinda do Cristo, as Cruzadas, a Revolução Francesa e a Idade Moderna.
Esperantistas internautas já podem conhecer a vida em Nosso Lar
A versão em esperanto do livro Nosso Lar está disponível para leitura na internet. A íntegra do texto foi lançada pelo site da Federação Espírita Brasileira. A obra, que recebeu o título de Nia Hejmo, foi escrita pelo espírito André Luiz e psicografada pelo médium Chico Xavier. A tradução para a língua internacional neutra foi feita pelo professor Porto Carreiro Neto, tendo sido elogiada pela comunidade esperantista. A narrativa aborda a vida no plano espiritual com riqueza de detalhes. Para ler ou baixar pelo computador, basta acessar o endereço www.febnet.org.br.
Drogas: Causas, conseqüências e recuperação
Uma abordagem multifatorial das drogas (neurofisiológica, psicológica e espiritual), pela editora EME. (www.editoraeme.com.br). Neste site você poderá visualizar o livro. O autor,. Valci Silva. Presidente da USE Intermunicipal de Tupã, está vendendo-o pelo valor de R$ 20,00, sendo que os direitos autorais pertencem à editora e a parte que lhe cabe, está repassando para entidades assistenciais, pois não escreveui o livro para lucro pessoal, mas com o sentido de apoio e orientação dentro da temática abordada. Se houver interesse em adquiri-lo você pode fazer diretamente com a editora ou, através do e-mail: valcipsi@terra.com.br
É um livro ousado e diferente, pois não é um mero estudo técnico, mas acima de tudo apresenta os tipos de drogas e suas reações orgânicas, psíquicas e espirituais, com uma avaliação completa quanto aos efeitos, tratamentos e os motivos que instigam os usuários a recorrerem às drogas, a relação familiar antes, durante e pós-tratamentos, fruto de uma experiência de mais de 15 anos tratando dependentes, entre outros assuntos, como as técnicas modernas de tratar a dependência do cigarro, programa que o autor realiza no Ambulatório de Saúde Mental de Tupã, onde atualmente exerce o Cargo de Coordenador de Saúde Mental.
Orson Peter Carrara
O ambiente úmido, escuro e lodoso, distribuía-se pelo que se pode chamar de verdadeiras cavernas subterrâneas. Há mais de 20 anos ele se encontrava ali, isolado, dominado e escravizado por seus infelizes algozes. Fome e frio, desamparo, sede e sujeira se acumulavam no corpo e o próprio local, fétido e abandonado, embora vigiado por guardas truculentos, assustariam quem se aproximasse.
Os ferimentos no ventre deixavam os órgãos quase a caírem, fruto do precipitado gesto de auto-extermínio, que somados ao remorso, aos gestos ilícitos do passado, à consciência culpada, faziam dele um réprobo inconsolável e desfalecido pelo sofrimento. Ao mesmo tempo em que tentava segurar os órgãos à mostra, a caírem do ferimento aberto, a consciência culpada o fustigava sem tréguas. Já perdera a noção de tempo e lugar e ainda sofria o assédio de seus próprios verdugos, a recordarem suas desditas, clamando por vingança, e a torturá-lo sem piedade.
Mas não estava esquecido. O velho amigo, que antes tudo fizera para ampará-lo, voltava agora a visitá-lo com um grupo de socorro. Com estratégia bem elaborada, conseguira driblar os guardas e adentraram no deplorável lugar. Chamou-o pelo nome, recordou os velhos laços de amizade, procurou consolá-lo e somente após um bom tempo conseguiu trazê-lo à realidade em que se encontrava.
Usando de compaixão e carinho, afagou-lhe os cabelos, falou-lhe com doçura e conseguiu arrancar-lhe daquele estado de verdadeira demência. Sugeriu-lhe recordar-se do Amigo Maior que o esperava, ao mesmo tempo em que o buscava para recuperá-lo e integrá-lo às equipes que trabalham pelo equilíbrio e felicidade da condição humana. Todavia, advertiu que embora como amigo presente lhe transmitisse toda a força que lhe seria possível, ele mesmo teria que fazer brotar de si mesmo a vontade de recuperar-se e levantar-se da própria desdita para libertar-se de sofrimento tão longo...
A sinceridade e carinho do visitante conseguiram que ele se levantasse e pedisse, com intensa veracidade, perdão aos céus por tantos equívocos, manifestando o desejo de recuperar-se. A resposta foi imediata: a caverna iluminou-se e às lágrimas do próprio pedinte misturaram-se pequeninas gotas que verteram do alto e que ao contato com o corpo dilacerado, limpavam-no e fechavam a ferida antes aberta.
Assim ocorreu o resgate daquele sofrido cidadão que, antes, com o poder nas mãos, extrapolara os limites da decência e da dignidade, corrompendo, roubando, matando, explorando, até cair na precipitação da autodestruição. Agora era recuperado pelo amigo Zacarias, a quem Jesus pessoalmente incumbiu de acompanhar, amparar e recuperar das trevas da ignorância a que se precipitara por opção pessoal.
Esta é a saga de Pilatos, o governador que lavou as mãos, quando poderia decidir em amparo daquele que é considerado o guia e modelo da humanidade. Não é castigo o que viveu Pilatos, mas apenas a conseqüência de sua própria insanidade. Sua própria consciência o condenou, seja pelas atrocidades cometidas em vida, seja pelo equívoco da omissão quando poderia agir...
Mas como ninguém está esquecido pelo Amor, lá estava o amigo Zacarias, encarregado pelo próprio Cristo para recuperá-lo.
As páginas comoventes dessa descrição que não conseguiremos reproduzir com fidelidade no pequeno espaço de um artigo está no belíssimo livro A Força da Bondade, que recomendo com muita ênfase ao leitor. Com autoria de André Luiz Ruiz e Lucius, é obra que muita ensina e comove. Principalmente por demonstrar a grandeza de pequenos gestos na força que a bondade possui. Não deixe de ler. A editora é o IDE.
REFLEXÃO E TRABALHO – EVANGELIZAÇÃO INFANTIL
TEMA: BUSQUE MELHORAR-SE ...
BUSQUE MELHORAR-SE ...
... exercitando a empatia, a tolerância e o amor.
“ O amor é condição sem a qual não se pode promover a Evangelização Espírita das novas gerações.”
Cecília Rocha ( Evangelização em Marcha).
...lidando com os próprios sentimentos, para que o evangelizando se sinta seguro para lidar com os dele.
“O primeiro passo de quem ensina deve ser dado no sentido de educar-se.”
Amélia Rodrigues (A evangelização na opinião dos Espíritos)
...reconhecendo as próprias limitações e habilidades.
“Que não estacionem nas experiências alcançadas, mas que aspirem sempre mais, buscando livros, renovando pesquisas, (...) ativando-se em treinamentos (...)” Guillon Ribeiro (A evangelização na opinião dos Espíritos)
...aprofundando os próprios conhecimentos.
O conhecimento doutrinário é condição essencial à tarefa de evangelização espírita, para não comprometer o ensino do Espiritismo.
...aprimorando sua pratica pedagógica.
“(...) os servidores integrados na evangelização devem buscar, continuamente, a atualização de conteúdos e procedimentos didático-pedagogicos, visando a um melhor rendimento (...)” Bezerra de Menezes. (A evangelização na opinião dos Espíritos)
...observando e avaliando suas próprias limitações.
O habito de auto-avaliação permite identificar êxitos e dificuldades, comuns a todos nós.
“(...) o evangelizador consciente de si mesmo jamais se julga pronto, acabado, sem mais o que aprender, conhecer... Ao contrario, avança com o tempo, vê sempre degraus acima a serem galgados, na infinita escala da experiência e do conhecimento. Guillon Ribeiro (A evangelização na opinião dos Espíritos)
...perseverando nos ideais de paz e bem.
“Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fostes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. VI – 8)
EVITE...
... a improvisação ou o despreparo, na hipótese de que a espiritualidade ira suprir sua dificuldade.
A espiritualidade apóia e acompanha todas as tarefas voltadas a pratica da evangelização. Mas, o trabalho não admite transferência de responsabilidades. A qualidade da execução é compromisso dos que assumirem a tarefa no plano físico.
“(...) a especialidade da tarefa não se compraz da execução com improvisações descabidas, tão logo a experiência aponte o melhor e o mais rendoso (...)” Bezerra de Menezes (Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização, FEB)
Fonte: Apostila - Reflexões sobre Evangelização Espírita - FEB
FAVOR ACRESCENTAR NA RELAÇÃO DE ENDEREÇOS/EVANGELIZAÇÃO –
ORDEM ALFABÉTICA.
Grupo Espírita Amor, Caridade e Ação
Rua Eloi Petean, 308 – Jardim Procópio
Domingo das 8h30 as 10h
Ribeirão Preto
C.E. Seareiros de Jesus
Av. José Luiz Pavanelli, 437 - Avelino Palma
Domingo das 9 as 10h
Ribeirão Preto
S.E. União e Caridade
Rua Marcondes Salgado,223 – Centro
As Terças-feiras das 20 as 21h
Ribeirão Preto
Espaço para leitura – Sugestão
1 – Obra: A fuga do Zé
Temática: O valor da Oração
2 - Obra: O passeio da Estrelinha Azul
Temática: Caridade
Editora: Federação Espírita do Rio Grande do Sul
Faixa etária – a partir dos 3 anos
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Programe sua AGENDA
Encontro Estadual de Evangelizadores da Infância
Dias 13 e 14 de Setembro de 2008
Cidade – Luiz Antonio
Incentivem seus trabalhadores a participarem deste evento.
Richard Simonetti
1 – Qual é a opinião do senhor sobre as células embrionárias? Pode ou não existir a possibilidade de no embrião ter um Espírito? E nesse caso o que considerar?
Guardar Espírito congelado em freezer, indefinidamente, não me parece uma boa idéia. Entendo que o processo reencarnatório só tem início quando há condições para o desenvolvimento do óvulo fecundado, no ventre materno. Há confrades que pensam diferente. Importante considerar que Kardec não se manifestou sobre o assunto. Em seu tempo nem se sonhava com essa possibilidade. Assim, temos a opinião dos espíritas, não a orientação do Espiritismo.
2 – Com a cura de muitos males físicos, vão faltar doenças para as expiações?
A doença mais grave é da alma. Males físicos serão sempre mera decorrência. Por isso, a Medicina estará sempre às voltas com eles, até que nos depuremos, superando mazelas e imperfeições.
3 – A menina de 6 anos jogada pela janela teria que passar por uma morte assim tão violenta?
Se assim fosse estaríamos justificando a ação dos responsáveis. Seriam instrumentos de Deus. Enquanto a Terra for um planeta de Provas e Expiações, habitada por Espíritos atrasados que têm o egoísmo como orientação de vida, crimes dessa natureza e até piores continuarão acontecendo. Ficaremos livres deles quando a Humanidade orientar-se pelo altruísmo ou, individualmente, quando atingirmos um estágio de evolução que nos habilite a viver em planos mais amenos, onde nada disso acontece.
4 – A Doutrina Espírita surgiu com o Livro dos Espíritos de 501 perguntas em 1857. Em 1860 Allan Kardec ampliou para 10l9. Qual deles deve ser o nosso objeto de estudo? Por quê?
A primeira edição de O Livro dos Espíritos foi uma espécie de rascunho. A de 1860 é a definitiva.
5 – A depressão é chamada de a doença da alma. Por quê?
E qual transtorno emocional e mental não tem origem nos desajustes da Alma? Mesmo as disfunções hormonais e neuro-cerebrais identificadas por sofisticados exames da atualidade,situadas como geradoras de males como a depressão, nascem dos desvios do Espírito, em pretéritas existências, lesionando os tecidos sutis da alma, com reflexos na formação do novo corpo, durante o processo reencarnatório. Ficou complicado? Resumamos: Se você “bateu cabeça” no passado, contrariando as leis divinas, fatalmente terá essas “dores de cabeça” no presente.
A melhor Medida
José Argemiro da Silveira
“Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” – Tiago, 1:4.
No livro “Palavras de Vida Eterna”, cap. 67, Emmanuel/Chico Xavier, estudando o versículo citado acima, nos lembra que as doenças do corpo físico nos causam muitos problemas, mas, mais do que elas, sofremos os problemas da alma. Sofremos com os micróbios patogênicos, contudo, pior do que eles, sofremos com agentes mentais inquietantes. E prossegue o sábio instrutor: Padecemos com a irritação de familiares incompreensivos; com os que distorcem nossas palavras, causando complicações diversas. Procuramos agir corretamente, e somos, às vezes, injuriados, procuramos fazer o bem e recebemos, vezes sem conta, a ingratidão que fere.
As dificuldades citadas estão presentes na vida de todos. Entretanto, cumpre-nos não lastimar, nem desfalecer. Para toda a perturbação, usar a paciência e nada falar do que possamos nos arrepender. E conclui o benfeitor: “Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir; insultado, recorre à paciência e esquece o mal. Em todas as dores,arrima-te à paciência. Em todo embaraço, espera com paciência. Todo progresso humano surge da Paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor”
O que é paciência e como adquiri-la?
O mesmo Emmanuel, através de Chico Xavier, no livro “O Consolador”, questão 253, define Paciência, afirmando “A paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na exemplificação” Notemos que referida virtude existe em quem “realizou muito amor em si mesmo”, ou seja, quem já evoluiu bastante. A falta de paciência, conseqüentemente, ocorre porque somos, ainda, pouco evoluídos. O paciente – prossegue Emanuel – considera todas as criaturas como irmãs, sem desdenhar a energia para esclarecer a incompreensão, quando necessário. A paciência vem com a “iluminação espiritual” do nosso íntimo. Para conquistá-la se faz necessário educarmos a vontade, curando enfermidades psíquicas seculares. Essas enfermidades são:
- Abandonar o esforço próprio. Queremos nos transformar, mudar nossa vida para melhor, mas queremos o benefício sem pagar o preço. Sem nos esforçarmos, queremos que outros nos ajudem que a situação melhore, mas não nos dispomos a trabalhar para isto;
- Adotarmos a indiferença, ou seja não assumirmos compromissos. Se há sofrimentos, se há muito o que se fazer em favor do próximo, da vida social, não nos engajamos no trabalho. Não é problema nosso. Permanecemos na condição de neutralidade, não fazemos opções;
- Queixamos das forças exteriores, quando o problema reside em nós. Com outras palavras: Não assumimos o lado causa dos acontecimentos. A culpa das dificuldades é atribuída sempre a terceiros – familiares, vizinhos, companheiros de trabalho, governo, etc. quando a causa do que acontece com a gente está em nós. A dificuldade, o problema ocorre exatamente para nos impulsionar à mudança, ao aprendizado.
O hábito faz a segunda natureza. A disciplina precede a espontaneidade, dentro da qual poderemos atingir o desiderato do aperfeiçoamento espiritual.
Não separar o que Deus juntou: Casamento cármico e cura
Fernando Antônio Neves
a.fernando_neves@yahoo.com.br
Segundo o psicólogo austríaco Carl Gustav Jung, nós atraímos a nossa própria sombra, ou seja, a parte oculta do nosso inconsciente. Pessoas, por exemplo, muito “boazinhas”, que são amorosas mas têm dificuldades de serem firmes e enérgicas quando necessário, atraem pessoas agressivas que são firmes mas não conseguem ainda expressar totalmente seu amor. Um expressa a sombra do outro. Todo agressivo é uma pessoa amorosa por dentro ( mas que não tem coragem para expressar sua afetividade) e toda pessoa externamente “boazinha” é firme internamente. A reeducação através do casamento consiste justamente de, cada uma delas atingir um ponto de equilíbrio dinâmico entre o amor e o poder, entre a firmeza e a doçura.
Essa é a mágica do casamento: homem e mulheres, agressivos e doces, dependentes e independentes, racionais e emocionais, responsáveis e aventureiros, se atraem mutuamente para aprenderem com as diferenças. Sem o percebermos o companheiro que escolhemos para o casamento nos complementa e nos reeduca não só com suas virtudes mas principalmente com aquilo que consideramos “defeitos” e que, nada mais são do que nossa sombra, do que um aspecto de nossa alma que negamos. O outro é o espelho da nossa alma, a expressão personificada de nossa própria sombra e vice-versa.
Quando Jesus nos diz que o homem e a mulher serão uma só carne, ele está dizendo em outras palavras, que os dois corpos serão um só espírito, ou seja, o que falta em um é complementado em outro. Através do casamento resgatamos a união com o nosso próprio espírito pois expressamos materialmente na “unidade do casal” a completude que já existe em nossa essência espiritual. Portanto, quando aceitamos e perdoamos o nosso parceiro, estamos aceitando e perdoando a uma parte de nós mesmos.
Quanto mais difícil é para nós o nosso parceiro, maiores as nossas oportunidades de crescimento através da aceitação e do perdão, pois estaremos curando um maior número de nossas próprias negatividades num intervalo menor de tempo. Aquilo que chamamos de “casamento de resgate” ou “casamento cármico”, nada mais é que um curso intensivo de crescimento rumo à felicidade e completude que a todos nos aguarda.
Depressão: A Doença de Todos os Tempos
Fabiano Possebon
(sfapossebon@hotmail.com)
Depressão trata-se de uma tristeza profunda e prolongada, abatimento moral ou físico, letargia. A intensidade e a duração deste estado dependem da personalidade, dos fatores que desencadeiem o processo e a da situação atual da vida do paciente. Ela pode afetar crianças, adolescentes, jovens, pessoas na madureza da vida e também idosos. Pode afetar ricos e pobres, cultos e ignorantes, encarnados e desencarnados, brancos, negros, amarelos, em suma, filhos de todas as nações.
Eis algumas características do depressivo: aparência triste e abatida; preocupação constante com doenças físicas; perda ou ganho significativo de peso fora de períodos de dieta; redução marcante de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades a maior parte do dia, quase todos os dias; insônia; e vontade de morrer.
O depressivo, em regra, é alguém que traz a mente fixada no passado triste e sombrio, comprazendo-se em recordar as experiências menos felizes, as situações que mais o afligiram.
Ele não pode se esquecer de que a sua condição íntima é que determinará se isto ou aquilo o arrastará ou não ao estado de tristeza. Se compreender este fato, mais facilmente conseguirá a cura. Enquanto permanece na atitude comodista de transferir para o exterior (aos outros ou às circunstâncias) a responsabilidade exclusiva pelo o que sucede, a melhora demora a chegar porque, não reconhecida a causa profunda, fica sempre na periferia, na superfície do problema.
Ele deve tentar a espiritualização, espiritualizando a sua escala de valores, colocando em primeiro plano os interesses da alma imortal. Com essa nova escala de valores, centrada nos interesses imortais do espírito, consegue se fixar melhor no crescimento espiritual que deve realizar.
Quando persegue um ideal nobilitante e entrega a ele a existência, adquire um sentido novo para a vida. Precisa se esforçar para encontrar novas motivações, novos amigos, novas conquistas...
O perdão proporciona imensos benefícios. Ele deve se deixar conduzir pelo amor, compaixão, piedade, pela compreensão.
Deve se poupar do desgaste que a mágoa provoca.
Precisa agradecer a Deus por tantos valores e bênçãos que possui. Precisa aproveitar todas as oportunidades, resgatando e crescendo.
Tem que amar, perdoar, procurando se compreender, se tolerar e também perdoar a quem tenha contribuído de algum modo para a sua queda.
Deve auxiliar quanto puder, como puder. Orar, pedindo forças para se reerguer e recomeçar.
Dar-se novas oportunidades. Semear simpatia. A simpatia irradiada retornará a si mesmo em bênçãos.
Estas são apenas algumas dicas para nos livrarmos da depressão. Indico a leitura de “Depressão: causas, Conseqüências e Tratamentos”, de Izaias Claro, da Casa Editora O Clarim.
Wellington
As leis humanas são mutáveis e imperfeitas, refletem a limitação humana, por isso muitas vezes são injustas e antiéticas. Quando Presidente do Brasil, no ano de 1942, Getúlio Vargas decretou a Lei Terezoca apenas para que o jornalista Assis Chateaubriand, poderoso na época, pudesse tirar a guarda de sua filha Tereza, da mãe, a atriz Cora Acunha. Uma prova de que a lei humana pode ser modificada obedecendo a disposição dos mandatários. Se nobres, convictos de que devem servir à população, as leis são justas, sensatas. No entanto, se mandatários entorpecidos por desejos menos dignos, as leis naturalmente obedecem suas tendências infelizes. Acrescentando também que as leis humanas correspondem aos anseios da sociedade. Uma sociedade consciente, ajustada e disposta a viver em harmonia, fatalmente terá leis que correspondam as suas aspirações. Quanto mais desenvolvido o senso moral de uma civilização, mais justas e sábias suas leis.
Mas diferente das leis humanas são as leis divinas. Perfeitas e imutáveis, exalam a plena sabedoria do Criador. Talvez ainda não tenhamos nos atentado para as leis divinas, mas elas regem e mantém em harmonia o universo. A lei de gravitação universal, por exemplo, que faz os planetas permanecerem em suas órbitas. A lei do trabalho que nos mostra que ele é uma necessidade para a evolução e progresso. A lei de sociedade provando que o contato social é uma das maiores riquezas de nossa existência.
Essas leis naturais foram descortinadas, mas não inventadas pelo homem. Desde que o ser humano iniciou sua aventura na Terra essas leis já estavam estabelecidas pelo Criador. No entanto, há uma lei natural, que se observada e praticada, causará grande revolução na sociedade: a lei de justiça, amor e caridade.
Quando passarmos a observar essa lei de justiça e amor, não mais tentaremos tecer as frágeis leis humanas de conformidade com nossas conveniências. Em realidade, indivíduos conscientes de seu papel na sociedade não precisam se guiar por leis, porquanto trazem consigo um bom senso que não lhes permite lesar o próximo.
Caro leitor, você acha que necessitamos de leis para defender o consumidor? Se elas existem é porque em algum momento foi detectado o abuso, e as leis vieram para coibir o abuso e colocar a situação em pé de igualdade. Você acha que precisamos de uma lei que proteja trabalhadores? Você acha que precisamos estabelecer cotas em universidades para negros? Sinceramente, caro leitor, você julga ser inerente a uma humanidade desenvolvida moralmente uma lei que transforma o racismo em crime?
Ora, essas leis só existem porque somos incapazes de praticar a lei de justiça e amor. Pratiquemos a lei de justiça e amor e com o passar dos anos veremos muitas dessas leis humanas, que citamos, ultrapassadas por uma sociedade ajustada e consciente de seu papel no mundo.
Palestras USE-Ribeirão Preto: junho de 2008
LEI DE CONSERVAÇÃO
Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré
Neste mês apresentamos aos leitores do Jornal Verdade e Luz um trabalho diferente do grupo de oradores da USERP. Descrevemos abaixo, de forma sintética, a discussão feita pelo grupo com o objetivo de programar as palestras, seu conteúdo e seqüência. Com a participação de 27 oradores, este é um trabalho coletivo, e contém várias linhas possíveis de exploração do tema, com diferentes reflexões e conteúdos. Esperamos que seja útil aos leitores da mesma forma que foi para nós.
A) Como iniciar a palestra:
1) Discutir o Limite do Necessário (p.715) → refletir sobre a atitude do dia-dia + limites fornecidos pela Natureza e pelos avanços da Ciência e da Sociedade → Abuso causa destruição (p. 713) → As Leis são integradas (ex: conservação e destruição ocorrem simultaneamente)
2) Preservar-se da Avareza (referências abaixo: Ev. Seg. Espiritismo, de Allan Kardec, e/ou Parábolas e Ensinos de Jesus, de Caibar Schutel)
3) Fazer a seqüência d’O Livro dos Espíritos: Instinto de Conservação – Meios de Conservação – Gozos dos Bens da Terra – Necessário e Supérfluo - Privações Voluntárias
B) Desenvolvimento da palestra:
1) Instinto de Conservação: relativo?
2) Meios de Conservação: Bens da Terra (p.705 e 706) → Socialização dos bens da Terra → EGOÍSMO → Homem na Natureza → “agressão” → recursos naturais acabam? → privações (efeito estufa, fim da água potável, etc). Um pensamento: “bom senso no uso dos recursos naturais”.
2.a) Um desenvolvimento paralelo do tema: A guerra como um exemplo drástico → matar para não morrer x a responsabilidade do ato (p.709).
2.b) Outro desenvolvimento paralelo do tema: evolução do conhecimento nos cuidados com o corpo / prevenção da saúde física e psicológica → associa-se com o último tópico Privações Voluntárias.
3) Gozo dos Bens da Terra: O bem estar na Terra → Prazer do homem (p.711 e 712) → “não conformismo, buscar o bem estar” → Um pensamento: “o mesmo sal que conserva o alimento, dá sabor”
4) O Necessário e o Supérfluo: Necessidade de viver / aproveitar para aprender x Egoísmo dos homens (A NECESSIDADE DO APRENDIZADO) → Mudanças do necessário com a evolução científica e social
5) Privações Voluntárias: Comer ou não Carne? (p.723 e 724, e as possibilidades atuais de complementação com polivitamínicos e minerais).
C) Conclusão da palestra:
1) Um Pensamento: “somos co-criadores: 1º auto-conservar e 2º conservar a Natureza.
2) Uma pergunta: Discutir a p.727
Bibliografia:
1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, segunda edição (1860), livro terceiro, capítulo VI (Lei de Conservação).
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, capítulo XVI, item 3 (Guardar-se da avareza)
3) Parábolas e ensinos de Jesus, Caibar Schutel, A Parábola da Avareza, editora O Clarim. Acessível pela Internet em: www.comunidadeespirita.com.br/parabolas
Raul visitou-nos no mês de maio. Esteve em Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho, Bebedouro e Jaboticabal. Uma verdadeira Maratona Doutrinária com seminários e palestras, além dos encontros fraternos.
De suas recomendações ficamos com a essência: Identidade, Conhecimento e Vivência. É isso que os espíritas devem assumir. Somos espíritas e devemos buscar na educação e no amor ao próximo o conhecimento que norteará nossas vidas e nossas ações em todos os campos de nossas atividades.
Devemos preservar a doutrina não permitindo conviver com sincretismos para acomodar opiniões de quem não conhece a fundo a codificação do Espiritismo. Não há intolerância proposta mas sim a preservação da pureza evitando-se a multiplicação de conhecimentos equivocados.
União dos espíritas, estudo e prática da caridade foi a grande lição que Raul nos legou nesta memorável visita, que esperamos venha repetir por mais vezes.
Até breve Raul!
Para aqueles que não puderam ir a Guarulhos, os companheiros que fizeram apresentações de seus temas nas instalações do Sanatório Espírita Vicente de Paulo. estiveram em Ribeirão Preto. Neli Del Nery Prado, de Bauru; Ailton Coimbra Paiva, de Lins, Mehry Seba, de Ribeirão Preto e Edgar Miguel, de Bauru.
Produtividade no Centro Espírita
Carvalho e Serafim, 2004, definem produtividade como um processo contínuo que extrai do funcionário motivado sua maior capacidade, visando obter melhores resultados com mínimo de tempo e esforço despendidos para as tarefas.
Os autores vão mais adiante e afirmam que o fator humano é fundamental à maximização da produtividade de Bens e Serviços, sendo, portanto, imprescindível a atualização e treinamento do profissional para que a produtividade seja algo além de um processo, constituindo-se em um estado de espírito. Notadamente o fator humano é fundamental em qualquer circunstância, é através do fator humano que novas idéias surgem e a tecnologia evolui facilitando todo e qualquer processo. E tudo se completa: a produtividade requer o aperfeiçoamento constante do Homem e o aperfeiçoamento constante do Homem desemboca em uma maior produtividade.
E, como é sabido, aumentar a produtividade é necessário. Dentro da realidade empresarial, no que tange aos objetivos dos líderes, o aumento de produtividade é um assunto constantemente comentado. E nesse particular esforços são realizados, cursos proporcionados, treinamentos ministrados, ferramentas implementadas e reuniões realizadas visando buscar um patamar maior de produtividade com o intuito de maximizar os lucros.
Mas, não pára por ai... Interessante o ponto de vista dos autores que discursam sobre a produtividade ser algo além de um processo, constituindo-se em um estado de espírito, além, obviamente do aspecto bem colocado da importância do valor humano na questão produtividade.
Portanto, ao ser dada essa definição à produtividade, os horizontes estão abertos para além do mundo empresarial. A produtividade cabe em todo e qualquer lugar. Onde tiverem recursos a serem administrados a produtividade estará inserida no contexto. E importante salientar, sendo a produtividade também um estado de espírito é fácil concluir sua correlação com a melhoria contínua, o aperfeiçoamento, o não ao comodismo, a labuta incessante pela melhoria.
A produtividade extrapola o limite do simples produzir mais, pois nela está contida a mentalidade da evolução. O processo de aperfeiçoamento que impõe a produtividade é a mola propulsora que faz descobrir novos procedimentos e formas de aperfeiçoar ou executar determinadas tarefas.
Este conceito de produtividade é compatível com os ensinos do Espiritismo, que, diga-se de passagem, é uma Doutrina jovial, que advoga a causa do aperfeiçoamento contínuo, da melhoria, da busca pelo progresso. É o próprio Codificador que diz isso em artigo publicado na Revista Espírita de agosto de 1865 “... o Espiritismo tende para a regeneração da Humanidade, este é um fato adquirido. Ora, esta regeneração não podendo se operar senão pelo progresso moral, disto resulta que seu objetivo essencial, providencial, é a melhoria de cada um...”
O Espiritismo fala com propriedade a respeito da melhoria do indivíduo, a produtividade também discorre sobre o assunto, portanto, pode-se perfeitamente buscar a produtividade nas mais diversas atividades que são desenvolvidas no Centro Espírita.
Na questão que envolve o labor na área da mediunidade, por exemplo, como inserir a questão da produtividade. Como ser um médium ou um dirigente mais produtivo?
Uma das formas de conseguir uma maior produtividade na área do intercâmbio com os Espíritos encontra-se bem delineada em O livro dos médiuns, Cap. XXIX, nº 333. Com a palavra o Codificador:
“Quando as reuniões se efetuam em dias e horas certos, eles (os Espíritos) se preparam antecipadamente a comparecer e é raro faltarem.
Reuniões nas quais seus membros se atrasam, nada se preocupando com o horário, tendem a ser pouco produtivas, porquanto o atraso por si só, além de sinal de desrespeito, ocasiona fadiga naqueles que esperavam o início da reunião. Nenhuma empresa alcançará o objetivo de aumentar a produtividade se não primar pela regularidade, ordem e disciplina, pois estes são fatores fundamentais para o sucesso de qualquer empreitada, com a atividade mediúnica ocorre o mesmo. Para que o médium possa de fato ser intermediário de comunicações produtivas se faz imperiosa sua adesão ao regime da disciplina, porquanto, os Espíritos também têm suas ocupações e atividades, e não podem ficar à disposição dos encarnados ao bel prazer. Compreende-se então que o fator humano, aqui exposto na figura do médium, é importante para que uma reunião mediúnica seja produtiva e alcance seu real objetivo de beneficiar criaturas do plano visível e invisível.
Outra atividade interessante para ser estudada à luz da temática produtividade são as palestras proferidas no Centro Espírita. O que é um orador produtivo? Será aquele que arrebata, emociona, ensina, informa?
Como ser um orador produtivo? Será que basta somente o conhecimento espírita?
É uma boa questão para reflexão de oradores e dirigentes espíritas. Partindo da premissa de que a função do Centro Espírita é ensinar Espiritismo, a tarefa do orador é, sem dúvida, transmitir da melhor forma possível os postulados kardequianos. Portanto, uma das virtudes fundamentais do orador espírita produtivo é estar embasado nas obras basilares da Codificação. Mas como ser produtivo lidando com um público heterogêneo que procura o Centro Espírita pelos mais variados motivos? Nas palestras públicas muitos nunca ouviram falar sobre Kardec e sua obra. Como então ensinar Espiritismo?
A chave está em aliar o conhecimento espírita à sensibilidade em perceber o que o público aguarda, adaptando a mensagem, obviamente caracterizada pelo fundamento espírita, à realidade dos ouvintes. Como ensinam os autores, a produtividade é algo além de um processo, constituindo-se em um estado de espírito. Portanto, o orador espírita produtivo vai além das palavras e estabelece conexão com o público. O orador espírita produtivo utiliza as ferramentas do estudo espírita e da sensibilidade para produzir mais em prol da missão do Espiritismo que é a regeneração da humanidade. O orador espírita produtivo está sempre se atualizando, estudando, pesquisando a Doutrina Espírita sem se esquecer da realidade do público, muitas vezes leigo em Espiritismo. O orador espírita produtivo transmite as lições do Espiritismo, mesmo as mais complexas, de forma simples e elegante.
Foram abordadas à luz da produtividade somente duas tarefas realizadas pelo Centro Espírita, todavia, em virtude da multiplicidade de trabalhos ofertados pelo Centro Espírita, a questão da produtividade pode e deve ser aplicada sempre, a fim de que o Espiritismo desempenhe de forma eficaz sua tarefa de transformar o mundo em um recanto de paz e harmonia para todos seus habitantes.
Pensemos nisso.


