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Fevereiro de 2008, edição n°. 265
Jornal Eletrônico Verdade e Luz

Índice

Inaugurada a nova Livraria Espírita da USE
Mensagem do Presidente
Agenda
“Verdade e Luz”, um jovem de 22 anos
Espiritismo Científico
Educação
Modulável Mundo Novo
Sabedoria Infantil
70 ANOS DA DESENCARNAÇÃO DE CAIRBAR SCHUTEL
Espiritismo Histórico
Gnatus promove doação
Caminhos para o Espiritismo
Como é bom ler!
Morrer não é o fim
EXISTE!
Suplemento Infantil
Entrevista do Mês
Enfoque Evangélico
Espiritismo Filosófico
EM TORNO DO AMOR
Kardec, a competição e cooperação
CAPÍTULO I – A Lei Divina ou Natural
Aniversário do Centro Espirita Amor e Caridade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inaugurada a nova Livraria Espírita da USE

O público leitor de livros espíritas vai ter agora mais conforto e maior quantidade de livros para escolher. A antiga Banca do Livro Espírita cresceu e tornou-se uma livraria. O trabalho executado sob a orientação do Engo...... foi concluído com muito capricho colorindo de azul a Praça Carlos Gomes, em Ribeirão Preto, onde ocupa o mesmo local desde a sua fundação.

Um detalhe importante: As instalações da antiga banca foram doadas à Casas de Bethânia, justamente a origem de tudo quando o saudoso Sebastiãozinho, antigo proprietário, a transferiu para a USE por um valor simbólico.

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Mensagem do Presidente

PLANO DE TRABALHO

Na reunião do Conselho Deliberativo Estadual da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, realizada em dezembro último, na cidade de Bauru, todos os dirigentes foram orientados para que suas bases utilizassem o Plano de Trabalho para o movimento Espírita aprovado em reunião do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira.
No trabalho estão definidas as diretrizes, os objetivos e as sugestões de projetos para a sua execução. São sete as diretrizes: A Difusão da Doutrina Espírita; A Preservação da Unidade de Princípios da Doutrina Espírita; A Divulgação da Doutrina Espírita; A Adequação e Multiplicação dos Centros Espíritas; A União dos Espíritas e a Unificação do Movimento Espírita; A Capacitação do Trabalhador Espírita e, a sua participação nas atividades da casa espírita.
A fundamentação Doutrinária utiliza referenciais contidos nas obras da Codificação Espírita e propõe uma reflexão no texto de Erasto “A Missão dos Espíritos”, Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XX, item 4. Como Visão de Futuro, traz a releitura da questão 798 de o Livro dos Espíritos, que nos orienta sobre a Influência do Espiritismo no Progresso. Na Evolução Prevista, aponta também um trecho da conclusão, item V, de o Livro dos Espíritos, quando períodos distintos apresentariam o desenvolvimento das idéias, sendo eles o da curiosidade, do raciocínio, o da aplicação e das conseqüências.
Com esta fundamentação apresentada e um planejamento para ser desenvolvido nos próximos cinco anos, trará as seguranças necessárias para àqueles que trabalham em prol dos serviços prestados pela Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.
Todos nós comprometidos com a direção de nossas instituições, devemos entender que a CAUSA está na Doutrina Espírita que propicia ao ser humano o esclarecimento sobre sua realidade espiritual; atende suas necessidades e promove sua educação integral, quer seja moral, intelectual e social. O TRABALHADOR ESPÍRITA exerce de forma continuada as tarefas disponibilizadas na casa espírita. O PÚBLICO ESPÍRITA é o freqüentador real e potencial da Casa Espírita.
Foi com base na análise do movimento Espírita Brasileiro, em seu momento atual, que o Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, propôs este Plano de Trabalho composto pelas Diretrizes que definem as prioridades institucionais. Com Objetivos que permitem ao planejamento o cumprimento de suas finalidades ao longo do período de desenvolvimento para que a implantação das Ações e os Projetos propostos para as atividades operacionais, sejam compreendidos e apresentem resultados nas atividades espíritas de nossas casas.

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Agenda

Releitura do 13º. Congresso Estadual de Espiritismo

Se você não esteve em Guarulhos, venha a Ribeirão Preto. Será no dia 17 de Maio. Programe-se para participar. Espiritismo 150 Anos – Unir Para Difundir. A releitura já foi realizada em Bauru e Marília, proporcionando a participação de companheiros das regiões.

 

 

Curso visa preparar trabalhadores para área de infância espírita

O Departamento de Infância da União das Sociedades Espíritas de São Paulo realizará nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2008, das 8 às 18 horas, o curso Formação de Educadores Espíritas da Infância, em sua sede social (R. Dr. Gabriel Piza, 433, próxima à estação Santana do metrô). A iniciativa tem por objetivo capacitar trabalhadores a desenvolverem a atividade em suas casas espíritas e/ou, reciclarem seus conhecimentos.

No programa constam informações sobre os objetivos da atividade de Infância Espírita; o papel do Educador, dos Dirigentes e dos pais; Planejamento Geral das atividades; Planejamento de Aulas; Recursos Didáticos, entre outros.

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas até 5 de fevereiro de 2008 pelos telefones (11) 6981.9414, (11) 9765.1881 ou pelo e-mail useregionalsp@yahoo.com.br (enviar nome completo, telefone e e-mail do participantes; nome da instituição e da cidade em que atua). A taxa de R$ 10,00 inclui material didático e lanches. O almoço é por conta do participante em restaurante próximo, com custo acessível.

 

 

DISKARDEC vai realizar o primeiro curso para voluntários de 2008

Curso de Treinamento e Seleção de Voluntários
Início: 12 de fevereiro (terça feira)
Local: DISKARDEC, rua Machado de Assis, 169, Vila Tibério
Horário: das 19:30 às 21:30 horas
Duração: oito semanas, às terças feiras.
Requisitos para a inscrição:
Conhecer a Doutrina Espírita, ser maior de 18 anos e ter disponibilidade de duas horas semanais.
As inscrições poderão ser feitas diariamente pelo fone 3630-3232 ou no local no dia do início do curso.

 

 

XXVI Conrespi - Bebedouro

A XXVI Conrespi (Confraternização Regional Espírita) acontecerá neste ano de 2008 na cidade de Bebedouro-SP. É uma confraternização da família espírita da região de Ribeirão Preto-SP. O evento será realizado entre os dias 02.02 a 05.02.08, no IMESB (Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro), bairro Eldorado, próximo ao Fórum. A palestra de abertura (02.02 - 20 horas) será do confrade André Luís Bordini, psicólogo da cidade de Ribeirão Preto. Na segunda noite (03.02 - 20 horas) teremos a apresentação lítero-musical do companheiro Vansan, da cidade de Mogi das Cruzes-SP e, na noite de segunda-feira, teremos a apresentação do grupo teatral "Arte e vida", da cidade de Franca, com a peça: A estranha loucura.
O evento contará com sistema de alojamento coletivo, incluindo banhos, refeições, dormitórios e toda parte de estudos e artes no supra citado.
A cidade de Bebedouro espera receber cerca de 250 confrades de 50 cidades da região, além de aproximadamente 100 participantes da própria cidade.
As inscrições deverão ser feitas com os dirigentes das casas espíritas da sua cidade. Toda a programação de estudos poderá ser encontrada no site da use www.userp.org.br. Maiores informações através e-mail edmirgarcia@terra.com.br ou pelos telefones (17) 3343.8368 e 9724.7102, com Edmir Garcia.

 

 

 

Proposta de Estudo para a XXVI CONRESPI - 2008

Elaborada pela USE - Intermunicipal Bebedouro
Tema: Valorização da Vida.
Título: Estamos valorizando a vida?

Módulo I - Causas das agressões ao planeta e à vida humana.
USE Intermunicipal Araraquara - Arlete (16) 3336-4503
- Lei de conservação e destruição;
- O egoísmo - A “posse” do planeta;
- Desigualdade de oportunidades - Lei divina ou social?;
- Violência urbana - Educação e punição;
- Qual a visão da espiritualidade sobre o tema?

Módulo II - Planeta vivo?
USE Intermunicipal Bebedouro - Edmir (17) 3343-8368
- Aquecimento global e catástrofes climáticas;
- Superpopulação - Esse é o problema?;
- Consumismo - Qual é o limite?;
- Desperdício de recursos naturais;
- Extinção de espécies.

Módulo III - “Eu vim para que todos tenham vida!”.
USE Municipal Matão - Valentim (16) 3382-3496 – 9703-7397
- Violência contra a criança e aborto;
- Vícios - Suicídio anunciado (obesidade, bebida, cigarro);
- Depressão - O mal da sociedade contemporânea;
- Ganhar dinheiro ou educar os filhos?;
- Stress, crises de relacionamento e vida robotizada.

Módulo IV - Ações afirmativas e concretas pela vida.
DM/USE Regional – USE Intermunicipal Ribeirão Preto - Ramatis (16) 3633-6512
- Como detectamos quando nos tornamos alienados e passamos simplesmente a reproduzir o processo destrutivo?;
- Qual o papel das instituições espíritas neste processo?;
- Como posso ajudar a salvar o planeta?;
- O que eu posso fazer pela minha saúde e de meus filhos?;
- Como ser feliz apesar de tudo? Pequenas ações - Grandes resultados.

 

Noites e Conrespinha: Os temas para as 3 noites e Conrespinha deverão estar relacionados ao assunto central do evento, ficando o convite de oradores e números artísticos condicionados à aprovação da proposta.

 

Revista de Estudos Espíritas

Após intervalo de um ano está sendo retomada a publicação da "Revista de Estudos Espíritas", uma iniciativa do Instituto de Estudos Espíritas "Wilson Ferreira de Mello", localizado em Campinas, SP.De cara nova, a Revista mantém a proposta central de colaborar com o desenvolvimento da pesquisa espírita, aliando questões teóricas com a experimentação mediúnica e não-mediúnica.
Nesta edição de janeiro 2008, que se encontra no endereço eletrônico www.adecampinas.org.br/ree , a Revista traz os seguintes assuntos:Editorial: Relançamento da REE, Ensaio teórico:A origem do Mal, Diálogos espíritas: Entrevista com Ernesto Bozzano, Questões diversas:Encarnação em Júpiter.

Além da publicação em si, nessa nova etapa estão sendo implantadas algumas ferramentas de apoio à própria Revista.A primeira delas é a criação de um site integralmente dedicado à Revista. Atualmente há um site provisório, que em breve será remodelado e ampliado. Nessa mesma linha, um grupo de discussão na internet dos leitores a fim de que os interessados possam trocar idéias a respeito da pesquisa e movimento espírita. Finalmente, em breve a Revista irá ganhar um espaço na programação da WEB Rádio Espírita Campinas.

De imediato, por uma questão meramente técnica, está se criando uma lista dedicada exclusivamente ao envio da Revista a partir do próximo número. Somente o administrador da lista poderá enviar e-mails, evitando-se, dessa forma, qualquer tipo de discussão e quaisquer outros tipos de mensagens, como spams. Vale ressaltar que o envio da Revista para terceiros continua absolutamente livre e gratuita. Para se inscrever na lista, basta enviar e-mail para o endereço já citado solicitando o ingresso.

 

 

Serrana promove Feira do Livro Espírita

Promovida pela Soc. Esp. Allan Kardec, será realizada a Feira do Livro Espírita de primeiro a nove de março. Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 339 – Serrana.

 

 

C.E. Caminhos do Amor = 20 anos

Participe das comemorações do aniversário. Durante o mês de março, às 2ª feiras, dias, 3, 10, 17, 24 e 31, teremos respectivamente, os seguintes palestrantes e apresentações musicais: Felipe Salomão e Fernando Fernandes; Maria José Mondim Moreira e Grupo Musical Caminhos do Amor; Nilza Tereza Roter Pelá e José Vicente (Acordeon) e William de Paula (Violão); Mário Aguiar e Jéssica Tessitores Collmanetti; Eliseu F. Mota Junior e Soprano Renata Cristina.

Os trabalhos serão coordenados a cada dia por: Mirna Ângela, Nilda Mansan, Valmir de Lima, Elizabete Grava e Ivo Zaqueu. Compareça. Participe . Prestigie.

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“Verdade e Luz”, um jovem de 22 anos

Merhy Seba
merhyseba@ig.com.br



Neste ano, mais precisamente, em fevereiro, o jornal Verdade e Luz, porta-voz da USE – Ribeirão Preto, comemora 22 anos, com jovialidade.
A idéia de se lançar um jornal dessa natureza era, desde há muito tempo, um sonho acalentado pelos espíritas de Ribeirão Preto e das cidades vizinhas que compõem a USE Ribeirão Preto.
O jornal surgiu com o propósito de dinamizar o processo de unificação do movimento espírita local e regional, através da comunicação sistemática de notícias e matérias doutrinárias, dar maior visibilidade aos conceitos espíritas à sociedade como um todo e se juntar à rede de veículos de comunicação espírita, em circulação no país, na tarefa de dar expansão à divulgação dos princípios espíritas.
É inegável o papel que a imprensa espírita desempenhou num passado não muito distante, na defesa da causa espírita, diante das pressões governamentais e dos ataques provindos de representantes religiosos. Embora o cenário sócio-político-religioso atual seja diferente, por apresentar maior abertura democrática, a imprensa espírita ainda precisa se precaver das investidas gratuitas contrárias às idéias espíritas e se impor como filosofia cristã.
No momento em que se comemorou em janeiro p.passado, o sesquicentenário de lançamento da “Revue Spirite”, lançada por Allan Kardec, podemos ter uma leve noção das dificuldades encontradas pelo Codificador do Espiritismo na veiculação dos novos conceitos trazidos pela Doutrina Espírita, considerando-se o ambiente extremamente hostil que reinava no século 19, em relação a novas formas de pensamento filosófico-religioso.
Da “Revue Spirite” (1858) a nossos dias, surgiram inúmeras iniciativas no campo da imprensa espírita, que hoje, abrange, não só a mídia impressa( jornais e revistas), mas também a eletrônica(TV, rádio Internet) , o quê nos leva a afirmar que é uma das atividades mais dinâmicas, do movimento dos espíritas, graças à conscientização das pessoas e das instituições espíritas quanto à necessidade de se criar canais de comunicação com os diversos públicos, com as quais mantêm relações e propiciar ao movimento espírita uma imagem favorável perante o grande público.
Foi com essa proposta que o “Verdade e Luz” nasceu e vem, há duas décadas, com espírito jovem, cumprindo o seu papel, sem descuidar das inovações que serão oferecidas pela tecnologia digital: a mobilidade e a convergência das mídias, possibilitando a interação entre os meios de comunicação – o que quer dizer que, num futuro bem próximo, poderemos ler o nosso jornal pelas telas da TV e do celular e interagir, em cores e em tempo real, com os respectivos editores, à distância.
Aguarde. Vale a pena conferir.

O jornal Verdade e Luz nasceu da vontade de alguns idealistas espíritas que há 22 anos atrás já vislumbravam o avanço do espiritismo e decidiram iniciar a publicação de um veículo que pudesse divulgar as ações voltadas para a divulgação do Espiritismo e unir a sua comunidade através da comunicação.

Trechos do editorial do exemplar número um:
“Este jornal deverá sempre refletir a OPINIÃO ESPÍRITA, sendo portanto imperioso, mais o que necessário, que os artigos publicados não se constituam em opiniões isoladas pessoais e ou de grupos e que não sejam condizentes com os postulados básicos de Allan Kardec”.
“ Nos cabe defender sempre os conceitos Espíritas, mas, como órgão divulgador da Doutrina de Allan Kardec devemos nos abster de criar polêmicas desnecessárias que nenhum benefício trariam à Doutrina, mas sim exporia ao ridículo a tarefa, os colaboradores e a própria causa”.

Os pioneiros que compuseram o expediente do jornal em sua primeira edição foram: Ulisses de Souza Carvalho, Ary da Costa Nogueira, Carlos Alberto C. Fonseca, Abel dos Santos, Antonio Silva Rossi, Denizart (sic) Castaldelli, Edvaldo Silva, Fernanda Moço Ripamonte, João Sergio de Carvalho, Merhy Seba, Jayme Monteiro de Barros, Leda Maria Resende Ebner, Maria José M. Moreira, Mario Marcos P. de Araújo e Osvaldo Salomão. Como jornalista responsável permanece desde o primeiro número Jair Grellet Filho.

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Espiritismo Científico

O SONO

Márcia Pacciulio
marcia_pacciulio@yahoo.com.br

Passamos um terço de nossas vidas dormindo. Ou seja, se a média de vida do homem atual é 75 anos, ele passará cerca de 25 anos dormindo! Ora, se a Natureza nos fez assim, é porque o sono deve ter uma importância significativa para nós!
O sono é um fenômeno fisiológico natural, em que o corpo entra em repouso, suspendendo provisoriamente suas atividades de relação com o mundo exterior, para recuperar as energias gastas nestas mesmas atividades.
Do ponto de vista fisiológico, as pesquisas sobre o sono estão bem adiantadas. Hoje os médicos já sabem que o mecanismo do sono é regido por um “relógio biológico” ajustado em um ciclo de 24horas e que a principal peça dessa “engrenagem” é a melatonina – hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal – que começa a ser secretado assim que o sol se põe, desencadeando uma série de reações bioquímicas preparatórias para o relaxamento do organismo.
Já se sabe, também, que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos durante a noite. A mais importante delas é a 5ª fase, conhecida como sono REM (Rapid Eyes Moviment, em inglês), em que a atividade cerebral é mais intensa e desencadeia o processo de formação dos sonhos.
Segundo os especialistas, durante o sono (e, principalmente, durante a fase REM) o cérebro estará mais livre para realizar e comandar algumas tarefas fundamentais ao bom funcionamento do organismo e sua manutenção, tais como: eliminar o estresse, estimular o crescimento de crianças, repor hormônios essenciais à vitalidade dos adultos, fortalecer a sistema imunológico, eliminar mais facilmente os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento, ativar os mecanismos relacionados à memória e produzir as substâncias responsáveis pela regeneração das células e pela cicatrização.
Como podemos constatar, dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade!
E o que pode nos acrescentar a Doutrina Espírita?
O Espírito Verdade esclarece-nos que “o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, os laços que o unem ao corpo se relaxam e o corpo não necessita do Espírito. Então, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos” (Questão 401 – Livro dos Espíritos).
Os “laços” a que se refere o Espírito Verdade nessa resposta são prolongamentos perispirituais, que mantêm o Espírito ligado ao corpo durante o seu afastamento temporário (Emancipação). É necessário que seja assim, porque o perispírito é o envoltório fluídico do Espírito, que além de lhe dar forma, age como seu intermediário junto ao corpo físico. O rompimento desses “laços fluídicos” só ocorre por ocasião do desencarne do indivíduo, quando cessam as funções vitais definitivamente.
Durante o seu afastamento, provocado pelo fenômeno do sono, o Espírito desfruta de maior liberdade e passa a agir de acordo com os seus interesses momentâneos e o seu grau evolutivo. Assim:
- Há os que, pouco se afastam do corpo físico e do ambiente terreno, realizando, durante a noite, as mesmas tarefas que realizam durante o dia.
- Há os que dão vazão às tendências inferiores e vícios, trocando experiências de baixo padrão vibratório com Espíritos afins.
- Uns, procuram ambientes de estudo e trabalho, objetivando maior aprendizado.
- Outros, quando precisam tomar decisões importantes, procuram os Espíritos amigos.
- Muitos entram em contato com outros encarnados, cujos corpos também estão em repouso, para “trocar idéias”, “traçar planos”, “matar saudades”, etc.
- Podem ocorrer lembranças espontâneas de vidas passadas ou premonições relacionadas a fatos do cotidiano (menos comuns).
- Podem ocorrer fenômenos hipnóticos provocados por Espíritos obsessores.
Todas essas atividades produzirão os sonhos, dos quais falaremos na próxima edição. Até lá!


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Educação

Correção
No artigo “Léon Denis e a Liga de Ensino”, publicado na edição anterior saiu errada a data de seu nascimento. O correto é: Leon Denis nasceu em primeiro de janeiro de 1846.

 

QUAL A PONTE ENTRE O DESESPERO E A FELICIDADE?

Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves

Estudar para conhecer, saber de alguma coisa que existe, está ali, mas não sabemos. Essa deveria ser a nossa meta. Ah, mas há tantas coisas que não sabemos... Será que faz diferença? Pode ser a distância entre o desespero e a felicidade. Kardec ilustra, no capítulo 1 (item 62) da Gênese, essa idéia com uma comparação interessante.
“Parte para destino longínquo um navio carregado de emigrantes. Leva homens de todas as condições, parentes e amigos dos que ficam. Vem-se a saber que esse navio naufragou. Nenhum vestígio resta dele, nenhuma notícia chega sobre a sua sorte. Acredita-se que todos os passageiros pereceram e o luto penetra em todas as suas famílias. Entretanto, a equipagem inteira, sem faltar um único homem, foi ter a uma ilha desconhecida, abundante e fértil, onde todos passam a viver ditosos, sob um céu clemente. Ninguém, todavia, sabe disso. Ora, um belo dia, outro navio aporta a essa terra e lá encontra sãos e salvos os náufragos. A feliz nova se espalha com a rapidez do relâmpago. Exclamam todos: «Não estão perdidos os nossos amigos!» E rendem graças a Deus. Não podem ver-se uns aos outros, mas correspondem-se; permutam demonstrações de afeto e, assim, a alegria substitui a tristeza.”
No caso, acreditar que todos estavam mortos representou a tristeza e o luto de muitos. Sabê-los vivos fez toda a diferença. Saber de algo que não se sabia mudou completamente a vida daquelas pessoas. Mas Kardec foi além com essa analogia, relacionando-a com o conhecimento sobre a vida após a morte:
“Tal a imagem da vida terrena e da vida de além-túmulo, antes e depois da revelação moderna. A última, semelhante ao segundo navio, nos traz a boa nova da sobrevivência dos que nos são caros e a certeza de que a eles nos reuniremos um dia. Deixa de existir a dúvida sobre a sorte deles e a nossa. O desânimo se desfaz diante da esperança.”
A construção da ponte entre a ignorância e o saber é obra de cada um, mas algumas coisas não dependem só de nós, para que possamos saber delas. Outras sim. Dependem de nosso empenho e esforço no estudo e reflexão. Esse é o caso citado por Kardec, da Revelação Espírita sobre a imortalidade. Tivemos a benção da revelação, mas quanto precisamos ainda ler, refletir, analisar, relacionando-a com as idéias científicas já desenvolvidas, pensando com a lógica e a curiosidade sadia, para buscar a compreensão das leis que dão a base para a nossa vida?
Isso se aplica não só às nossas próprias pontes, mas às pontes que podemos ajudar a construir. Educar é, em grande parte, possibilitar que muitas das coisas já descobertas, reveladas, construídas, possam ser apropriadas pelos outros, para que se tornem não só conhecidas, mas vivenciadas. E isso se aplica a todo conhecimento e, claro, também ao da Doutrina Espírita.

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Mocidade

Modulável Mundo Novo

“ninguém se dá ao trabalho de perguntar, de pesquisar, pois a ‘incompetência’ da população é considerada uma ‘dimensão de sua natureza.’”
Paulo Freire

Não sei se com pretensão, ou ousadia, discorremos sobre os dias atuais. Descrente da ciclicidade da História, pois o homem evolui – ainda que lentamente – observamos eu hoje não há repetição de velhos erros, mas sim o cultivo de novos.
Novas roupas, novos trabalhos, novos conceitos, novos dólares, estamos inseridos em sistemas de novas realidades alienantes, que motivam os avanços tecnológicos e a robotização do pensamento e das emoções humanas,
Um sistema harmônico e auto-sustentável criado pelos homens e para os homens, uma máquina perfeita que subverte os valores, auxiliada pela total descrença no futuro; futuro esse que queiram ou não, seja ele a morte ou o fim dos tempos.
Mas quebrando essa lógica da incompetência existe ainda a chama da revolução das idéias, espíritos de luta, uma força independente do corpo ser novo ou velho, que não satisfaz com a avareza.
A religião, que um dia foi o ópio do povo, pode agora ser sua espada contra a imbecilidade para que um dia possamos afirmar, sem medo do erro, que realmente existe vida inteligente na Terra.

Para maiores informações entre em contato conosco pelo e-mail: dmribeirão@yahoo.com.br ou divulgacao_dm@yahoo.com.br; ou acessem nossa página no orkut: DEPARTAMENTO DE MOCIDADES.

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Sabedoria Infantil

Nas asas da sabedoria

Adeilson Salles

A principal proposta do Espiritismo é a educação.
Observemos nas próprias obras básicas, a forma como Allan Kardec compilou os ensinamentos de maneira cuidadosamente pedagógica.
Os ensinos espíritas atraem cada vez mais pessoas, devido a sua proposta educativa.
Não existirá melhoria íntima sem que o homem conheça a si próprio, ou seja, eduque as próprias tendências, combatendo-as de maneira sistemática.
Vale ressaltar, que não se modifica tendências seculares como um passe de mágica.
Por isso a infância é muito importante, a chance de se agregar pelo exemplo dos educadores, hábitos salutares a conduta do espírito é enorme.
Allan Kardec como zeloso educador, sabia disso ao indagar os espíritos sobre a necessidade do espírito passar pela infância.
A sociedade está enferma e é preciso combater o mal em sua raiz.
Muitos dos que delinqüem na idade juvenil, o fazem por nunca terem conhecido e experimentado uma infância de verdade.
Foram crianças, mas não viveram como crianças.
A maldade estampada em páginas jornalísticas da atualidade, no caso juvenil, é a manifestação de crianças mal educadas, que se tornaram jovens transgressores.
Ausência de amor, ausência de livros, ausência de Deus.
Cada pai e cada mãe, ou o responsável legal por uma criança que as relegou ao abandono foi o artífice da atual situação.
É muito fácil culparmos os governantes.
Ainda é tempo de se modificar esse quadro doloroso, essa miséria de valores humanos, observada em todos os setores da atividade humana.
As nobres instituições espíritas cumprem um importante papel, abrindo suas portas para que o jovem e a criança possam ter acesso às informações consoladoras.
Não basta dar sopa, é preciso dar livros!
Não basta o passe, é preciso ler com as crianças, ler para as crianças.
O Espírita consciente sabe que seu papel é relevante na construção de uma sociedade, o espírita é um cidadão do Universo.
O Espírita consciente deve promover ações para além das paredes da instituição que milita, pois deve enxergar todos os homens como irmãos.
O Espírita consciente deve olhar para toda e qualquer criança com amor, e fazer o possível para ajudar em sua educação.
Presenteie as crianças com livros, leia com as crianças.
Atitude simples, mas de grande alcance.
Dar livros para uma criança é dar asas a ela.
Abra um livro em sua metade e imagine que o livro aberto é um par de asas.
Dê livros e deixe que a criança voe nas asas da sabedoria.

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70 ANOS DA DESENCARNAÇÃO DE CAIRBAR SCHUTEL

Orson Peter Carrara-Matão-SP

Foi no dia 30 de janeiro de 1938 que ele retornou à pátria espiritual. Nascido no Rio de Janeiro, em 22 de setembro de 1868, fixou-se posteriormente em Matão, onde plantou as sementes do bem, conforme registra a história do grande seareiro.
Mais que lembrar a data de desencarnação, vale destacar o esforço empreendido pelo notável Cairbar Schutel, em Matão, na divulgação do Espiritismo, o que deixou clara sua posição de grande comunicador.

Tomando conhecimento dos ensinos trazidos peloEspiritismo, o moço que viera do Rio de Janeiro e se instalara no pequeno município paulista que ele mesmo auxiliara emancipar-se politicamente, não teve dúvidas: lançou-se de corpo e alma para que tais ensinos se tornassem conhecidose pudessem beneficiar mais e mais pessoas.
A partir da fundação de um centroespírita e de um jornal que já é centenário, sua atuação extrapolou os limites da então pequena Matão, projetando-se através das décadas para o cenário internacional, principalmente após o surgimento de sua querida RIE, fundada em1925.
Da distribuição avulsa pelas ruas dacidade, nos trens de passageiros, na remessa a cidades vizinhas e na postagemque se ampliou gradativamente para todo o Brasil, o pequeno jornal foi um farola despertar consciências adormecidas para a realidade da imortalidade da alma,da pluralidade das existências e da comunicabilidade dos espíritos, entre outrosprincípios da Doutrina Espírita.
Vale acentuar que, em 1905,quando Schutel iniciou seu apostolado, sua idade era de apenas 36 anos. Duranteos próximos 33 anos, de1905 a1938,dedicou sua vida completamente à divulgação e à vivência doEspiritismo.
É importante destacar também oaspecto de vivência. Afinal ele foi um autêntico cristão, nunca desprezando ouignorando quem quer que o buscasse. Jamais teve atitudes de indiferença oudiscriminação quanto aos pobres e necessitados que o procuravam em busca deconsolo moral ou em busca do socorromaterial.
Mas sua grande marca foi mesmo o decomunicador. Além dos periódicos que publicou, dos livros que escreveu, daspalestras proferidas, do incentivo doutrinário distribuído, ele igualmenteinfluenciou expressivamente toda uma geração de espíritas. Seu exemplo, seuestímulo, a notável seqüência pioneira dos programas radiofônicos (depoistransformada em livro), fizeram dele um comunicador porexcelência.
Há que se destacar também que, mesmoapós a desencarnação, seu trabalho continua. Ditou várias mensagens, pordiferentes médiuns, já foi identificado igualmente mediunicamente em locais ondeo assunto é divulgação espírita e, por relatos idôneos, pode-se afirmar que eleé um dos espíritos coordenadores da expansão do pensamento espírita, inclusiveno âmbito internacional.
Cairbar percebeu de imediato aproposta do Espiritismo, exposta com clareza por Allan Kardec emO Livro dos Espíritos, obra que alcançouseus 150 anos de publicação em 2007, pois que lançada em 18 de abril de1857.
Fica claro perceber o alcance dacomunicação espírita. Ela, a Doutrina Espírita, não é estanque, mas dinâmica.Sua própria índole cristã é comunicativa. Surgiu com a publicação de livros,projetou-se através de livros e comunicação verbal, alcançou respeito pelacomunicação vivida na prática e atualmente vive a realidade de ver seus temasessenciais serem tratados abertamente pela mídia.
Ora, o trabalho iniciado pelosespíritos, percebido por Allan Kardec – que lhe organizou metodicamente osensinos –, vitalizado pela marcante presença de Chico Xavier, mas igualmenteestimulado pelo trabalho de homens da fibra de Cairbar Schutel, entre tantosanônimos ou conhecidos, do presente ou do passado, é fator que nos convida àreflexão.
Que atuação estamos tendo paracontinuar referido empreendimento, cujo objetivo é espiritualizar o ser humano?Especialmente na condição de dirigentes e coordenadores das instituiçõesinspiradas pelo ideal espírita...
Exemplos não nos faltam. Entre eles,um comunicador por excelência: Cairbar de Souza Schutel (1868-1938).

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Espiritismo Histórico

NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU: CASAMENTO CÁRMICO E CURA

Fernando Antônio Neves <a.fernando_neves@yahoo.com.br>
Kardec, no capítulo XXII do Evangelho Segundo o Espiritismo, referiu-se ao divórcio como uma lei para separar legalmente o que já está, de fato, separado, ou seja, aquelas uniões feitas por interesses financeiros ou articulada pelos pais, onde o amor não está presente. Contudo como interpretarmos o divórcio à luz da sociedade atual, onde as pessoas se unem voluntariamente e não por imposição dos pais ou da sociedade, como no passado? Como lidarmos com casamentos cármicos que, de uma atração inicial, converteu-se num campo de batalha? O divórcio seria a melhor solução?
Segundo a doutrina espírita, o nosso espírito não tem sexo, é potencialmente masculino e feminino, por isso que, um mesmo espírito que reencarna homem numa existência pode vir a ser mulher na outra. O homem encarnado, possui uma polaridade sexual materialmente expressa (masculina), enquanto a outra ( a feminina) está implícita, necessitando de uma companheira do sexo oposto para complementar-se no mundo físico.
Essa complementação sexual, segundo a psicologia junguiana, não se refere apenas à polaridade masculino-feminino, mas a todas as outras polaridades. Segundo Jung, nós atraímos a nossa própria sombra. Pessoas, por exemplo, muito “boazinhas”, que são amorosas mas têm dificuldades de serem firmes e enérgicas quando necessário, atraem pessoas agressivas que são firmes mas não conseguem ainda expressar totalmente seu amor. Um expressa a sombra do outro. Todo agressivo é uma pessoa amorosa por dentro ( mas que não tem coragem para expressar sua afetividade) e toda pessoa externamente “boazinha” é firme internamente. A reeducação através do casamento consiste justamente de, cada uma delas atingir um ponto de equilíbrio dinâmico entre o amor e o poder, entre a firmeza e a doçura.
Essa é a mágica do casamento: homem e mulheres, agressivos e doces, dependentes e independentes, racionais e emocionais, responsáveis e aventureiros, se atraem mutuamente para aprenderem com as diferenças. Sem o percebermos o companheiro que escolhemos para o casamento nos complementa e nos reeduca não só com suas virtudes mas principalmente com aquilo que consideramos “defeitos” e que, nada mais são do que nossa sombra, do que um aspecto de nossa alma que negamos. O outro é o espelho da nossa alma, a expressão personificada de nossa própria sombra e vice-versa.
Quando Jesus nos diz que o homem e a mulher serão uma só carne, ele está dizendo em outras palavras, que os dois corpos serão um só espirito, ou seja, o que falta em um é complementado em outro. Através do casamento resgatamos a união com o nosso próprio espírito pois expressamos materialmente na “unidade do casal” a completude que já existe em nossa essência espiritual. Portanto, quando aceitamos e perdoamos o nosso parceiro, estamos aceitando e perdoando a uma parte de nós mesmos. Quando nos apaixonamos por alguém estamos admirando virtudes e potenciais que já existem essencialmente em nós e que, por não estarem plenamente desenvolvidas, projetamos no outro. O “grande amor da nossa vida” não está, portanto, do lado de fora mas em nós mesmos. Como nos diz o filósofo espiritualista Robert Happé, todos os relacionamentos que temos com o próximo, nossos pais, filhos, amigos e conjuge, expressam apenas um único relacionamento: O que temos com nós mesmos.
Jesus nos assevera que, aquele que repudiar, a sua mulher e se casar com outra, já cometeu adultério em relação à primeira (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.), ou seja, perdeu a oportunidade de crescer com o outro através do casamento e, atrairá, em outra parceira, a mesma negatividade que possuia a primeira. Assim, a negatividade que precisa ser curada, não está no outro, mas em nós mesmos, e dela só nos libertaremos através do perdão e da tolerância. Perdoar e aceitar o nosso cônjuge é, portanto, perdoar e aceitar a nós mesmos. Abandonar o nosso cônjuge é, em última análise, fugirmos de nós mesmos.
Não separe, pois, o homem o que Deus juntou (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 3 a 9.), significa que, salvo as exceções óbvias como agressões físicas ou infidelidade, não podemos permitir que o nosso ego ( homem) separe aquilo que a Providência Divina ( Deus) uniu através do casamento para nossa própria cura e crescimento. Quanto mais difícil é para nós o nosso parceiro, maiores as nossas oportunidades de crescimento através da aceitação e do perdão, pois estaremos curando um maior número de nossas próprias negatividades num intervalo menor de tempo. Aquilo que chamamos de “casamento de resgate” ou “casamento cármico”, nada mais é que um curso intensivo de crescimento rumo à felicidade e completude que a todos nos aguarda.

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Gnatus promove doação

Numa iniciativa do Sr. Gilberto Nomelini, diretor superintendente da Gnatus, junto com seus funcionários e fornecedores, no final de 2007 arrecadou-se grande quantidade de produtos de limpeza e fraldas que foram destinados ao Núcleo Assistencial Infantil Dr. Camillo de Mattos, que assiste crianças com dependência total, mantido pela Soc. Esp. Mariano do Nascimento.
Na foto, tirada por ocasião da entrega e visita vemos a diretora do Núcelo Maria Helena Maggion, Alícia Gava do Depto. de Marketing da Gnatus, Murillo, Marcelo, Cristina e Camila, voluntários da sociedade.

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Caminhos para o Espiritismo

Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré
leopoldodare@ig.com.br

Gustavo Leopoldo Rodrigues Daré (pela Comissão Organizadora “Caminhos para o Espiritismo”)

Está chegando o dia de nosso encontro. Após o envolvimento de 17 sociedades espíritas nos debates sobre a organização do encontro, suas linhas mestras estão definidas.
Cinco sociedades estão realizando toda segunda-feira, no restaurante Bom Prato, reuniões para preparação da Praça de Alimentação: S.E. Mariano do Nascimento, Casas de Betânia, S.E. Cáritas, Unificação Kardecista e S.E. Allan Kardec-Serrana. Para enriquecer nosso encontro com o prazer insubstituível da música convidamos, e aceitaram com alegria, o Coral O Consolador, de Araraquara, para a abertura, e o Coral Batuíra, de Ribeirão Preto, para o encerramento.
Nossos Postos de Divulgação estão em plena atividade e consolidamos, com a colaboração animada de amigos espíritas, uma ampla rede de divulgação na região: Casas de Betânia, S.E. Cáritas, Livraria Espírita da USE-RP, Banca Espírita 18 de Abril das Casas de Betânia, Loja Espírita - Banca Novo Shopping, S.E. Mariano do Nascimento e Associação de Costura Meimei, em Ribeirão Preto, S.E. Allan Kardec de Serrana, S.E. Caminho de Luz de Pradópolis, C.E. Amor e Caridade de Santa Rita do Passa Quatro, S.E. Kardecista O Consolador de Araraquara, Núcleo Kardecista Paz, Amor e Fraternidade de São Carlos, Grupo Espírita Luz e Amor de Franca e USE-Franca, e Casa Editora o Clarim de Matão. Em Ribeirão Preto, para facilitar os interessados, habilitamos nossos postos de divulgação para realizarem também a inscrição, sem a necessidade do participante realizar o depósito bancário.
Por motivos operacionais cancelamos o jantar dançante Noite Tropical , e centralizamos os esforços do grupo na venda dos boletos do Festival do Sorvete (venda de potes de sorvete de 1 litro fabricados pelo Ice By Nice). Todos nossos postos de divulgação em Ribeirão Preto e Serrana estão realizando a venda, convidamos a todos para colaborar conosco.
Fechamos dia 15 de fevereiro o grupo de 14 Patrocinadores e 3 doações, que muito nos honraram com sua confiança e entusiasmo com nosso trabalho. Esta captação das cotas de patrocínio representa importante amortizador dos custos da inscrição.
As inscrições estão abertas e em crescente aumento. Convidamos a todos se inscreverem antecipadamente, aproveitando os valores promocionais (prorrogamos o valor de R$10,00 até o dia 10 de março), e lembramos as inscrições no dia do encontro estarão na dependência de vagas.
Continuamos precisamos muito de colaboradores para realizar este encontro inédito e inesquecível. Aos interessados entrem em contato com a Comissão Organizadora pelos telefones 3911-1721 (Leopoldo ou Marcelo) ou pelo site www.caminhosparaoespiritismo.org.br. Nosso site foi reformulado e enriquecido com novas informações (resenhas das palestras, auto-apresentação dos oradores), entrem e conheçam mais detalhes.


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Literatura

Como é bom ler!

Orson Peter Carrara

Ocupei-me de dois ótimos livros no final de ano de 2007. Ambos de excelente conteúdo para estudarmos e refletirmos sobre os princípios do Espiritismo. Especialmente para pensar sobre a reencarnação, este notável princípio básico da Doutrina Espírita, perfeitamente ajustado à justiça e roteiro incomparável para entendermos os complexos da vida humana.
O primeiro deles é o novo livro do escritor Hermínio Miranda, que tantas obras já nos ofereceu, fruto de sua saga de inveterado pesquisador. O livro A Noviça e o Faraó, editado pela Lachatre, é obra com mais de 350 páginas e constitui interessante estudo sobre um caso de recordação de vidas passadas. Em páginas que muito prendem a atenção, o autor apresenta Bentreshit, uma bela e jovem sacerdotisa do Templo de Osíris, em Abidos; E também Seti I, um faraó empreendedor e guerreiro, dos mais bem sucedidos do antigo Egito. O amor entre eles, no entanto, era completamente proibido pelas leis do Templo. A dolorosa punição foi uma separação forçada que durou 3.000 anos. O reencontro se deu na Inglaterra, em pleno século XX. Esta pode parecer apenas uma linda história de amor e realmente o é.

Muito além disso, é a mais espetacular prova da reencarnação de que se tem notícia, narrada pela pena genial de Herminio Miranda. A noviça e o faraó a extraordinária história de Omm Sety é o relato da história realmente fantástica de Dorothy Eady, uma menina cujas influências de uma antiga encarnação no Egito transformaram-na numa das maiores autoridades da arqueologia contemporânea.
É empolgante, na obra, verificar as recordações da personagem e sua influência na atualidade. Baseado em documentos e pesquisas, pois se trata de um relato real, a obra de Hermínio faz pensar. Queremos recomendar, com ênfase, aos leitores.

Outro belo romance foi psicografado por Antonio Demarchi, nome que já nos apresentou ótimas obras. Trata-se do livro Amor, Sublime Amor, editado pela editora CEAC, com esclarecedores conceitos doutrinários, analisando igualmente os princípios doutrinários do Espiritismo e seus desdobramentos nos acontecimentos do cotidiano. Muito bom livro! Em síntese, a saga mostra um jovem médico, trabalhando em conceituado hospital de São Paulo, com um futuro brilhante, que abandona suas funções, os amigos, a família, e vai a uma pequena cidade do interior trabalhar no serviço de saúde municipal, substituindo o antigo e único médico da cidade, falecido. Que razões o levariam a isso? Seu irmão gêmeo, também médico, tem planos bem diferentes, não obstante a afeição que os une. Outra obra que gostaríamos de enfatizar para que o leitor não deixe de ler.

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Morrer não é o fim

Afonso Moreira

A Petit Editora está lançando Morrer não é o fim, de Admir Serrano, divulgador, estudioso e pesquisador do Espiritismo. Brasileiro residente nos Estados Unidos, Serrano reuniu no seu livro relatos e informações que evidenciam a continuidade da vida depois da morte do corpo e a reencarnação.

No livro os espíritas encontram ocorrências que fortalecem sua fé na imortalidade da alma e na reencarnação. Aqueles que acreditam que nada mais nos resta depois da perda do corpo que se preparem: provavelmente suas convicções nunca mais serão as mesmas depois da leitura deste livro.Durante oito anos, Serrano reuniu registros que comprovam que a vida não termina quando o corpo pára de funcionar. A partir dessa extensa pesquisa, resolveu selecionar alguns casos e transformá-los em livro, com o objetivo de ajudar as pessoas a entender melhor sua natureza espiritual. Se a existência na carne é limitada em determinado período – tempo que por vezes abreviamos, cometendo abusos de toda ordem –, a vida do espírito é eterna. Essa realidade nos leva a uma profunda reflexão que poderá mudar nosso modo de viver e entender as coisas. Se for assim, o que vai acontecer quando chegar a hora da nossa partida? Vamos sofrer? Alguém virá nos buscar? Para onde iremos? Foi para aqueles que estão em busca de respostas a perguntas como essas que Serrano escreveu seu livro.


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EXISTE!

Olhe o azul do céu
E verá a Alegria.

Olhe o verde das plantas
E verá a Esperança.

Olhe para o pássaro branco
E verá a Paz.

Olhe para o sol
E verá a Luz.

Olhe a Natureza
E verá Deus.

Agora feche os olhos
E agradeça a Ele por tudo
Que você pode ver...
E que existe!

Kátia Susana Perujo

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Suplemento Infantil

 

MENSAGEM PARA REFLEXÃO:

“Evangelização Espírita é Sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos Céus, que são Bem-aventurados do Senhor empenhados em Seu nome, pela transformação urgente da Terra, em ‘mundo de regeneração’ e paz.”
Amélia Rodrigues

TEMA: PROPORCIONE

PARTE 1

PROPORCIONE...
...segurança em sala de aula:
organizando o ambiente físico e a rotina da aula;
melhorando o vínculo entre evangelizador e evangelizado;
fazendo o planejamento e estudando o conteúdo da aula...
A insegurança do ambiente e do evangelizador abre espaço para imprevistos, medos e expectativas, impedindo o evangelizando de participar efetivamente da aula.

PROPORCIONE...
...harmonia dos estímulos visuais na sala de aula.
A poluição visual distrai a atenção das crianças das atividades propostas. Ornamentar e organizar a sala de aula de modo criativo, alegre e acolhedor, mas sem excesso.

PROPORCIONE...
...um ambiente informal e acolhedor na sala de aula.
A afetividade se expressa nas singelas ações.

PROPORCIONE...
...condições de integração entre os evangelizandos.
A interação do grupo proporciona a vivência de relacionamentos interpessoais e o desenvolvimento de importantes habilidades e sentimentos.

PROPORCIONE...
...a oportunidade de conhecer e valorizar a si mesmo e ao próximo, por meio de exercícios apropriados.
Os exercícios de conhecimento e valorização de si mesmo e do outro auxiliam a superação de dificuldades pela reflexão dos atos praticados.

PROPORCIONE...
...espaço e oportunidade para que os alunos façam perguntas, evitando respondê-las sem que ocorra primeiramente uma reflexão.
As perguntas feitas pelas crianças auxiliam na construção dos conhecimentos.


Fonte: Apostila – Reflexões sobre Evangelização Espírita - FEB

 

 

ATENÇÃO:
Centros Espíritas, ainda não possuem em seu departamento o trabalho de Evangelização Espírita?
Conversem, reúnam-se para ativar este departamento. Se necessitarem de instruções entrem em contato com a Srta. Elidia do departamento da Infância da USE Ribeirão Preto, fone: 3610-1120.
Planejem para que em 2008 sua casa também faça parte da lista de Evangelização Infantil desta página.

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Entrevista do Mês

Admir Serrano
Afonso Moreira Jr.
afonso@petit.com.br

Nesta entrevista, Serrano revela como se tornou espírita, quando iniciou as pesquisas que deram origem ao seu livro Morrer não é o fim e as razões de sua ida para os Estados Unidos.
Em Miami, Estado da Flórida (EUA), onde reside, Serrano é profissional da área de gerenciamento de mercado. No centro espírita no qual colabora, ministra palestras em inglês, português e espanhol. Há anos dedica-se a pesquisar e estudar as visões no leito de morte (VLMs) e as experiências de quase-morte (EQMs). Quem é vivo, nunca desaparece - Morrer não é o fim, de Admir Serrano é uma prova disso.

VL - Quando conheceu o Espiritismo?
AS - Encontrei o Espiritismo recentemente, no final de 2002. Antes de ingressar no Espiritismo, seguia a filosofia espiritualista, a Ciência da Mente, durante cinco anos, onde conscientizei-me profundamente da Lei de Causa e Efeito, um dos pilares dessa filosofia e do papel da mente na criação de nosso destino, o que igualmente aprendemos no Espiritismo. Em maio de 2002, comecei a ter experiências fora do corpo, desdobramentos durante os quais visitava colônias espirituais e ajudava recém-desencarnados. Nessa época fui buscar maiores conhecimentos no Espiritismo. Antes de ingressar no Espiritismo já havia estudado o passe magnético, a reencarnação, o desdobramento espiritual, as visões no leito de morte, as experiências de quase-morte, hipnose, hinduismo, budismo, Sócrates, Platão, física quântica básica, a teoria do universo holográfico do físico David Bhom, que postula a existência de um mundo implícito - extra-físico ou espiritual - de onde tudo se origina, e o explicito, o mundo das manifestações físicas, a teoria das supercordas e anti-matéria, já havia estado em colonias espirituais etc... Ou seja, já estava bastante familiarizado com vários aspectos do Espiritismo. No primeiro dia que fui ao centro espírita comprei "O Livro dos Espíritos" e o devorei em pouco tempo. Depois mergulhei nos outros. Nunca tive nenhum problema para compreender os ensinamentos espíritas. No Centro, estudei "O Livro dos Médiuns". Em pouco tempo era instrutor da casa que freqüentava, mas meus estudos universitários impediram-me de continuar. Estudo o Espiritismo continuamente, por mim mesmo. Faço palestras em português, inglês e espanhol.

VL - Por que se mudou para os Estados Unidos?
AS - Para buscar novos conhecimentos. Trabalho desde os nove anos de idade, nunca parei e nem pretendo parar de trabalhar. Em 1982, aos 28 anos de idade, senti que precisava de uma mudança. Trabalhava em São Paulo, no departamento de economia de uma grande empresa, multinacional. No início do ano de 1982, fui para os Estados Unidos fazer um curso intensivo de inglês. Durante essa estadia, conheci uma norte-americana com quem me casei em julho de 1982, quando emigrei. Em 1990 nos divorciamos. Hoje sou casado e tenho duas filhas, não tive filhos no primeiro casamento.

VL - Seus familiares o acompanharam?
AS - Não, meu pai faleceu em 1973, quando eu tinha 19 anos de idade. Sou o mais velho de três irmãos. Nunca tive dificuldades aqui. Em um ano falava fluentemente o inglês, e fui sempre muito bem aceito. Por conveniência e para facilitar a legalização de minha atual esposa, que é brasileira, me naturalizei norte-americano.

VL - Quanto tempo demorou para reunir as informações que deram origem à sua obra?
AS - Mais ou menos oito anos, mas apenas por interesse pessoal. Decidi escrever Morrer não é o fim em setembro de 2006. Nove meses depois, o tempo de gestação de um filho, em junho de 2007, enviei o original para a Petit Editora.

VL - Quais são suas expectativas em relação ao seu livro?
AS -Espero que as pessoas que não são espíritas possam encontrar no meu livro conforto emocional e espiritual para enfrentar a inevitabilidade da morte física e descobrir sua imortalidade. Quanto aos espíritas, que já conhecem essa realidade, gostaria de motivá-los a viverem exemplarmente cada uma de suas existências, não apenas para tornar suas vidas menos penosas, mas também para iluminar o caminho daqueles que ainda não encontraram a luz.

VL - Por que, em sua opinião, o movimento espírita nos Estados Unidos é limitado aos sul-americanos?
AS - Primeiro porque são os imigrantes sul-americanos que estão trazendo e introduzindo o Espiritismo na América. O Espiritismo é desconhecido aqui. Para os norte-americanos, a religião que mais se aproxima ao Espiritismo é o Espiritualismo, estabelecido com o advento dos fenômenos de Hydesville, assim como o foi o Espiritismo. Mas, aos poucos, à medida que os sul-americanos se integram à comunidade nativa, que fazem amigos norte-americanos, casam-se e tem filhos, estes deverão seguir o Espiritismo em maior número, como já vem ocorrendo, embora timidamente.

 

Jorge Jossi Wagner

José Antonio Ferreira da Silva, 37 anos, nasceu em Pesqueira, Pernambuco; estuda o Espiritismo há mais de 20 anos; é expositor espírita realiza regularmente palestras sobre espiritismo em várias cidades de Pernambuco entre elas: Pesqueira, Sanharó, Belo Jardim, Caruaru, Arcoverde, Custodia, Sertânia, Afogados; apresenta há cinco anos o programa espírita de rádio: “Visão Espírita – Conversa Semanal Sobre Espiritualidade”, na Rádio Urubá FM 104,9 em Pesqueira, colabora com a divulgação do espiritismo pela imprensa e pelos sites espíritas. É aluno do 4° Período do Curso de Licenciatura Plena em Letras do ISEP - Instituto Superior de Educação de Pesqueira.
Textos publicados na Revista Internacional de Espiritismo, na Revista Universo Espírita, na Revista Cristã de Espiritismo, na Revista Espiritismo e Ciência, no Jornal O Clarim, no jornal virtual jornaldosespíritos.com e nos sites Panorama Espírita, Terra Espiritual e Plenus.net.

VL – Como foi o contato inicial com o espiritismo?
JA - Aos quinze anos, fiquei bastante impressionado depois de presenciar uma experiência de comunicação através do copo, realizada por colegas de colégio, onde se comunicaram vários espíritos de pessoas que só eram conhecidas por mim e no final da reunião ao meu pedido os espíritos responderam as questões propostas por mim sem que ninguém tocasse no copo, e até questões propostas pelo pensamento. Fiquei muito intrigado e buscando respostas para o acontecido comprei o livro “O que é o espiritismo” de Allan Kardec, encantei-me por Kardec e pela doutrina dos espíritos, adquiri todos os livros do Mestre de Lion e aqui estou até hoje.

VL – Como está o movimento espírita em sua cidade e em Pernambuco?
JA - O movimento espírita em Pernambuco é muito dinâmico, temos muitos congressos, encontros, mostras, feiras de livros e etc. Em Pesqueira, se presa muito o estudo, o Lar Espírita Maria de Nazaré, oferece palestras publicas, cursos e grupos de estudos, além de ter biblioteca, videoteca e um belíssimo trabalho assistencial. O mesmo é dirigido por uma querida amiga, completamente devotada à causa, Avanize Mendes. Na cidade de Belo Jardim, destaco o trabalho incansável da confreira Aliete, a frente do Lar Espírita Bezerra de Menezes um abrigo para idosos com diversos trabalhos também, na divulgação do espiritismo.

VL– Existem dificuldades para os espíritas no Nordeste?
JA - Em vez de nordeste, falo das dificuldades no agreste e sertão de Pernambuco, pois são as regiões que conheço. As dificuldades maiores são financeiras. Muita luta para manter os centros e as atividades assistenciais dos mesmos; nessas regiões as instituições são praticamente mantidas pelos confrades. Gostaria de destacar, por exemplo, o devotamento do confrade Genivaldo, da cidade de Arcoverde, ele financia com suas próprias posses as viagens de diversos palestrantes pelas cidades mais isoladas do sertão pernambucano para divulgarem o espiritismo.

VL– O que mais lhe gratifica: escrever ou fazer palestras?
JA - Cada experiência seja ela: escrever, usar a tribuna ou o microfone na rádio, traz um contentamento especial, principalmente quando se recebe o feedback dos ouvintes ou leitores. Mas, para mim, a grande gratificação é trabalhar na divulgação da doutrina que amo, seja na atividade que for. O trabalho na divulgação é o que mais me dar prazer.

VL– A grande divulgação através das novelas de assuntos como, reencarnação e vida após a “morte”, é positiva ou negativa para o espiritismo?
JA- Acredito que positivo, pois vejo inúmeras pessoas chegarem à casa espírita para buscarem respostas para questionamentos nascidos a partir de novelas e filmes, que apesar de não serem espíritas, tratam de reencarnação e vida após a morte. O que não deixa de ser uma forma de divulgação e popularização dos assuntos que estudamos na casa espírita.

VL – Uma mensagem para os nossos leitores?
JA - Não nos esqueçamos do nosso querido Emmanuel quando nos recomenda a divulgação da Doutrina Espírita também como uma forma de fazer Caridade.

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Enfoque Evangélico

Que Fazeis Mais que os Outros
José Argemiro da Silveira

“Não fazem os publicanos também o mesmo?” – Jesus (Mateus, 5:47)

Ao iniciar um novo ano, é importante analisarmos o que temos feito como cristãos espíritas, e refletir sobre o que pretendemos, ou, pelo menos, deveríamos pretender realizar.
Santo Agostinho, respondendo à pergunta 919-a, de “O Liv. Dos Espíritos” recomenda: “Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma”. O conselho do amigo espiritual é para que façamos esse exame de consciência diariamente.
Com mais razão devemos fazê-lo ao findar de um ano. Façamos esse balanço íntimo, para verificarmos como estamos na caminhada evolutiva.
O cristão espírita possui um tesouro: os ensinos de Jesus recordados e explicados à luz do Espiritismo. As religiões pregam a imortalidade da alma, mas o espírita sabe que a vida continua sem grandes modificações depois da morte do corpo físico.Não é uma crença vaga, algo abstrato, em que se crê, mas não se sabe como é. Nós sabemos com base em fatos, nas manifestações dos Espíritos, que a vida prossegue, vitoriosa. Somos seres espirituais, vivendo experiências humanas. Vamos aprendendo a raciocinar como Espíritos, isto é, em termos de eternidade. Outra informação importante é sobre as causas do sofrimento. Sabemos que estamos na Terra para aprender, e não para sofrer. O sofrimento decorre do uso errado que fazemos do livre arbítrio. A medida que vamos compreendendo as leis divinas, e vivendo em harmonia com elas, vamos sendo cada vez mais felizes. O sofrimento, dentro dos preceitos da justiça e da bondade de Deus, constitui a lição, o recurso educativo de que necessitamos para nosso aperfeiçoamento. Através da lei de causa e efeito, construímos o nosso destino. Colhemos o que plantamos. Não podemos mudar o mundo mas podemos mudar a nós mesmos, e a medida que nos modificamos para melhor passamos a nos identificar com o que há de melhor nas pessoas e situações e, portanto, passamos a viver melhor. Somos Espíritos imortais, temos a eternidade pela frente para desenvolver nossas potencialidades. Deus nos ama sempre e nos cria para a perfeição. Deixa a nosso cargo o tempo que necessitarmos para realizar o aperfeiçoamento de que somos susceptíveis. Jesus já ensinara tudo isso. Esses princípios constam do Evangelho, mas ao longo do tempo sofreram interpretações distorcidas, interpolações, de sorte que a grande maioria não recebe informações precisas sobre as questões espirituais. E como a “quem mais é dado, mais será pedido”, a responsabilidade de quem está melhor informado é maior.

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Espiritismo Filosófico

Útero Artificial

Antonio Luiz Cabral
alacalado@hotmail.com

Estudávamos quando então extravasei uma pergunta que se me fez curioso: não estaria o homem invadindo os desígnios de Deus, criando bebes de proveta àquela mãe impossibilitada de conceber? Se a natureza lhe tem negado tais possibilidades, evidentemente há razões de sobejo.
O amigo do grupo ponderou: a ciência existe para minorar o sofrimento do homem, mormente no tocante à saúde e, se assim não fosse, ao sofrer uma fratura ficaríamos com o local pendurado, no entanto surgiu a ortopedia, ramo da medicina, que resolve o problema.
Foi então e vendo tanta evolução no campo da ciência médica, com transplantes os mais diversos de órgãos, com implante de aparelhos, como é o marca-passo, com a majestosa evolução da genética, vislumbrando para esse século um outro avanço: o útero artificial.
Quando a religião caminha paripasso à ciência, jamais tropeçará; dizer que Deus castigou a mulher ao dizer que ela conceberia sentindo dores, a ciência evolui e a cesária prova que se pode conceber sem dores, contrariando assim aquele pensamento. E, se esse pensamento, talvez quimérico, se tornar realidade, ainda mais dissonante será aquele suposto castigo.
Mas como sonhar ainda é privilégio de todo ser humano, não paga imposto nem taxas, totalmente livre, então comecei a sonhar que pudesse surgir nesse século ainda, um útero artificial, onde seria colocado o embrião, formado pelo elemento masculino do pai e o elemento feminino da mãe, em condições e temperatura adequada, onde durante os nove meses subseqüentes se desenvolveria o embrião.
Nessa altura, esse útero artificial, não havendo mais o apagão e nem falta de energia, ligado a uma tomada de 110 volts, colocado sobre a televisão, tendo na frente um visor ou vidro transparente, iria permitir que os pais todos os dias pudessem acompanhar o desenvolvimento do nenê, dispensando-se, nesse caso, até o ultra-som, pois no devido tempo se estará vendo o sexo do bebê e sua posição de nascimento que, também nesse caso, não teria complexidade, pois a porta de entrada para o mundo físico seria outra.
Dito isso a uma mãezinha que estava no quase quinto mês de gestação, ela ponderou que aí seria estranho ser mãe, porque é maravilhoso sentir pulsando em suas estranhas aquela criaturinha de Deus que lhe será dada como filho ou filha.
Mas que não se preocupem as mãezinhas, pois na Terra o amor de mãe é o que, segundo penso, mais se aproxima do amor de Deus e não seria um útero artificial que arrefeceria esse afeto.

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EM TORNO DO AMOR

Fabiano Possebon
sfapossebon@hotmail.com

Nós precisamos uns dos outros, basta dar uma espiadinha na nossa sociedade e logo percebemos que necessitamos sim de um batalhão de pessoas a fim de termos nossas necessidades básicas atendidas: lixeiro, carteiro, caminhoneiro, etc.
O indivíduo realmente feliz é aquele que mantém um relacionamento cordial e afetuoso com seus semelhantes. O doente emocional, por outro lado, sempre acaba se insulando e não tem amor para dar.
Sendo animais sociais, precisamos tanto uns dos outros! Não podemos nos isolar. O contato é algo essencial para a saúde mental.
As religiões, de modo geral, e as linhas psicoterapêuticas enfatizam a necessidade do amor como forma de cura.
O amor é uma lei absoluta da vida. Amar é viver. Podemos precisar que o desvio dessa lei, que é o amor, acarreta a chamada doença emocional, a neurose.
Ás vezes, ela pode levar o indivíduo ao suicídio, pois quem não ama não partilha, se isola, descrê da vida, de Deus e se desespera.
Temos necessidade de pertencer a algum grupo, religioso ou laico, qualquer tipo de grupo. É uma oportunidade para nos sentirmos vivos, úteis, sentirmos prazer pela vida.
A saída para todos os problemas é, sem dúvida, reaprender a amar. Precisamos nos ligar na vida, na natureza maravilhosa que nos circunda, admirar a natureza, amar a Deus e sua criação.
É mister auxiliar sempre, cativar os outros, como sugere a raposa no “Pequeno Príncipe”. A sábia raposa sustenta o seguinte: “Só se vê bem com o coração (...) Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
“Cativar é criar laços. Um tem necessidade do outro. Um se torna único para o outro no mundo. Se me cativas, minha vida fica cheia de sol”.
Assevera o principezinho: “... Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amiga. Ela é agora única no mundo”.
Meditemos neste texto de Saint-Exupery.

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Kardec, a competição e cooperação

Wellington/Plasvipel

Os hikikomoris são os japoneses que não agüentam a pressão para serem bem sucedidos na vida, preferem retirar-se da comunidade a competir com os outros, ficam meses ou até mesmo anos a fio enclausurados dentro do quarto sem o menor contato com a sociedade, são pessoas em sua maioria com idade de 16 a 30 anos e somam cerca de 1 milhão de japoneses.
Este fato me faz lembrar a história de uma família que conheci.
O casal Paulo e Maria tiveram dois filhos com diferença de idade de 2 anos, Rafael o mais velho e Jorge o mais moço.
Rafael é inteligente e perspicaz , garoto com muitas habilidades se destaca perante ao irmão Jorge que é um tanto tímido e tem menos facilidade para aprender.
Os pais constantemente fazem comparações do tipo:
- Jorge, você tem que ser igual a seu irmão.
- Jorge, veja as notas que seu irmão tirou na escola, seja aplicado como ele.
- Jorge, você e seu irmão recebem a mesma educação e só ele é elogiado pelas pessoas.
Sem perceber, os pais criavam um hostil clima de rivalidade entre os irmãos, alimentavam uma inútil competição.
Rafael seguia o exemplo dos pais e fazia questão de deixar claro ao irmão que era melhor que ele em tudo, que os pais se orgulhavam de suas virtudes, de sua eloqüência, de suas habilidades , Jorge por sua vez, tornava-se cada vez mais retraído, sentia-se inferior, cresceu com enorme dificuldade de se relacionar, sepultou seus talentos por julgar não possuí-los, como os hikikomoris, se escondeu do mundo.
O contato social deve nos facultar aprendizado, troca de experiências e não medo da sociedade e sentimento de rejeição.
Analisando a questão sob o prisma das sucessivas existências fica mais fácil deixarmos de estabelecer comparações infrutíferas.
Em “O Livro dos Espíritos”, na questão de nº 804, Kardec aborda os sábios da espiritualidade:
804 - P - Por que Deus não deu as mesmas aptidões a todos os homens?
R - Deus criou todos os Espíritos iguais; mas, como cada um viveu mais ou menos, conseqüentemente, adquiriu maior ou menor experiência; a diferença está na experiência e na vontade, que é o livre-arbítrio. Daí uns se aperfeiçoarem mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. A variedade dessas aptidões é necessária, para que cada um possa concorrer com os desígnios da Providência no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não pode ou não sabe fazer o outro faz; é assim que cada um tem o seu papel útil. Depois, todos os mundos sendo solidários uns com os outros, é natural que habitantes de mundos superiores, na sua maioria criados antes do vosso, venham aqui habitar para dar o exemplo. (Veja a questão 361.)
A resposta é esclarecedora. Fomos criados por Deus a partir de um momento na eternidade, cada qual a seu tempo, portanto, temos idades diferentes, vocações diferentes, habilidades que não são as mesmas.
Espíritos em trânsito pela Terra damos testemunho apenas do que já angariamos ao nosso cabedal espiritual.
Não precisamos nos envergonhar do que não sabemos, não necessitamos de nos menosprezar por ainda não termos determinados dotes de cultura, de virtudes morais, ou mesmo, patrimônios materiais, devemos sim, procurar nosso adiantamento como espíritos imortais.
Como estabelecer um clima de comparações se somos tão desiguais?
É uma pena que muitos ainda queiram instituir uma atmosfera de competição com o próximo.
É uma pena que muitos se aproveitam das habilidades conquistadas para constranger o semelhante, para desqualificà-lo.
Competição salutar é aquela que empreendemos com nós mesmos, lutando por vencer nossas limitações, buscando o conhecimento que nos livra das trevas da ignorância, correndo para adquirir valores morais imperecíveis, esforçando-nos para sermos melhor hoje do que fomos ontem e amanhã do que somos hoje.
De que me adianta ser bem sucedido se não utilizo meus recursos para impulsionar meus companheiros de caminhada a buscar a evolução ?
Quem sabe mais esta aqui para ensinar quem sabe menos a trilhar um caminho seguro, deve ser o companheiro que ilumina e não o adversário que constrange e humilha.
É de suma importância que alimentemos na família, no ambiente profissional, no recinto religioso, na comunidade onde vivemos, a chama da cooperação que anima sempre uma convivência fraterna .
Melhor do que competir é cooperar e aproveitar as benesses do contato com nossos irmãos de caminhada !

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Tema do Mês

CICLO DE PALESTRA 2008 – AS LEIS MORAIS

CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL

Eliane Macarini

O processo de evolução dos espíritos em direção aos mundos felizes, se inicia com a transformação do orbe, desde a matéria incandescente ao surgimento do primeiro organismo impregnado de fluido vital, que se aperfeiçoa através do tempo, originando corpos materiais adequados a abrigar o principio inteligente.
O individuo frágil descobre que reunidos em bandos sobreviverá nesse mundo selvagem, e a necessidade de organizar e disciplinar sua comunidade, origina os primeiros rudimentos das leis sociais.
É o exercício primário da educação intelectual. Em sua busca interior por felicidade, pressente que algo o cuida, e passa a manifestar esses sentimentos adorando a figuras místicas, que nomeiam de deuses. Urge que um evento moralizador aconteça, surge Moisés, com o Decálogo, regras éticas que limitarão a ação de uma humanidade que sofre as penas da ignorância, é a justiça do “olho por olho, dente por dente”, na figura de um Deus único.
O tempo passa e uma nova ordem de conhecimento surge com Jesus: o da responsabilidade consciencial, que nos convida a reflexão de máximas como: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao seu próximo como a si” e “Perdoai ao vosso inimigo para que Deus vos perdoe”; é a era do conhecimento da imortalidade do Espírito. Preparando assim o advento da Doutrina dos Espíritos, o Consolador Prometido pelo Mestre dos Mestres.
Em O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores nos dizem que todos podem conhecer a lei de Deus, mas que poucos podem compreendê-la, e podemos deduzir que depende de nosso esforço pessoal, nos transformando em homens de bem, pois a Doutrina dos Espíritos, é a doutrina da esperança
Podemos entrever a relação entre Criatura e Criador em um nível consciente de atividade de troca, e não mais uma posição de submissão inativa. É o Espírito em busca de sua origem divina, pois a verdade está ao alcance de todos, mas cada coisa virá ao seu tempo, e na questão 628, há uma referência a isso: A verdade é como a luz: é preciso que nos habituemos há ela pouco a pouco, pois de outra maneira nos ofuscaria....
Essa resposta vem reforçar a tese evolucionista, não mais como exclusiva da matéria, mas também como característica da educação do Espírito e mais, na questão 629, Kardec questiona:
Que definição se pode dar à moral?
- A moral é a regra da boa conduta e portanto da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O homem se conduz bem quando faz tudo tendo em vista o bem e para o bem de todos, porque então observa a lei de Deus.
E na questão 632,
O homem, que é sujeito a errar, não pode enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que faz o bem quando em realidade faz o mal?
- Jesus vos disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não; tudo se resume nisso. Assim não vos enganareis.
Essa resposta reforça a afirmação que a lei natural está inscrita em nossa consciência, mas também que nossa responsabilidade está relacionada ao nosso entendimento dessa lei, até o tempo necessário para diferenciarmos entre o bem e o mal.
Esse pensamento fica bem claro na questão 637 de O Livro dos Espíritos, na resposta: - Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem: o homem é tanto mais culpado quanto melhor sabe o que faz.
Novamente, reforça o conceito sobre a responsabilidade na qualidade de nossos pensamentos, pois ao pensarmos movimentamos considerável porção de energia que irá criar forma e contaminar o ambiente em que vivemos, de maneira positiva ou negativa.
Na questão 647 de O Livro dos Espíritos sobre a divisão da lei natural em dez partes (leis: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade?), a resposta é que ...é a de Moisés e pode abranger toas às circunstâncias da vida, o que é essencial. Podes segui-la, sem que ela tenha entretanto nada de absoluto, como não o têm os demais sistemas de classificação, que sempre dependem do ponto de vista sob o qual se considera um assunto. A última lei é a mais importante; é por ela que o homem pode avançar mais na vida espiritual, porque ela resume todas as outras.
A idéia de continuidade no processo evolucionista fica bem claro nessa resposta, Allan Kardec disse: “É mais pela educação do que pela cultura que a humanidade se transformará”, colocando dessa forma a importância da educação como fator primário na evolução individual e coletiva. A lei natural é eterna e imutável e um dia a entenderemos com perfeição, então estaremos a caminho dos mundos felizes; porém a caminhada até lá, terá a qualidade que elegermos.


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Aniversário do CENTRO ESPIRITA AMOR E CARIDADE

Roseli Aparecida Severim Camacho
roseli.comacho@hotmail.com.br

Ainda que fale a linguagem dos homens e dos anjos,se não tenho amor, sou como o bronze que soa e o címbalo que retine....Se não tenho amor, nada me aproveita.
O amor é paciente e serviçal. O amor não é invejoso, nem presunçoso, não é temerário, nem precipitado, não tem orgulho, não é interesseiro, não se irrita, não se alegra com a injustiça e sim com a verdade. O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor não se acaba nunca. Se tudo acabasse, estariam a fé, a esperança e o amor. Cap XV do Evangelho Segundo o Espiritismo, ''Fora Da Caridade Não Há Salvação.'' Esta é a primeira epístola de São Paulo aos Coríntios cap XIII, v. de 1 a 7 e 13.
Sempre que estudo este capítulo do Evangelho, lembro-me com muita exatidão da Nossa Casa Espírita, consigo ver, sem nunca ter visto, Dona Anna de Almeida Pitta, recebendo há 72 anos atrás, em uma rua que sequer tinha asfalto, e que as mulheres não tinham a liberdade que temos hoje, de falar e agir, trabalhando ardentemente em favor da Causa Espírita Cristã. Com a colaboração de amigos levantou humildemente as paredes que consolidaram o Centro Espírita Amor e Caridade, e lá com todo o seu amor incondicional, atendia todos necessitados que por lá passavam.
Sabemos que a sua mediunidade era fabulosa, e conta-nos centenas de amigos que conviveram com Ela, pessoas que chegavam á nossa casa , completamente obsediados, transtornados, sem esperança, desistindo da vida, há um simples toque de suas mãos e de suas orações, se transformavam a olhos vistos, saiam de lá libertos de sofrimento e obsessões.
Assim funciona o C.E.A.C, sempre aberto a todos que necessitam de uma palavra amiga, que necessitam de preces, de uma roupa ou de um pedaço de pão. Humildemente tentamos conservar o amor incondicional que aprendemos com D. Anna Pitta, a olhar o nosso próximo bem próximo de nossos corações, oferecendo a nossa amizade e o nosso trabalho simples e persistente no bem.
E hoje contemplando 72 anos, somos muito gratos, por termos herdado esse bem tão grande, e com certeza, muitos virão que vão continuar esse trabalho idealizado com muito amor no plano espiritual, para nos dar oportunidade de conviver e nos melhorar.

Para comemorar o aniversário foi convidado o físico Moacir Costa de Araújo Lima para proferir palestra abordando os limites da ciência com a espiritualidade, tema de seu recente livro A Era do Espírito. É um convite ao pensamento e à auto-realização. Ele identifica os sinais de um novo tempo, caracterizado pela aproximação definitiva entre a fé e a razão, esta última representada pelo avanço da ciência.
Moacir nos mostra os inegáveis indícios da sobrevivência do homem e um caminho para sua realização em todos os planos de atividade. Para o autor, prever acontecimentos, ligar-se telepaticamente a alguém, receber mensagens de amigos que já partiram não constituem mais um mistério.

 


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