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Julho de 2006, edição n°. 246
Jornal Eletrônico Verdade e Luz

Índice

A importância do livro espírita
Eventos da 33ª Feira do Livro de Ribeirão Preto
Notícias do ESDE
O Esperanto divulgando o espiritismo na Hungria
Entrevista com Tibor Szabadi
Jornalismo e Doutrina Espírita na TV
Entrevista para o jornal Verdade e Luz
Uma história de mais de meio século
Adequação a nova lei
Balieiro é eleito presidente da USE estadual para o triênio 2006-2009
Próxima Reunião da USE-RP
Suplemento Infantil
6º Acode Prepara comunicadores para a semana regional espírita
AFETIVIDADE: União e Divórcio
Enfoque Evangélico
Seja ouvinte do programa Verdade e Luz
O surgimento da Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto
Saulo resgata entrevista pioneira de Chico na tv
Pensando em Caridade
Autoconhecimento
Sim, o amor está entre nós!
Nos Momentos Graves
“Quem é Morto Sempre Aparece”

 

 

 

 

 

 

 

 

 


EDITORIAL

A importância do livro espírita

 

Um livro é sempre um convite ao estudo. Por isso, são atualíssimas as palavras de Pedro, o Apóstolo, em sua 2ª epístola (1:55): “E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude e à virtude a ciência”, texto que Emmanuel comenta muito sabiamente em “Palavras de Vida Eterna” lembrando que a fé em Deus não impediu, no passado, que milhões de criaturas erguessem suplícios para os que não lhes comungavam o modo de sentir e ser; e que criaturas bondosas caíram em terríveis enganos, favorecendo a tirania e a escravidão. E finaliza: “confiar realizando o melhor, demanda discernir”. Tal é a missão do livro espírita.
Um ponto de coerência na obra de Kardec é o fato de publicar “O Evangelho Segundo o Espiritismo” depois de “O Livro dos Espíritos”, permitindo assim que os novos conhecimentos ditados pelos espíritos fossem usados como elementos de discernimento para a prática do “Amai-vos uns aos outros”, a tônica do Evangelho.
Vem aí mais uma edição da Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto e a ocasião é oportuna para a divulgação da Campanha “Comece pelo Começo”, dedicada aos que se iniciam na Doutrina Espírita, os quais devem, por isso, buscar orientação na fonte pura, em sua simplicidade básica, isto é, nas obras da Codificação. Mas, se esses leitores ficarem confusos com as novidades dos tempos novos, confiram a autenticidade de sua origem com o Apóstolo Tiago, em sua epístola (3:17) : “Mas a sabedoria que vem do Alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos...”

                                                                              Pense nisso. Pense agora.

 

 

 

 

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Eventos da 33ª Feira do Livro de Ribeirão Preto

Dia 8

9h – Abertura: Coral Vinha de Luz – Regência do Maestro Paulo Rowlands
Orador – Kenned Martins Gomes

 

Dia 10

19hs – Sessão de autógrafos com Neide Risso
20hs – Evento Artístico: Coral Batuíra – Regência de Maria Alice Maciel Pizzato

 

Dia 11

19hs – Repórter Saulo Gomes apresenta o lançamento do DVD do programa “Pinga Fogo”
20hs – Evento Artístico: Devarley Mastro

 

Dia 12

12hs – Palestra – Tema: Bem-Aventurados – Proferida por Gustavo Marcelo Rodrigues Daré
19hs – Sessão de autógrafos com Marli Simões Fabris
20hs – Evento Artístico: Denizart Rivail Gomes e Adélia Gomes

 

Dia 13

19hs – Sessão de autógrafos com Joanira Necas Soares
20hs – Evento Artístico: Carlos Rubens Silva e Dóris Helena Tomas Silva

 

Dia 14

12hs – Palestra – Tema: Tríplice Aspecto da Doutrina Espírita – Proferida por Tárcito Elias Scorton
19hs – Sessão de autógrafos com Fernanda Ripamonte
20hs – Evento Artístico: Denizart Castaldelli e Maria Aparecida Meireles

 

Dia 15

12hs – Palestra – Tema: Mecanismos da Reencarnação - Proferida por Gustavo Marcelo Rodrigues Daré
19hs – Sessão de autógrafos com Maria José Mundin
20hs – Evento Artístico: Marco Antônio Alves Machado

 

 

 

 

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NOTÍCIAS DO ESDE

O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita já é uma realidade e um sucesso em Ribeirão Preto. Atualmente são 260 pessoas que participam dos grupos em funcionamento nas sociedades que já implantaram o ESDE. São elas: Unificação Kardecista, C.E. Amor e Caridade, S.E. Benedito Rosa de Jesus, C.E. Caminhos do Amor e S.E. Mariano do Nascimento.

O ESDE traz para as cidades e regiões onde é implantado resultados muito positivos, tais como: o fortalecimento do trabalho de unificação, a criação de novas casas espíritas, a
redução dos casos de personalismo, o surgimento de novas lideranças, a formação de bibliotecas, o aumento do número de trabalhadores comprometidos com a Doutrina, o maior interesse pela leitura de obras espíritas, a integração dos trabalhadores e a existência de trabalhadores mais conscientes e seguros do seu valor dentro da instituição e na própria tarefa.

A Federação Espírita Brasileira tem a meta de implantar o ESDE em todas as casas espíritas até 2.010.
Para que este objetivo seja alcançado temos que fazer a nossa parte. A coordenação pede para que todas as diretorias das sociedades discutam sobre o assunto e se organizem para a implantação deste trabalho. As novas turmas iniciarão os estudos na primeira semana de agosto. Durante a 33ª Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto estará se fazendo ampla e divulgação.
Encontro preparatório de monitores
Visando incentivar e facilitar a implantação deste trabalho, a coordenação programou um encontro para orientar os atuais e futuros monitores dos grupos de estudo. O evento será realizado na S.E. Mariano do Nascimento, dia 29/07/2006, das 14h00 às 18h00, Rua Mal. Mascarenhas de Morais, 901 – Lagoinha (começa na Av. Castello Branco, ao lado da Mabel).
 Todo participante deverá ser indicado por uma Sociedade, devendo fazê-lo pelo telefone 16 3621-7721, com Mario Gonçalves ou e-mail mgoncalves@yahoo.com.br
Sociedades que confirmaram novos grupos no segundo semestre:
Caminhos do Amor – Sábado, 15h00
Benedito Rosa de Jesus - Terça-feira, 19h30
Mariano do Nascimento - Quinta-feira, 20h00

 

 

 

 

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O ESPERANTO DIVULGANDO O ESPIRITISMO NA HUNGRIA
Neusa Priscotin Mendes - Ribeirão Preto SP                                                                                                                                                                          

ENTREVISTA COM TIBOR SZABADI

1. Como você, coidealista Tibor, ficou conhecendo o Espiritismo?
Antes de tudo, posso dizer que o primeiro contato aconteceu (acredite-se ou não) através do ESPERANTO.  Um dia,  recebi em mãos um livro espírita em Esperanto que logo prendeu a minha atenção e comecei a lê-lo... terminada a leitura dessa obra (o seu título  já não me lembro), pensei em traduzí-la para o Húngaro. Posteriormente  contatei o meu amigo Aymoré Vaz Pinto, de Brasília, que teve a idéia de editar essa versão em  Húngaro no Brasil. E felizmente nosso plano se realizou. É bom também que se saiba que há 37 anos eu tomei contato com o  Esperanto e aprendi a língua.

2. Como o Espiritismo é visto na Hungria?
Boa pergunta. É preciso que se saiba que a Hungria é basicamente um país católico. E esta religião não aceita o Espiritismo, principalmente pela não aceitação da reencarnação... Eu mesmo também recebi  educação católica  e até agora  não “abandonei” essa crença. Mas  posso dizer: “abriram-se os meus olhos” posteriormente, quando  mais profundamente conheci o Espiritismo. A primeiro de junho de 2005,  tive a oportunidade de  participar de uma palestra de Divaldo Pereira Franco na capital Budapeste. E ali, dentre os espectadores, apenas eu e dois colegas conhecíamos a idéia do Espiritismo. Os demais não. Entretanto, eles com alegria  ouviram a palestra, traduzida do Português ao Húngaro. Puderam então conhecer dois livros de Divaldo  em Húngaro, que eu traduzira e foram editados no Brasil. Ali os presentes muito se interessaram pelo Espiristismo. Pode ser, que também outras pessoas,  principalmente aquelas que já tiveram conhecimento de minha traduções  para o Húngaro, vêem  agora de uma maneira diferente  a idéia de Allan Kardec.
(Nota do tradutor: Os livros espíritas traduzidos por Tibor  Szabadi todos o foram do Esperanto para o Húngaro)

“Imediatamente compreendi a importância da pesquisa, que eu empreenderia;  vislumbrei, nestes fenômenos, a chave da tão obscura e discutida questão  sobre  de onde veio e para onde vai a humanidade; a resposta, do  que eu procurara durante toda a vida; isso em sua totalidade de fato significou uma  revolução nas crenças e idéias correntes; foi necessário então agir com prudência, não impensadamente; ser positivista, não idealista, para que  não me enganasse”
                                                                                         Allan Kardec

3. No que diz respeito ao Esperanto, qual é  sua atual situação e como ele se desenvolve em seu país?
Costuma-se dizer: “A Hungria é uma grande potência  em Esperanto”.  Muitos livros didáticos  e obras literárias de diversos tipos  foram editadas em Esperanto, originais  ou traduzidas, e foram/são mundialmente muito conhecidos esperantistas húngaros. Apenas mencionemos, entre muitos, os famosos Kalocsay e Baghy... Agora  na Hungria é obrigatório o exame em alguma língua para os que querem receber um diploma depois de 4-5 anos de cursos superiores e universitários. E oficialmente nas leis do país  se coloca o Esperanto entre as  línguas. em que se pode ser examinado em três graus. Isso fez também que o Esperanto fosse mais conhecido entre nós nos últimos 6-7 anos. Antes de 1989 era obrigatório, entre nós, o aprendizado do Russo. mas agora o é do Inglês. Uma importante conseqüência desta obrigatoriedade é  que outras línguas são afastadas dos interessados,  inclusive o Esperanto. Pense-se o que quiser a respeito...

4. Quais livros espíritas você traduziu  para o Húngaro do Esperanto, uzando-o como lingua-ponte?
Divaldo Pereira Franco: Boldog élet (Vivo Feliĉa) 1998. primeira edição
Divaldo Pereira Franco: A Magvetö (La Semanto) 1999.
Divaldo Pereira Franco: Boldog élet (Vivo feliĉa) 1999. segunda edição revizada
Allan KARDEC: Bevezetö tanulmány a spiritiszta tanba (részlet a „Szellemek könyvéböl), 1999.
(Introdução ao  Estudo da Doutrina Espírita», do “Livro dos Espíritos»)
Yvonne A. Pereira: Egy öngyilkos Emlékei – (Memoraĵoj de Sinmortiginto – Memórias de um Suicida) 2002.
Todos foram editados como livros, e muitos os leram na Hungria. Já fui muitas vezes procurado através do telefone, após longa procura do número,  para me darem os parabéns ou para encomendar  os livros… Além dos já mencionados, já traduzi 3-4 outras obras espíritas, que aguardam publicação.

5. O Espiritismo goza de boa aceitação junto dos esperantistas húngaros?
Junto dos esperantistas, que de alguma forma tiveram contato com as idéias espíritas, eu posso afirmar: SIM.
E depois que eles souberam, que os livros  foram traduzidos do Esperanto, posso afirmar: COM CERTEZA.

6. Você faz contato com  espíritas esperantistas de outros países?
Sim. Da Inglaterra, Brasil, apenas para mencionar alguns países.

7. Sabemos que você  tem colaborado com o Conselho Espírita Internacional: você poderia  falar alguma coisa sobre esta colaboração?
Eu já mencionei,  que ali de bom grado aceitaram minhas traduções, cuidaram de editá-las en Húngaro e  enviaram-me pelo correio os livros já editados. Estes livros assim puderam  se apresentar aos leitores húngaros. Também traduzi ao Húngaro os dois prospectos de ISK, que assim puderam ser distribuídos aos leitores  húngaros. O seu texto é acessável na rede  no seguinte sítio:
 http://www.spiritist.org/hungaro/hungaro.html

8 Que planos você tem para fortalecer a divulgação da doutrina espírita no seu país?
Em primeiro lugar devemos continuar a editar livros de Allan Kardec e os divulgar entre os húngaros,  e os primeiros passos nesta direção  já demos... outros deverão seguir. E  também certamente deveremos fazer ouvir em todo o país os médiuns vivos,  como exemplo Divaldo Pereira Franco, que já muitas vezes esteve na Hungria. E esse caminho devemos alargar para outros espíritas, que eles venham e anunciem a idéia do Espiristismo, pois  o contato pessoal com estrangeiros sempre dará resultados, e a isso acrescentemos as obras em Húngaro. Não é mesmo?

9. Tenha a bondade de apresentar suas últimas considerações para a Redação da Revista Espírita.
Para esse objetivo o meu irmão e bom amigo Affonso Soares muito contribui, e é esperado, que nosso contato continuará trazendo a todos nós bons resultados,   será frutífero. Deus certamente nos ajudará! Ele é favorável! Desejo que assim seja. Eu ainda poderia mencionar o nome dos que até agora contribuíram comigo, ou no Brasil, ou na Inglaterra, ou em outros países. Eu intencionalmente não os mencionarei, porque é possível que  ao acaso  e involuntariamente  poderia esquecer alguém,  e eu gostaria de  não ofender ninguém.
Obrigado por tudo, a todos!
Com toda a amizade,
Tibor.

Fonte: Spiritisma Revuo n.o 2
http://www.spiritist.org/spiritismarevuo/index.html

 

 

 

 

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Jornalismo e Doutrina Espírita na TV

        O programa de televisão Terceira Revelação é transmitido para todo o Brasil pelas emissoras RBI, CNT, Canal 21, TV Mundo Maior, TV União Planetária e por antena parabólica.
Produzido pela Assessoria de Comunicação Social da FEB e apresentado pela jornalista Cláudia Brasil, tem trinta minutos de duração. Cada programa tem um tema central, analisado à luz da Doutrina Espírita em um talk-show (entrevistas). Temas como morte, reencarnação, esquecimento do passado, perda de entes queridos e caridade, por exemplo, são explicados pelos convidados. Aliar conteúdo doutrinário e qualidade técnica é a diretriz do programa. A idéia é informar sobre a Doutrina Espírita para o público em geral. Por isso o programa tem um toque jornalístico bem acentuado.

O quadro "Saiba Mais", apresentado por Stela Bertolino e Jorge Ferreira, complementa informações e dá dicas de leitura. O programa traz, ainda, reportagens da jornalista Luciana Navarro sobre temas relacionados à Doutrina e ao movimento espírita e um quadro de eventos da semana apresentado pela jornalista Viviane Silva. No quadro “O Espiritismo Responde”, o telespectador pode interagir, fazendo perguntas por carta, e-mail ou telefone. Basta escrever para imprensa@febnet.org.br. As respostas são dadas pelo conferencista espírita André Siqueira.

 O programa Terceira Revelação encerra com o quadro "Evangelho no Ar", em que Maria Euny Herrera faz comentários sobre os ensinamentos de Jesus, baseados em textos de O Evangelho segundo o Espiritismo.

Terceira Revelação vai ao ar aos sábados, das 8h às 8h30 pela Rede CNT (TV a cabo/ NET). Para conferir as cidades e os canais em que o programa é transmitido, basta acessar o seguinte endereço http://www.cnt.com.br/canais.htm.
 
O programa também pode ser visto pela RBI em UHF, aos sábados, das 14h às 14h30. As cidades e respectivos canais são: Brasília (canal 17 UHF e 25 na NET), Belo Horizonte (canal 24 UHF e NET), Rio de Janeiro (canal 16), São Paulo - capital (canais 14 e 49), Curitiba-PR (canal 19), Porto Alegre-RS (canal 40), Florianópolis-SC (canal 36), Vitória-ES (canal 44), Assis-SP (canal 41), Botucatu-SP (canal 52), Franca-SP (canal 45), Ibitinga-SP(canal 58), Igarapava-SP (canal 34), Leme-SP (canal 44), Matão-SP (canal 19), Sertãozinho (canal 49) e Valinhos (canal  21).

No canal 21, da Rede Band, Terceira Revelação vai ao ar todos os domingos, das 14h30 às 15h, e é precedido pelo programa "Despertar de Um Mundo Melhor", produzido pelo Lar Fabiano de Cristo.

Por antena parabólica, o programa pode ser visto aos sábados, de 11h30 ao meio-dia, entre os canais 10 e 14, polarização horizontal e freqüência 3930.

Terceira Revelação agora também pode ser assistido aos domingos, às 20 horas, na TV Mundo Maior e às terças-feiras, das 18h às 18h30. Programas antigos podem ser assistidos todas as quintas-feiras, das 20h às 20h30.
 
Os parâmetros de transmissão da TV Mundo Maior são: Satélite: Brasilsat 1, Polarização de Descida: Horizontal; Freqüência Banda C: 3.963,35 MHz; Freqüência Banda L: 1.186,65 MHz; Symbol Rate: 1,328  Msb/s; F.E.C.: ¾.

Rede de TV União Planetária, o programa é transmitido às sextas-feiras, às 21h, 22h e 23h em 64 cidades brasileiras.  Desde o dia 3 de março o programa de TV da FEB está na grade de programação, que pode ser acessada no site www.uniaoplanetaria.org.br.

A intenção da FEB é disponibilizar o programa gratuitamente para todas as emissoras interessadas. Mais informações pelo telefone (61) 3224-5575 ou pelo E-mail imprensa@febnet.org.br.

 

 

 

 

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ENTREVISTA PARA O JORNAL VERDADE E LUZ


Antes de tudo, um breve histórico de sua vida e caminhada dentro da Doutrina Espírita, para apresentá-lo aos nossos leitores.

            O médium Eurípedes Kühl nasceu em 21.08.1934, em Igarapava, no Estado de São Paulo. É militar do Exército, hoje na reserva. Casado com Lucy, dois filhos. Bacharel em Administração de Empresas e Economia. Dedica-se a estudos e pesquisas espíritas, desenvolvendo ensaios e romances, procurando divulgar os ensinamentos de Allan Kardec, aplicados ao cotidiano de nossa vida, sempre em busca de temas atuais.

— Quando sentiu suas primeiras manifestações mediúnicas?
— Por volta de 1971/1972.

— Em que época iniciou seus estudos espíritas?
— Já aos seis anos comecei a freqüentar as aulas de evangelização infantil, permanecendo como aluno até a juventude, tendo ingressado na “mocidade espírita” aos treze anos.

 
— Espírita desde a infância, qual foi sua motivação para ingressar na carreira militar? No Exercito, encontrou resistência ou oposição às suas convicções?
— Aos dezoito anos, tendo que prestar o serviço militar, optei pelo pára-quedismo militar, sob a motivação de saltar de pára-quedas. No Exército, fui promovido de soldado a capitão, ao longo de trinta e um anos de efetivo serviço castrense, durante os quais tive a felicidade de não vivenciar nenhum conflito, nacional ou internacional. Assim, não encontrei oposição ou conflito de ordem moral. Ao contrário, tive a feliz oportunidade de, como tenente, participar de um Núcleo da Cruzada dos Militares Espíritas, cuja destinação fundamental era e é divulgar aos colegas de farda que o queiram, os ensinos de Jesus, com a ótica espírita, cristã, essencialmente. Fui muito feliz nessa atividade.

— Quais são, atualmente, suas tarefas e funções no Centro Espírita que freqüenta?
— Desde 1994 estou na Sociedade Espírita Allan Kardec, de Ribeirão Preto. Por sete anos coordenei o “Curso de Médiuns”. Em 2000 o grupo passou a estudar as obras do Espírito André Luiz “A Vida no Mundo Espiritual” (13 obras), já estamos concluindo a 11ª.
Sempre venho realizando a psicografia, sou passista e ministro cursos.
Fora do C.E. que freqüento realizo também palestras doutrinárias e cursos em vários Centros Espíritas. Sou colaborador de dez sites espíritas na Internet, com participação mensal. Escrevo textos para as Revistas REFORMADOR (Editora FEB) e para Espiritismo&Ciência (Editora Mythos).

— As reuniões de psicografia de suas obras literárias são públicas? Qual a periodicidade em que se realizam?
— São reservadas, em grupo de psicógrafos e médiuns de “sustentação vibratória”, em pleno recolhimento, no Centro Espírita. Semanalmente, por uma hora. Acompanha-me minha esposa.

  • Quais são suas recomendações para quem  está despertando agora para as percepções mediúnicas? 

— Estudar o “O Livro dos Médiuns”, especialmente e com muita atenção os Cap XIII, XV, XVI e XVII, onde Kardec trata, respectivamente, com detalhes e especificidade, dos temas “psicografia”, “médiuns escreventes”, “médiuns especiais” e “formação dos médiuns”.

  • Seu trabalho de pesquisa é um referencial muito importante para aqueles que desejam conhecer em síntese determinados temas. Essa tarefa foi inspirada pelos espíritos? Quando iniciou esses estudos?

— Geralmente, nos livros de minha lavra, um determinado assunto me invade a mente, de inopino (imprevisto), ali permanecendo constante. Então, começo a organizar um arquivo pessoal de notas científicas sobre esse assunto. A seguir, vou às obras da Codificação e às várias fontes bibliográficas espíritas, dali extraindo referenciais espiritualistas, máxime (principalmente) espíritas. Não escrevo uma única palavra. Apenas leio e memorizo. Passadas mais ou menos duas ou três semanas, todo o material coletado se transforma em um livro, que escrevo de um só fôlego, nele expondo o pensamento dos diversos pensadores, mas registrando meu pensamento, minhas reflexões, minhas análises. Nesses momentos, capto sempre um grande amparo, ou “supervisão”, de algum Espírito amigo, irradiando apoio.

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livros seus publicados

Obras psicografadas:

 

O Prisma das Mil faces (Edit. FONTE VIVA, BH/MG)
O Quartel e o Templo   (Idem)
Tráfico – Doloroso Resgate (Idem)
Sempre há uma Esperança (Edit. PETIT, SP/SP)
Infidelidade e Perdão (Idem)
Transplante de Amor (Idem)
Os Tecelões do Destino (Idem)
Saara – Palco de Redenção (Idem)
Almas em Chamas (Edit. LÚMEN, SP/SP)
Jogo – Mergulho no Vulcão (Idem)
Escravos do Ouro (Idem)
Grandes Pontos em Pequenos Contos (edição não completada)
(Novo título e nova editora: Âncoras de Luz, Edit. LEB, Bagé/RS)
Uma Partida de Amor (Edit. PETIT, SP/SP)

Obras de própria lavra:

Tóxicos: Duas Viagens (Edit. FONTE VIVA, BH/MG)
Sexo: Sublime Tesouro (Idem)
Animais, Nossos Irmãos (Edit. PETIT, SP/SP)
Fragmentos da História – Pela Ótica Espírita (Edit. PETIT, SP/SP)
(Edição esgotada)
Genética e Espiritismo (Federação Espírita Brasileira, RJ/RJ)
Centro Espírita: Pronto-Socorro Espiritual (Edit. FONTE VIVA, BH/MG)
Sonhos – Viagens à Alma (Edit. PETIT, SP/SP)
Animais – Amor e Respeito (Edit. LEB, Bagé/RS).
Raio-X do Livro Espírita (Edit. ALIANÇA, SP/SP)
Genética... Além da Biologia (Edit. FONTE VIVA, BH/MG).
(Quase todas essas obras já foram ou estão sendo reeditadas)

Deu para perceber a sua paciência, a sua persistência, a sua humildade, a sua fé, a sua esperança, o que é um bom exemplo para os candidatos à psicografia. Na sua opinião, quais são as qualidades necessárias para o exercício desta mediunidade e como conquistá-las?

— Das quatro virtudes apontadas, desmereço três. De verdade verdadeira, só sou mesmo persistente. (Mas sei que até esse comportamento tem que ser administrado com cuidado, pois pode facilmente descambar para o fanatismo ou para a teimosia...).
Qualidades do médium psicógrafo: esse médium precisa ter um permanente comprometimento com a sinceridade: Kardec elucida, com detalhes, em “O Livro dos Médiuns”, que só mesmo multiplicados tempos de dedicação, estudo e desprendimento poderão levar a pessoa à certeza de que está sendo intermediária entre o Plano Espiritual e o material. A propósito, lembro que o maior psicógrafo de todos os tempos — Chico Xavier —, nos primeiros tempos de sua augusta mediunidade, passou pela fase de “treinamentos” (melhor será dizer: estabelecimento da sintonia com os Espíritos aos quais serviria).
 
 De um modo geral, como você vê o conteúdo intrínseco dos livros espíritas que estão sendo escritos e editados atualmente?

— Não sou exegeta (pessoa que se dedica a interpretação minuciosa de um texto ou palavra), mas também não sou folha solta na correnteza literária espírita. Opino que, modo geral, é muito bom que novos médiuns e novos autores estejam surgindo no horizonte terreno, com expressiva quantidade de obras. Isso é altamente salutar. Não obstante, a mim me parece que está havendo pressa em editar os livros espíritas e isso é prejudicial à qualidade da mensagem neles registradas, pois todo e qualquer livro é como uma fruta sem cultivo (colhida antes do tempo), que tende a desagradar ao paladar. No caso, o “cultivo” do livro seria representado por experientes análises e revisões.

Como você vê os romances espíritas e em geral? Você acredita que há obras que mais atrapalham do que ajudam os leitores não-espíritas?

— Vejo (leio) os romances de forma agradabilíssima. Sou romântico, por isso suspeito para opinar com total isenção. Mas não diria que esse ou aquele romance “atrapalha” ao não-espírita, ou ao espírita neófito. O que acontece é que os livros constituem alimento para a alma e ninguém lê apenas um, tanto quanto ninguém almoça só uma vez na vida... Dessa forma, lendo um romance aqui, outro ali, mais um acolá, um outro mais além, o leitor necessariamente formará um quadro mental das sublimes verdades que os romances espíritas ofertam: Muito de resignação!  Muito de Esperança! Muito da Justiça Divina! Muito de indução à auto-reforma!

 

Como você relaciona sua obra dentro do universo da produção livreira espírita no Brasil?

— Estarei recompensado se meu humilde trabalho puder auxiliar a alguém: mesmo num pequeno universo de leitores, sempre haverá quem que de fato relembre algum apontamento ou então dele poderá vir a fazer uso próprio.

.Não acha que está havendo alguma vulgaridade e banalidades nas publicações por causa do concorrência de mercado?

— Sou leitor assíduo de periódicos espíritas (jornais, revistas, sites na Internet, etc.). Não são poucos os editorialistas e mesmo jornalistas avulsos que fazem críticas ao volume de obras espíritas expostas hoje no mercado livreiro. Respondendo objetivamente à pergunta digo que de fato existem livros que, sobre serem altamente repetitivos, quase que cópia, causam pena pela falta de esmero na diagramação e revisão literária e ortográfica. Afirmo, porém, que isso é minoria e não regra geral.
Nessa questão de reprovar uma obra e dizer com todas as letras qual o título, quem é o autor, qual a Editora, o risco é de tal monta, que ninguém assim procede.
O temor de ressuscitar o famigerado “Index Librorum Prohibitorum”, causa arrepio em 99,99% dos críticos espíritas. Aí, o que temos são sempre críticas veladas, com cortinas descerradas só quando na intimidade, a dois.
Como escritor, qual o papel que a Biblioteca Espírita deve desempenhar dos Centros Espíritas? Alguma sugestão?
 
— Ah!... as bibliotecas espíritas! Como eu as amo!
Cito como exemplo o fato da Editora PETIT e Editora Aliança Espírita incentivarem a criação de novas bibliotecas espíritas, não só nos Centros Espíritas, mas também para utilização das comunidades: esta é uma dessas iniciativas que, para mim, dúvidas não existem, fluem por inspiração do Mais Alto.
Em Ribeirão Preto tive a grande felicidade de poder estruturar e informatizar as bibliotecas de seis Centros Espíritas.

Caso queira acrescentar algo, fique a vontade.
— Agradeço a gentileza de terem lembrado do meu nome para esta entrevista.
Disse eu, certa vez, que a literatura espírita é assim como uma infinita e luminosa estrada, onde os caminhantes (leitores/internautas) vão encontrando sombra amiga de árvores, cujos frutos (livros, mensagens, textos), às margens, testemunham o trabalho voluntário de plantadores anônimos (autores espirituais, médiuns psicógrafos, autores diversos e grupos de divulgação na Internet).
Acrescento agora que, nessa estrada, o jornal Verdade e Luz, assim como os demais órgãos de imprensa  espíritas, representam frondosos pomares.

 

 

 

 

 

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Sanatório Espírita Vicente de Paulo
... Uma história de mais de meio século

O Sanatório Espírita Vicente de Paulo está completando cinqüenta anos de atividades ininterruptas. No dia quinze de julho de 1956 inaugurava o atendimento aos seus pacientes, após dez anos necessários para a sua construção hospitalar, iniciada em 1946.

O objetivo principal, traçado pelos fundadores, mantido e reafirmado até os dias de hoje, é a prática da caridade cristã, no campo de assistência aos portadores de transtornos mentais e de comportamento em geral. Este objetivo deve ser alcançado dentro dos preceitos da Ciência Médica e dos ensinos da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec.

Nestes cinqüenta anos, muitas histórias e etapas foram vividas pelo Sanatório, nos setores administrativo, de atendimento aos pacientes, de organização social e hospitalar. Alterações foram necessárias durante esse longo período, foram feitas, sem que o objetivo fosse maculado. Ele tem caráter filantrópico, estabelecido em seu Estatuto, caráter social pela sua ação na comunidade, sem preconceitos.

O Sanatório é administrado por uma Diretoria Executiva, composta de doze membros e um Conselho Fiscal; também por coordenadores de atividades departamentais e assessores, nomeados pela Diretoria, todos componentes do quadro de sócios da instituição. É declarado de utilidade pública nas esferas municipal, estadual e federal e registrado no Conselho Nacional de Serviço Social. A Assembléia Geral, formada pelos sócios, é o órgão máximo da sociedade. A Diretoria Executiva é a responsável pela administração geral. Departamentos e Assessorias compõem setores de trabalho, visando ação e adequação nas áreas doutrinária, social, humana e funcional. Não há cargos de direção vitalícios, acontecem eleições periódicas e a administração tem períodos previstos no Estatuto. Os cargos e funções de diretoria, departamentos, assessorias, Conselho Fiscal são exercidos gratuitamente, sem salários e sem benefícios. O Estatuto que regulamenta a administração e ação social do Sanatório, sempre a disposição para conhecimento e orientação de sócios e interessados. É documento oficial.

Além da equipe de funcionários para os serviços de manutenção, administração e suporte às atividades da área médica, para o atendimento aos moradores e usuários é mantida equipe técnica, com formação profissional adequada e condizente com as necessidades e requisitos exigidos pelo setor.O total de profissionais atuando na casa é de aproximadamente cinqüenta pessoas, sem considerar atividades sazonais compartilhadas com terceiros, trabalhos de parceria, treinamentos e estágios. Os voluntários, atuando dentro das normas e procedimentos legais, completam o quadro de trabalhadores da casa.

 

 

 

 

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Adequação a nova lei

Com a reforma psiquiátrica, proposta ao longo dos anos noventa, houve a adequação dos serviços do Sanatório a nova realidade. Não foi tarefa fácil. O momento de transição, ainda vivido, requer trabalho, aliado ao conhecimento e ao amor. Um novo projeto de vida aconteceu no ambiente da Casa de Vicente de Paulo, priorizando a convivência e a promoção social do indivíduo: “só há liberdade quando se ama conscientemente”.Assim,  o  Sanatório, como tantos outros serviços, atendeu a nova proposta mundial de tratamento: o fim dos manicômios e a ressocialização dos assistidos, motivando um grupo de voluntários e profissionais a retomar a terapia do amor. Caminho longo, ainda em processo de construção, mas sentido como adequado para o alcance de nossos sonhos e ideais.

No final do ano de 2003, após vários estudos, resistências e adaptações, atendendo a dispositivos governamentais o projeto da Vila Terapêutica imigrou para as Moradias Assistidas. A Casa de Vicente de Paulo, adaptou-se para acomodar o projeto, levando como objetivo o resgate da cidadania dos assistidos, acreditando que a volta plena à convivência social depende, em primeiro lugar, de um relacionamento confiante com alguém, para posteriormente conviver com os outros e com o ambiente. No momento, período de implantação desta tarefa, os primeiros resultados já são apresentados, mas há novas etapas pela frente.O trabalho nas Moradias Assistidas, desenvolvido pela equipe técnica e por voluntários, tem por objetivo reintegrar as pessoas portadoras de transtornos mentais na comunidade. Para isso, algumas etapas são necessárias, sendo que a primeira delas busca a humanização da assistência aos moradores, melhoria no espaço físico, resgate das atividades da vida diária (higiene pessoal, alimentação, convivência, etc.).

As casas alugadas para o projeto estão localizadas em bairros próximos ao Sanatório, nelas é possível, numa relação de vizinhança, reaprender a conviver, a conversar, fazer compras, ir ao banco, cuidar de si mesmo, ter sua casa, entre outras coisas.O planejamento para atender aos moradores, inicialmente divididos em grupos,  acompanhados por uma equipe multidisciplinar (psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, nutricionistas, médicos, profissionais de apoio e voluntários), prevê acompanhamento  personalizado, adequado as necessidades de cada morador, estimulando a aquisição de uma maior autonomia.  O atendimento é totalmente gratuito, sendo que as despesas são supridas por convênios com o SUS, através da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, doações e arrecadação de fundos.

Outra etapa de trabalho, implantada com cautela, mas com consistência, é o  Centro de Convivência (já funcionando parcialmente), onde as pessoas das moradias assistidas,  atendidos pelo Naps-F e  Comunidade poderão participar de diversas atividades, adquirindo conhecimentos e formação profissional através de cursos diversos, atividades culturais, esportivas, sociais, entre outros.

E o NAPS? É mais um serviço do Sanatório! Reconhecido pela comunidade, pela área de saúde e já com projeção nacional, como modelo de atendimento. É ponto de referência para tratamento de pessoas que fazem uso ou abuso de drogas e álcool. O tratamento é sem internação, mantendo o assistido em contato direto com o seu cotidiano, familiares e sem prejuízo de suas atividades diárias (escola, trabalho, lazer...). É um núcleo de atenção psicossocial para farmacodependentes.  Ele se destina a crianças, adolescentes e adultos, de ambos os sexos, moradores do município de Ribeirão Preto, que desejam tratamento. Aos familiares é oferecido um grupo específico, que pode ser freqüentado mesmo que o usuário não esteja em tratamento no serviço. Há sempre espaços e oportunidades para novos atendimentos, que podem ser encaminhados por           qualquer instituição, família ou pessoa.

Assim funciona o NAPS:- a pessoa poderá ser encaminhada ou vir espontaneamente. O tratamento inicia-se pelos grupos de Acolhimento. Posteriormente, será oferecido um programa terapêutico individualizado. O programa inclui oficinas (prevenção em DST/AIDS, culinária, dança, escrita livre, expressão artística, relaxamento, teatro, vídeo, jornal vivo, alfabetização para adultos, atividade literária e recreação musical), atividades esportivas, grupos terapêuticos (de álcoolistas e drogaditos), terapia ocupacional, consultas psiquiátricas e psicoterapia individual.Com relação aos profissionais, a equipe é multidisciplinar, ou seja, formada por profissionais de diferentes áreas que trabalham de modo integrado e com uma proposta terapêutica comum. São psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, professor de Educação Física, com treinamento específico na abordagem das farmacodependências, e uma equipe de apoio.

O fundamental no trabalho do NAPS é o desejo de se tratar. Esse é o primeiro passo para que o tratamento tenha êxito! Há disponibilidade de espaços para atendimento no NAPS-F o serviço pode ser divulgado e oferecido à comunidade ribeirãopretana. As reuniões e trabalhos espíritas no Sanatório acontecem todos os dias da semana. Participam delas todos os interessados, no conhecimento e no estudo do Espiritismo; os que sentem necessidade de apoio espiritual e moral; os pacientes moradores e assistidos no Naps-F que assim o queiram; as pessoas com disponibilidade de tempo e vontade para o serviço aplicado ao bem. Entre os trabalhos, temos reuniões de estudo, reuniões mediúnicas, reuniões de fluidoterapía e atendimento fraterno, reuniões de planejamento de atividades voluntárias. Os dias e horários destes trabalhos podem ser vistos no Sanatório, em vários espaços, ou então diretamente junto à Secretaria, na rua Pará, 1280, Ipiranga, Ribeirão Preto.

Neste mês de julho, os cinqüenta anos estão sendo comemorados, com ciclo de palestras aos domingos pela manhã, onde as histórias, vivências e sonhos da instituição estarão sendo contados pelos expositores. O horário é das oito às nove horas, os expositores são os companheiros: Sebastião Martins Moura, Maria Francisca Pillegi Martinelli, Felício Bombonato Junior, Denizard Castaldelli, José Antônio Luiz Balieiro, Maria das Graças Martins, Geraldo Valadares, entre outros.

 

 

 

 

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Balieiro é eleito presidente da USE estadual para o triênio 2006-2009

No dia 11 de junho foi realizada a Assembléia Geral das Sociedades Unidas da USE. A partir das 8h, muitos representantes estavam já a postos nas instalações da USE, aguardando o início da reunião. No início efetivo da Assembléia, em segunda convocação, às 9h, o salão da USE estava já tomado pelos representantes:
A  abertura da reunião, foi conduzida por Attilio Campanini, presidente da USE, e a leitura da Convocação, por Sander Leite.
Luiz Fernando Penteado propôs a composição para a Mesa Diretora da Assembléia

Instalada a Assembléia com a posse da Mesa Diretora, composta por Pascoal Bovino, Merhy Seba, Aylton Paiva, Sidnei Batista e Carlos Alberto Correia Fonseca.

Attilio Campanini e Rosana Gaspar apresentaram relatório e prestação de contas da Diretoria Executiva em final de mandato.Os presentes aprovam por unanimidade.

É apresentada a relação de representantes que comporão o Conselho Deliberativo Estadual- CDE, e o Conselho de Administração, o CA, na gestão que se inicia, e dado posse a eles.
A Mesa Diretora suspendeu a Assembléia e abriu reunião do CDE. Convocou a Comissão Eleitoral, composta na reunião do CDE de Dezembro/2005, que se fez representar por Adilson Pereira e Izuino da Silva, para apresentar o resultado de seu trabalho.

A chapa indicada para concorrer à eleição se apresenta: José Antonio Luiz Balieiro- presidente, Paulo Ribeiro- 1º vice-presidente, Neli Del Nery Prado- 2ª vice-presidente, Pascoal Antonio Bovino- secretário geral, Antonio Carlos Amorim- 1º secretário, Francis Fernando Lobo- 2º secretário, Esmeralda da Luz Matos- 3ª secretária, Raimundo Nonato Porto- 1º tesoureiro, Rosana Amado Gaspar- 2ª tesoureira, Attilio Campanini- diretor de patrimônio.

Propostas as formas de eleição, foi escolhida a aclamação, e a chapa única foi eleita por grande maioria dos membros empossados do CDE.
Após a conclusão da eleição da Diretoria Executiva da USE para a gestão 2006 a 2009, foi concedida a palavra a José Antonio Luiz Balieiro, que falou da proposta de trabalho que norteou a composição da chapa proposta e eleita, e das tarefas que serão desempenhadas. Em seguida, a reunião do CDE foi encerrada e retomada a Assembléia.

A Mesa Diretora concedeu a palavra a Suzete M. A. Amorim, da USE Regional São Paulo, que convidou José Izuino da Silva a entregar uma placa de homenagem a Attilio Campanini, por seu trabalho pela união do movimento espírita à frente da USE.
Attilio agradece, e compartilha com todos os que contribuiram para o êxito dessa importante ação entre os espíritas.
A USE Regional São Paulo apresentou, ainda, uma comemoração pelos 59 anos da USE, transcorridos no último dia 5, com dois bolos.
Os presentes se confraternizam, cantando parabéns à USE.
É momento de grande alegria, com a entusiasmada participação de todos.
Eva Bugolin e Elza Saorin, que participaram da confecção dos bolos e também de sua distribuição, com muitos outros.
Em seguida, Luiz Gouveia apresentou o folheto de divulgação do 13º Congresso da USE, que será realizado em Guarulhos, de 6 a 9 de Julho de 2007.

Attilio Campanini, já como diretor de patrimônio, apresentou o projeto de reforma das instalações da USE.
Balieiro apresentou informações sobre o Congresso Espírita que acontecerá em Brasília, de 12 a 15 de Abril de 2007, como parte das comemorações dos 150 anos de lançamento de "O Livro dos Espíritos" e, portanto, do Espiritismo.
A Assembléia foi encerrada às 13h00 com a leitura e apreciação da ata, ao fim assinada por todos.

 

 

 

 

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Próxima Reunião da USE-RP

Dia 15/07/2006, às 15h00, na Soc. Esp. 5 de Setembro (Casa do Vovô).
Rua Tapajós, 2881 – Ipiranga – Rib. Preto

 

 

 

 

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33ª FEIRA DO LIVRO ESPÍRITA DE RIBEIRÃO PRETO
INICIA DIA 8 DE JULHO COM EXPECTATIVA DE VISITA DE GRANDE PÚBLICO.

MUITOS LANÇAMENTOS E LIVROS COM GRANDES DESCONTOS.
TODOS OS DIAS PALESTRAS SOBRE ESPIRITISMO.
NÃO DEIXE DE COMPARECER. VEJA O PROGRAMA NA PÁG .....

 

 

 

 

 

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Suplemento Infantil
Seminário de Evangelização Infantil – II Módulo – Resumo
Mensagem para Reflexão:

 

Amigo Evangelizador, Nestas breves palavras vamos esclarecer alguns pontos importantes para dar uma dimensão do nosso trabalho, que é de parceria: a nossa e dos Bons Espíritos que confiam na nossa boa-vontade.

 Talvez, distraídos na nossa “louca pressa de chegar a lugar nenhum”, ansiemos por “fórmulas” ou “ roteiros preciosos”  de evangelização. Mas congelar em frases um processo que é por sua natureza mesmo dinâmico e espontâneo, atravessando o tempo e o espaço nas sucessivas encarnações, representa uma impossibilidade teórica e metodológica. Evangelizar não seria ensinar a palavra de Jesus segundo a Doutrina dos Espíritos? Isso parece fora de duvida. Mas o ensino se tornou em grande medida uma arte de falar sobre coisas que desconhecemos completamente. E a palavra não é apenas convenção de linguagem para entendimento humano. Representa a reunião de passado e futuro, de tradição e progresso, equilibrados pelo discernimento do caminho a seguir, pela visão da realidade espiritual. Então, eis aí nossa meta: enxergar a realidade. Ora, se bastassem os registros, por que teria vindo o Cristo em pessoa ao mundo? Há que ter uma ponte entre os dois lados, passados e futuro, há que conferir uma “vibração” as palavras escritas e é você esta ponte, esta vibração, ou melhor, pode ser sua esta proposta.

 Nosso maior desafio: conhecer a realidade, sobre nós, sobre o mundo, sobre Deus. Nosso orientador Jesus. Por isso, conhecer não pode ser reduzido ao hábito já tão estranho em nossa população que é o de seguir por caminhos seguros. O que é vivo não é seguro. É o exercício de uma necessidade maior do que próprio ser; é o exercício de um sentido de vida. É necessário arriscar, pois sem o risco também não há a alegria da conquista, e é ela que fica registrada na memória como valor para o Espírito.

    Por isso, temos dois inimigos a combater: a rotina que, dando a (falsa) a sensação de segurança, mata a espontaneidade, asfixiando os milênios de experiência em situações alienadas a realidade. Por outro, a improvisação rotineira que impede o crescimento daquela visão profunda nas almas  conquista dos que aprendem a registrar a própria caminhada. Enquanto o primeiro cega o individuo, por habituá-lo a ver sempre o seu próprio reflexo em tudo que esteja a sua vota, o outro cega igualmente, mas, desta feita, por não permitir que raízes sejam deitadas no solo das suas escolhas, aguçando-lhe o discernimento.

Como veremos no transcorrer do nosso trabalho, não podemos ter um registro da inteligência espiritual operando; ela somente se dá a conhecer no próprio ato em que opera e, por uma outra inteligência sintonizada com a primeira pelos laços de um propósito maior que as duas: crescer para Deus, afinal n´Ele vivemos, nos movemos e somos, nos dizer o apóstolo.
    Também não podemos registrar um método de como ouvi-la ou percebê-la. Seria o mesmo que reduzir um Cosmos vivo a um punhado de equações: tola pretensão da Razão desligada de si própria, ou, ainda, seria como escrever um manual de auto-ajuda para realização suprema: mais um caminho enganoso para comprar o céu dos deuses.

Antonio Machado, poeta espanhol, traduza, talvez, essa ânsia do que sentimos em relação a evangelização: um Caminho.

Caminhante, são teus rastros
O caminho, e nada mais;
Caminhante, não há caminho,
Faz-se caminho ao andar.

 Assim, não oferecemos apostilas que são sempre registros da experiência alheia - referencia útil, mas nunca O caminho. Para isso, para fazer caminho é preciso querer andar - e é o que esperamos de você durante o nosso trabalho. Porque se você mesmo ainda não estiver disposto a correr riscos, construindo o seu próprio caminho, por que você acha que despertaria tal atitude nas crianças e jovens que compõem os seus circulo de experiência? No final das contas, a palavra ADM (Adão, homem primordial), tem justamente esta significação: as atitudes perante o mundo, perante si mesmo e perante Deus (e, por falar nisso, quais seriam elas?). Evangelização, como processo de educação é, pois, muito mais uma atitude de aprender do que de ensinar, onde a tarefa, como todas as tarefas na Casa Espírita, não constitui um objetivo em si mesmo. Como diz Ermance Deaux, “O que importa são as lições educativas, os exercícios afetivos para consolidar a disposição de fazer o bem. As tarefas são campos sagrados de educação dos valores de nossa espécie”. Que este nosso exercício afetivo nos seja imensamente frutífero.

 

 

 

Evangelização do Mês:

Sociedade Espírita Allan Kardec
Rua Monte Alverne, 667 – Vila Tiberio – Ribeirão Preto
Aos sábados das 17h00 às 18h30

Sociedade Espírita Mariano do Nascimento
Rua Mal. Mascarenhas de Morais, 760 – Lagoinha – Ribeirão Preto
Aos sábados das 15h00 às 16h00

Paralelo a esses horários, ocorrem os estudos com os pais dos evangelizandos.

Participe também, enviando-nos ou entregando pessoalmente na Banca do Livro Espírita, os horários de sua Evangelização.

 

 

Atividades para crianças – Teste seu conhecimento

Ligar os anos de lançamentos/publicações as suas respectivas obras:

  1. Lançamento de O Céu e o Inferno
  1. Lançamento de “A Gênese”
  1. Publicação de O Livro dos Médiuns

      1865 Lançamento de “O livro dos Espírito”

  1. Publicação de O Evangelho Segundo o Espiritismo

 

Para você Criança
Incentivo a Leitura/Literatura Infantil 

Livro: Vivendo bem a Vida
Autora: Maria Ida Bachega Bolçone
Editora: CEAC

Trazendo da forma simples, princípios morais da fraternidade e junto a Natureza descobrir de maneira divertida a alegria de viver.

 

Incentivo a Leitura/ Literatura Infantil

Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo para Crianças
Autor: Maria Helena Fernandes Leite

 

O livro facilita às crianças e aos pais uma interação nos estudos do Espiritismo.
A obra segue os mesmos títulos do Evangelho Segundo o Espiritismo, de forma simples, clara e adequada às crianças a partir de 3 anos com o auxilio de ilustrações e atividades.

Atenção

ENCONTRO de crianças da Evangelização Infantil

Dia 20 de Agosto próximo

Evangelizadores - entrarem em contato com Elidia na Banca do Livro Espírita – Fone 3610-1120

 

 

 

 

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6º ACODE PREPARA COMUNICADORES PARA A SEMANA REGIONAL ESPÍRITA

            A União das Sociedades Espíritas Intermunicipal de Franca (USE/Franca), através do Departamento de Orientação Doutrinária, prepara para o próximo dia 16 de Julho de 2006, às 9h, na Escola Pestalozzi - Unidade I, a sexta edição do ACODE (Aperfeiçoamento dos Comunicadores da Doutrina Espírita). O encontro é um programa de formação e atualização da Comunicação Social Espírita destinado a oradores, expositores, comentaristas de Evangelho e ao público de forma geral.
            O curso oferecerá ferramentas para facilitar e aprimorar o trabalho dos comunicadores, promovendo a excelência da doutrina espírita. O evento terá como tema “Comunicação é muito mais do que você imagina”. Temas comoComunicação no Centro Espírita”, “Comunicação”, “Oratória”, “Preparação da palestra”e “Comunicador” serão tratados no 6º ACODE.
O ACODE será ministrado pelo escritor, mestre e doutor em marketing, expositor espírita e presidente da ADE-SP (Associação dos Divulgadores do Espiritismo de São Paulo), Ivan René Franzolim, de São Paulo/SP, autor dos livros “Como Escrever Melhor e Obter Bons Resultados: no relacionamento pessoal, no Movimento Espírita, no trabalho”, “Como Administrar Melhor o Centro Espírita Através das Pessoas”, “Como Melhorar sua Comunicação: para entender e comunicar bem o Espiritismo”.    
            A USE/Franca espera um bom público para prestigiar o evento, principalmente os comunicadores da Doutrina Espírita, pois a proposta do ACODE é preparar os comunicadores para a “36ª Semana Regional Espírita”, evento da USE Regional de Franca que será realizado entre os dias 22 a 30 de Julho de 2006. Na ocasião, os oradores serão escalados para fazer palestras para outros Centros Espíritas das cidades da região.

6º ACODE
DIA: 16/07/2006
HORÁRIO: 9h às 12h
LOCAL: Escola Pestalozzi - Unidade I,
Rua José Marques Garcia, 197, Cidade Nova, Franca/SP.
INSCRIÇÕES: Não há necessidade de fazer inscrição antecipada. Entrada franca.
INFORMAÇÕES: USE/Franca (16) 3724-3178
ou pelo email: usefranca@usefranca.org.br

 

 

 

 

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AFETIVIDADE: UNIÃO e DIVÓRCIO

L.E. - Q695 – O casamento, ou seja a união permanente de dois seres é contrária à lei da Natureza?
- É um progresso na marcha da Humanidade.

          A solidão do Ser gera a busca do outro. Sócrates definiu o amor como um vazio que procura preencher-se. A busca do outro é o preenchimento do vazio, que dá ao Homem a capacidade da reprodução da espécie, o poder criador.
          No casamento o homem busca a sua metade feminina e a mulher a sua metade masculina. Se não predominar esse critério dos opostos não se completa a unidade biológica e espiritual que sustenta a espécie humana, pois a finalidade do casamento em todas as sociedades é a constituição da família e a preservação da espécie.
          O casamento ou a união permanente de dois seres implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua. Ambos devem caminhar juntos na criação e no desenvolvimento de valores para a vida. Ele tem por meta a comunhão física, afetiva, o desenvolvimento da emoção psíquica e o companheirismo. Exercita a fraternidade e o entendimento.
          Um jovem e uma jovem se amam e o amor que os atrai é o amor de Deus nas criaturas.A bênção do amor já os ligou e eles não necessitam de palavras, ritos ou sacramentos para se unirem, pois unidos já estão.Se não houver amor entre eles, não estão unidos e de nada valerá a união formal por meios sacramentais.                É por isso que no Espiritismo não há sacramento, nem formalismo algum, pois tudo depende, em todas as circunstâncias da essência única e verdadeira, que é o amor.Lembremos o Espírito da Verdade resposta à questão 701 do L.E.: O casamento segundo as vistas de Deus, deve fundar-se na afeição dos seres que se unem.
          Mas, o Espiritismo reconhece a necessidade humana de disciplinação social, e por isso recomenda apenas o casamento civil.Imperioso, porém que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem, da afetividade em qualquer estágio da união.
          O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, é o local onde as criaturas se harmonizam e se completam dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade, pois os envolvidos passam a compreender a grandeza das emoções profundas e realizadoras, administrando as dificuldades que surgem, prosseguindo com segurança e otimismo.Eles se sentem membros integrantes do grupo social, com o qual contribui a favor do progresso geral e da felicidade de cada um, como de todos em conjunto.
          Em tese o agrupamento doméstico se forma a partir de princípios de afinidade. Devemos entender bem que afinidade psíquica não significa simpatia, mas sim atração devido a compromissos emocionais.Por isso que nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias e também dentro delas somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações.
          Quando nos relacionamentos conjugais surgirem dificuldades de entendimento, estas devem ser solucionadas mediante o diálogo, ajuda especializada e principalmente por intermédio da oração que facilita melhor compreensão dos objetivos existenciais. Em verdade, o que mantém o matrimônio é a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado.
          È claro que o casamento não impõe um compromisso irreversível, o que seria terrivelmente perturbador, em razão de todos os desafios que apresenta, os quais deixam muitas seqüelas, quando não necessariamente diluídos pela compreensão e pela afetividade.
          A separação legal ocorre quando já houve a de natureza emocional, e as pessoas são estranhas uma à outra.Ademais a precipitação faz com que as criaturas se consorciem não com a individualidade, o ser real, mas sim, com a personalidade, aparência, os maneirismos, com as projeções que desaparecem nas convivências, desvelando cada qual conforme é, e não como se apresentava no período da conquista.
Ainda por isso o Espiritismo reconhece a necessidade do divórcio, pois no plano ilusório da matéria as criaturas se confundem e misturam sexualidade e desejo com amor.  .
          Enquanto houver o sentimento do amor no coração do homem - e ele sempre existirá, por ser manifestação de Deus inserida na Vida – o matrimônio permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade.
          Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é dever de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor uma humanidade mais feliz, na qual o bem será a resposta primeira de todas as aspirações.
          Interrogam muitos discípulos do evangelho: Não é mais lícito a separação ou o divórcio, em considerando os graves problemas conjugais, à manutenção de matrimônio que culmine em tragédia? Não tem direito, ambos os cônjuges, a diversa tentativa de felicidade, ao lado de outrem, já que se não entendem?
Inicialmente deve ser examinados que o matrimônio em linhas gerais é uma experiência de reequilíbrio das almas no ambiente familiar e oportunidade de edificação sob a bênção da prole.Não poucas vezes os nubentes, mal preparados para o casamento ou para uma vida a dois, dele esperam tudo, guindados ao paraíso da fantasia, esquecidos de que esse é um sério compromisso, e todo compromisso exige responsabilidades recíprocas a benefício dos resultados que se deseja atingir.
          Há de se meditar, no que se refere a compromissos de qualquer natureza, que sua interrupção, somente adia a data da justa quitação. No casamento, não raro, o adiamento promove o ressurgir do pagamento em circunstâncias mais dolorosas no futuro em que, a pesadas renúncias e a fortes lágrimas, somente, se consegue a solução.
É natural que ocorram desacertos. Ao invés, porém de separação reajustamento, harmonização.A questão não é de uma nova busca, mas de redescobrimento do que já possui.Antes da decisão precipitada, ceder cada um, no que lhe concerne, a benefício dos dois.O cansaço, o cotidiano, a apatia são elementos constritivos da felicidade. Sem dizer que muitas vezes estamos felizes e não percebemos devido à correria do dia a dia.
          Em tal particular, o Espiritismo, consegue renovar o entusiasmo das criaturas, já que desloca o indivíduo de si mesmo, ajuda-o na luta contra o egoísmo e concita-o à responsabilidade ante as leis da vida, impulsionando-o ao labor incessante em prol do próximo.E esse próximo mais próximo é o esposo ou a esposa, junto a quem assumimos o dever de amar, respeitar e servir.
          Assim, considerando o espiritismo, mediante o seu programa de ideal cristão, é senda redentora para os desajustados e ponte de união para os cônjuges, em árduas lutas, mas que não encontraram a paz.

 

 

 

 

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Enfoque Evangélico

O VALOR DO EXEMPLO
            “Eu de muito boa-vontade gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” – Paulo (II Coríntios, 12:15).

            Estamos na Terra em busca de nossa evolução espiritual. A finalidade de nossa existência, neste plano, é o desenvolvimento das faculdades que o Criador colocou no Espírito, no início do processo evolutivo. Seja resgatando dívidas do passado, seja realizando tarefas com vistas ao aprendizado, seja executando determinada missão, o objetivo da existência é sempre a evolução espiritual. Por outro lado, todo aquele que possui um ideal, que julga conhecer algo importante, alimenta o nobre propósito de divulgá-lo, para que também beneficie outras pessoas. Porém não percebemos, que a melhor divulgação é a do exemplo. E que a receptividade da mensagem depende da credibilidade, da autoridade moral, de quem a transmite.
            Emmanuel, comentando o versículo de Paulo, citado de início, afirma: “Há numerosos companheiros da pregação salvacionista que, de bom grado, se elevam a tribunas douradas, discorrendo preciosamente sobre os méritos da bondade e da fé, mas se convidados a contribuir nas boas obras, sentem-se feridos na bolsa e recuam apressados, sob disparatadas alegações” (Fonte Viva, lição n 53). E mais adiante acentua: “na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos”.
            Não basta a colaboração financeira, sem assumir compromissos com o trabalho, o que significa falta de disposição para aceitar responsabilidade. Às vezes a pessoa se oferece para colaborar, mas não quer responsabilidade, ainda não está disposta a isto. Ela já está disposta a gastar, mas não a se gastar. Já é um começo. É melhor do que aquele que nem colaborar quer. Mas um dia compreenderemos que, além de gastar, precisamos também nos gastar, porque só assim a aprenderemos a servir, realizando o aprendizado espiritual.
            Entre o saber e o fazer há grande distância. O conhecimento teórico, a informação recebida nos dá a impressão de que sabemos. Mas, na realidade, só sabemos efetivamente o que fazemos. A seta nos indica a direção a seguir, mas só ficamos conhecendo a estrada, só aprendemos verdadeiramente o roteiro depois que percorremos a estrada e chegamos ao ponto desejado. Só aprendemos a fazer, fazendo. Quem de algum modo, não se empenha a benefício dos companheiros, apenas conhece as lições, mas não tem experiência, ainda não descobriu a importância de viver o ensino. É alguém que só conhece a estrada por informações, porque leu as indicações, mas ainda não se dispôs a percorrê-la. Conseqüentemente, pensa que sabe, mas não sabe.
            Alguns companheiros do movimento espírita, empenhados em trabalhos de divulgação, entendem que os espíritas devem concentrar todos os seus esforços e recursos financeiros nas tarefas de divulgação. E citam Emmanuel que teria afirmado:” A maior caridade que podemos fazer para a Doutrina Espírita é a sua própria divulgação”. O que Emmanuel disse não foi bem isso. A frase está no livro “Estude e Viva”, última mensagem desse livro, intitulada “Socorro oportuno”, que é a seguinte: “...estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus-Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”. Como se vê, a frase é bem diferente de como é citada geralmente
            No aprendizado espírita não deve haver especialistas. Todos devemos fazer um pouco de tudo. Exercitarmo-nos nas mais diversas atividades. Como é natural, cada pessoa tem mais habilidade e gosta de determinadas tarefas. Então se dedica mais a essas tarefas, mas isto não a exime do dever de colaborar nas demais atividades da casa espírita a que pertence. Não é bom o médium só comparecer às reuniões mediúnicas, o evangelizador da infância só ir naquele dia e horário do trabalho com as crianças; o expositor só comparecer para fazer palestras, e assim por diante. Como se as outras atividades não fossem importantes.
            Na  página citada de início, Emmanuel afirma: “Pregadores que não gastam e nem se gastam pelo engrandecimento das idéias redentoras do Cristianismo são orquídeas do Evangelho sobre o apoio problemático das possibilidades alheias; mas aquele que ensina e exemplifica, aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos, é a árvore robusta do Eterno Bem, manifestando o Senhor no solo rico da verdadeira fraternidade”.

José Argemiro da Silveira

 

 

 

 

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Seja ouvinte do programa Verdade e Luz com fotos dos apresentadores

O programa Verdade e Luz está no ar há mais de 20 anos. Atualmente você poderá ouvi-lo na Rádio CMN – AM 750, todos os domingos das 6:00 às 7:00 horas.
O programa é feito ao vivo, sendo que uma equipe de cinco voluntários são os responsáveis pelo mesmo. A direção do programa é de Jorge Jossi Wagner, do Centro Espírita Apóstolo Pedro. Participam também, dividindo igualmente as responsabilidades André Luiz Vieira dos Reis, do Centro Espírita Apóstolo Pedro, Márcia Helena Mota Pacciulio, da Unificação Kardecista, Vlamir de Lima, do Centro Espírita Caminhos do Amor e Nilson Torres, da Sociedade Espírita Cáritas.
O roteiro do programa é constituído de um Editorial, do estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo, de um Noticiário Geral, das Páginas do Mais Além e do Diálogo, onde são respondidas perguntas à luz do espiritismo.
O programa é muito agradável e procura sempre levar aos ouvintes uma mensagem sempre atual, onde o enfoque principal é fazer adentrar em todos os lares um pouco de paz e equilíbrio, através dos ensinamentos de Jesus, explicados sob a luz da Doutrina Espírita.

 

 

 

 

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O surgimento da Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto

A história da Feira do Livro Espírita de Ribeirão Preto está ligada ao trabalho de jovens espíritas da cidade. Um desses jovens foi Aldo Aguilar Bianco, que nos concedeu uma entrevista relatando sua colaboração neste evento tradicional em nossa cidade.

VL – A primeira feira do Livro Espírita em praça pública em Ribeirão Preto foi um trabalho seu e de outros companheiros. Como surgiu essa idéia?
Aldo - Na verdade, pedindo sua permissão, gostaria de substituir a palavra “seu” pela palavra “equipe”, pois há trinta e três anos, quando da primeira Fle, o fato emergiu de uma vontade coletiva de um pequeno grupo de jovens espíritas, que se reuniam aos sábados à noite na Unificação Kardecista, para estudos de O Livro dos Espíritos, quando fomos incentivados pelas notícias trazidas pelo jovem Eurismar de Paula, ainda estudante de engenharia em Uberlândia, contanto que lá os jovens colocavam “umas mesinhas na praça, com livros expostos ao público, nos fins de semana e para chamar a atenção fincavam vassouras com o cabo para baixo” e o público ia ver o que tinha ali e acabavam tendo contatos com alguns livros espíritas. A notícia foi tão auspiciosa que aquele grupo de jovens, que se denominavam Grupo Espírita Cirineu, porque além dos estudos, ouviam gravações de comunicações mediúnicas dos espíritos de Cirineu e Alencar, gravadas pelo inesquecível amigo Sr.Nicolau Ache. Esta, portanto foi a origem da idéia da Feira, mas a consolidação desta idéia se deu com o apoio fraterno do Sebastião Moura, então proprietário da Banca do Livro Espírita que gentilmente cedeu todos os livros para que os mesmos fossem colocados nas mesas. O primeiro local da Feira foi no corredor interno debaixo do Teatro Pedro II, ao lado do comerciante Ênio das canetas. Muito ousadamente, o grupo arriscou levar algumas mesinhas para a praça XV ao lado do relógio e o sucesso foi imenso. Recordo-me com muita emoção do apoio também do Sr. Mondim, que entendendo os jovens, fez a prece de abertura da primeira FLE, ao lado do “Tiâozinho” (Sebastião Martins de Moura).

VL – Qual foi a reação dos espíritas quando viram em pleno centro da cidade uma feira de livros?
Aldo - A gente não se recorda com detalhes destas lembranças, mas um fato notável era ver a curiosidade das pessoas que tocavam no livro, abriam, liam e nem sempre o levavam, mas me recordo que muitas pessoas não podiam adquirir os livros e a gente entregava então, mensagens espíritas avulsas.

VL – Passados mais de 30 anos, a feira do livro espírita de Ribeirão Preto é um fato consolidado. Como se sente diante dessa realização tão importante?
Aldo - A Fle se tornou uma das ferramentas de trabalho para a divulgação do espiritismo, através do Livro Espírita e com o passar de alguns anos, ela foi se estendendo pela nossa região, após as reportagens do Anuário Espírita de Araras e muitas cartas chegavam pedindo apoio e orientação, de tal forma que em poucos anos, por sugestão do Sr. José Papa, foi feito em São Paulo, na Use, o primeiro encontro de Divulgadores do Livro Espírita e em seguida a criação de um Boletim do Divulgador do Livro Espírita, graças à liderança do confrade José Castilho, de São Carlos, mais o apoio do Cintra e Gilberto, aonde se ia colocando no boletim todas as experiências acumuladas pelas cidades que estavam implantando a Fle. O Ide, de Araras, através do confrade Arceu Scanavini e equipe, apoiavam todo o movimento de expansão, oferecendo livros em consignação e ainda os cartazes em branco, com o desenho tradicional da pomba da paz, que passou a contagiar centenas de cidades de todo o Brasil, chegando a 550 cidades que passaram a realizar a Fle anualmente em praça público e me recordo que os dados apontavam mais de três milhões de livros vendidos em pouco mais de cinco anos deste movimento, que acabou gerando também o movimento de implantação de Bancas do Livro Espírita, Clubes do Livro espírita e bibliotrocas.

Nas próximas edições deste jornal colocaremos a entrevista do confrade Aldo Aguilar Bianco na íntegra, relatando muitas outras passagens importantes da equipe, inclusive encontros mensais com Chico Xavier e a sua imensa colaboração para a implantação das feiras de livros espíritas.

 Jorge Jossi Wagner, de Ribeirão Preto. Colaborador

 

 

 

 

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Saulo resgata entrevista pioneira de Chico  na tv

Um dos mais importantes jornalistas brasileiros, com mais de 50 anos de um brilhante trabalho mostrando ao público a importância da imprensa. Atualmente morando em Ribeirão Preto e lançando um DVD com o histórico programa Pinga Fogo com o médium Francisco Candido Xavier, que foi, segundo os anais jornalísticos, o programa de maior audiência na televisão brasileira, Saulo Gomes, nos concedeu esta entrevista:

VL – Um experimentado profissional como o senhor, se emociona igualmente pelas reportagens ou existem as inesquecíveis?
R.: Existem as inesquecíveis, assim como as reportagens perigosas onde os cuidados com a sobrevivência são necessários e nos trazem muita apreensão. Outras nos trazem emoção. Temos também as que nos deixam indignados. Outras nos fazem felizes por poder ajudar alguém.
      A reportagem sobre o Hospital do Fogo Selvagem, de Uberaba, que fiz em 1968, foi uma das que me trouxeram muita emoção. Mostrar aqueles doentes, sendo cuidados por dona Aparecida Conceição Ferreira, uma mulher sozinha, pobre, sem nenhum recurso, mas com o que eles mais precisavam: AMOR!  CARINHO!  DEDICAÇÃO me fez ver o mundo de outra forma. Hoje Dona Aparecida tem 92 anos de idade e continua cuidando de seus doentes. Chico Xavier foi uma das reportagens que me trouxeram emoção. Chico sempre tinha uma palavra de conforto, paz, amor e nos levava a um êxtase inexplicável. Outras reportagens, como por exemplo encontrar crianças desaparecidas também me fizeram emocionar. Temos muitas e as mais marcantes estão sendo passadas para livros, que espero lançar brevemente.

VL – Na década de 1960, ao visitar Chico Xavier em Uberaba, dentro de um centro espírita, era esta, a primeira vez que o espiritismo aparecia como destaque na mídia brasileira?
R.: O espiritismo aparecia muito acanhadamente e, na maioria das vezes, mal interpretado e até discriminado. Minha reportagem com Chico Xavier, psicografando ao vivo, causou uma enorme repercussão.  Foi o embrião que gerou outras entrevistas e levou o Chico para a mídia da TV. Minha reportagem com Chico, em 1968, fez com que o espiritismo fosse mais divulgado e tivesse novos adeptos. Quando convidei Chico para participar do Programa Pinga Fogo, em 1971, eu não tinha idéia do que iria acontecer.  Foi o maior índice de audiência registrado até então, Chico respondeu às perguntas em dois programas num total de 7 horas.

VL – Chico já era, nesta época, a pessoa carismática que desencarnou em 2002?
R.: Chico sempre foi carismático, humilde e humano.
VL – Quando convidado a participar de uma entrevista na televisão, qual foi a reação de Chico?
R.: Receio. Ele temia não ser compreendido e ser tachado de charlatão. Era assim que alguns o chamavam na época. Chico temia desapontar seus companheiros e atingir a doutrina.

VL – Chico era esse poço de humildade em todos os momentos ou às vezes passava alguma reação de impaciência?
R.: Desde que conheci Chico Xavier, muitas vezes compartilhei de sua intimidade e, em nenhum momento surpreendi Chico desapontado, irritado, impaciente ou agastado com alguma coisa. Sempre vi Chico empenhado em ajudar alguém com suas palavras de amor e carinho.

VL – Porque este programa Pinga-Fogo com o Chico ficou marcado na história da televisão brasileira como um dos maiores ibopes?
R.: Porque foi um programa inédito! O Pinga Fogo era um programa de entrevistas com políticos, cientistas, empresários, intelectuais. Chico era um personagem completamente fora do contexto do programa e trazia o estigma de uma doutrina contestada, por líderes católicos, e polêmica na época. O programa foi ao ar por insistência minha e registrou, como já disse, o maior ibope de todos os tempos, 86% de audiência com apenas 11% de aparelhos desligados.   

VL – O senhor poderia narrar algum fato inesquecível de sua convivência com o Chico?
R.: Tenho muitos. Muito me marcou a mensagem psicografada e apresentada no Tribunal de Goiânia esclarecendo um crime e resultando na absolvição do acusado. Este fato está sendo citado no livro que estou escrevendo sobre minha convivência com Chico.

VL - Onde se poderá adquirir o DVD com o Pinga-Fogo com Chico Xavier?
R.: O DVD foi lançado em Pedro Leopoldo, cidade natal de Chico, dentro das comemorações da semana Chico Xavier e no próximo dia 11 de julho, aqui em Ribeirão Preto, na 33 Feira do Livro Espírita, às 20,00 horas, na Praça Carlos Gomes. Será distribuído para todas as livrarias espíritas e todas as livrarias do Brasil.
Poderá também ser adquirido pelo site: www.dvdversatil.com.br

 
Por Jorge Jossi Wagner, de Ribeirão Preto, Colaborador.

 

 

 

 

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Pensando em Caridade
Márcia Pacciulio
                                                                                                          márcia_pacciulio@yahoo.com.br

“Qual o verdadeiro sentido da palavra Caridade,
 como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para
As imperfeições alheias, perdão das ofensas.”
(Livro dos Espíritos, questão 886).

         Durante muito tempo, o homem acreditou que a simples doação de recursos financeiros, peças de vestuário e gêneros alimentícios aos irmãos menos afortunados, poderia fazer dele um indivíduo cumpridor da Lei de Caridade. No entanto, com o fenômeno de globalização se estendendo até aos meios de comunicação, o homem de hoje já pode constatar que a Caridade Material praticada por muitos, embora válida e necessária, não tem sido eficiente o bastante para amenizar todas as formas de privações e sofrimentos que advêm da imensa desigualdade social que ainda predomina em nosso mundo.
         É necessário compreendermos que a “benevolência para com todos” precisa ser iluminada pela orientação do Mestre: “Amai o próximo como a ti mesmo”, para que a prática da Caridade, em qualquer situação que a Vida nos apresente, seja pautada na seguinte atitude: “Devemos fazer ao outro todo o bem que já pudermos e que gostaríamos que ele nos fizesse”.
         Com esse entendimento, passamos a não mais desperdiçar nenhuma oportunidade de fazer o bem, começando por praticá-lo em nosso lar, junto aos familiares queridos, para, em seguida, estendê-lo aos colegas de trabalho e a todos aqueles que encontrarmos em nossa caminhada evolutiva.
         Caridade se aprende com o exercício diário e ininterrupto do bem! Por isso, não esperemos que uma determinada situação ou alguém em especial, possam fazer germinar e florescer essa virtude divina que habita adormecida em nós e que aguarda o seu despertamento pelo uso de nossa vontade e determinação.
         Jesus nos ensinou que os nossos “talentos” precisam ser multiplicados pelo seu emprego junto ao semelhante, pois, caso contrário, precisaríamos crer que o Pai nos concede esses “talentos” somente para que os contemplemos e os utilizemos em benefício próprio, o que seria contrário às Suas próprias leis.
         Sem dúvida nenhuma, todas as manifestações de verdadeira Caridade são importantes, mas uma das mais belas formas de exercermos a Caridade é participarmos da reeducação moral de alguém. Isso pode ser feito de muitas maneiras, sempre se levando em conta a utilização desses “talentos” (que nada mais são do que algumas conquistas espirituais que já possuímos): saber ouvir para consolar; prestar orientações condizentes com a necessidade espiritual do outro; ser indulgente com as imperfeições alheias, mas ensiná-los a fazer o melhor que puderem; perdoar os erros alheios, mas oferecer-lhes o bom exemplo que edifica; difundir os princípios de moral cristã tão necessários á edificação espiritual de todos, através de livros, palestras e grupos de estudos Espíritas, etc.
         Sendo assim, não mais justifiquemos nossa omissão diante da dor e da necessidade alheias, alegando falta de potencial adequado. Todos somos herdeiros das potencialidades divinas do Pai e algumas delas já estão suficientemente desenvolvidas para que possamos utilizá-las em benefício de outros, bem como os outros certamente possuem os seus próprios “talentos” para nos amparar.
         Dessa maneira, somando esforços e trocando experiências, estaremos vivenciando a verdadeira Caridade, que nos leva a “amarmo-nos uns aos outros, como irmãos”!

 

 

 

 

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AUTOCONHECIMENTO

Nilza Teresa Rotter Pelá
ropela@eerp.usp.br

 

“Conhecimento de si mesmo” é o titulo do item 5 do capítulo XII, livro terceiro de O Livro dos Espíritos onde se encontra as perguntas 919 e 919ª, sendo esta última respondida por Sto Agostinho, podemos supor que a anterior também tenha sido respondida pelo mesmo Espírito pois as duas são um encadeamento de raciocino.
            A primeira resposta faz menção a um sábio da antiguidade que teria concebido essa afirmação “Conhece-te a ti mesmo”. Sabemos que uma reflexão sobre esta assertiva encontra-se no diálogo de Sócrates e Alcebíades (1) quando é lembrado que a frase estava gravada no Templo de Phyto*, na Grécia. Usando seu processo denominado maiêutica (processo pedagógico socrático no qual se multiplicam perguntas a fim de se obter conceitos) Sócrates leva o discípulo a compreender que em todas nossas atividades há necessidade de se conhecer bem o objeto que esta sendo alvo de nosso interesse, assim para que tenhamos cuidado conosco faz necessário nos conhecermos. Tendo Alcebíades declarado que é tarefa de difícil alcance, Sócrates afirma “Que seja fácil ou não, Alcebíades, estamos sempre em presença do fato seguinte: somente conhecendo-nos podemos conhecer a maneira de nos preocupar [aqui no sentido de cuidar de] conosco, sem isso, não podemos”.
            Respondendo a gestão 919ª Sto Agostinho ensina todo um processo de auto análise que nos leva ao autoconhecimento, que podemos sintetizar em uma seqüência de passos:

  1. Interrogar a consciência e passar em revista o que fizemos no dia que finda. Para tanto se perguntar se faltamos ao cumprimento do dever, se alguém tem motivo para queixar-se de nós? Respondendo essas questões, consegui me conhecer um pouco mais, detectei o que preciso modificar no meu comportamento?
  2. Pedir a Deus e ao seu anjo de guarda esclarecimento e força para se aperfeiçoar.
  3. Analisar os comportamentos questionando-se: que intenção tive quando agi de determinada maneira? Censuraria este comportamento em outra pessoa? Não ousaria confessar que assim procedi? Se eu morresse agora teria que temer alguém?
  4. Examinar o que pudesse ter feito contra Deus, contra o próximo e contra mim mesmo.

Alerta em seguida que esta prática tem como inimigo a ilusão do amor próprio porque ele atenua e torna as faltas desculpáveis. Diz que o ávaro apenas se sente precavido e que o orgulhoso apenas se sente cheio de dignidade. Para nos afastarmos deste perigo refletir em como qualificaria o mesmo comportamento em outra pessoa, também que escutemos a opinião de nossos adversários, porque nossos amigos são complacentes com nossas falhas.
      A orientação de Sto Agostinho ainda inclui a prática de balanço de nossos comportamento e exploração da consciência para afastar os aspectos negativos assim como o jardineiro faz com um jardim buscando e retirando as ervas daninhas.
                  Joanna de Angelis(2) preconiza que para se fazer o autodescobrimento torna-se  necessário que  tenhamos uma visão panorâmica racional de nós mesmos. Essa “radiografia” nos permite detectar nossos limites e dependência, nossas aspirações verdadeiras e as falsas, os embustes de nosso ego, as imposturas da ilusão, os conflitos de natureza destrutivas responsáveis por grande parte de nossos processo depressivos  e também permite descobrir as nossas potencialidades. Indica os motivadores para esta auto-analise: insatisfação pelo que se é ou se possui, insatisfação de como se encontra e desejo sincero de mudança. Por não ser tarefa fácil há necessidade de persistência na tentativa, disposição para aceitar-se e se vencer, e capacidade de crescer emocionalmente.
      A autora ainda descreve o perfil emocional das pessoas imaturas e das maduras para a tarefa de auto transformação. Os imaturos são rebeldes, temerosos, entregam-se ao desânimo, lamentam-se, negam-se a lutar e se auto destroem; entendem os processos educativos da vida como um flagelo. O ser maduro sabe que acerta e erra, quando erra corrige quando acerta cresce, fita o alvo e avança para ele com confiança imbuído de amor.
A esta altura o leitor deve estar pensando e ai, detectei minhas faltas e minhas imperfeições, e agora que faço? Joanna de Angelis afirma: Conversar terna e bondosamente com as imperfeições morais para alterar-lhe o curso e traçar uma seqüência de procedimentos para a auto transformação:

  1. superar a preguiça moral e física;
  2. banir a crítica ácida e destrutiva, conceitos chulos, injúrias, verbetes sarcásticos;
  3. respeitar o corpo;
  4. usar a conversação par estimular a criatividade,a coragem e a perseverança no bem;
  5. irradiar simpatia e esperança;
  6. cultivar confiança e alegria;
  7. oração;

meditação, uma vez que no silêncio mental podemos absorver as respostas divina.
Concluímos com o lema : PENSE NISTO, PENSE AGORA.
Referências:

  1. SAVAGE,M. Sócrates e a consciência do homem. São Paulo: Agir,1959. IN: WWW.ceismael.com.br/ temas /tema030.htm
  2. JOANNA DE ÂNGELIS, Auto descobrimento: uma busca interior. Salvador: LEAL,1995.

 
__________________________________
*Sócrates refere-se ao Templo de Apolo, situado na cidade de Delfos, onde as pitonisas sob a orientação de Apolo faziam previsões, daí o nome oráculo. A terminologia usada por Sócrates faz referência ao monstro Phyto que habitava aquele lugar e foi morto por Apolo antes da construção do templo.

 

 

 

 

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Sim, o amor está entre nós!
Orson Peter Carrara, de Catanduva-SP

            A literatura espírita é realmente sensacional! Visitando uma Feira do Livro Espírita, recentemente, deparei-me com o livro O Amor Está Entre Nós, de Luiz Gonzaga Pinheiro, editado pela Editora EME.
            Conheço outros trabalhos do autor, como os magníficos livros Terapia das Obsessões e Pérolas da Infância, além do muito útil Mediunidade – Tire suas Dúvidas, entre outros de mais de uma dezena de títulos.
            Consultando, pois, os expositores de livros, deparei-me com o recente trabalho do autor, cujo título e a própria autoria do livro chamaram-me a atenção. Qual não foi a surpresa ao encontrar no índice uma seleção de nobres nomes de grandes vultos da história humana.
            Pois foi muito feliz o autor. Reuniu numa única obra, de apenas 160 páginas, sínteses biográficas muito bem elaboradas – inclusive com ricos exemplos –, de Madre Teresa de Calcutá, Sócrates, Francisco de Assis, Léon Tolstoi, Bezerra de Menezes, Ghandi, Albert Schweitzer, Martin Luther King Jr., entre outros expressivos vultos que muito contribuíram com seu trabalho, seu exemplo, para melhora da Humanidade. Exemplos mais antigos, outros bem recentes, alguns contemporâneos como os de Chico Xavier e Plácido Domingo, todos, porém, emocionantes, como é o caso de Felipe Pinel, Marie Curie e Florence Nightingale.
            É impossível reunir num artigo a expressiva contribuição de tais vultos e o esforço biográfico do autor, razão pela qual recomendamos – com muita ênfase – , que o leitor conheça a obra, divulgue-a, comente-a no círculo de amigos. Afinal, os exemplos reunidos no livro são estimulantes para a serenidade, a coragem, a fortaleza moral de que todos necessitamos. E deixam claro que o amor está entre nós, sempre esteve, e sempre estará, pois que somos todos filhos do Amor, conduzidos e orientados pelo Amor que rege continuamente a vida.
            Há citações e passagens das vidas desses personagens que nos levam às lágrimas, destacam suas lutas que nunca foram em vão. Resultaram em benefícios inúmeros em favor da humanidade, demonstrando que é preciso lutar e que todo esforço resulta sempre em alguma benção, semeadora de alegrias para a vida de muitos.
            É uma obra excelente para ser presenteada, ótima para consulta de expositores e coordenadores de grupos de estudos (na citação de exemplos). Terá grande efeito moral, de coragem e fé, para criaturas combalidas, abatidas, que lutam contra estados depressivos e angustiantes, pois que os marcantes exemplos dos personagens trazidos pela obra trarão grande influência sobre o estado de ânimo de quem tiver a iniciativa de folhear suas páginas e refletir sobre o conteúdo que tornam obra de grande valor literário e, porque não dizer, doutrinário, já que os princípios espíritas, de progresso e evolução, mas principalmente de amor ao próximo – vindos do Evangelho –, ali estão de maneira clara, nos exemplos de vida desses nossos irmãos maiores.
            Penso que devemos muita gratidão a esses queridos irmãos. Auxiliaram decididamente a humanidade, ajudam-nos atualmente com os exemplos que deixaram. Afinal, afirma o autor, na introdução do livro: “(...) é justo dizer que o amor está entre nós na figura dos que acolhem filhos alheios, dos palhaços que fazem rir os doentes nos hospitais, dos médicos que doam seu sábado aos que não podem pagar consultas, das mãos que aplicam passes, das músicas que alegram os tristes, das preces que acalmam as dores, dos médiuns que se fazem correio do Além (...)”. São mesmo exemplos intermináveis de dignidade e amor. Deixemos, porém, que o leitor encontre no livro momentos de harmonia e paz no encontro com essas valiosas vidas.

 

 

 

 

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Nos Momentos Graves
Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta,
mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
*
Não delibere apressadamente.
A circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores,
modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
*
Evite lágrimas inoportunas.
O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
*
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero.
O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
*
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se,
debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
*
Se a questão é excessivamente complexa,
espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la.
O tempo não passa em vão.
*
A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento.
Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.
*
Seja comedido nas resoluções e atitudes.
Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.
*
Em qualquer apreciação,
alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado.
Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
*
Em hora alguma proclame seus méritos individuais,
porque qualquer qualidade excelente
é muito problemática no quadro de nossas aquisições.
Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala,
e, sim, um poder que irradia.


(André Luiz -  do livro Agenda Cristã)

 

 

 

 

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PROJETO RENATO PRIETO

“QUEM É MORTO SEMPRE APARECE”

DIREÇÃO/TEXTO CYRANO ROSALÉM COM  RENATO PRIETO CONVIDADO  CAYÊ MILFONT  CANTOR/COMPOSITOR DEPOIMENTOS / VIDEO CHICO XAVIER  E  DIVALDO FRANCO

FIGURINO   ANETE COTA /  PROG. VISUAL:   MAURÍCIO COSTA  / LUZ:  MÁRCIO BOTI
ADM.  FERNANDA BARBOSA 

 

O que você faria ao   receber o seguinte comunicado:
VOCÊ ESTÁMORTO! Como?  Estou sonhando ? Não pode ser verdade !
Mas, querendo ou não, isto vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
Todos nós teremos que desencarnar... O que você deixou de fazer  ?
O que você poderia ter feito melhor ? Quantas coisas que você deixou de fazer... mas  morrer não é o fim, principalmente se tivermos cultivado bons hábitos...Mas... sem culpas... afinal a natureza não dá saltos, você pode lidar com tudo isso com humor... muito humor!  Porque aprender com sofrimento e dor ?
você pode evoluir com AMOR/ HUMOR  - MUITO HUMOR.
Parece uma frase moldada para a defesa de uma causa. Mas, no caso do Projeto Renato Prieto, a frase espiritualidade é um direcionamento de trabalho.
 Já no início, com Augusto César Vannucci e a criação do espetáculo “Além Da Vida”, Renato Prieto procurava trazer ao público uma filosofia de vida moldada por Allan Kardec e, no Brasil, chancelada por Chico Xavier. Logo, o projeto decidiu contar a vida do próprio Kardec. Configurava-se aí um sistema de operação para servir ao espiritismo com uma linguagem até então inédita: o teatro. Entendemos que seria necessário expandirmos nossos temas e formatos. Nosso trabalho de maior sucesso depois de “Além Da Vida” foi a adaptação de “E A Vida Continua”, livro ditado por André Luis para Chico Xavier. Deles também foi feita a adaptação de “Nosso Lar”. Procuramos assim realizar trabalhos diversificados, como a adaptação da vida de Paulo de Tarso, que tornou-se São Paulo, primeiro perseguidor e depois defensor inconteste do início do Cristianismo e “Lembranças de Outras Vidas” poesia/dança. Avançamos pelo suspense espírita em “O Mistério Do Sobrado”, mostramos as obras e o pensamento do grande médium bahiano em “Divaldo, Simplesmente Franco”. Percorremos a trilha de pesquisa de Teoria de Vidas Passadas, na peça do mesmo nome. Todas essas peças tem a assinatura de texto de Cyrano Rosalém e direção de Renato Prieto.
Agora, voltamos nosso interesse para o humor. Há muito pensávamos em um espetáculo que unisse informação com entretenimento. Estamos agora realizando esse sonho. Este novo espetáculo do projeto é : “Quem é Morto Sempre Aparece”. E é uma comédia. Uma comédia espírita. Renato Prieto estará em cena com a participação do cantor/compositor Cayê Milfont. E, também pela primeira vez, Cyrano Rosalém terá o privilégio de dirigir o amigo, além de assinar o texto. Diversão garantida dentro do pensamento da doutrina.

THEATRO PEDRO II – 29 de Julho  21 h

INGRESSOS: R$ 30,00 Platéia, Frisa e Balcão Nobre
R$ 20,00 Balcão Simples e Galerias

 

 

 

 

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