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Junho de 2006, edição n°. 245
Jornal Eletrônico Verdade e Luz

Índice

O Livro é notícia
A vida é um sublime presente de Deus
Entrevista com Richard Simonetti
A Família e as Drogras
Reunião da Comissão Regional Sul do CFN – Conselho Federativo Nacional da FEB – Federação Espírita Brasileira
Abertura Solene do Evento – Sr. Attílio Campanini Presidente da USE
Namorar é Bom!
O Reino
O Esperanto divulgando o Espiritismo na Hungria
USE de Ribeirão reformula site
Autoconhecimento
Educação: A Principal missão do centro espírita
Jornalismo e Doutrina Espírita na TV
USE Realiza evento para 1000 jovens espíritas!
Luz para Todos
Sexualidade e Criatividade
Entrevista do Presidente
O Futuro do Espiritismo
Pedidos de uma criança
aniversário da USE
33a Feira do Livro Espirita de Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O LIVRO É NOTÍCIA

“Educação mediúnica – teoria e prática” é o volume IV da Série Didático-Pedagógica “Centro Espírita – subsídios para formação do trabalhador” de Leda Marques Bighetti. São, também, de sua autoria os livros “Casa Espírita – núcleo irradiador doutrinário”; “Relações Fraternas – Caminhos para o Atendimento Fraterno”; “Sessão Mediúnica”; “Fundamentos e Dinâmica do Passe” e “ Palavra e Divulgação” todos editados pela BELE - Batuíra Editora e Livraria Espírita. A obra está dividida em dois volumes, sendo que o segundo deverá sair brevemente. Neste primeiro volume, a autora, no capítulo 1, “fenômeno mediúnico através do tempo” registra fatos notáveis que, posteriormente, foram reconhecidos como ocorrências mediúnicas, remontando há 40.000 anos a.C., chegando, após, ao intercâmbio com os mortos, na China, consignado pelos filósofos nas escrituras recebidas através de pranchetas. Anota o farto relato dos acontecimentos mediúnicos constantes do Antigo Testamento, até alcançar a Idade Moderna com os “ do Espiritismo” Emmanuel Swendenborg, Edward Irving, Jackson Davis, e os fenômenos ocorridos com as irmãs Fox, em Hydesville, nos Estados Unidos, em 1848, apontados por Emmanuel como “chegada dos comandos da sobrevivência”
O despertar da atenção de Hippolyte Léon Denizard Rivail para as “girantes” detalhando seus estudos sobre o fenômeno, até a publicação dos ensinos recebidos dos Espíritos, estruturados numa Doutrina, são aspectos históricos relatados pela autora, com precisão. Aborda a necessidade da Educação Mediúnica para que se faça a distinção entre os fatos espíritas, constituídos por fenômenos ocorridos em todos os tempos, com práticas mágicas ou religiosas, e a Doutrina Espírita que é a interpretação racional dessas manifestações. “Espiritismo – frisa a autora – é unicamente a Doutrina que está nas obras de Allan Kardec, ditada pelos Espíritos Superiores, e dos que continuaram o trabalho, sem trair princípios. Tudo mais constitui-se como modelos evolutivos não-espíritas” No capítulo 2, “ Instrução, educação e ambiente espiritual” destaca a “diferença entre instruir e educar” apontando a importância dos processos decorrentes desse entendimento. Os fluidos, a caracterização de seus estados, suas modificações, ação e aplicações, constituem o capítulo 3, que remonta às definições do Fluido Cósmico Universal, já que “ médium necessita saber o que acontece quando se dispõe a intermediar mentes, qual o seu papel como foco emissor-receptor” abordando, inclusive, conceitos de física quântica, observando que “natureza, tudo se inter-relaciona, desde o fluido mais etéreo à matéria mais densa”.
O capítulo 4, dedicado ao perispírito, além de sua definição e constituição, mostra como os fluidos com ele interagem, sua função nas comunicações, ação magnética e criações fluídicas, a aparência e vestimenta dos Espíritos, demonstrando o estado evolutivo do Espírito, que pode ser sentido “das vibrações que lançam no meio em que estão”. Segue-se o estudo da “intervenção dos Espíritos no mundo corporal” (capítulo 5), mostrando a naturalidade desse fato, e o que deve ser entendido como fenômenos de telepatia e pressentimento, registrando a resposta dos Espíritos a Kardec, quando disseram, em “ Livro dos Espíritos” (questão 459): “sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem” Adverte, no entanto, que “que um Espírito, bom ou mau, influencie e interfira nos acontecimentos da vida, é preciso que haja afinidade, geradora da sintonia na permissão daquele que se compraz na relação estabelecida”.
No capítulo 6, Mediunidade”, após estabelecer seu conceito e função, vendo-a como uma faculdade humana, é feito o estudo da mediunidade em suas áreas fundamentais de efeitos físicos e intelectuais; ectoplasmia; mediunidade generalizada e mediunato; mediunidade intuitiva: intuição e inspiração; mecanismo e natureza das comunicações; evocações; mediunidade nas crianças; identificação das fontes de comunicação; controvérsias; sistemas; exercício irregular da mediunidade; perda e suspensão da mediunidade e mediunidade a educar.
O tratamento didático-pedagógico aplicado à temática do livro possibilita ao leitor uma visão geral do complexo assunto da mediunidade, sem deixar de penetrar, com profundidade, em detalhes que eliminam dúvidas, num trabalho de pesquisa registrado em notas de rodapé, que permitem ao estudioso localizar na bibliografia espírita todas as citações apresentadas ao longo da obra.
“Educação Mediúnica – teoria e prática (1.° volume)” tem 15 x 21 cm, 330 páginas e deve ser solicitado diretamente à Batuíra Editora e Livraria Espírita: Rua Rodrigues Alves, 588 – Vila Tibério – CEP 14050-390 - Ribeirão Preto, SP – telefone (16) 3632-6111 – página eletrônica www.cebatuira.org.br e correio eletrônico cebatuira@ig.com.br. Preço de lançamento: R$ 25,00. Preço especial, sob consulta, para Centros Espíritas e Distribuidores.

Os comentários acima foram transcritos da publicação SEI- Serviço de Informação Espírita, de 8 de abril de 2006.

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A vida é um sublime presente de Deus

Já ouvimos dizer que a vida é cheia de espinhos, que nascemos para sofrer, que sofremos injustiças, que nada em nossa vida dá certo, que nossos planos nunca se realizam, enfim, são comuns as reclamações, pois, é mais fácil lançar a culpa em alguém do que nos responsabilizarmos pelos nossos atos e fracassos.
Em um de seus ensinos, Jesus dirigiu-se a Simão Pedro lhe dizendo: “não faças tu comum o que Deus purificou”. As palavras do Mestre Incomparável necessita ser estudada com profundidade para que seu alcance se faça na medida certa.
 Reclamações fazem parte da vida daqueles que não confiam na bondade infinita de Deus, pois se assim não fosse poderiam ver a grandeza infinita que nos cerca. Considerando-se num lugar de sofrimentos e vulgaridades, cego pelo seu orgulho, não enxerga diante de si as preciosidades que o mundo, criação Divina, lhe oferece gratuitamente e que é o resultado paciente de séculos de esforço da Sabedoria do Criador.
Quanto tempo foi exigido para que a natureza forjasse as rochas, o solo, as árvores e os animais? Mais tempo ainda para que pudéssemos sentir o perfume das flores e a beleza das cores. A paciência imensurável para a elaboração da complexa máquina que iria receber o espírito para que este pudesse desenvolver sua inteligência e bondade através das sucessivas reencarnações, esta, outra criação da infinita justiça e bondade do Pai amantíssimo.
A experiência na Terra reveste-se de uma oportunidade ímpar, pois, estamos colocados num verdadeiro paraíso, onde tudo funciona com perfeição e nos fornece todos os elementos necessários para nossa evolução.
Onde mais teríamos manhãs mais belas do que por aqui? Ou entardecer mais inebriante?
Ah! Como nos faltam olhos para enxergar a beleza da natureza, onde os pássaros cantam os tesouros que eles enxergam na simplicidade do seu instinto e nós, possuidores da capacidade de pensar, estudar, trabalhar e servir, não conseguimos ainda ver a beleza pura oferecida a cada dia por este abençoado planeta.
Tudo é belo na natureza. A vida é um presente que ainda não conseguimos tirar do pacote que permanece embrulhado, esperando, esperando o dia em que finalmente possamos presenciá-lo em toda sua beleza e esplendor.
Tantas vezes complicamos o que é simples. Esperamos milagres (que não existem) e nos esquecemos de agradecer pelas mãos que podem acariciar, pelos pés que nos carregam para o trabalho e nos trazem de volta para o lar. Pelos olhos que enxergam o alimento que nos serve de combustível para manter o corpo ereto, corpo que nos leva adiante e nos faz evoluir.
Esquecemos de agradecer pela nossa profissão que exercita a inteligência ao mesmo tempo em que produz o progresso. Pela oportunidade de reconhecer, finalmente, que tudo na criação Divina, desde o mais pequenino pedregulho até o infinito do universo é perfeito. E que ontem como hoje e amanhã, o sol estará brilhando, aquecendo nossa vida, que é um sublime presente de Deus.

Jorge Jossi Wagner
jorgewa@estadao.com.br

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Entrevista com Richard Simonetti
Jorge Jossi Wagner

Richard Simonetti é de Bauru, Estado de São Paulo. Nasceu em 10 de Outubro de 1935. De família espírita, participa do Centro Espírita “Amor e Caridade”, que desenvolve amplo trabalho no campo doutrinário e de assistência e promoção social. É colaborador assíduo de jornais e revistas espíritas e autor de mais de 40 livros espíritas. Funcionário aposentado do Banco do Brasil vem percorrendo todos os Estados brasileiros, em palestras de divulgação da Doutrina Espírita.
 
Estará em Ribeirão Preto no dia 24 de junho, no Centro Espírita Caminhos do Amor, Rua Francisco Bassotelli, 276 no Quintino Facci II e nos concedeu esta entrevista: 

Verdade e Luz – Como não julgar as pessoas que, tendo recebido nossa confiança, através do voto, cometem tantos atos ilegais?

RS - É preciso cuidado com as expressões evangélicas, evitando levá-las ao pé da letra. Quando           Jesus recomendou que não devemos julgar, referia-se ao problema da maledicência, uma espécie de auto-afirmação às avessas. Ao invés das pessoas procurarem firmar-se por seus próprios valores, pretendem fazê-lo denegrindo valores alheios. É uma espécie de derrubar o outro para ficar mais alto que ele. Quanto aos políticos, a eleição é um julgamento, em que eles são os “réus”. Os eleitores, os jurados. Partindo ainda de um princípio evangélico, vamos julgá-los por suas obras, com nosso voto.

VeL – Sendo Jesus o divisor da história, como entender não ter Ele seu nome incluído nos livros escolares?

RS - A separação entre a religião e o Estado é salutar, evitando sociedades fundamentalistas como as muçulmanas regidas por fanáticos religiosos. Talvez se esteja levando um pouco longe demais essa separação, a ponto de ignorar-se o Jesus histórico. Mas ele está presente em nossa sociedade, exercendo benéfica influência nas leis, nos costumes, sob o ponto de vista moral. E também nas escolas, sempre que o professor pretenda exaltar os valores do Bem e da Verdade, ainda que não o cite nominalmente.

VeL – Para fugir das influências, tanto de encarnados quanto dos desencarnados é necessário perseverar no bem. Porém, como conseguir isso num mundo tão atribulado?

RS - Regozijai-vos sempre! – diz o apóstolo Paulo. Parece-me que o caminho é esse, mantendo o bom ânimo e a disposição de servir, conscientes de que as dores do Mundo são bem menores do que merecemos.

VeL – O senhor acredita que novelas com mensagem espírita ou espiritual, podem contribuir para a divulgação e aceitação dos princípios do espiritismo?

RS - Sem dúvida. Novelas como A Viagem e Alma Gêmea valem por milhões de palestras espíritas, com a vantagem de atingir pessoas que não iriam ao Centro Espírita. O sucesso delas nos diz que a população brasileira tem vocação para o Espiritismo. Pode-se criticar algumas liberdades com a Doutrina, dos autores, mas nada comprometedor.

VeL – Numa passagem de Jesus, está escrito que Ele “expulsou os vendilhões do templo”. Como entender esse ensinamento? Como pode o Mestre expulsar alguém de algum lugar?

RS - É uma passagem apócrifa, enxertada pelos teólogos cristãos, interessados em comprometer o judaísmo. Jesus jamais agiria daquela forma, mesmo porque tinha plena consciência de que aquele comércio atendia às necessidades dos peregrinos que vinham a Jerusalém cumprir seus deveres religiosos. Basta lembrar que não se podia fazer contribuições pecuniárias usando moedas romanas com a efígie de César. Era preciso fazer a conversão do dinheiro. Para isso existiam os banqueiros às portas do Templo.

VeL – Judas vem sendo espancado através da história. Afinal, ele vendeu Jesus aos judeus por ganância ou acreditava que pudesse ajudar o Mestre com essa sua atitude?

RS - No livro Reportagens de Além Túmulo, psicografia de Chico Xavier, o próprio Judas dá seu testemunho a Humberto de Campos. Ele não tinha nenhum interesse pecuniário. Pretendia provocar uma reação popular, iniciando uma revolução que derrotaria os romanos e elevaria os judeus ao domínio das nações, como povo escolhido. Mas Jesus de pronto abortou a reação popular e tudo deu errado. Por isso Judas se matou, buscando redimir-se.

VeL – A maioria das reencarnações no planeta Terra ocorre de forma compulsória ou existe a participação dos espíritos no seu próprio planejamento reencarnatório?

RS - Espíritos em provação escolhem as experiências humanas. Espíritos em expiação as enfrentam compulsoriamente, sob planejamento de mentores. Provavelmente, considerando o egoísmo predominante na Humanidade, tenhamos uma maioria em expiação.

VeL – Porque existem Centros espíritas com baixa freqüência de participantes encarnados apesar do trabalho sério que realizam? Como não perder o ânimo?

RS - Não basta ter seriedade no trabalho. Haverá algo mais sério e improdutivo que um cadáver? É preciso ter iniciativa e organização. Centros que instituem o atendimento fraterno, cursos, trabalhos de passes, serviços assistenciais, grupos mediúnicos, sempre são muito bem freqüentados.

VeL – Porque existe entre os (muitos) espíritas uma verdadeira “obsessão” em saber se fulano ou beltrano foi a reencarnação de tal espírito importante?

RS - Talvez seja falta de serviço…

VeL – Os livros que o senhor escreve são muito populares por trazerem uma linguagem de fácil acesso. A intenção é essa mesma, facilitar a compreensão dos leitores?

RS - Exatamente. A idéia é trocar a Doutrina em miúdos, permitindo fácil entendimento. O leitor não tem a mínima idéia de como é trabalhoso. Como dizia Bastos Tigre, é fácil escrever difícil; difícil é escrever fácil.

 

Convite
O Centro Espírita Caminho do Amor realizará um final de semana inesquecível. No sábado dia 24 de junho às 20h00, palestra com o escritor e orador Richard Simonetti e no domingo dia 25 de junho, das 09h00 às 12h00, Seminário sobre o Tema: Inteligência Emocional – Relacionamentos Aproveitáveis, com Vanderlei Luiz Miranda da cidade de  Sertãozinho
Apresentação Solo: Alice Latria Giovanini
Endereço: Rua Francisco Bassotelli 276, esquina com a Rua Deputado Orlando Jurca – Quintino Facci II – Ribeirão Preto - SP

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A FAMÍLIA E AS DROGAS

─ O que caracteriza um vício?
R: Defeito que torna alguém inadequado a determinado fim;  tendência para determinado mal; disposição contumaz para o mal; costume moralmente censurável; hábito nocivo.

Para falarmos sobre vícios e drogas, falemos primeiro sobre a vida de cada ser.

1. A FAMÍLIA
1.1 - Origem dos agrupamentos familiares
A família é uma instituição divina: sob supervisão de Espíritos moralmente elevados, formam-se, ainda no plano espiritual, os agrupamentos familiares.
Para a elaboração das coordenadas da futura família terrestre, aqueles protetores espirituais, quase sempre, convocam os Espíritos que irão compô-la, a breve tempo de reencarnação.
Embora uma que outra família, tenha a união com base em laços de amor, visando a realização terrena de tarefas missionárias, a benefício da Humanidade, na maioria as uniões familiares se dão por fortes elos de ódio, justamente para que tais elos se dissipem.
Geralmente, na família estão parentes da segunda vertente. Eis o que a respeito leciona o Espírito Emmanuel, à questão 175 de "O CONSOLADOR", Ed.FEB, Rio/RJ: "purificadas as afeições, acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetua no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito".
Dessa forma, o consórcio familiar resulta de acordos realizados ainda na Espiritualidade, não raro sob supervisão de mentores, nada obstando que exista também aquele cujo compromisso é assumido pelo livre-arbítrio dos que irão vivenciá-lo.
OBS: Em "Estudando a Mediunidade", Cap XVIII, Ed. FEB, Martins Peralva comenta sobre os cinco tipos de casamentos (acidentais, provacionais, sacrificiais, afins, transcendentes). Vale a pena conhecer tais comentários, que são desdobramento das informações prestadas pelo Espírito André Luiz, no Cap 14 de "Nos Domínios da Mediunidade", Ed.FEB.

1.2 - O amor ou ódio entre familiares
- A questão 939 de "O Livro dos Espíritos" comenta o caso das uniões que começam com amor e terminam em ódio.
Kardec sugere a existência de dois tipos de afeições: as do corpo e as do espírito.
A primeira acaba em desilusão. A segunda, perpetua-se.
Ainda Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", no capítulo XIV, registra que os laços de sangue não estabelecem, necessariamente, os laços do Espírito: se numa família encarnam Espíritos simpáticos, quase sempre, o contrário pode ocorrer e aí, somente o Espiritismo poderá iluminar essa complicada questão, através dos postulados da reencarnação (vidas sucessivas).
Emmanuel, em "Vida e Sexo", capítulo 13, Ed.FEB, alerta para o cuidado de dois seres que uniram-se devem ter quando entre eles surge alguém: quase sempre é o passado retornando...
E no capítulo 15, falando sobre "Desvinculações", reflete que quando dois seres que se amam cometem enganos e erros, em vidas futuras podem voltar na posição de pais e filhos e é aí que, no enternecimento do lar, a ternura vivenciada asserenará tais almas e purificará esse amor.  Não é raro verificar-se nos lares que os pequeninos, com a amnésia natural da infância, logo demonstram inclinações descontroladas, pelo pai ou pela mãe — meninos, pela mãe;  meninas, pelo pai.
Esses reencontros não acontecem em todos os lares, adverte aquele Instrutor Espiritual, mas onde surgem, caracterizam sempre uma oportunidade de desvinculação.
Interessante registrar que Sigmund Freud (1856-1939), o "pai da Psicanálise", analisando tais ocorrências (vinculações entre filhos e pais), estabeleceu o chamado Complexo de Édipo (maior atração do filho pela mãe, do que pelo pai). Curioso que Freud nada registrasse sobre a recíproca: meninas que demonstram maior apego ao pai. Disso incumbiu-se Carl Gustav Jung (1875-1961), aluno de Freud, que interpôs o Complexo de Electra ao de Édipo, referindo-se mais a mulheres que, sentindo a perda de uma relação infantil com o pai, não conseguem preencher o vazio emocional deixado por essa perda, passando a isolar-se e a ter dificuldades nos relacionamentos amorosos.
Ambos os notáveis cientistas, para tanto, socorreram-se da mitologia grega, mas deixaram descoloridos esses preciosos estudos ao deles excluir (por força do cientificismo oficial reinante?) os postulados da reencarnação — que conheciam —, cuja irretorquível lógica os explicita.
No caso da desagregação familiar, atualmente de forma avassaladora, não se pode debitá-la apenas às injunções modernas (pais no trabalho, filhos criados por babás, programas televisivos inconvenientes, o "cativeiro"  da Internet, etc.). Se em seu bojo a modernidade impõe desenfreado consumismo, com os filhos querendo ficar "na moda", para tanto obrigando os pais a trabalharem mais, a resultante será diminuição do tempo deles (os pais) junto à família.  Não satisfeitas as exigências dos filhos, eles e os pais logo serão visitados por frustrações, angústias, estresse, tudo desembocando em perigosa depressão.  Aí...

2. DROGAS – Legais ou ilegais
—  Por que alguém vai às drogas?
R:  Busca de novas sensações  /   Desconhecimento da finalidade da vida  /  Estimulante físico e mental (vestibulandos, motoristas, jogadores, artistas, atletas, “freqüentadores da noite”, etc); por depressão (tristeza contínua, angústia, descrença em valores morais).
— Por que a maioria dos viciados é jovem?
R: Jovens são mais ávidos de "novidades" (no caso, por curiosidade)  /  Por rebeldia  /  Busca de auto-afirmação, às vezes não encontrada no lar, onde sentem-se rejeitados.
R:— Qual o primeiro passo para o vício? O álcool?
R: Sim. Em geral, é o álcool. Nas "festinhas familiares", comemorando-se o "primeiro aninho" do filho, quase sempre os pais molham a chupeta dele, na cerveja ou no uísque, para que "a criança não fique com vontade...".
— Qual seria o segundo passo? O cigarro?
R: O cigarro! Em 100% dos casos, por imitação. Ou dos pais, ou dos colegas, ou dos astros de filmes e televisão, etc.  O tabagismo não se dá por curiosidade, mas sim é fruto de indução. Há até um costume masculino bobo: presentear amigos com charutos, quando nascem filhos...
— Então os filhos podem ir ao vício, a partir do exemplo dos pais?
R: Certamente. Pai e mãe, tensos ou felizes, fumando e bebendo, em suas frustrações ou nos seus sucessos, não será de espantarem-se quando o filho, ao crescer, fizer o mesmo, pois eles próprios foram os avalistas disso.
Nunca se deve esquecer que o pai e a mãe são "os primeiros heróis" de toda criança, pela ascendência moral que Deus lhes confia na criação filial.
— Há possibilidade de algum tóxico causar benefícios físicos?
R: De um modo geral, por enquanto, raramente. A morfina, que na verdade origina-se do ópio, é utilizada por pacientes em estado terminal, para aliviar-lhes dores atrozes, se for o caso;  por outro lado, utilizada na busca de euforia, geralmente leva o viciado a desordens físicas e intelectuais, anulando-lhe vontade e moral.
Atualmente estuda-se a utilização da maconha em pacientes com patologias cerebrais.
Mas, por enquanto, essas são notas pequenas, ante aquilo tudo o que há na natureza, sempre com alguma finalidade. As plantas das quais são extraídas as drogas, a um tempo de melhoria moral terrena, talvez se prestem a alguma finalidade específica medicinal, hoje ainda desconhecida. Sim: Deus não faz nem cria nada inútil!
— Há sempre danos físicos resultantes da toxicomania?
R: Sempre. E terríveis: cativeiro orgânico e moral (dependência) de difícil liberdade. Decadência da saúde, até à morte. Verdadeiro "suicídio indireto".
Aliás, drogas legais (álcool e cigarro), aliadas ou não às drogas ilegais (maconha, cocaína, crack, heroína, bem como as sintéticas — LSD, ecstasy, etc.) constituem um verdadeiro "kit suicídio", ao qual, via de regra, não faltam o sexo promíscuo e o crime.
— Há danos espirituais?
a. No Perispírito: liberação do subconsciente, com lembranças distorcidas do passado;  a fixação do vício resultará em danos nas estruturas sutis, pelo que, nas próximas reencarnações, a pessoa reencarnará com problemas inatos.
b. Vampirização: O Espírito André Luiz, em "Nos Domínios da Mediunidade", Cap. 15, Ed.FEB, relata como junto a fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelos pulmões que as expulsavam; outras, aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.
            OBS: A propósito dessa informação de A.Luiz, vejamos "O Livro dos Espíritos":
Questão 459: Estamos constantemente sob influência espiritual;
Questão 474: Subjugação de um Espírito sobre um encarnado, por sua fraqueza;
Questão 475: Para afastar esse domínio: VONTADE FIRME.
Questão 492: Todos na TERRA — do nascimento à morte — têm um Espírito Protetor (Anjo da Guarda).
c. Destruição da defesa espiritual: Em "Evolução em Dois Mundos", capítulo 17, Ed.FEB, o Espírito A.Luiz proclama: (...) o homem encarnado possui na aura um campo espiritual de defesa (...) na forma ovóide (...) qual couraça vibratória (...) espécie de carapaça fluídica.
OBS: Na Revista REFORMADOR/Outubro-1997, da FEB, há artigo sobre o tabagismo, expondo como essa tela se rompe, formando buracos, por onde penetram energias bastardas.
De nossa parte, talvez nos seja lícito imaginar que o mesmo há de ocorrer com os demais vícios, ou ante a prática da crueldade, suicídio, aborto, hipocondria  e na eutanásia.

3. PREVENÇÃO À TOXICOMANIA
De longe, em primeiríssimo lugar, compete aos pais, prevenir, proporcionando aos filhos:
- exemplos dignificantes no lar
- educação moral, à luz do Evangelho, enaltecendo os valores do Espírito
- transparência total no lar: pais tratando o problema de frente, mostrando ao filho todas as injunções sociais, morais, físicas e espirituais: do contrário, o jovem se apropriará de verdades distorcidas, nas ruas, juntamente com o sentimento de que os pais tentaram enganá-lo...
- atender o filho apenas nos desejos compatíveis com a condição social da família, sem descuidar da responsabilidade decorrente; em outras palavras: há hora para o “não”;
- acompanhamento de mudanças de atitude (ao final, relacionamos algumas);
- acompanhamento carinhoso, mas vigilante da vida escolar e social do filho;
- realização do momento de preces no lar, com leitura e comentários do Evangelho (reunião semanal, no mínimo, em dia e hora pré-determinados).

4. LIBERTAÇÃO DOS VÍCIOS
ocorrerá pelo próprio dependente: através da VONTADE — ferramenta sublime!
E não estamos radicalizando: sem o impulso libertador, "de dentro para fora", poderá ocorrer impedimento à droga (por reclusão, internação compulsória em clínica, etc.), mas não repulsão a ela, que é o desejável, porque definitivo.
A vontade é bênção divina, inerente a todos os seres.  No caso do viciado, não há alternativa: somente sua vontade poderá libertá-lo; assim sendo, compete à família, aos amigos, à pessoa que o ama, despertar-lhe essa fantástica força — que ele tem —, mas que está momentaneamente eclipsada.  Uma forma será orar por ele. Outra será convidá-lo à reforma moral, mas de forma branda e sincera: engajando-o em atividades assistenciais, e, em paralelo, convidando-o a freqüentar o Centro Espírita, para assistir a palestras evangélicas, receber passes, etc. A questão 476 de “O Livro dos Espíritos” define bem isso, se considerarmos a hipótese bastante provável de infeliz sociedade espiritual no vício.
OBS: Recordando o Apóstolo Pedro, em sua 1ª Epístola: "Acima de tudo porém, tende amor intenso, uns para com os outros, pois o amor cobre uma multidão de pecados".
Ajuda externa: é indispensável. Quem ajudar ao viciado, terá que ser alguém que forme com ele um quadro de fraternidade incondicional. Ele é um doente. Precisa de cura.
OBS: Aqui, vale lembrar Jesus: "Os sãos não precisam de médico" (Lucas 5:31);
- Se o vício já irrompeu no lar, a família deve tratar o problema com compreensão e muito, mas muito mesmo, diálogo. Castigos, de qualquer espécie, só afastarão mais e mais o filho, que se sentindo desprezado pelos seus, irá buscar reconforto em companhias outras. Geralmente, outros viciados...
- Ainda nessa hipótese (do filho já estar viciado), se possível, afastá-lo do convívio social a que se prendeu, inclusive levando-o a tratamento médico. Mais do que nunca, aplicar-lhe o melhor de todos os antídotos contra qualquer vício ou desvio comportamental:
                                               A EVANGELHOTERAPIA !
                                   -                      -                      -
ALGUNS SINTOMAS DE PESSOAS VICIADAS EM DROGAS EM GERAL:

Mudança de humor
inapetência (falta de apetite)
rir perdidamente de coisas sem graça
desleixo pessoal
falta de interesse sexual
olhar vago
reações lentas
ler livros referente a tóxicos
dilatação de pupilas e olheiras
vermelhidão no branco dos olhos (uso constante de óculos escuros)
sinais de picadas (escondê-las, usando camisa de manga comprida)
OBS: por incrível que pareça, além do braço, a crônica médica
         já observou picadas (p/drogas) em outros lugares do corpo
manchas e feridas que não param de coçar
irritação sem motivo
depressão — angústia sem motivo
queda do rendimento escolar (pior: desistência dos estudos)
isolamento — ouvir músicas em altíssimo volume
presença de seringas, comprimidos e cigarros estranhos no quarto
companhias suspeitas
desaparecimento de valores do lar
etc.

Deve considerar-se que a presença dos sintomas acima, não significam, necessariamente que a pessoa é toxicômana.  Algumas das condições da vida moderna, podem   fazer com que um ou alguns desses sintomas estejam presentes em não-viciados.
Via de regra, o que caracteriza a toxicomania, é o surgimento de sintomas, múltiplos, sem
causa(s) aparente(s) que o justifique(m).

RIBEIRÃO PRETO/SP – Outono de 2006
Eurípedes Kühl


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Reunião da Comissão Regional Sul do CFN – Conselho Federativo Nacional da
FEB – Federação Espírita Brasileira

 

Nos dias 28, 29 e 30 de Abril de 2006 estiveram reunidos em São Caetano do Sul as Federativas do Sul do país para a reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional da FEB – Federação Espírita Brasileira.

A USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo foi anfitriã do evento que teve como sede a Instituição Assistencial Espírita Lar Bom Repouso, em São Caetano do Sul, estiveram presentes representantes da FEC Federação Espírita Catarinense com 10 participantes; FEP Federação Espírita do Paraná com 07 participantes; CEERJ – Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro com 16 participantes; FERGS – Federação Espírita do Rio Grande do Sul com 08 participantes e da FEB – Federação Espírita Brasileira com 18 participantes.

Outro ponto memorável, que acreditamos que tenha aberto novas possibilidades para a FEB e o Movimento Espírita foi a REUNIÃO COM OS DIRIGENTES ESPÍRITAS da Região do Grande ABC e Grande São Paulo, coordenada pelo Sr.Nestor Masotti, presidente da FEB, reunião muito produtiva e salutar para o Movimento de Unificação tendo em vista a aproximação com a base do Movimento Espírita, trazendo notícias no âmbito nacional e internacional.

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Luciana Chaves Pereira
Abertura Solene do Evento – Sr. Attílio Campanini Presidente da USE

José A. L. Balieiro, Adilson Pereira, Adalgisa Balieiro, Luciana Pereira

 

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Namorar é Bom!

No dia 12 de junho, milhões de casais em diversos países celebram o Dia dos Namorados e reafirmam votos de amor com as mais variadas formas de comemorações e homenagens.
Todavia, entre flores, bombons, jantares, presentes, passeios e encontros especiais, necessário é que encontremos um espaço para melhor refletirmos a respeito do namoro.
Atualmente, conforme previsto e anunciado pelos Espíritos Superiores nas obras da Codificação Espírita, estamos vivenciando um necessário período de substituição de paradigmas conservadores e posturas preconceituosas, por modelos existenciais mais condizentes com os progressos moral e intelectual conquistados até aqui.
No entanto, os jovens, que certamente constituem a força propulsora necessária às grandes transformações sociais de todos os tempos, encontram-se hoje, moralmente despreparados para tarefa de tamanha importância! Referimo-nos a escassez de orientações morais na imensa maioria dos lares, enfraquecendo-lhes a responsabilidade e desequilibrando-lhes os sentimentos.
Uma das conseqüências dessa educação incompleta, que prioriza a transmissão de conhecimentos, em detrimento da orientação moral enobrecedora baseada nos valores espirituais eternos, é que o jovem passa ao enfrentamento das mais diversas realidades de sua vida social, como o namoro e o casamento, sem o necessário discernimento entre o que é bom ou não para ele.         O namoro deve ser um período de conhecimento mútuo, de desenvolvimento do amor, de adaptação de condutas e de muitos e variados diálogos entre o casal, visando o aperfeiçoamento  do relacionamento e o amadurecimento dos sentimentos de ambos. Nos dias de hoje, em que o sexo comumente já acompanha o namoro, torna-se imprescindível que ele seja a conseqüência do verdadeiro desejo de compartilhamento de carinho, de respeito e amor, cultivados no dia-dia.
Sendo o sexo uma energia criadora de grande potencial no ser humano, é necessário que o jovem faça uso de sua sexualidade com responsabilidade. Desde muito cedo ele precisa saber que, tão logo passe a deliberar sobre suas próprias atitudes, consequentemente passará a ser o responsável pelos resultados dessas ações, marcando o início da atual existência com alegrias ou tristezas, satisfações ou desilusões, amor ou desamor. Essa conscientização é importante para que ele não descarte as oportunidades verdadeiras de progresso que a Vida lhe oferece, substituindo-as por alternativas que não lhe trazem nenhum benefício, em termos de desenvolvimento espiritual.
Nos últimos anos, tornou-se moderno o “ficar com alguém”, descompromissada e irresponsavelmente. Dependendo da intensidade e do número desses relacionamentos, os jovens podem se expor a toda sorte de vicissitudes, desde a insatisfação pessoal e a solidão, como as doenças sexualmente transmissíveis (DST), a gravidez inesperada e o suicídio (este resultando de paixões não correspondidas). Não poderia ser diferente, uma vez que esse tipo de relacionamento “pseudo-livre” visa apenas a satisfação de interesses momentâneos, terminando com a mesma rapidez com que se inicia, deixando apenas o sabor da aventura, que certamente induzirá o jovem à novos envolvimentos descompromissados.
Sendo os jovens Espíritos imortais que retornaram recentemente ao educandário terrestre com novas propostas de edificação interior, precisam saber que o namoro continua sendo uma opção inteligente, não só porque o relacionamento sexual fiel lhe proporcionará mais saúde física e mental, como tem exposto a mídia, mas porque muito poderão crescer espiritualmente aqueles que desejam aprender com um relacionamento à dois!
Vale à pena, então, comemorar o Dia dos Namorados junto daquele(a) que se ama, mas guardando a mesma dedicação para todos os dias de namoro, regando-o como a um jardim, com o mesmo amor desse dia, para que, no futuro, possam os namorados colherem juntos as flores perfumadas do carinho, da amizade e do respeito que enfeitarão o seu jardim!
        
          
Márcia Pacciulio
márcia_pacciulio@yahoo.com.br

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O Reino
José Argemiro da Silveira
De Ribeirão Preto-SP

“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” – Jesus
Em várias passagens do Evangelho Jesus acentua a importância do Reino de Deus, ou Reino dos Céus. Podemos considerar este ensino como sendo o tema central, a coluna mestra de sua Doutrina. “O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que procurava pérolas preciosas; descobriu uma pérola de grande valor, foi vender tudo que possuía e a comprou”. Em outro lugar: “O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo,foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo, foi vender tudo o que possuía e comprou aquele campo”J. Herculano Pires, filósofo e escritor espírita, escreveu um livro sobre “O Reino”, onde ele fala da tese do Reino. Diz ele: “A tese do Reino de Deus tem permanecido oculta nos Evangelhos, porque os homens insistem na tentativa de servir a dois senhores. Mas o anseio do Reino os arrasta cada vez mais à descoberta da tese”. Conquistar esse Reino significa o desabrochar das potencialidades do Espírito para compreender e viver de acordo com as Leis Divinas, ou seja, realizar a evolução espiritual. O Reino de Deus está em nós, afirmou o Mestre. Logo, para conquistá-lo não temos que buscá-lo fora, e sim trabalhar por despertar as potencialidades existentes em nosso íntimo. A medida que o ser evolui, passa a trabalhar para melhorar o meio em que vive.
            Diz Herculano: “Para obtermos um verdadeiro mundo de luz é necessário acendermos a luz nas almas. Esse é o primeiro tema da tese do Reino. Mas, se o mundo é o reflexo do homem, esse reflexo também condiciona o homem. Não basta melhorar apenas o homem; é necessário trabalhar para melhorar o meio onde esse homem vive. Assim, o segundo tema da tese do Reino é a modificação do meio. Ao mesmo tempo que acendemos a luz nas almas, temos de fazê-la brilhar no meio social. As almas iluminadas iluminam a sociedade, mas a sociedade iluminada deve iluminar as almas. Não podemos nos esquecer dessa reciprocidade”. E cita José Ingenieros: “Num meio em que todos rastejam, é difícil alguém andar em pé”.
            É preciso lutar para criar condições sociais adequadas ao aprimoramento do homem. Segundo Herculano, o terceiro tema da tese do Reino é o da escolaridade. “O Reino exige a preparação dos candidatos, exige escola. Os candidatos do Reino estão todos na escola da vida, mas é evidente que a maioria pertence às classes primárias”. A escola da vida são as tarefas confiadas a cada um, os deveres da profissão, da família, da vida social. Há sempre oportunidades para aprender e nos exercitarmos na vivência dos valores que nos levarão ao despertamento, a desenvolver as qualidades que estão em nós, ainda latentes. As religiões e escolas espiritualistas são processos pedagógicos, com seus diferentes métodos didáticos em desenvolvimento no Mundo. Muitas delas estão deturpadas, comprometidas com o homem velho de que falava Jesus, mas todas as criaturas humanas dispõem de recursos didáticos para auxiliarem os sistemas pedagógicos deficientes. Não só ensinar, mas acima de tudo dar o exemplo. Quem ensina aprende, e vice-versa. A escolaridade é então o processo da experiência. O quarto tema da tese do Reino é a obrigatoriedade, afirma J. Herculano. “Esse tema nos mostra que as almas obedecem a leis morais, como os corpos obedecem a leis físicas. Umas e outras são leis de Deus que nos conduzem obrigatoriamente para o Reino”. A palavra “obrigatoriedade” pode causar alguma estranheza, considerando a afirmativa de Paulo que “onde há o Espírito do Cristo aí há liberdade”. Mas o mesmo Paulo afirmou: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”. Deus nos dá o livre-arbítrio, podemos fazer opções, escolher caminhos. Tudo nos é permitido, mas somos responsáveis pelas nossas escolhas. Daí o alerta de que “nem tudo nos convém”. O livre-arbítrio não colide com as leis divinas, pois ele mesmo é parte da Lei. Enquanto não nos enquadrarmos na Lei, não agirmos de acordo com ela, não vamos adiante, não progredimos. Portanto, para o Espírito evoluir, construir o Reino de Deus no seu íntimo, terá obrigatoriamente que observar os princípios éticos, as leis morais, assim como os corpos obedecem as leis físicas. Podemos agir em desacordo com a Lei, mas receberemos sempre resultados equivalentes às ações praticadas; somos responsáveis por tudo que fazemos.
            Nesses quatro temas temos um roteiro para trabalhar a nossa evolução espiritual, ou seja, edificar, paulatinamente, o Reino dos Céus em nosso íntimo. Esta é a meta de nossas vidas, o caminho da felicidade que todos buscamos.

Bibliografia:
Pires, j. Herculano – O Reino – Editora: EDICEL. 
  

Serão insuperáveis as provas da vida???

 Wellington Balbo

Somos testados em nossas maiores fragilidades.

O glutão tem sua prova em controlar o apetite voraz.
O avarento em se dispor de seus recursos financeiros.
O pessimista em se encorajar diante da vida.

Fica a pergunta:

Por que em grande parte de nossas provas sucumbimos?

Será que são provas pesadas demais para nossos ombros?

É impossível que sejamos aprovados no vestibular da vida?

Kardec na questão de nº  909  de O Livro dos Espíritos questiona os mentores que o assistem:

909 -  O homem poderia sempre vencer suas más tendências pelos seus esforços?

R  – Sim, e algumas vezes com pouco esforço; é a vontade que lhe falta. Como são poucos dentre vós os que se esforçam!

Para quem observa apenas a superfície,  a resposta dos Espíritos pode soar como critica, afinal, afirmam que nos falta vontade, todavia, ao adentrarmos as entrelinhas e observarmos um outro ângulo da questão,  percebemos que está ela com grande dose de incentivo.

Não nos dizem que a vida é amarga e que nossas limitações são insuperáveis ,ao contrário, dizem-nos que podemos vencer nossas más inclinações quando exercitamos a vontade em superá-las.

Contudo,  o imediatismo ainda fala alto, queremos nos despir de mazelas em semanas , quando  em realidade é um trabalho que demanda esforço,  perseverança e paciência.

E se somos imediatistas, ao percebermos que estamos andando a lerdos passos, podemos incorrer no desânimo, e ao desanimarmos, abandonamos e ao abandonarmos nos acomodamos com nossas limitações e por conseqüência ficamos prostrados, passamos então  a reclamar da vida, do mundo, das pessoas.

Comumente exclamando frases do tipo:

Não adianta, já estou velho para mudar.
Ou:
Esse é meu jeito, jamais irei mudar.
Ou:
Sou ainda muito novo, logo a maturidade baterá em minha porta, então, passarei a agir com mais responsabilidade.
Ou;
Culpa dele, se não tivesse me provocado a briga não teria acontecido.

Torna-se um círculo vicioso, me acomodo com minhas limitações, como não consigo superá-las, procuro deixá-las como estão.

Assim, a tão decantada reforma íntima, vai ficando para depois, até que a dor venha nos acordar da negligência que tivemos com nós mesmos , então, somos obrigados por imperativos da vida a caminhar.

Porém, como saber se estamos no caminho certo e prestes a vencer as provas da vida sem esperar a chegada da dor?

Um amigo deu-nos preciosa dica; escrevamos em um papel o que queremos modificar, nada de grandes coisas, comecemos com algo simples, tipo:

Deixar de fumar.
Ou:
Brincar com os filhos quando estes  requisitam.
Ou:
Matricular-se naquele curso de informática e dessa vez concluí-lo.

Coloquemos o papel em uma caixa,  firmemos o compromisso de mudar nossas disposições íntimas e deixemos o papel lá por alguns dias, talvez meses, a depender do que nos dispusermos a modificar.

Após o tempo que determinamos, abramos a caixa e vejamos o resultado.

Se conseguimos através de nossos esforços transformar algo para melhor em nosso comportamento, tenhamos a certeza que estamos na estrada correta, porém, se ao abrirmos a caixa e nossa expressão facial for de espanto, melhor que comecemos a cogitar de mudanças para que a voz da consciência não venha nos acusar de que nos faltou vontade para vencer as provas da vida.

Sim, o amor está entre nós!– Orson Peter Carrara, de Catanduva-SP

            A literatura espírita é realmente sensacional! Visitando uma Feira do Livro Espírita, recentemente, deparei-me com o livro O Amor Está Entre Nós, de Luiz Gonzaga Pinheiro, editado pela Editora EME.
            Conheço outros trabalhos do autor, como os magníficos livros Terapia das Obsessões e Pérolas da Infância, além do muito útil Mediunidade – Tire suas Dúvidas, entre outros de mais de uma dezena de títulos.
            Consultando, pois, os expositores de livros, deparei-me com o recente trabalho do autor, cujo título e a própria autoria do livro chamaram-me a atenção. Qual não foi a surpresa ao encontrar no índice uma seleção de nobres nomes de grandes vultos da história humana.
            Pois foi muito feliz o autor. Reuniu numa única obra, de apenas 160 páginas, sínteses biográficas muito bem elaboradas – inclusive com ricos exemplos –, de Madre Teresa de Calcutá, Sócrates, Francisco de Assis, Léon Tolstoi, Bezerra de Menezes, Ghandi, Albert Schweitzer, Martin Luther King Jr., entre outros expressivos vultos que muito contribuíram com seu trabalho, seu exemplo, para melhora da Humanidade. Exemplos mais antigos, outros bem recentes, alguns contemporâneos como os de Chico Xavier e Plácido Domingo, todos, porém, emocionantes, como é o caso de Felipe Pinel, Marie Curie e Florence Nightingale.
            É impossível reunir num artigo a expressiva contribuição de tais vultos e o esforço biográfico do autor, razão pela qual recomendamos – com muita ênfase – , que o leitor conheça a obra, divulgue-a, comente-a no círculo de amigos. Afinal, os exemplos reunidos no livro são estimulantes para a serenidade, a coragem, a fortaleza moral de que todos necessitamos. E deixam claro que o amor está entre nós, sempre esteve, e sempre estará, pois que somos todos filhos do Amor, conduzidos e orientados pelo Amor que rege continuamente a vida.
            Há citações e passagens das vidas desses personagens que nos levam às lágrimas, destacam suas lutas que nunca foram em vão. Resultaram em benefícios inúmeros em favor da humanidade, demonstrando que é preciso lutar e que todo esforço resulta sempre em alguma benção, semeadora de alegrias para a vida de muitos.
            É uma obra excelente para ser presenteada, ótima para consulta de expositores e coordenadores de grupos de estudos (na citação de exemplos). Terá grande efeito moral, de coragem e fé, para criaturas combalidas, abatidas, que lutam contra estados depressivos e angustiantes, pois que os marcantes exemplos dos personagens trazidos pela obra trarão grande influência sobre o estado de ânimo de quem tiver a iniciativa de folhear suas páginas e refletir sobre o conteúdo que tornam obra de grande valor literário e, porque não dizer, doutrinário, já que os princípios espíritas, de progresso e evolução, mas principalmente de amor ao próximo – vindos do Evangelho –, ali estão de maneira clara, nos exemplos de vida desses nossos irmãos maiores.
            Penso que devemos muita gratidão a esses queridos irmãos. Auxiliaram decididamente a humanidade, ajudam-nos atualmente com os exemplos que deixaram. Afinal, afirma o autor, na introdução do livro: “(...) é justo dizer que o amor está entre nós na figura dos que acolhem filhos alheios, dos palhaços que fazem rir os doentes nos hospitais, dos médicos que doam seu sábado aos que não podem pagar consultas, das mãos que aplicam passes, das músicas que alegram os tristes, das preces que acalmam as dores, dos médiuns que se fazem correio do Além (...)”. São mesmo exemplos intermináveis de dignidade e amor. Deixemos, porém, que o leitor encontre no livro momentos de harmonia e paz no encontro com essas valiosas vidas.

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O ESPERANTO DIVULGANDO O ESPIRITISMO NA HUNGRIA
Neusa Priscotin Mendes Ribeirão Preto SãoPaulo

Tibor Szabadi é um húngaro que se interessou pelo Espiristismo lendo obras espírtas em Esperanto. Depois fez parceria com um grupo de espíritas esperantistas de que participava Aymoré Vaz Pinto (AME, Associação Mundo Espírita) e traduziu muitas obras do Esperanto para o Húngaro, que circulam na Hungria atualmente. Ampliando-se as parcerias, foi editada no Brasil e encaminhada à Hungria sua tradução para o Húngaro da versão em Esperanto de Memórias de um Suicida, por sua vez traduzida do Português por Affonso Soares. É interessante que esse livro foi traduzido por escolha de Tibor, tocado em seus sentimentos pelo romance que chegou a ele em Esperanto; ele sentiu que as revelações seriam necessárias para os húngaros, povo em que o índice de suicídio é dos mais altos. Os frutos já estão surgindo: remeto o leitor para o artigo publicado na revista da FEB Reformador de abril 2006 Comovente Depoimento da Hungria, sobre Memórias de um Suicida (na seção A FEB e o Esperanto) onde pode ser conhecida carta de uma culta leitora enviada a Tibor, comentando a funda impressão que a leitura da versão húngara do livro lhe deixou. A entrevista com Tibor a seguir apresentada em Português foi publicada na segunda Revista Espírita editada em Esperanto pelo Conselho Espírita Internacional e pela União Espírita Francesa e Francófona (a mesma Revista Espírita, que foi iniciada por Allan Kardec)

ENTREVISTA COM TIBOR SZABADI

1. Como você, coidealista Tibor, ficou conhecendo o Espiritismo?
Antes de tudo, posso dizer que o primeiro contato aconteceu (acredite-se ou não) através do ESPERANTO. Um dia, recebi em mãos um livro espírita em Esperanto que logo prendeu a minha atenção e comecei a lê-lo... terminada a leitura dessa obra (o seu título já não me lembro), pensei em traduzí-la para o Húngaro. Posteriormente contatei o meu amigo Aymoré Vaz Pinto, de Brasília, que teve a idéia de editar essa versão em Húngaro no Brasil. E felizmente nosso plano se realizou. É bom também que se saiba que há 37 anos eu tomei contato com o Esperanto e aprendi a língua.

2. Como o Espiritismo é visto na Hungria?
Boa pergunta. É preciso que se saiba que a Hungria é basicamente um país católico. E esta religião não aceita o Espiritismo, principalmente pela não aceitação da reencarnação... Eu mesmo também recebi educação católica e até agora não “abandonei” essa crença. Mas posso dizer: “abriram-se os meus olhos” posteriormente, quando mais profundamente conheci o Espiritismo. A primeiro de junho de 2005, tive a oportunidade de participar de uma palestra de Divaldo Pereira Franco na capital Budapeste. E ali, dentre os espectadores, apenas eu e dois colegas conhecíamos a idéia do Espiritismo. Os demais não. Entretanto, eles com alegria ouviram a palestra, traduzida do Português ao Húngaro. Puderam então conhecer dois livros de Divaldo em Húngaro, que eu traduzira e foram editados no Brasil. Ali os presentes muito se interessaram pelo Espiristismo. Pode ser, que também outras pessoas, principalmente aquelas que já tiveram conhecimento de minha traduções para o Húngaro, vêem agora de uma maneira diferente a idéia de Allan Kardec.
(Nota do tradutor: Os livros espíritas traduzidos por Tibor Szabadi todos o foram do Esperanto para o Húngaro)

“Imediatamente compreendi a importância da pesquisa, que eu empreenderia; vislumbrei, nestes fenômenos, a chave da tão obscura e discutida questão sobre de onde veio e para onde vai a humanidade; a resposta, do que eu procurara durante toda a vida; isso em sua totalidade de fato significou uma revolução nas crenças e idéias correntes; foi necessário então agir com prudência, não impensadamente; ser positivista, não idealista, para que não me enganasse”
Allan Kardec

3. No que diz respeito ao Esperanto, qual é sua atual situação e como ele se desenvolve em seu país?
Costuma-se dizer: “A Hungria é uma grande potência em Esperanto”. Muitos livros didáticos e obras literárias de diversos tipos foram editadas em Esperanto, originais ou traduzidas, e foram/são mundialmente muito conhecidos esperantistas húngaros. Apenas mencionemos, entre muitos, os famosos Kalocsay e Baghy... Agora na Hungria é obrigatório o exame em alguma língua para os que querem receber um diploma depois de 4-5 anos de cursos superiores e universitários. E oficialmente nas leis do país se coloca o Esperanto entre as línguas. em que se pode ser examinado em três graus. Isso fez também que o Esperanto fosse mais conhecido entre nós nos últimos 6-7 anos. Antes de 1989 era obrigatório, entre nós, o aprendizado do Russo. mas agora o é do Inglês. Uma importante conseqüência desta obrigatoriedade é que outras línguas são afastadas dos interessados, inclusive o Esperanto. Pense-se o que quiser a respeito...

4. Quais livros espíritas você traduziu para o Húngaro do Esperanto, uzando-o como lingua-ponte?
Divaldo Pereira Franco: Boldog élet (Vivo Feliĉa) 1998. primeira edição
Divaldo Pereira Franco: A Magvetö (La Semanto) 1999.
Divaldo Pereira Franco: Boldog élet (Vivo feliĉa) 1999. segunda edição revizada
Allan KARDEC: Bevezetö tanulmány a spiritiszta tanba (részlet a „Szellemek könyvéböl), 1999.
(Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita», do “Livro dos Espíritos»)
Yvonne A. Pereira: Egy öngyilkos Emlékei – (Memoraĵoj de Sinmortiginto – Memórias de um Suicida) 2002.
Todos foram editados como livros, e muitos os leram na Hungria. Já fui muitas vezes procurado através do telefone, após longa procura do número, para me darem os parabéns ou para encomendar os livros… Além dos já mencionados, já traduzi 3-4 outras obras espíritas, que aguardam publicação.

5. O Espiritismo goza de boa aceitação junto dos esperantistas húngaros?
Junto dos esperantistas, que de alguma forma tiveram contato com as idéias espíritas, eu posso afirmar: SIM.
E depois que eles souberam, que os livros foram traduzidos do Esperanto, posso afirmar: COM CERTEZA.

6. Você faz contato com espíritas esperantistas de outros países?
Sim. Da Inglaterra, Brasil, apenas para mencionar alguns países.

7. Sabemos que você tem colaborado com o Conselho Espírita Internacional: você poderia falar alguma coisa sobre esta colaboração?
Eu já mencionei, que ali de bom grado aceitaram minhas traduções, cuidaram de editá-las en Húngaro e enviaram-me pelo correio os livros já editados. Estes livros assim puderam se apresentar aos leitores húngaros. Também traduzi ao Húngaro os dois prospectos de ISK, que assim puderam ser distribuídos aos leitores húngaros. O seu texto é acessável na rede no seguinte sítio:
http://www.spiritist.org/hungaro/hungaro.html

8 Que planos você tem para fortalecer a divulgação da doutrina espírita no seu país?
Em primeiro lugar devemos continuar a editar livros de Allan Kardec e os divulgar entre os húngaros, e os primeiros passos nesta direção já demos... outros deverão seguir. E também certamente deveremos fazer ouvir em todo o país os médiuns vivos, como exemplo Divaldo Pereira Franco, que já muitas vezes esteve na Hungria. E esse caminho devemos alargar para outros espíritas, que eles venham e anunciem a idéia do Espiristismo, pois o contato pessoal com estrangeiros sempre dará resultados, e a isso acrescentemos as obras em Húngaro. Não é mesmo?

9. Tenha a bondade de apresentar suas últimas considerações para a Redação da Revista Espírita.
Para esse objetivo o meu irmão e bom amigo Affonso Soares muito contribui, e é esperado, que nosso contato continuará trazendo a todos nós bons resultados, será frutífero. Deus certamente nos ajudará! Ele é favorável! Desejo que assim seja. Eu ainda poderia mencionar o nome dos que até agora contribuíram comigo, ou no Brasil, ou na Inglaterra, ou em outros países. Eu intencionalmente não os mencionarei, porque é possível que ao acaso e involuntariamente poderia esquecer alguém, e eu gostaria de não ofender ninguém.
Obrigado por tudo, a todos!
Com toda a amizade,
Tibor.

Fonte: Spiritisma Revuo n.o 2
http://www.spiritist.org/spiritismarevuo/index.html

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Internet
USE de Ribeirão reformula site

Amplamente utilizado para orientar sobre as palestras do mês e oferecer on-line os artigos e notícias do Jornal Verdade & Luz, o site da USE está passando por reformulação e pretende ser um rápido canal de informações sobre suas atividades.
Após consolidados os serviços que já existiam o site pretende agora ser um porta-voz de seus departamentos e eventos. Certamente será muito útil para oferecer notícias diárias em épocas da Feira do Livro, congressos, etc.
O e-mail para enviar novidades para o site, que também são distribuídas para o Jornal V&L, é comunicacao@userp.org.br e o site está em www.userp.org.br

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Autoconhecimento
Nilza Teresa Rotter Pelá
ropela@eerp.usp.br

“Conhecimento de si mesmo” é o titulo do item 5 do capítulo XII, livro terceiro de O Livro dos Espíritos onde encontra-se as perguntas 919 e 919ª, sendo esta última respondida por Sto Agostinho, podemos supor que a anterior também tenha sido respondida pelo mesmo Espírito pois as duas são um encadeamento de raciocino.
A primeira resposta faz menção a um sábio da antiguidade que teria concebido essa afirmação “Conhece-te a ti mesmo”. Sabemos que uma reflexão sobre esta assertiva encontra-se no diálogo de Sócrates e Alcebíades (1) quando é lembrado que a frase estava gravada no Templo de Phyto, na Grécia. Usando seu processo denominado maiêutica (processo pedagógico socrático no qual se multiplicam perguntas a fim de se obter conceitos) Sócrates leva o discípulo a compreender que em todas nossas atividades há necessidade de se conhecer bem o objeto que esta sendo alvo de nosso interesse, assim para que tenhamos cuidado conosco faz necessário nos conhecermos. Tendo Alcebíades declarado que é tarefa de difícil alcance, Sócrates afirma “Que seja fácil ou não, Alcebíades, estamos sempre em presença do fato seguinte: somente conhecendo-nos podemos conhecer a maneira de nos preocupar [aqui no sentido de cuidar de] conosco, sem isso, não podemos”.
Respondendo a gestão 919ª Sto Agostinho ensina todo um processo de auto análise que nos leva ao autoconhecimento, que podemos sintetizar em uma seqüência de passos:
a) Interrogar a consciência e passar em revista o que fizemos no dia que finda. Para tanto se perguntar se faltamos ao cumprimento do dever, se alguém tem motivo para queixar-se de nós? Respondendo essas questões, consegui me conhecer um pouco mais, detectei o que preciso modificar no meu comportamento?
b) Pedir a Deus e ao seu anjo de guarda pedindo esclarecimento e força para se aperfeiçoar.
c) Analisar os comportamentos questionando-se: com que intenção tive quando agi em determinada maneira? Censuraria este comportamento em outra pessoa? Não ousaria confessar que assim procedi? Se eu morresse agora teria que temer alguém?
d) Examinar o que pudesse ter feito contra Deus, contra o próximo e contra mim mesmo.
Alerta em seguida que esta prática tem como inimigo a ilusão do amor próprio porque ele atenua e torna as faltas desculpáveis. Diz que o avaro apenas se sente precavido e que o orgulhoso apenas se sente cheio de dignidade. Para nos afastarmos deste perigo refletir em como qualificaria o mesmo comportamento em outra pessoa, também que escutemos a opinião de nossos adversários, porque nossos amigos são complacentes com nossas falhas.
A orientação de Sto Agostinho ainda inclui a prática de balanço de nossos comportamento e exploração da consciência para afastar os aspectos negativos assim como o jardineiro faz com um jardim buscando e retirando as ervas daninhas.
Joanna de Angelis(2) preconiza que para se fazer o autodescobrimento faz-se necessário que tenhamos uma visão panorâmica racional de nós mesmos. Essa “radiografia” nos permite detectar nossos limites e dependência, nossas aspirações verdadeiras e as falsas, os embustes de nosso ego, as imposturas da ilusão, os conflitos de natureza destrutivas responsáveis por grande parte de nossos processo depressivos e também permite descobrir as nossas potencialidades. Indica os motivadores para esta auto-analise: insatisfação pelo que se é ou se possui, insatisfação de como se encontra e desejo sincero de mudança. Por não ser tarefa fácil há necessidade de persistência na tentativa, disposição para aceitar-se e se vencer, e capacidade de crescer emocionalmente.
A autora ainda descreve o perfil emocional das pessoas imaturas e das maduras para a tarefa de auto transformação. Os imaturos são rebeldes, temerosos, entregam-se ao desânimo, lamentam-se, negam-se a lutar e se auto destroem; entendem os processos educativos da vida como o flagelo. O ser maduro sabe que acerta e erra, quando erra corrige quando acerta cresce, fita o alvo e avança para ele com confiança imbuído de amor.
a)
A esta altura o leitor deve estar pensando e ai detectei minhas faltas e minhas imperfeições, e agora que faço? Joanna de Angelis afirma: Conversar terna e bondosamente com as imperfeições morais para alterar-lhe o curso e traça uma seqüência de procedimentos para a auto transformação:
b) superar a preguiça moral e física;
c) banir a crítica ácida e destrutiva, conceitos chulos, injúrias, verbetes sarcásticos;
d) respeitar o corpo;
e) usar a conversação par estimular a criatividade,a coragem e a perseverança no bem;
f) irradiar simpatia e esperança;
g) cultivar confiança e alegria;
h) oração;
meditação, uma vez que no silêncio mental podemos absorver as respostas divina.
Concluímos com o lema : PENSE NISTO, PENSE AGORA.
Referências:
1) SAVAGE,M. Sócrates e a consciência do homem.São Paulo: Agir,1959. IN: WWW.ceismael.com.br/ temas /tema030.htm
2) JOANNA DE ÂNGELIS, Auto descobrimento: uma busca interior. Salvador: LEAL,1995.

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EDUCAÇÃO: A PRINCIPAL MISSÃO DO CENTRO ESPÍRITA.
Murillo Rodrigues Alves – jornal@userp.org.br

Juliana Donegá, participante do curso ESDE na Soc. Esp. Mariano do Nascimento faz a leitura do Evangelho de abertura da aula, em braile.

 

“O desenvolvimento mediúnico deve libertar-se do empirismo, do misticismo religioso, do arbítrio pessoal e das improvisações, evoluindo para o aspecto científico-religioso, com bases e métodos claros e positivos, sob orientação de pessoas de bom senso preparadas previamente e habilitadas em todos os sentidos” Edgard Armond

Para que essa atitude do espírita seja uma constante, necessário se faz a busca do conhecimento que deverá estar disponibilizado nas casas espíritas. Isto é Educação Espírita.

O que é Educação? “É toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de despertar um processo de evolução. Educar é, pois elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar o progresso integral do ser”. São citações de Dora Incontri em seu livro A Educação Segundo o Espiritismo.

Segundo Herculano Pires, em seu livro O Centro Espírita - “Nada mais triste do que um Centro Espírita em que alguns se julgam mestres dos outros, quando na verdade ninguém sabe nada e todos deviam colocar-se na posição exata de aprendizes. Os serviços mais urgentes de cada Centro são os de instrução doutrinária de velhos e novos adeptos, tanto uns como outros carentes de conhecimento doutrinário. Bem executado esse serviço, todos os demais serão feitos com mais facilidade”.

Vivemos uma era de transição entre um espiritismo ainda nos moldes das práticas do inicio dos fenômenos, para trabalhos que fazem valer o resultado dos estudos doutrinários o que leva a uma modernização; quando o estudo da Doutrina é elevado em sua importância no sentido de preparar novos trabalhadores. A própria FEB – Federação Espírita Brasileira em suas diversas campanhas, iniciadas pela “Comece pelo Começo”, recomendando o estudo das Obras Básicas sugere a necessidade de melhor conhecimento e daí a necessidade do aprendizado sistematizado.

Para essa nova fase do Movimento Espírita, visto que, segundo Emmanuel a época dos construtores já se encontra em mutação para a época dos divulgadores, confirma-se que a maior caridade que se pode prestar à Doutrina Espírita é a sua divulgação.

O conhecimento doutrinário, mantida a sua pureza, permite que a prática seja cada vez mais próxima das recomendações de Kardec, levando-se em conta o funcionamento dos Centros Espíritas em termos de enganos de dirigentes, regras de comportamento, certos preconceitos e ritualização e vestes em trabalhos caritativos de assistência espiritual, sem falarmos nas hierarquias e permanências em cargos, sem compartilhar com suas equipes e preparar substitutos.

No sentido de adotar as recomendações das entidades de unificação, FEB e USE a direção da Sociedade Espírita Mariano do Nascimento, entidade mantenedora do Núcleo Assistencial Infantil Dr. Camilo de Mattos, iniciou em 2006 um programa de ensino e aprimoramento de seus recursos humanos, voluntários ou não da casa, buscando preparar futuros trabalhadores e aprimorar os atuais, em esforços conjuntos, compartilhando experiências mútuas.

CURSOS JÁ IMPLANTADOS

O COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica está funcionando com duas classes, às sextas-feiras à noite e aos sábados à tarde, com cerca de 60 participantes.

O ESDE –Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita está sendo ministrado aos sábados à tarde com cerca de 50 aprendizes e já programa uma nova turma a partir de agosto próximo, para quinta-feira à noite, segundo pesquisa de preferência entre os futuros participantes.

Além disso, o Estudo do Livro dos Espíritos em sistema contínuo, vem sendo ministrado às segundas-feiras à noite com cerca de 60 participantes e funciona como um curso de iniciação rápida recomendado àqueles que procuram e recebem o atendimento fraterno e que devem conhecer a Doutrina Espírita como inicio de sua assistência espiritual, uma vez que não basta “dar o peixe”; é preciso “ensinar a pescar”. Este curso também funciona como espera para aqueles que desejem fazer o ESDE ou o COEM até a formação de novas turmas.

Importante mencionar que os diversos cursos e estudos da Sociedade Espírita Mariano do Nascimento convivem harmoniosamente, respeitando-se os demais estudos evangélicos e mediúnicos, tradicionais da casa, proporcionando aos trabalhadores, aprendizes e freqüentadores um valoroso estímulo para conhecerem a verdade que libertará, segundo palavras de Jesus.

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Jornalismo e Doutrina Espírita na TV

programa de televisão Terceira Revelação é transmitido para todo o Brasil pelas emissoras RBI, CNT, Canal 21, TV Mundo Maior, TV União Planetária e por antena parabólica.
Produzido pela Assessoria de Comunicação Social da FEB e apresentado pela jornalista Cláudia Brasil, tem trinta minutos de duração. Cada programa tem um tema central, analisado à luz da Doutrina Espírita em um talk-show. Temas como morte, reencarnação, esquecimento do passado, perda de entes queridos e caridade, por exemplo, são explicados pelos convidados. Aliar conteúdo doutrinário e qualidade técnica é a diretriz do programa. A idéia é informar sobre a Doutrina Espírita para o público em geral. Por isso o programa tem um toque jornalístico bem acentuado.
O quadro "Saiba Mais", apresentado por Stela Bertolino e Jorge Ferreira, complementa informações e dá dicas de leitura. O programa traz, ainda, reportagens da jornalista Luciana Navarro sobre temas relacionados à Doutrina e ao movimento espírita e um quadro de eventos da semana apresentado pela jornalista Viviane Silva. No quadro “O Espiritismo Responde”, o telespectador pode interagir, fazendo perguntas por carta, e-mail ou telefone. Basta escrever para imprensa@febnet.org.br. As respostas são dadas pelo conferencista espírita André Siqueira.
O programa Terceira Revelação encerra com o quadro "Evangelho no Ar", em que Maria Euny Herrera faz comentários sobre os ensinamentos de Jesus, baseados em textos de O Evangelho segundo o Espiritismo.
Terceira Revelação vai ao ar aos sábados, das 8h às 8h30 pela Rede CNT (TV a cabo/ NET). Para conferir as cidades e os canais em que o programa é transmitido, basta acessar o seguinte endereço http://www.cnt.com.br/canais.htm.
O programa também pode ser visto pela RBI em UHF, aos sábados, das 14h às 14h30. As cidades e respectivos canais são: Brasília (canal 17 UHF e 25 na NET), Belo Horizonte (canal 24 UHF e NET), Rio de Janeiro (canal 16), São Paulo - capital (canais 14 e 49), Curitiba-PR (canal 19), Porto Alegre-RS (canal 40), Florianópolis-SC (canal 36), Vitória-ES (canal 44), Assis-SP (canal 41), Botucatu-SP (canal 52), Franca-SP (canal 45), Ibitinga-SP(canal 58), Igarapava-SP (canal 34), Leme-SP (canal 44), Matão-SP (canal 19), Sertãozinho (canal 49) e Valinhos (canal 21).
No canal 21, da Rede Band, Terceira Revelação vai ao ar todos os domingos, das 14h30 às 15h, e é precedido pelo programa "Despertar de Um Mundo Melhor", produzido pelo Lar Fabiano de Cristo.
Por antena parabólica, o programa pode ser visto aos sábados, de 11h30 ao meio-dia, entre os canais 10 e 14, polarização horizontal e freqüência 3930.
Terceira Revelação agora também pode ser assistido aos domingos, às 20 horas, na TV Mundo Maior e às terças-feiras, das 18h às 18h30. Programas antigos podem ser assistidos todas as quintas-feiras, das 20h às 20h30.
Os parâmetros de transmissão da TV Mundo Maior são: Satélite: Brasilsat 1, Polarização de Descida: Horizontal; Freqüência Banda C: 3.963,35 MHz; Freqüência Banda L: 1.186,65 MHz; Symbol Rate: 1,328 Msb/s; F.E.C.: ¾.
Rede de TV União Planetária, o programa é transmitido às sextas-feiras, às 21h, 22h e 23h em 64 cidades brasileiras. A partir do dia 3 de março o programa de TV da FEB estará na grade de programação, que pode ser acessada no site www.uniaoplanetaria.org.br.
A intenção da FEB é disponibilizar o programa gratuitamente para todas as emissoras interessadas. Mais informações pelo telefone (61) 3224-5575 ou pelo E-mail imprensa@febnet.org.br.

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USE  REALIZA EVENTO PARA 1000 JOVENS ESPÍRITAS!

Durante os dias da chamada “semana santa” de 2006, a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo – USE/Estadual, através do Departamento de Mocidade, realizou mais uma edição da Confraternização das Mocidades e Juventudes Espíritas do Estado de São Paulo – COMJESP. Evento que acontece qüinqüenalmente e tem todo o trabalho dividido entre as Mocidades do Estado.
Para a realização deste evento que reuniu aproximadamente 1000 participantes, foram necessárias diversas reuniões e entre elas podemos destacar as REUNIÕES PRÉVIAS. Essas aconteceram simultaneamente nas 04 (quatro) macro-regiões do Estado (1ª ASSESSORIA: Leste; 2ª ASSESSORIA: Centro-Leste; 3ª ASSESSORIA: Nordeste e 4ª ASSESSORIA: Noroeste). A 1ª Reunião Prévia teve a função de apresentar às Mocidades Espíritas os temas enviados para escolha. As mesmas, de forma deliberativa, aprovaram o tema: “SEXO: Não reprimir nem aviltar: EDUCAR”. O pré-desenvolvimento desse temário tomou espaço das outras Reuniões Prévias.
Para facilitar todo o trabalho doutrinário, o DM/USE – Estadual, criou uma Comissão Estadual Pedagógica – grupo formado por representantes de todo o Estado com funções específicas de coordenação. Dessa forma, a equipe de monitores tomou vida com a presença de aproximadamente 60 representantes de todo o Estado. Em outras edições, a COMJESP tinha seus módulos de estudo divididos entre as Regionais. Assim, experimentamos a junção de todo o Estado e tivemos excelente resultado.
A abertura contou com a participação de todos os Assessores Seccionais assim como José Antonio Luiz Balieiro – Vice-Presidente da USE, oficializando assim a abertura do evento.
Visitantes ilustres também se fizeram presentes como: FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – DIJ, contando com 11 (onze) representantes e MOCIDADE ESPÍRITA OS MENSAGEIROS de Belo Horizonte- MG.
Os participantes foram divididos em 30 (trinta) sala de Estudo e tiveram a oportunidade de estudar durante os dias do evento os seguintes temas:

1º MÓDULO DA COMJESP
“ A ENERGIA SEXUAL”
(...) em seu ponto de partida o Ser só tem instintos (...)
objetivo:
Esclarecer de modo compreensível, para efeito de um melhor autoconhecimento, sem culpas e\ou traumas, a origem do instinto sexual, a manifestar-se por impulsos, tendências ou desequilíbrios variados, reclamando na atualidade, mais que contenção destes impulsos, mas sublimação, ou, se preferir, Educação.
Roteiro :
a) – Redação: “ Eu e minha Sexualidade*” (Técnica Reflexiva para fins de auto-análise);
b) – Sexo & Evolução (Vivência através dos REINOS –  Autor: Marcio Polli);
c) – Estudo e Discussão em Grupo (Comparação individual do Texto: “ENERGIA SEXUAL”  com a Redação escrita no princípio.
*OBS: Desenvolver uma abordagem para que tanto o jovem que já tenha iniciado a vida sexual  como aquele que ainda não a iniciou, participe desta atividade, pois já sabemos que a sexualidade se expressa em pensamentos, desejos, fantasias, na admiração de um ídolo por exemplo ou mesmo na forma de se vestir. 
Bibliografia :
1 – Vida & Sexo _ Caps: 1 e 23 _ (Emmanuel \ Chico Xavier);
2 – Evolução em Dois Mundos _ Caps: 6 e18 _ (André Luiz \ Chico Xavier);
3 – Adolescência & Vida _ Cap 2 _ (Joanna de Angelis \ Divaldo Franco);
4 – Livro dos Espíritos (Questões: 200, 257 e 291)

2º MÓDULO DA COMJESP
“ A Sexualidade sob a Lei de Causa e Efeito”
(...) em seu ponto de partida o Ser só tem instintos, mais avançado e corrompido tem Sensações (...)

Objetivo:
Propiciar um acréscimo de elemento moral ao participante, através da análise das relações afetivas e suas implicações diretas com a Lei de Causa e Efeito, ensejando uma conduta mais consciente consigo e com o próximo.
Roteiro:
a) - Responsabilidade Afetiva (Discutir o “Ficar” antes e após o Texto: “Luís e a Pespontadeira de Botinas”;
b) – Contextualizando a Lei de Causa e Efeito (Estudo de Particularidades* em Grupos);
c) – Painel de Discussão** (Tema: HOMOSSEXUALIDADE).
* OBS 1: Particularidades:
1 -  Gravidez na Adolescência (Adolescência & Vida);
2 – O Adolescente e o perigo da AIDS (Adolescência & Vida);
3 – A Comunidade da Perversão Moral (Sexo & Obsessão);
4 - “Sobre o Preconceito” (Sexo & Destino págs 272 a 273 _ parágrafo único ).

** OBS 2: Painel de Discussão conforme método contido na Apostilo de Dinâmica da FEB.

Bibliografia :
1 – O Céu e o Inferno (II Parte; Os Suicidas);
2 – Adolescência & Vida (Caps: 21 e 24);       
3 – Sexo & Obsessão (A Comunidade da Perversão Moral);
4 – Sexo & Destino (Cap. 9);
5 – Vida & Sexo (Caps. 19 e 21);
6 – Revista Espírita (Edição 1866);
7 – Laços de Afeto (Cap. 23);
8 – Sexo, Sublime Tesouro.
3º Módulo da COMJESP
“ENERGIA CRIADORA”
Desenvolvido pela equipe de arte-doutrinária

 

4º Módulo da COMJESP
“ Sexo, Sublime Tesouro”
(...) em seu ponto der partida o Ser só tem instintos, mais avançado e corrompido tem sensações, instruído e purificado tem sentimentos e o Amor é o requinte dos sentimentos(...)

Objetivo:
O Amor é o requinte dos sentimentos, portanto é o “FIM” ao qual nos destinamos, dessa forma este módulo pretende Contextualizar a experiência atual do participante, propiciando que o mesmo reconheça os seus conteúdos internos (dificuldades, desejos, tendências, sonhos e aspirações) e vislumbre o Caminho “MEIOS” que deve percorrer para experimentar a auto-realização e dias melhores para o seu futuro.
Roteiro :
a) Questão 609 do Livro dos Espíritos  X A Lei de Amor ( cruzar estas informações para discussão);
b) Em que Ponto da Evolução nos Encontramos? (Meditação Reflexiva);
c)  Educação dos Desejos (Apresentação das técnicas para este exercício conforme obra Reforma Íntima sem Martírio);
d) Amor e Respeito ao Corpo (Vivência; Autor: Joelson Pessôa);
e) Conclusões Gerais.

Bibliografia :
1 – Livro dos Espíritos _ (Questão 609);
2 – O Evangelho Segundo o Espiritismo _ (Cap. XI Item 8)
3 – Reforma Íntima sem Martírio _ (Epílogo e Cap. 26);
4 – Unidos pelo Amor _ (Caps: 13 e 14);
5 – OS Prazeres da Alma _ (Aceitação; Pág. 201);
6 – Evolução em Dois Mundos _ (Poligamia e Monogamia);
7 – Sexo, Sublime Tesouro _(Toda a Obra)
8 – Vida & Sexo _ (Cap: 2) 

Ainda dentro das programações doutrinárias, aconteceram as OFICINAS PEDAGÓGICAS, coordenadas pela equipe de Artes. Os participantes tiveram 30 opções de salas para trabalharem suas aptidões. Sendo as opções: MOCIDADE E IDEOLOGIA; POESIA, A VOZ DO CORAÇÃO; EU E A DIFERENÇA, CONVIVÊNCIA E REALIDADE; DANÇA CONTEMPORÂNEA E SAPATEADO; TEATRO; UM CAMINHO PARA O AUTO-CONHECIMENTO; COMO MONTAR UMA PROPOSTA DE TEMÁS E TEMÁRIOS; MEDITAÇÃO; ATOS ADMINISTRATIVOS; VALORIZANDO A VIDA – JOGOS DRAMÁTICOS; ARTES PLÁSTICAS; O PODER DO TOQUE; ANSIEDADE E CORPO; HOMOSSEXUALIDADE; O EFEITO MORALIZADOR DA MÚSICA; CINEMA E TEATRO; FANTOCHES; ESSA TAL FELICIDADE; O ESPIRITISMO E A NOVA ORDEM MUNDIAL; A DOR E A DELÍCIA DE SENTIR O QUE SOU; DEPOIMENTOS; MÍMICA E CONTEXTUALIZAÇÃO.
As noites foram iluminadas com tantas alegrias e emoções. A participação marcante de MOACIR CAMARGO, gravando 04 músicas especiais para a COMJESP. A presença especial do Grupo INTERAÇÃO, de São Paulo. Registramos também a fantástica equipe do grupo musical “DO DÓ AO SI MAIOR”, da 4ª ASSESSORIA e o tão esperado GRUPO ARTE NASCENTE – GAN, de Goiânia/GO, que trouxe muita alegria aos jovens participantes.
Na área administrativa, jamais vamos nos esquecer do esforço contínuo da equipe de Rio Claro/SP em atender melhor cada um dos participantes. Criaram diversas equipes para manter o ambiente sempre agradável, proporcionando assim o bem-estar de todos. Um grupo de mais de 100 (cem) voluntários se formou para atender os diversos horários de alimentação, limpeza e ambientação. Palavras serão poucas para expressar nossos sentimentos de carinho para com todos os amigos da cidade e região de Rio Claro.

Assim, a COMJESP tomou conta não somente dos dias 14, 15 e 16 mais sim de uma grande parte da história do Movimento Espírita. Um compromisso foi tratado com todos no sentido de se manter viva essa chama de luz, espalhando para todos os Centros Espíritas. Um forte laço de amor se fará presente em todos os momentos. Que Jesus abençoe todos os companheiros que se envolveram na realização dessa tão importante Confraternização e continue iluminando os jovens espíritas de todo o mundo.
Inicia-se agora o momento mais esperado: a VIVÊNCIA DA COMJESP dentro de cada CORAÇÃO. Que os ESTUDOS, as REFLEXÕES, os APRENDIZADOS, possam fazer parte da construção do HOMEM NOVO assim como do MUNDO NOVO E MELHOR.

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LUZ PARA TODOS

         O Espiritismo, como doutrina progressiva, não pode de forma alguma se esconder, com receio de sua divulgação.
         Muitos pensam que a doutrina tem por finalidade apenas servir de CONSOLO para os carentes, os sofredores e os que freqüentam as Casas Espíritas. Ledo engano. A codificação do Espiritismo, pelo eminente professor e apóstolo Hipolite Leon Denizar Rivail, não teve por meta apenas a CONSOLAÇÃO dos sofredores, mas sim a orientação de toda a humanidade, mergulhada num plano de provas e expiação, visando o preparo do Espírito para a sua evolução e progresso cultural e moral.
         Assim, “os princípios espíritas não são endereçados à segregação para uso exclusivo daqueles irmãos que carregam provas visíveis no plano material”, ensina-nos o Espírito Emmanuel.
          Decerto, “a mensagem espírita, vinda da Vida Maior, tem significação mais imediata em auxílio a quantos se vejam no mundo em dificuldades abertas, seja no  chão das exigências primárias da natureza ou na sombra das grandes tribulações em que a inconformidade os compele a se tornarem francamente infelizes”, acrescenta  Emmanuel.
         De outro modo, o Espiritismo estaria deixando ao léu da sorte aqueles tantos companheiros que se encontram em outros setores ou situações.
         O Espiritismo é um processo de integração do homem no mundo. Não é uma rota de fuga. Todas as formas de isolamento social e de segregação religiosa são condenados pela doutrina, escreve o filosofo José Herculano Pires, no livro “Na Era do Espírito”.
     Alguns críticos do espiritismo chegam a dizer, por evidente desconhecimento do que significa esta doutrina, que o diálogo com os desencarnados, enfatizado pelos espíritas, pode representar uma forma de escapismo dos problemas do mundo e da vida. Na mensagem intitulada “O homem no mundo”, constante do capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, um amigo espiritual ponderou: “não penseis que, ao vos exortar a prece e a evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística que vos mantenha fora das leis da sociedade. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens. Sacrificai-vos  às necessidades e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com o sentimento de pureza que as possa purificar”. E no capítulo “A Lei das Sociedades”, de O livro dos Espíritos, a afirmação é taxativa: “Os homens são feitos para viver em sociedade”.
         Assim, a doutrina espírita nos ensina que devemos nos servir de todos os meios, os mais eficientes possíveis, para divulgar e também vivenciar os ensinamentos dos Espíritos, pois foi Jesus quem exortou que não devemos esconder a lâmpada embaixo da cama, mas colocá-la no alto, para que ilumine a todos.
         O Espiritismo é a Nova Revelação que, no tempo certo, veio trazer aos homens as recordações dos ensinos de Jesus. Chegou para ensinar coisas novas que consolam e orientam a todos os de “boa vontade”, no caminho para as renovações necessárias.

Édo Mariani.

 

 

Divaldo na Europa

Durante os meses de maio e junho Divaldo Pereira Franco estará na Europa participando de seminários e proferindo conferências nos seguintes países: Alemanha, Luxemburgo, Noruega, Finlândia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Áustria, República Tcheca, Suíça, França, Bélgica e Inglaterra.

Seu retorno ao Brasil está previsto para 15 de junho.

 

 

TERAPIAS NATURAIS

  • Shiatsu
  • Do-in
  • Reflexoterapia
  • Auto-massagem (aulas p/ grupos)

Sonia Morales- Massoterapeuta
Rua Lindoro Vicente Santana - 78 Sumarezinho
Fones 3966-6819  9209-1525

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SEXUALIDADE E CRIATIVIDADE

“... involuntariamente, sou levado a crer que a melhor maneira de conhecer Deus é amar muito. Ame tal amigo, tal pessoa, tal coisa, o que quiser, e você estará no bom caminho para depois saber mais... Mas é preciso amar com uma grande e séria simpatia íntima, com vontade, com inteligência, e é preciso sempre procurar saber mais, melhor e mais. Isto conduz a Deus, isto conduz à fé inabalável” Van Gogh (7)
Gustavo Marcelo R. Daré
gmadea@ig.com.br

Inicialmente, diremos que nossa área de estudo é a expressão da sexualidade no Espírito. Os próprios espíritos da Codificação respondem a Kardec que os espíritos possuem sexo, mas “não como o entendeis”, havendo “entre eles amor e simpatia, baseados na afinidade de sentimentos” (2). Não nos referiremos a sexo como “os órgãos genitais externos”, mas como “sensualidade, volúpia”; a sexualidade, como “o conjunto dos fenômenos da vida sexual” e também como sinônimo da definição psiquiátrica de libido – “energia motriz dos instintos da vida, de toda a conduta ativa e criadora do homem, tendência permanente e, em geral inconsciente, que dirige e incita a atividade do indivíduo” (1). Textos espíritas sobre sexualidade a tratam de maneira muito semelhante à definição de libido transcrita acima, com a diferença de demonstrar a sua natureza transcendental, localizando sua sede no Espírito e sua causa primária em Deus.
“O sexo (ou sexualidade) reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual e, conseqüentemente, no corpo físico, como santuário criativo de nosso amor perante a vida” (5). Vejamos o “sexo (ou sexualidade) como qualidade positiva ou passiva, emissora ou receptora da alma”, substituindo as palavras união sexual por união de qualidades “e observaremos que toda a vida universal se baseia nesse divino fenômeno, cuja causa reside no próprio Deus” (6). As manifestações sexuais do princípio inteligente tornam-se mais extensas e complexas com a sua própria evolução: entre os astros, chama-se magnetismo; entre os elementos químicos, afinidade; entre as almas, denomina-se amor (6).
No nível hominal, quando o princípio inteligente torna-se Espírito, a sexualidade não se limita a manifestações amorosas em seu estrito senso, mas impulsiona todas as manifestações intelectuais e criativas do ser: “enquanto nos mergulhamos no charco das vibrações pesadas e venenosas, experimentamos simplesmente sensações”, à medida que nos dirigimos a caminho do equilíbrio, colhemos material para experiências proveitosas como força, conhecimento, poder e alegria; “em nos harmonizando com as leis supremas, encontramos a iluminação e a revelação, enquanto os espíritos superiores colhem os valores da Divindade” (6). Desde a luxúria mais superficial e inconsciente, passando pelo comportamento guerreiro dos grandes ditadores, a capacidade administrativa e sensibilidade histórica dos importantes estadistas, a sublimidade da maternidade e da paternidade, a avidez pelo conhecimento dos cientistas, a exuberância criativa dos artistas, até a vivência mística e caridosa dos grandes missionários da Humanidade, tudo tem sua sede na sexualidade do Espírito e seus campos de interesse.
Mesmo entre encarnados, sexo, como relação sexual, não é apenas coito, fenômeno fisiológico ou físico com trocas de excreções e carícias, mas a permuta de vibrações psíquico-magnéticas necessárias ao progresso de qualquer indivíduo, sendo o instinto sexual (a libido) “o reconstituinte das forças espirituais pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente” (5). “A permuta sublime das energias perispirituais, simbolizando alimento divino para a inteligência e para o coração, é força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosas da alma para a vida eterna” (6).
A paternidade e a maternidade são tarefas sublimes, mas não representam os únicos serviços divinos na Criação. “O apóstolo que produz no domínio da Virtude, da Ciência ou da Arte, vale-se dos mesmos princípios de troca, apenas com a diferença de planos, porque, para ele, a permuta de qualidades se verifica em esferas superiores”. “Não há criação sem fecundação. Há fecundações físicas e fecundações psíquicas. As formas físicas descendem das uniões físicas. As construções espirituais procedem das uniões espirituais. A obra do Universo é filha de Deus” (6).
Sendo a sexualidade do Espírito a sede primária de todas estas manifestações, a expressão plena de todas as faculdades físicas, intelectuais e morais relacionadas dependem do bom uso de cada uma. Impossível um artista desenvolver toda sua potencialidade sem equilíbrio na vida íntima sexual e em sua moralidade; sendo igualmente difícil uma mãe e um pai fomentarem as qualidades espirituais de seus filhos em toda sua extensão sem a mínima sensibilidade para o Belo. As cargas magnéticas do instinto sexual, à falta de sólido socorro íntimo para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento, produzindo psiconeuroses, fobias, histeria de conversão, neuroses de angústia, desvios da libido, neuroses obsessivas, psicoses e fixações mentais, além de obsessões diversas. “Por semelhantes rupturas dos sistemas psicossomáticos no terreno da sexualidade física ou exclusivamente psíquica é que múltiplos sofrimentos sã