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Abril de 2006, edição n°. 243
Jornal Eletrônico Verdade e Luz

Índice

Há 150 Anos
A Boa Nova do Evangelho Segundo o Espiritismo
Amizade Depois da Morte
Arrepende-te e Volta
Amália Domingo Soler
Entrevista com Divaldo Pereira Franco
A Religião Espírita
Dourado Realiza com Exito a XXIV Conrespi
O Engano
O Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo
O Espiritismo
Relacionamento
2° Encontro Almas Integradoras Comunicação e Conhecimento
Porquê e Como Vigiar e Orar

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAL
Há 150 anos

Conta-nos Kardec (Obras Póstumas) que no decorrer dos meses de Março, Abril e Maio de 1856 através da mediunidade das Sra e Srta Baudin, Sr Roustan, Srta Japhet, recebeu inúmeras orientações dos Espíritos sobre o livro que estava elaborando inclusive corrigindo inadequação cometida na redação do mesmo. Em diálogo com Espírito VERDADE (9 de abril de 1856) surpreende-se com a revelação de que deveria publicar o que estava escrevendo, pois não havia cogitado em fazê-lo. Exatamente um ano e nove dias depois O Livro dos Espíritos vem a público, desvelando uma realidade espiritual e afastando-a do maravilhoso e do sobrenatural, substituindo a idéia de Karma como punição pela lei de ação e reação, que nós torna artífices de nossos destinos.
Lembrando a tecnologia existente na época, há que se considerar o volume de trabalho que professor Rivail realizava, pois de posse das mensagens dos Espíritos era necessário analisá-las, identificar quais apresentavam coerência com o Corpo de Conhecimentos que estava sendo elaborado, encadear respostas obtidas por diferentes fontes e médiuns. Fora esse trabalho intelectual havia o trabalho manual uma vez que não existiam os recursos técnicos hoje existentes. A par disso tudo o professor Rivail tinha necessidade de trabalhar para obter seu sustento.
Levando ainda em conta a diversidade de Espíritos que compunham a falange da Codificação, a variedade de médiuns que colaboravam na tarefa, podemos aquilatar o imenso trabalho realizado.
Estamos a um ano dos 150 anos de O Livro dos Espíritos, neste ano que nos separa de tão importante data a melhor forma de render homenagem a esses beneméritos que a compuseram e a obra em si é estudá-la e divulgá-la.
Pense nisso. Pense agora.

Reunião da USE-RP dia 8 de abril, às 15h na sede da Associação Distribuidora de Pão dos Pobres, à rua João Ribeiro, 911 (Campos Elíseos) – Ribeirão Preto – SP

FEIRAMOR – Convite
A sra. Roseli Aparecida S. Camacho, diretora de Departamento do Serviço Assistencial Espírita, convida as sociedades e centros espíritas interessados em participar da FEIRAMOR para a reunião a ser realizada dia 29 de abril de 2006, ás 16h, nas dependências do Sanatório Espírita Vicente de Paulo, à rua Pará, 1280, Ipiranga.

Dia 06 de março último, Divaldo Franco proferiu duas palestras em Ribeirão Preto e concedeu entrevista a este Jornal (págs. 03 e 12)

De 25 a 28 de fevereiro de 2006, na cidade de Dourado (USE Interm. De S. Carlos), realizou-se a 24ª confraternização Regional Espírita – CONRESPI – região de Ribeirão Preto. (pág. 06)



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A BOA NOVA DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
(Uma análise de sua estrutura e intencionalidade)

O grupo de palestrantes da USE-Ribeirão Preto termina, neste mês, o programa de estudo sistematizado da estrutura e organização de conteúdos d’O Evangelho segundo o Espiritismo em busca da intenção e motivações que estimularam Kardec e a Falange do Espírito da Verdade a escrevê-lo.
Surpreendentemente, para muitos de então, Kardec e os Espíritos da Codificação adotaram explicitamente, n’O Evangelho segundo o Espiritismo, uma moral já estabelecida e milenar – o  Cristianismo – em um momento em que a Doutrina Espírita ainda estava em fase de consolidação de suas próprias bases doutrinárias. Por isso, este livro é um divisor de águas no movimento espírita nascente, provocando dissensões e críticas a Kardec, considerado místico e precipitado por vários companheiros.
O título O Evangelho segundo o Espiritismo é uma referência ao Cristianismo Primitivo, quando surgiram os Evangelhos segundo a tradição atribuída a apóstolos ou discípulos eminentes. Segundo o Espiritismo estabelece que este livro não é conseqüência de um ensino particular, mas de uma coletividade (os espíritos manifestantes através da mediunidade).
Para explicar como o livro pode afirmar-se possuidor da opinião de uma coletividade, Kardec descreve, na Introdução, o método de investigação espírita, correlacionando, inclusive, a AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPIRITA com o respeito ao princípio científico de CONTROLE UNIVERSAL DO ENSINO DOS ESPÍRITOS.
Ao apresentar o Espiritismo, nítido movimento da espiritualidade no mundo ocidental, como herdeiro do Cristianismo          (originado dos ensinos de um mestre oriental – Jesus), Kardec estabelece previamente os vínculos destas duas doutrinas com os primórdios da cultura greco-romana (fonte hegemônica de todas as culturas européias), demonstrando as coincidências doutrinárias entre Espiritismo, Cristianismo e  os ensinos de dois filósofos fundamentais do mundo ocidental: SÓCRATES E PLATÃO, PRECURSORES DA DOUTRINA CRISTÃ E DO ESPIRITISMO.
O livro inicia-se com uma proposição corajosa: o Espiritismo é o consolador prometido por Jesus e está relacionada à doutrina do Cristo, assim como esta esteve em relação ao Judaísmo – veio cumprir suas promessas, dar-lhe seguimento e (o ponto mais polêmico)  desenvolver seus princípios e idéias. NÃO VEIO DESTRUIR A LEI, mas responder a um desafio essencial da modernidade: aliar ciência e religião.
Nos três capítulos seguintes, demonstrando o quanto o Espiritismo é cristão, são destacadas passagens dos Evangelhos que ratificam três princípios básicos da Doutrina Espírita vistos como “corpos estranhos” pelo movimento cristão atual: 1) A eternidade ou sobrevivência do Espírito em MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO; 2) A  pluralidade e diversidade dos mundos habitados e da erraticidade em HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI; 3) A pluralidade das existências ou reencarnações sucessivas  em NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS, SE NÃO NASCER DE NOVO.
Após a exposição destas premissas básicas, Kardec  e a Falange de espíritos comunicantes utilizam o Sermão da Montanha como ponto de partida para um diagnóstico franco do estado moral atual da Terra. No capítulo mais longo do livro, detalham a natureza deste mundo de provas e expiações, identificam as causas imediatas e as transcendentes dos sofrimentos; trazendo alento aos que experimentam ideações suicidas, loucura ou a melancolia – crises existenciais da contemporaneidade. Mas lembram, também, que só serão AFLITOS BEM-AVENTURADOS aqueles que souberem sofrer com resignação, para, em seguida, dar-se voz ao CRISTO CONSOLADOR, personificado na figura espiritual do Espírito da Verdade, que assina todas as mensagens daquele que é o mais importante capítulo do livro no aspecto autoral. Com uma postura cativante de intimidade e compaixão, o  Espírito da Verdade diz aos “pobres deserdados” que “chorem, porque a dor estava presente no Jardim das Oliveiras”, mas “que elevem sua resignação ao nível de suas provas”, mostrando aos necessitados e aflitos que o jugo pedido por Jesus é leve.
Retomando o Sermão da Montanha, é proposto um programa de desenvolvimento das faculdades morais do Ser com destino à perfeição e à felicidade, cuja seqüência de capítulos sugere a ordem progressiva de virtudes - das mais básicas às mais complexas: HUMILDADE; PUREZA DE CORAÇÃO, como conduta de tolerância e simplicidade (conseqüências naturais da humildade) que curarão o Espírito das suscetibilidades à mágoa, ao rancor e à maledicência; MANSUETUDE E PACIFICIDADE – a afabilidade, a doçura e a paciência; MISERICÓRDIA – a indulgência, a busca ativa da reconciliação com o inimigo como o sacrifício mais agradável a Deus. Para chegar, por fim, à CARIDADE, como exercício pleno do amor e das demais virtudes, descrita como experiência individual (AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO); radical ou limítrofe (AMAR OS VOSSOS INIMIGOS); familiar (HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE); social (beneficência, piedade, promoção social e cultural, ascendência dos princípios morais sobre os princípios econômicos nos capítulos QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA e SERVIR A DEUS E A MAMON); salvacionista e igualitário perante Deus (FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO).
Encerrando a proposta de auto-educação, Kardec e a Falange da Verdade convidam o leitor à perfeição (SEDE PERFEITOS (!)), como uma meta viável e próxima, estabelecendo as características do homem de bem, pormenorizando o comportamento dos bons espíritas; e reconciliando a busca da perfeição com uma atitude alegre e sociável do homem no mundo.
Após a explanação deste projeto para a felicidade, as dificuldades são explicitadas:  A) dificuldades pessoais dentro do contexto terreno, falando de nós como TRABALHADORES DE ÚLTIMA HORA – sendo urgente a tomada de postura devido às mudanças pelas quais o planeta passa, reconhecendo A porta estreita que teremos que atravessar por estarmos ainda em um mundo de provas e expiações – o que exige perseverança e faz com que serão MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS; B) dificuldades sociais, onde FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS, incluindo espíritos fascinadores, poderão confundir nossa vontade, sendo necessário o exercício da crítica e do discernimento, mas também da compreensão perante as dificuldades afetivas no mundo, para NÃO SEPARAR(mos) O QUE DEUS JUNTOU, respeitando a felicidade do próximo e suas escolhas: C) dificuldades pessoais e sociais diante da doutrina revolucionária e dialética (complexa em sua simplicidade) de Jesus, que exige de nós um salto qualitativo de consciência para entendermos a essência de ensinamentos que nos soem como MORAL ESTRANHA.
Em meio a esta muralha de obstáculos, os autores não se esquecem de nossas potencialidades: somos possuidores de uma FÉ (humana ou divina) QUE TRANSPORTA MONTANHAS; a fé – mãe da caridade.
Em NÃO POR A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE, o leitor é lembrado que, apesar das dificuldades, será bem-aventurado aquele que carregar sua cruz sem esmorecer, cumprindo sua  missão simultaneamente.
Nos capítulos finais, procura-se livrar o homem de toda dependência anteriormente estabelecida quanto à ligação com Deus, mostrando que este Pai Amoroso não exige intermediação para atender aos nossos pedidos. BUSCAI E ACHAREIS  mostra a providência divina para com nossas necessidades, pedindo para que “não nos cansemos pelo ouro” e salientando que a prática do bem e o esforço pessoal pela sublimação também são formas de prece. DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA  RECEBER é um manifesto espírita em defesa do exercício gratuito da mediunidade. PEDI E OBTEREIS fala da prece como algo simples, uma sintonia de amor em pensamento, uma experiência mística para todos. Orar em espírito.
O livro termina em prece e oração por todos que necessitam e sofrem: COLETÂNEA DE PRECES ESPÍRITAS.

Gustavo Marcelo R. Daré
gmadea@ig.com.br



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Amizade depois da morte
Orson Peter Carrara

Uma obra inglesa, cuja tradução, na 5ª edição, foi publicada em Amsterdam, em 1753, mereceu especial atenção de Allan Kardec, através de resumo da referida obra enviado por um correspondente. A obra, pois, anterior à Codificação, com o título A amizade depois da morte, contendo as cartas dos mortos aos vivos, pela Senhora Rowe, recebeu de Kardec, no resumo analisado, as seguintes expressões: “Talvez jamais os princípios do Espiritismo tenham sido formulados com tanta precisão.” E “Nada é mais instrutivo e ao mesmo tempo mais concludente em favor do Espiritismo, do que ver as idéias sobre as quais ele se apóia, professadas por pessoas estranhas à Doutrina, e antes mesmo de seu aparecimento”.
Kardec destaca algumas páginas, que transcrevemos parcialmente:
Página 7: Os Espíritos bem-aventurados se interessam ainda pela felicidade dos mortais, e fazem com freqüência visita aos seus amigos. Eles poderiam mesmo aparecer aos seus olhos, se as leis do mundo material não os proibissem (...)
Página 12, carta III: de um filho único, morto na idade de dois anos, à sua mãe: Desde o momento em que minha alma se livrou de sua incômoda prisão, achei-me um ser ativo e racional. Admirado de vos ver chorar por uma pequena massa, apenas capaz de respirar, que eu acabava de deixar, e da qual estava encantado por me encontrar desembaraçado, parecia-me que estáveis descontente de minha feliz libertação (...). Então eu conhecia tão pouco a diferença dos corpos materiais e imateriais, que nem imaginava estar inteiramente visível para vós quanto estáveis para mim (...)
Página 27: A Terra que habitais será um dia uma morada deliciosa, se todos os homens, cheios de estima pela virtude, nela praticarem fielmente as santas máximas. Julgai, pois, do excesso de nossa felicidade, uma vez que, ao mesmo temo que aproveitamos de todas as vantagens de uma virtude generosa e perfeita, sentimos os prazeres tanto acima daqueles dos quais gozais, do que o céu o é da Terra, o tempo da eternidade e o finito do infinito. Os mundanos são incapazes de gozar dessas delícias (...) Como uma alma interessada poderia encontrar prazer na amizade terna e sincera que se pode considerar como uma das principais vantagens que possuímos no céu? É a verdadeira morada da amizade.
Allan Kardec enumera várias outras abordagens, que sugerimos ao leitor consultar diretamente na fonte original: Revista Espírita, edição de novembro de 1868, páginas 327 a 331, tradução de Salvador Gentile (edição IDE-Araras-SP,). Todavia, não poderíamos completar a matéria sem citar o sempre cuidadoso e claro pensamento do Codificador – após as pequenas transcrições –, que transcrevemos parcialmente:
“(...) Dissemos muitas vezes que se o Espiritismo tivesse vindo um século mais cedo, não teria tido nenhum sucesso; eis aqui a prova evidente, porque esse livro, seguramente, é do mais puro e do mais profundo Espiritismo. Para que se pudesse compreendê-lo e apreciá-lo, seria preciso que as crises morais pelas quais o espírito humano passou há um século, e que lhe ensinaram a discutir as suas crenças, mas seria preciso também que o niilismo, sob suas diferentes formas, como transição entre a fé cega e a fé raciocinada, provasse a sua impossibilidade em satisfazer as necessidades sociais e as legítimas aspirações da Humanidade. A rápida propagação do Espiritismo, em nossa época, prova que ele veio em seu tempo. Se se vêem, ainda hoje, pessoas que têm sob os olhos todas as provas, materiais e morais, da realidade dos fatos espíritas, e, que, apesar disso, se recusam à evidência e ao raciocínio, com mais forte razão dever-se-ia encontrá-las muito mais há um século; é que seu espírito é ainda impróprio para assimilar essa ordem de idéias; elas vêem, ouvem e não compreendem, o que não acusa uma falta de inteligência, mas um falta de aptidão especial; elas são como as pessoas a quem, embora muito inteligentes, falta o sentido musical para compreender e sentir
O comentário acima, de Kardec, vem em razão da postura do tradutor, no prefácio da obra, que, pelo texto apresentado, não parece crer na existência e comunicação dos Espíritos.
Tanto que chegou a classificar a obra com fábulas ou apólogos inventados pela autora, como os leitores poderão verificar na indicação original, já citada acima.
Como também ocorre atualmente com negadores sistemáticos, que diminuem a cada dia, face às evidências. O fato real, contudo, conforme ensina a Doutrina Espírita, é que a imortalidade proporciona o grande espetáculo da permanência dos laços reais de união e fraternidade entre os espíritos, nunca destruídos pela morte biológica do corpo. Os sentimentos, as conquistas intelectuais, os afetos autênticos, nunca se perdem. Por conseqüência, como sugere o título da matéria e mesmo do livro citado por Kardec, a amizade verdadeira entre as criaturas permanece mesmo após a desencarnação. E, diga-se de passagem, com mais abundância, pois que destruídos os limites impostos pela vida material.
E, o mais interessante ainda, é que não se trata de mera especulação filosófica apenas. A imortalidade da alma e a possibilidade de sua comunicação adentram para o campo da ciência. Sim, a ciência da realidade dos fenômenos, que podem ser analisados, pesquisados, estudados.
É todo um mundo de conhecimentos, inesgotável fonte de pesquisa...



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ARREPENDE-TE E VOLTA

O remorso é a força que prepara o arrependimento, como este é a energia que precede o esforço regenerador. Choque espiritual nas suas características profundas, o remorso é o interstício para a luz, através do qual recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos do Invisível, a fim de retificar seus desvios e renovar seus valores morais, na jornada para Deus.
O arrependimento apressa sua reabilitação, mas não o absolve.
A Palavra Divina, consubstanciada no versículo do Apocalipse, cap.2 – v. 5, é incisiva: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta...”, ou seja, é um apelo à introspeção sincera, através da qual o homem se analise e veja exatamente em que trecho da jornada empreendida ele se equivocou – onde se permitiu iludir, onde o personalismo passou a comandar-lhe as ações, onde abdicou do bom-senso, onde a ambição do poder prejudicou a sua capacidade de discernir, onde, enfim, começou a olvidar as próprias fragilidades...
Todavia, é imprescindível reconsiderar a caminhada e fazer com que os passos retrocedam à encruzilhada do engano, quando se imaginou que seria possível continuar sem a bússola da fé que norteia.
Não basta situar nossa alma no pórtico do templo e aí dobrar os joelhos reverentemente; é fundamental regressar aos caminhos vulgares e concretizar, em nós mesmos, os princípios da fé redentora, sublimando a própria vida.
Evitar a posição do aluno que estuda... e jamais se harmoniza com a lição, recordando também que se o arrependimento é útil, de quando em quando, o arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação.
Antes de tudo, o culpado tem de se arrepender, reconhecer a extensão e o volume das próprias faltas e se converter, a fim de alcançar a época do refrigério, pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Chegado a essa altura o espírito endividado não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhece, acima de tudo, que com Jesus, todo jugo é suave e todo fardo é leve. Desse modo, reconhecido o delito pelo arrependimento, não deter-se aí, mas confiante, valoroso, disposto, firme, reconstruir suas atitudes no Bem, única forma de desgastar os enganos cometidos.

BIBLIOGRAFIA:
• BACCELLI, Carlos A . Ramos da Videira. Lição 31.
• XAVIER, Francisco Candido. O Consolador. Pergunta 182.
• KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perguntas de 990 a 1007.

Cláudia C. Necchi Piana



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Amália Domingo Soler
Fernanda Ripamonte
Ribeirão Preto

Ela foi chamada de Poetisa das Violetas e cantora do Espiritismo, Amália Domingo Soler desencarnou em 23 abril de 1909 aos 73 anos, depois de uma vida dedicada à Doutrina Espírita e à defesa aos ideais nos quais acreditava. Nasceu em 10 de dezembro de 1835 na Espanha, mais precisamente na cidade de Sevilha, na região da Andaluzia que era o principal porto de acesso às colônias espanholas e de onde vinham muitas riquezas. Apesar disso, vivendo um período de guerra, epidemias e disputas pelo trono, o país atravessou grave crise econômica que levou a maior parte da população à pobreza. Foi nesse cenário em que a pequena Amália nasceu.A infância de Amália foi marcada por vários desafios, o primeiro aconteceu antes mesmo dela nascer quando seu pai foi fazer uma viagem e nunca retornou. Aos oito dias de nascida ela foi acometida de cegueira, sendo curada apenas aos três meses, mas o problema de visão iria acompanhá-la por toda a vida. Dotada de um talento nato, ao completar 10 anos começou a escrever suas poesias e os 18 publicou seus primeiros versos. Quando completou 25 anos sua mãe desencarnou dando início a uma fase ainda mais dura na sua vida. Todas as economias haviam sido gastas no tratamento médico da mãe e ela se viu sozinha e sem recursos para sua subsistência. Não aceitando a possibilidade de entrar para um convento ou arranjar um casamento com um homem mais velho e rico, como sugeriram seus parentes paternos, decidiu ir para Madri em busca de melhores condições de vida e quem sabe conseguir sobreviver com algum trabalho modesto. Na capital espanhola, no entanto, Amália enfrentou a solidão, a miséria e a fome tendo inclusive pensado em cometer suicídio.Num momento de extremo desespero, quando a desesperança tomou conta dela vê sua mãe e fica bastante impressionada. Fortemente tocada por esta experiência, voltou-se para a religião em busca de apoio e na igreja luterana encontrou o conforto que buscava e realimentou sua fé.Voltando a sua vida normal continuou a escrever versos e a realizar pequenos trabalhos de costura, essas atividades acabaram por piorar sensivelmente a sua visão. Ao buscar um tratamento para sua vista, encontra um médico homeopata que, além de curá-la, fala sobre um grupo de "loucos" adeptos de um tal de Espiritismo e lhe empresta um jornal espírita chamado El Critério. Ao ler o jornal ela se convence das verdades espíritas e busca maiores informações sobre o Espiritismo. É o começo de uma nova fase em sua vida. Buscando aproximar-se dos espíritas começou a escrever para o jornal El Critério e aos poucos foi tomando contato com os postulados doutrinários, até que em 31 de março de 1875, aniversário do desencarne de Allan Kardec leu no salão da Sociedad Espiritista Espanõla a poesia A la Memoria de Allan Kardec, marcando assim, definitivamente, a sua adesão as fileiras do movimento espírita. Ainda em Madri, trabalhava durante o dia e escrevia à noite até que em 10 de agosto de 1876 decide ir para Barcelona em busca de melhores condições de trabalho. Lá chegando, junta-se ao grupo espírita Circulo La Buena Nueva, mas três meses após sua mudança, tem grande perda da visão ficando quase cega. É acolhida pela família de Luís Lach, presidente do Circulo que lhe ofereceu abrigo e condições de dedicar-se integralmente ao Espiritismo. Iniciou-se um período de grande produção de Amália na seara espírita. Incentivada por seus companheiros publica um periódico dedicado à mulher espírita. A reação da Igreja foi imediata e o periódico foi denunciado e esteve suspenso por 42 semanas. Escreveu vários artigos e através do seu talento como escritora foi uma extraordinária defensora da Doutrina Espírita, responde nos jornais os ataques dos inconformados com a propagação que se verificava do Espiritismo na Europa.



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Entrevista com Divaldo Pereira Franco

No dia 6 de março de 2006, tivemos a feliz oportunidade de entrevistar Divaldo, quando de sua vinda em Ribeirão Preto para mais uma palestra, realizada no Ipanema Clube.

VL – Como é viver cercado por todo esse carinho e amor? E até uma possível idolatria?

Divaldo – Em realidade eu não percebo nenhuma idolatria. É uma resposta da afetividade ao trabalho que vem sendo desenvolvido há 58 anos. Mas, merece considerar que também nós temos muitas dificuldades, muitos desafios, muitos desacatos, muitos testemunhos, como qualquer servidor de um ideal.

VL – O desenvolvimento da ciência já permite escolher o sexo do bebê. Como ficam as necessidades do espírito se escolhemos o sexo?

Divaldo - Naturalmente o programa divino cumpre-se. Quando a nossa vaidade e nosso egoísmo elegem determinados comportamentos, nós interferimos nos projetos da lei e as conseqüências que advém são de nossa inteira responsabilidade.

VL – E as células-tronco? Como ficam os programas de provas neste caso?

Divaldo – Ainda nos encontramos na área de experiências não confirmadas. Uma que outra, tem dado resultado positivo. As células-tronco têm o poder de adaptar-se ao organismo, porque o perispírito vai desenvolver nela as células compatíveis aos órgãos que se devem renovar. Nada obstante, nós os espíritas não concordamos quando se retiram do feto as células tronco interrompendo a vida.

VL – Por que temos a sensação que o mundo está pior hoje do que há 20 anos atrás, por exemplo?

Divaldo – Porque os veículos da comunicação conseguiram a globalização das noticias. Enquanto uma tragédia está ocorrendo, nós já temos noticias dessa ocorrência porque se transforma numa carga muito grande e pesada para nossa assimilação. Por outro lado, há uma certa preferência masoquista em torno do sofrimento e aquelas noticias perturbadoras encontram mais guarida nos veículos de comunicação do que as idéias dignificantes e libertadoras. Mas, o mundo está muito melhor se nós olharmos o numero de pessoas abnegadas, dedicadas ao bem em grandiosa realização dignificante, veremos que há muito mais questões positivas a afirmar do que negativas a registrar.

VL – Muitas pessoas sonham com a aposentadoria para deixar de trabalhar. O senhor vai se aposentar?

Divaldo – Eu já me aposentei em 1980, quando então passei a dedicar-me com muito mais fervor à causa pela disponibilidade de tempo. Já na época em que eu mantinha as atividades convencionais eu vivia todos os feriados e dias não laborais dedicados à causa espírita.

VL – O senhor conhece muitas cidades. Cada uma delas tem uma atmosfera espiritual diferente? Se tiver, como é a de Ribeirão Preto?

Divaldo – Naturalmente, as cidades expressam o conteúdo vibratório daqueles que nelas residem. No caso típico de Ribeirão Preto, uma cidade de cultura, uma cidade universitária, a psicosfera que se respira é muito saudável. Nada obstante, possamos encontrar bolsões que revelam as manifestações dos problemas existenciais, particularmente naquilo que diz respeito ao desconforto moral e desequilíbrio geral.

VL – Por que Jesus está muito mais nos nossos corações do que nos livros de história?

Divaldo – Porque Jesus é transpessoal. A sua vida é tão dignificante que por mais que se tente desperta-la e estabelecer através de palavras nunca se alcança o sentido profundo desse homem incomparável, que deu a sua pela nossa vida.

VL – Por que apesar da crença na reencarnação os espíritas ainda choram tanto a morte de um ente querido?

Divaldo – Por desequilíbrio psicológico, por imaturidade o que não é de se estranhar. Perguntaram ao Dalai Lama, oportunamente: “quando a humanidade aceitar a reencarnação, o mundo estará melhor”? E, ele demonstrou que mais de 800 milhões de pessoas aceitam a reencarnação no mundo, através do budismo, hinduismo, esoterismo e das diversas doutrinas de natureza esotérica e, no entanto, o fato de crer na reencarnação não muda o individuo interiormente, nada muda na sociedade”. Também a dor da saudade, ausência física, a certeza da imortalidade dualiza, mas, só quando o individuo se conscientiza disso.

VL – Como que os espíritos conseguiram evitar uma “enxurrada” de mensagens creditadas a Chico Xavier?

Divaldo – Em realidade os espíritos não evitaram. Eu penso que a tarefa do missionário e apostolo Chico Xavier ficou muito bem concluída e acredito que ele não teria muito mais a acrescentar. Se não criarem em torno de sua memória uma mística que é muito prejudicial do ponto de vista espírita.

VL – Aqui em Ribeirão Preto, o programa de rádio já tem 25 anos e o jornal Verdade e Luz, 20 anos. Que mensagem o senhor tem para os responsáveis por estes veículos de divulgação espírita?

Divaldo – Bem aventurados aqueles que semeiam esperança e paz. O semeador saiu a semear. Esses dois excelentes órgãos seguem toda a trajetória da proposta do Cristo, porquanto iluminam consciências, libertam corações, alargam horizontes. As minhas palavras seriam de estimulo aos trabalhadores da era nova, que tomaram da charrua e não olharam para trás.

VL – Para encerrar que mensagem o senhor nos deixaria?

Divaldo – Uma mensagem de amor. Vale apenas amar e confiar no bem. Invariavelmente, quando amamos, nós esperamos receber uma retribuição. Em realidade a maior retribuição de quando se ama é o prazer de amar. Se por acaso o nosso amor não é aceito isso não constitui um problema. Se alguém nos ama, a questão não é fundamental. Só é fundamental quando nós amamos. Então, a nossa mensagem é “seja você aquele que ama”.

Entrevista feita por Jorge Jossi Wagner, Ribeirão Preto SP.



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A Religião Espírita

Existem temas que provocam, quase sempre, discussões acaloradas, em virtude da sua complexidade. Um deles gira em torno da palavra religião, que muitos estudiosos espíritas evitam usar quando se fala da Doutrina Espírita. Desejo, com este simples trabalho, colaborar com este importante assunto, esclarecendo que as conclusões são absolutamente pessoais e, como espírita respeitarei sempre as opiniões contrárias.
Há muito tempo se fala no meio espírita, que o espiritismo não é uma religião, mas, uma doutrina. E doutrina, é um conjunto de dogmas em que se baseia uma crença religiosa ou um sistema filosófico ou político.
Também dizemos que no espiritismo não existem dogmas. Dogma é o ponto fundamental e indiscutível de uma doutrina ou sistema.
O espiritismo não tem dogmas, pois todos os seus postulados são passíveis de serem discutidos e analisados, mediante a luz que a ciência possa lançar sobre eles.
O espiritismo tem princípios. Princípio é a causa primária, começo, verdade fundamental, base moral e ética. O Espiritismo apresenta vários pontos fundamentais (seriam princípios?), sendo os principais: A existência de Deus, A existência e Imortalidade dos espíritos, A reencarnação, A comunicabilidade dos espíritos, a Pluralidade dos mundos habitados e tendo em Jesus, o exemplo moral a ser seguido. Se o dogma não permite discussão, o princípio, numa primeira análise, também não o permite. Sendo assim, a base do ensinamento espírita também não permite discussão, apesar de Kardec sempre deixar bem claro que, em qualquer tempo, se a ciência provasse algum erro nas afirmações espíritas, deveríamos ficar com ela...
No livro “O que é o Espiritismo”, Allan Kardec diz: “O espiritismo é, antes de tudo, uma ciência,...”. Podemos entender, se o quisermos que antes de ser uma religião, o espiritismo é uma ciência, mas não que “não seja” uma religião.
Em “Obras Póstumas”, encontramos que “O Espiritismo não é propriamente uma religião instituída, mas uma religião natural”. Ora, se o espiritismo não é propriamente uma religião, também não se está negando que, de alguma forma, que ela não o seja.
No livro “Espiritismo-Religião Natural”, Palhano Junior diz que: “Religião Natural nasce naquele que leu os seus princípios e entendeu a natureza Divina, tornando-se assim uma pessoa religiosa”. A chamada Religião Espírita vem de uma conseqüência dos aspectos científico, filosófico e moral da Doutrina Espírita.
A palavra religião vem do Latim “Religionis ou religio”. Acredita-se que a origem desta palavra provém de: religar ou ligação, que é o vínculo ou obrigação para com alguém ou uma entidade superior.
A Religião, segundo os dicionários é: A crença na existência de uma força “sobrenatural”, considerada como criadora do universo e que como tal deve ser adorada e obedecida.
O Espiritismo explica com racionalidade que: “aquilo que não é obra do homem, é obra de alguém ou algo”. Mas, mesmo sem uma prova científica, ainda, que essa força seja Deus, e que Ele criou todas as coisas, não sabemos entender como esse processo ocorreu, mas, sem dúvida nenhuma foi obra de uma inteligência absoluta. Diz ainda que Deus deve ser “Amado” como Pai perfeito que é. “Obedecê-Lo” é absolutamente natural visto que na Sua Suprema Inteligência criou tudo perfeito, portanto, não cabe discutir a Obra Divina, não por medo, mas pelo uso da razão e do bom senso.
Em “Obras Póstumas”, Allan Kardec, no recebimento da primeira revelação, sobre a sua extraordinária missão, lhe é dito: “Não haverá mais religião, mas uma será necessária, porém, verdadeira, grande, bela e digna do criador... os primeiros fundamentos já foram lançados”.
Analisando o seu significado, entendemos que o espírito se referia aos ensinamentos de Jesus, lançando a mais preciosa mensagem que os espíritos do planeta necessitavam ouvir, fazendo surgir o Cristianismo, cuja base é o amor a Deus e ao próximo.
Como espíritas, entendemos que os rótulos religiosos pouco valem, pois um dia irão desaparecer, para ficarem somente os ensinamentos cristãos. Mas, por enquanto, dada a nossa condição de espíritos imperfeitos e as regras da sociedade, precisamos desta rotulagem.
Imaginemos uma pesquisa estatística onde perguntem sobre a religião professada. O que iremos responder? Eu não tenho religião, pois o espiritismo não é uma religião, mas sim uma Doutrina?
Paulo, o apóstolo dos gentios já alertava dizendo: “A Letra é morta e o espírito vivifica” É um ensinamento que nos orienta para tomarmos cuidado com a letra, visto que nem sempre ela pode traduzir com exatidão o fato.
O Espiritismo é uma religião sim, diferente das outras, pois não coloca sobre os ombros dela a tarefa da redenção humana, mostrando que cada um é, individualmente, responsável pelos seus atos. Mas, ainda assim, uma religião, visto que, nos auxilia a aproximarmos de Deus e do próximo, revelando sem sombras, mentiras ou promessas que temos em nossas mãos todas as oportunidades para o crescimento moral e que não é ela, a Religião, que vai fazer isso, mas sim o nosso trabalho, auxiliados pela orientação religiosa.
No livro “Reflexões Espíritas”, com psicografia de Divaldo Pereira Franco, o espírito Vianna de Carvalho, nos fornece uma conclusão perfeita para o assunto ao dizer: “A ciência, iluminada pela Religião Espírita, comandará o cérebro, e esta sob as luzes dos fatos, guiará o amor com segurança, trabalhando juntas pela felicidade das criaturas”.

Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto SP
jorgewa@estadao.com.br



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DOURADO REALIZA COM EXITO A XXIV CONRESPI

De 25 a 28 de fevereiro último, na cidade de Dourado, que integra a USE Interm. de São Carlos, foi realizada a 24ª. Confraternização Regional Espírita. Tema central dos estudos: Rumo a Regeneração – análise do conteúdo de O Evangelho Segundo o Espiritismo como instrumento de compreensão das transformações ético-morais dos indivíduos como recurso possível para nos dirigirmos para a condição de MUNDO DE REGENERAÇÃO . Os estudos foram coordenados pelas USEs Interm. de Rib. Preto, São Joaquim da Barra, Araraquara e Barretos, despertando o interesse dos participantes. Na forma de estudo em grupo, por agrupamento de capítulos do livro referido, foi possível aprofundar a compreensão do conteúdo dessa 3ª. Obra da Coodificação espírita, e perceber sua importante contribuição para a a transformação moral das criaturas.
O evento contou com a participação dos oradores: Richard Simonetti, Orson Peter Carrara (que realizou uma exposição dialogada com o Sr. Augusto Cantúsio) e Eliseu Florentino Mota Júnior. Na noite do dia 26, o Cantor lírico Allan Vilches fez uma palestra intercalada por números de música, versando sobre a influência benéfica da música na vida das pessoas. Interpretou várias canções do seu selecionado repertório, agradando plenamente o público presente.
Compareceram cerca de 300 pessoas à Confraternização, entre adultos e crianças, superando um pouco o numero de vagas disponíveis.procedentes das USEs de Araraquara, Barretos, Bebedouro, Jaboticabal, Matão, Rib. Preto, São Carlos, São Joaquim da Barra.
A próxima confraternização, provavelmente será realizada na cidade de Matão, por ocasião dos dias de Carnaval de 2007. A solução definitiva da sede do próximo Encontro deverá ocorrer na próxima reunião da USE Regional – região de Rib. Preto – prevista para o último domingo de maio/06.
De parabéns os companheiros de Dourado, especialmente a comissão organizadora do Encontro, pela ótima organização, disciplina, e fraternal acolhida aos participantes. Mesmo em se tratando de uma cidade pequena, que conta com um único Centro Espírita, a organização da CONRESPI atendeu plenamente os objetivos visados, nada deixando a desejar.

 

DIVALDO PEREIRA FRANCO VISITA A REGIÃO DE RIB. PRETO

Dia 6 de março último, o conhecido e aplaudido orador espírita, Divaldo P. Franco, proferiu duas palestras em Rib. Preto. Às 12 h no Hospital de Clínicas Divaldo falou para professores, alunos e funcionários do Hospital e escola de medicina. Às 20h, com um bom público, no ginásio de esportes do Ipanema Clube, falou sobre a excelência do amor, a necessidade reconciliação, ensinos constantes dos evangelhos de Jesus, a nossa disposição há 2 mil anos, e que, infelizmente, ainda não assimilamos completamente e não aprendemos a utilizar em nosso benefício, para uma melhor qualidade de vida. No dia anterior, Divaldo realizou um seminário na cidade de Franca, e à noite proferiu palestra na quadra de esportes “Docão”, para um grande público. Dia 4 falou em Ituverava para mais de mil pessoas interessadas em conhecer mais sobre espiritualidade e renovação moral. Sua vinda a Rib. Preto foi promovida pela USE Interm que, por este meio, agradece a todos que colaboraram para o bom resultado do empreendimento.

 

SOC. ESPÍRTA ANJO ISMAEL COMEMORA ANIVERSÁRIO

A Sociedade Espírita Anjo Ismael (r. Álvares de Azevedo, 1551 – V.Tibério), no dia 14 de março último, completou 18 anos de atividades. Em comemoração à data , REALIZOU REUNIÃO FESTIVA COM PALESTRA PROFERIDA PELO Dr. Tácito Elias Sgorlon, com as dependências totalmente tomadas pelos convidados. Após a palestra não faltou o bolo de aniversário, com refrigerantes, e a boa acolhida dos dirigentes da casa.

 

CENTRO ESPÍRITA CAMINHOS DO AMOR

O Centro Espírita Caminhos do Amor, em março, comemorou o seu aniversário, com várias palestras e programação artística. Felipe Salomão, de Franca, Aldo Aguilar Bianco, Dr. Gustavo Marcelo Daré e Maria José Mondim Moreira foram os convidados palestrantes. Além de estudos, o C. Esp. Caminhos do Amor desenvolve atividades de assistencial social, auxiliando a várias famílias, e proporcionando aos trabalhadores do Centro oportunidade de se exercitarem na prática do bem.

 

VIII CONJESP EM RIO CLARO

A 8ª. Confraternização de Mocidades e Juventudes Espíritas do Est. De S. Paulo será realizada em Rio Claro, de 14 a16 de abril. Promovida pelo Departamento de Mocidades da USE Estadual, são esperados mais de mil jovens nessa Confraternização. Os jovens interessados em participar devem procurar os Departamentos de Mocidades das USEs municipais ou intermunicipais. Mais informações com Francis Lobo, fone 12 – 3145-1340, ou pelo e-mail francislobo@terra.com.br

 

CONFRATERNIZAÇÃO ESPÍRITA DA ALTA NOROESTE

A USE Regional de Araçatuba realizará nos dias 8 e 9 de abril a Confraternização acima, conhecida pela sigla “CONEAN” , que acontecerá em Auriflama. Mais informações, consultar no endereço www.guiata.com.br/use.

 

CRISES
José Argemiro da Silveira
De Ribeirão Preto, sp

“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora” – Jesus (João 12:27)
Todos temos os momentos de crises, as fases mais difíceis. A vida vai seguindo seu curso, tudo correndo normalmente, até que chega um momento em que os problemas aumentam. A dificuldade se intensifica, acontecem surpresas desagradáveis: é a hora da crise. Pode ser uma doença grave, reveses financeiros, dificuldades de relacionamento, perda de entes queridos, seja pela desencarnação, ou por abandono de uma das partes, o lar desfeito,etc. Quem vive tranqüilamente, sem maiores dificuldades, deve se preparar para os momentos difíceis, que certamente chegarão. Sim, porque todos passamos ou passaremos por eles. Até mesmo aquele que parece indene a tais dificuldades, da morte do corpo, ou seja da desencarnação, ninguém escapa. E o momento da passagem para o outro plano da vida certamente se constitui num momento difícil, num teste sério.
A crise é como a prova que o estudante faz para ser promovido a um estágio superior. Durante o ano letivo, o estudante trabalha com as matérias do programa, recebe a orientação dos professores, tem todas as oportunidades para se preparar para o dia da prova Realiza exercícios, participa das aulas, faz pesquisas, enfim tem toda a liberdade e apoio para realizar o aprendizado. Porém, no momento do teste, deverá demonstrar o que aprendeu. Não poderá valer da ajuda de colegas, nem recorrer a fontes de consulta, nem a apontamentos.
As crises da vida são assim como a prova referida, como esse teste a que o estudante se submete. E vale notar que assim como o teste na escola, ou uma prova num concurso, é realizado para uma promoção, para o bem do candidato, assim tambem os testes da vida ocorrem para o bem, para o progresso da criatura. Sua finalidade é o aperfeiçoamento do Espírito, fazer com que ele ganhe mais confiança em si mesmo e em Deus; conquiste uma situação melhor.
E como reagimos a esses testes, às crises da vida? O candidato que se submete a um concurso para obter um emprego, e o estudante que faz a prova com vistas a “passar de ano”, fazem-no de bom grado, ciente de que é para o seu bem. Tais provas não são realizadas para sacrificar, simplesmente, o candidato, e sim visando aferir sua capacidade, para uma promoção. Desta maneira devemos enfrentar as crises da vida, os momentos de dificuldade, que acontecem não para massacrar, mas para nos promover. Vê-los como um desafio é uma atitude de sabedoria.
Emmanuel, analisando o versículo de João, citado de início, considera: “Ia o Mestre provar o abandono dos entes amados, a ingratidão de beneficiários da véspera, a ironia da multidão, o apodo na via pública, o suplício e a cruz, mas sabia que ali se encontrava para isto, consoante os designios do Eterno. Pede a proteção do Pai e submete-se na condição de filho fiel”. E mais adiante acentua: “Todos os seres e coisas de preparam, considerando as crises que virão. É a crise que decide o futuro. A terra aguarda a charrua. O minério será submetido ao cadinho. A árvore sofrerá a poda. O verme será submetido à luz solar. A ave defrontará com a tormenta. A ovelha esperará a tosquia. O homem será conduzido à luta. O cristão conhecerá testemunhos sucessivos”(1) .
No livro “A Voz do Monte”, lição intitulada “Quando a dor redime”, Richard Simonetti afirma: “Oferecendo o ensejo de despertamento e resgate, as dores da existência representam o preço nunca demasiadamente alto que pagamos para o ingresso nas bem-aventuranças celestes.Seja a dor física que depura, seja a dor moral, que amadurece, temos em suas manifestações o cuidado de um mestre inflexível que nos disciplina e orienta preparando-nos para assumir a condição de filhos de Deus e herdeiros da Criação”.
(1) Vinha de Luz, cap. 58 – Emmanuel/Francisco C. Xavier



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O ENGANO
Aglaê P. Silveira
São Paulo

Um dia ouvi JESUS dizer
Que para haver felicidade
O homem tem que muito amar
Tem que viver fraternidade
E fui andando pelo mundo
Buscando amor e amizade
Só que eu não queria dar
Mas receber, em quantidade

Os companheiros, os amigos,
A minha gente, o meu irmão,
Só eram bons quando faziam
Aquilo que eu achava bom.
Eu dava, mas a quem me desse,
A quem me amasse, eu amava;
Se me sorriam, eu sorria;
Se perdoassem eu perdoava.

Até que um dia eu descobri
Que pra viver fraternidade
Nós não podemos esperar
Que venha a nós felicidade
Mas é preciso dar da gente
Valorizando nosso irmão
Viver o que ele precisa
Sem reticência ou restrição

Amor que é amor não se separa
No amor somos todos iguais
Se algo é bom pra todo mundo
Não é preciso querer mais.
Amar aos outros mais e sempre
É só assim que nasce a luz
A matemática divina
Compreende, por fim, JESUS.

 

 

CARTAS
Recebemos da USE Interm. de Guarulhos a seguinte correspondência:
“Ao Jornal Verdade e Luz”
“Ao receber o exemplar referente ao mês de fevereiro de 2006, constatamos que por informação exarada no jornal, esse órgão estava comemorando 20 anos de ininterruptas atividades. Assim, cumprimentamos os queridos amigos pela manutenção do periódico mencionado, pois sabemos que a mantença de qualquer trabalho exige esforços, dedicação, amor; porém, igualmente é do nosso conhecimento de que o resultado recompensa aqueles que envidam os esforços por uma nobre causa; e os frutos que se colhem, maduros, pela persistência dos trabalhadores, e grande recompensa que os que envidam esforços recebem.
Somos gratos por recebermos mensalmente esse periódico, e reiteramos os votos de que outros 20 anos sejam comemorados.”
Fraternalmente – p/ USE Interm. de Guarulhos, as. André Luiz Galembeck, 1º) secretário.



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O Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo

Nilza Teresa Rotter Pelá
educ.luz@bol.com.br

No período de março de 2005 a abril de 2006 nas palestras mensais que a nossa USE realiza nas sociedades espíritas o tema Evangelho Segundo o Espiritismo foi a temática norteadora; essa mesma temática foi explorada na Conrespi realizada durante o período de carnaval 2006 na cidade de Dourado-SP.
Nesse evento durante o primeiro módulo foram feitas, para os grupos, as seguintes questões: o que você pensa de estudar O Evangelho Segundo O Espiritismo abrindo ao acaso? Quais as implicações desta prática? Como o grupo sugere o estudo para o conhecimento integral da obra?
Os debates foram profícuos com tomada de posições ricas de argumentações na defesa da leitura do Evangelho abrindo-o ao acaso bem como no estudo metódico, seqüencial e sistemático desta obra básica.
Sempre que se defende a leitura da obra abrindo-a ao acaso evoca-se a assistência espiritual para que a página aberta traga a resposta para nossa necessidade do momento, e como não pode deixar de ser inúmeros exemplos são relatados, então os defensores da prática destacam a importância do processo, porém de maneira tímida alguém lembra que algumas vezes está resposta parece nada ter a ver com a situação do momento e então a pessoa não tem o merecimento da ajuda espiritual que necessita? Óbvio que não, os amigos espirituais são bons demais para nos deixar em situação de desamparo, então fica interessante o debate, pois as tentativas de justificar a ocorrência resvalam para o místico.
Interessante fato foi relatado com relação à questão acima mencionada; contou-nos um confrade que no ano passado foi vítima de um seqüestro quando dirigia por uma rodovia e foi “fechado” por um carro e ao parar foi rendido pelos assaltantes que o retiraram do veículo e o imobilizaram com fita adesiva e foi atirado a um canavial e seu carro foi levado. Com muito sofrimento físico e moral conseguiu soltar-se e caminhou para um telefone pedindo socorro. De volta ao aconchego do lar no dia do Evangelho em casa agradecendo a ajuda recebida abriu ao acaso O Evangelho Segundo O Espiritismo que caiu na lição “Se fosse um homem de bem teria morrido” (cap V-Bem aventurado os aflitos). Em um primeiro momento foi um choque, pois esperava que viessem “passar a mão na sua cabeça” em consolo quando na realidade lhe foi apontada a necessidade de melhora espiritual.
Outro aspecto levantado quanto à abertura ao acaso é que, com uma freqüência grande, a pessoa acaba abrindo sempre o mesmo texto, então vem a justificativa que é porque necessita muito do ensinamento, contra-argumenta-se que o que pode estar ocorrendo é que tendemos sempre abrir a parte central do livro que de certa forma há um “ favorecimento” da abertura no mesmo lugar.
Foi lembrado nas discussões que ler ao acaso não substitui o estudo metódico, seqüencial e sistemático desta obra básica, comportamento que é obrigação de todos àqueles que optaram pelo Espiritismo.
Quando planejamos uma viagem temos o cuidado de estudar o mapa, localizar a melhor rodovia, calcular a quilometragem, prever o tempo que vai ser gasto. Quando compramos um celular novo nos informamos de suas funções, lemos o índice dos conteúdos. Assim procedemos porque queremos estar seguros quando necessitamos dessas informações. Porque com O Evangelho Segundo O Espiritismo que é um roteiro de vida seria diferente?
Assim devemos considerar que o seu conteúdo deve ser conhecido na integra para que a criatura possa nele se apoiar em situações de vida quando está em sofrimento sabendo onde buscar a orientação que necessita.
Essa obra faculta aos seus estudiosos a compreensão dos motivos de sua aflição, as virtudes que precisa atingir na sua transformação moral, quais as dificuldades que tem de enfrentar para essa tarefa, bem como lhe apresenta o processo para o alcance desta meta. Isso se encontra apresentado de forma lógica e seqüencial ao longo dos capítulos, que não será detectado sem que se faça o estudo seqüencial de todo a obra.
Não se pretende que as pessoas que tenham o hábito de fazer leituras ao acaso parem de assim fazer, busca-se que se tenha o cuidado de não se limitar a isso, uma vez que esse processo não faculta o total conhecimento da obra.
Hoje em dia está muito em voga o livro de auto ajuda, nós espíritas temos o melhor e mais completo desses livros -O Evangelho Segundo O Espiritismo-que compilado por Kardec foi escrito por uma plêiade de Espíritos altamente capacitados, todos eles tendo como referência o ensino do maior terapeuta que já existiu-Jesus Cristo.



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O Espiritismo
LÉIA CONCEIÇÃO APARECIDA PANTONI
de Ribeirão Preto, SP

Falar do Espiritismo
Eu sei, não é fácil não
Esta doutrina divina
Que é pura consolação.

O Cristo já a prometia
Para os séculos vindouros
Sabendo que se tornaria
Um dos maiores tesouros.

Século dezenove...
Tudo é luz e inspiração
O mundo todo se move
Com a nova revelação.

Os mortos estão falando
Os mundos são habitados
Conceitos se modificando
Por quase todos os lados.

Existe a reencarnação
O espírito é imortal
Tudo é renovação
O ser humano é igual.

O Espiritismo é a Verdade
De Nosso Mestre e Senhor
Para toda a humanidade
Como prova de seu Amor.

Separação

Neste momento me calo
Perante o corpo inerte
E juro! Não sei se falo
O que isto em mim,
reflete.
Parte o ser imortal
Rumo ao grande além
Todo destino é igual
E não exclui ninguém!
Vai nosso ente querido
Sem que se possa impedir
E o coração ferido
Prestes a sucumbir.
Mas sua vida prossegue
Em outra dimensão
E a dor que nos segue
Não mais terá razão!
E novamente me calo
Pedindo a Deus, proteção
Para que possa guiá-lo
Com uma bela oração!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto

 

Viver

Quer maior presente que a Vida?
Quer maior bênção do que esta?
Você já parou para avaliar o seu significado?
O porquê de estar aqui?
Muitas vezes não pensamos nisto...
Muitas vezes seguimos nosso dia a dia sem dar importância a este fato...
E o tempo passa sem que se perceba!
Muitas vezes valorizamos o que não vale a pena e desprezamos o essencial!
Brincamos com os sentimentos... Esquecemos da saúde...
Enganamos a nós mesmos!
Ah! Se soubéssemos as conseqüências que o futuro nos reserva, pensaríamos melhor antes de qualquer atitude.
Mas... As oportunidades nunca cessam.
A experiência chega de uma forma ou de outra... E a vida se faz!
Não perca este dom maravilhoso que Deus te concedeu!
Cuide-se com mais carinho!
Proteja-se da mágoa, do pessimismo e da revolta.
Lute sempre contra o orgulho e o egoísmo.
Cultive mais a esperança e o amor.
Dê sempre o primeiro passo rumo à felicidade.
Se Você existe... Não é por mero acaso.
Se Você existe... Deus tem um propósito para sua existência.
Acredite nisto! Confie!
Problemas? Dores? Empecilhos? Quem não os terá?
Mas... Não vale desanimar! Não vale se entregar!
Se Você existe... Siga firme no seu caminhar!
Nunca estarás sozinho!
Deus te ama! (E garanto que não é só Ele!).
Portanto... Siga em frente...
Não deixe seu maior presente perder o valor!
Não deixe de ser na Terra, pelo menos, uma gota de Amor.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto - SP

 

 

Separação

Neste momento me calo
Perante o corpo inerte
E juro! Não sei se falo
O que isto em mim, reflete.
Parte o ser imortal
Rumo ao grande além
Todo destino é igual
E não exclui ninguém!
Vai nosso ente querido
Sem que se possa impedir
E o coração ferido
Prestes a sucumbir.
Mas sua vida prossegue
Em outra dimensão
E a dor que nos segue
Não mais terá razão!
E novamente me calo
Pedindo a Deus, proteção
Para que possa guiá-lo
Com uma bela oração.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

Benditas mãos

Benditas são as mãos que fazem nascer...
Que sabem curar...
Que procuram, a todos, ajudar!
Benditas são as mãos que secam as lágrimas...
Que limpam feridas...
Que acenam tristes em cada partida!
Benditas são as mãos que plantam na terra...
Que aplacam a fome...
Que evitam a guerra!
Benditas são as mãos da criança e do adulto...
Que cumprem sua missão...
Espalhando alegria, paz e consolação!
Benditas são as mãos...
Em todos os sentidos...
Que trabalham sem cessar
Para o amigo Jesus Cristo!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

Caridade

Caridade... Caridade!
Doses do mais puro amor
Envolva esta humanidade
Afugente sua dor!

Caridade... Doce luz
Se faça sempre presente
Nas bênçãos do Bom Jesus
Abrangendo nossa gente!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

Naqueles dias...

Nos momentos difíceis...
Não desanime!
Nas horas amargas...
Não deixe de confiar ainda mais em Deus!
Nas decepções...
Não guarde mágoas!
Elas só te farão sofrer mais
Além de prejudicarem seu organismo...
Sua saúde!
Nas ingratidões...
Retribua fazendo o bem!
Perdoe!
Sei que não é fácil!
Mas pelo menos, tente!
Nos revezes que porventura enfrentares...
Encare-os como lições salutares
Para o seu crescimento interior!
Não se entregue à revolta
Ou à cólera!
Use e abuse da oração!
Não tenha vergonha de pedir ajuda...
Proteção...
E inspiração para sanar suas dúvidas!
Orai e vigiai!
Disse Jesus!
Não se faça de rogado...
Se os problemas forem maiores do que suas forças...
Acredite...
Você terá capacidade de enfrentá-los!
E por fim...
Se todos te abandonarem...
Tenha certeza...
Deus nunca o fará!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

Deus te abençoe!

Deus te abençoe no momento em que levantas
Para que tenhas coragem e garra para lutar!
Para que enfrentes a vida
sem jamais desanimar!
Deus te abençoe no caminho do trabalho
Que sigas com atenção pelas ruas da cidade
Para que chegue ao seu destino sem nenhuma atrocidade.
Deus te abençoe nas decisões a tomar
Que sejas correto e sensato para ninguém prejudicar.
No trato com os amigos espalhe otimismo e bondade
Seja sempre um portador de paz e felicidade!
E que estenda estes gestos também no seu falar.
Deus te abençoe também dentro do lar
Onde a paciência e o carinho deverá sempre imperar!
Que tenhas discernimento na arte de educar
Para que as melhores sementes,
possa aos seus, espalhar!
Deus te abençoe em todo e qualquer momento
que se faça necessário.
Nas horas de alegria,
onde tudo te sorri!
Ou nas horas de tristeza,
se a lágrima surgir!
Em algumas despedidas que a vida te impor!
Ou em outros lugares por onde você for!
Deus te abençoe não importa a situação
que a vida te apresentar
Prossiga, confie e acredite
que tudo há de passar!
Não esqueça da oração,
melhor remédio não há!
Deus te abençoe, eu desejo do fundo do coração
Para que sigas feliz, rumo à sua evolução.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

Sua vida

Viva cada momento
Com muita fé e amor
Cultive o bom pensamento
Nunca se entregue à dor.

Procure só valorizar
Cada pequeno segundo
Coragem em seu caminhar
Neste que é nosso mundo.

Use o bom senso e a razão
Nas lutas do dia a dia
Cultive também a oração
Como suave energia.

Busque no bem agir
Não prejudique ninguém
Faça o seu existir
Ser proveitoso a Alguém.

Garra, otimismo, esperança
Siga sem esmorecer
Tenha em Deus confiança
Para sua luta, vencer!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

O que Deus me concede

Analisando a vida
Cheguei à conclusão
Meu Deus!
Sou tão Feliz!
Porque me deste esta bênção!
Sou perfeita!
Posso ver!
Quem sou eu pra reclamar!
O que Deus me concede
Não dá nem pra expressar!
Mesmo por entre a dor
Vejo luz e esperança
Num corpo imperfeito, uma mãe
Sorrindo pra sua criança!
Me chama atenção esta cena
E eu me pego a chorar
O que é o meu problema
Dá-se pra solucionar!
Deus me dá sua proteção
Em todo e qualquer momento
E eu para agradecer
Nesta simples oração
Expresso meu sentimento!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

A morte

Muitas vezes quando perdemos um ente querido, a vida perde o sentido...
Sentimos-nos derrotados, sem expectativas... Sem esperanças!
Em casos mais graves partimos para o consumo exagerado do álcool, nos entregamos às drogas e num ato mais extremo, tiramos a própria vida.
Quando agimos desta forma, que exemplo estamos dando ao nosso ente querido que partiu?
Que exemplo estamos dando aos nossos familiares que ficaram tão órfãos quanto nós?
Onde nosso Amor? Onde nossa Fé?
Onde nossa confiança em Deus?
Todos nós, indistintamente já passamos ou passaremos pelo momento de dor que é a perda de um ente querido.
Todos nós, vivenciaremos este fato, ora como mero expectador e por fim como participante ativo.
Todos nós, indistintamente faremos esta passagem!
Uns irão mais novos, na flor da juventude.
Outros, na velhice. Alguns, sem mais nem menos.
Outros através de acidentes ou problemas de saúde.
Que egoísmo o nosso querer manter um ser amado sofrendo com dores terríveis, jogado numa cama ou leito de hospital.
Mas, no momento, isto não importa!
O que importa realmente são os sentimentos que nutrimos pelo ser que partiu.
O que importa são os exemplos que ele nos deu em vida e que influenciaram de alguma forma em nossa caminhada.
Eu poderia falar mil coisas a respeito... Narrar fatos vividos...
E tenho certeza que sempre faltaria algo.
Deus, em sua bondade infinita, nos acolhe a todos e mesmo na separação demonstra o seu imenso amor.
A morte nada mais é do que a porta de entrada para um novo mundo.
A morte nada mais é do que a libertação de males e oportunidade bendita para novos recomeços.
Eu sei que nossos familiares e amigos foram muito importantes pra nós.
Eu sei que não iremos esquecê-los e que seus exemplos ficarão marcados.
E o principal... Um dia, temos certeza disto, Nosso Pai Celestial permitirá nosso reencontro na pátria maior.
Como é confortadora esta idéia!
E é assim que chegamos a suave conclusão: A morte não existe!
A perda não existe!
Tudo é vida na natureza!
Confiemos ao Pai nossas dores e saudades!
E aos nossos entes queridos a certeza de que não estarão sozinhos e nem serão esquecidos...
Pois nossos pensamentos e sentimentos estarão sempre ao seu lado nesta nova jornada!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto - SP



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RELACIONAMENTO

No contato com os outros
Não devemos julgar e nem rotular
Porque também somos espíritos imperfeitos
E precisamos aprender a perdoar

Perdoar é deixar as mágoas para trás
E seguir em frente, fazendo a sua parte
Portanto, é fazer bem para nós mesmos
Perdoar é sabedoria, é amor, é arte

E quando estiver difícil perdoar
Podemos recorrer à prática da oração
Para nos harmonizar com os outros
Abrindo e energizando nosso coração

E para facilitar nosso contato com os outros
Devemos sempre e com sinceridade sorrir
Porque nós ficamos mais bonitos
E ainda conseguimos evoluir!!!

Aline Patrícia de Oliveira



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2° Encontro Almas Integradoras
Comunicação e Conhecimento

Gustavo Leopoldo R. Daré
(coordenadoria de estudos da mediunidade da USE-RP)
leopoldodare@ig.com.br

No dia 09 de abril será realizado o segundo encontro do Projeto Almas Integradoras, na Sociedade Espírita Mariano do Nascimento, rua Mal Mascarenhas de Morais, n. 901, das 9:00 às 12:00 horas. O encontro é destinado a todos os participantes de todos os grupos de educação mediúnica das sociedades espíritas de Ribeirão Preto e região. O encontro terá a seguinte dinâmica: formação de 3 oficinas de debates, que trabalharão simultaneamente, seguido de apresentação das conclusões em plenária. Os temas de debate serão:
Oficina de Debates Teóricos: O Espírito – qual sua constituição? Como evolui? Como investigar o Espírito? Oficina de Debates Pedagógicos: Planejamento de aula – motivações e estruturação.
Oficina de Debates das Vivências: sensações emergentes no relaxamento e na concentração.
Sugerimos aos grupos de educação mediúnica que desejem participar, para se dividirem nas três oficinas, e pedimos que tragam os livros, textos, anotações das vivências e anotações das aulas. Estes materiais enriquecerão o encontro e serão os pontos de partida para os debates.
Um abraço a todos e até lá.



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PORQUÊ E COMO VIGIAR E ORAR

Vigilância e oração são imprescindíveis ao aperfeiçoamento espiritual do homem.

“Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus a seus discípulos, que não conseguiam permanecer em vigília e oração com ele, pouco antes de ser preso.
Essa frase continua importante e indispensável a todos, principalmente, aos que procuram viver em harmonia com a lei do bem.
Vigiar, como verbo intransitivo, significa velar, estar atento, estar desperto.
Vivendo em um mundo onde o mal e o bem se mesclam e se confundem, irradiação do que temos e do que somos, interiormente, precisamos estar sempre vigilantes e atentos ao que se passa ao redor e dentro de nós, para evitarmos erros de interpretação ao que acontece exteriormente e às reações equivocadas de nossa parte.
Assim, podemos e devemos adquirir o hábito de estar atentos aos nossos pensamentos, preferencialmente, no momento que surjam e, dependendo do seu teor, afastá-los ou continuar com eles.
Toda vez que nos pegarmos em flagrante, com um pensamento negativo, seja de raiva, ódio, desânimo, tristeza, ou outros, paremos e reflitamos sobre o que deu origem a eles. O estímulo pode ser exterior ou interior a nós. De qualquer maneira despertou um sentimento criado e alimentado por nós, quando ainda não tínhamos a intenção de seguir o exemplo de Jesus.
Pode ser também – e isso é muito freqüente - que continuamos a alimentá-lo, na existência atual, apesar do nosso desejo de seguir Jesus, porque é sempre difícil substituir hábitos antigos por novos.
Trazemos, em nosso inconsciente, experiências já vividas, muitos sentimentos e emoções recalcados, situações não resolvidas que, em dadas circunstâncias, vêm à tona, muitas vezes surpreendendo até a nós próprios.
“Renascemos na Terra com as forças desequilibrantes do nosso pretérito para as tarefas do reajuste. Nas raízes de nossas tendências encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade. Não te proponhas desse modo, atravessar o mundo sem tentações. Elas nascem de ti mesmo e alimentam-se de ti quando não as combates...” (1)
Também, através da mediunidade generalizada, que é “a disposição natural do espírito para expandir-se, projetar-se e entrar em relação com outros espíritos”, encarnados ou desencarnados, e que todos a possuem, estamos, constantemente, conversando, dialogando com Espíritos que nos querem ajudar ou obsessores, respondendo a inquirições sobre nós ou sobre determinadas pessoas, através dos nossos pensamentos (2).

Jesus, O Mestre Maior, sabia das nossas dificuldades interiores, compadecia-se dos seus irmãos tão imperfeitos na escala evolutiva e ensinava-nos, com palavras simples, lições de profunda sabedoria, como: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação.”
Vigiando nossos pensamentos, analisando-os, olhando dentro de nós mesmos, vamos perceber que eles apenas refletem nossos sentimentos bons e maus, positivos e negativos.
Uma maneira de estarmos atentos a esses pensamentos é vigiarmos as sensações físicas que eles provocam em nós, se agradáveis ou desagradáveis. Percebendo o teor da sensação provocada, chegamos ao que sentimos. Todo pensamento nosso é fruto do que sentimos em relação a um estímulo.
Além do vigiar, mandou-nos Jesus orar. Sim, só vigiar não basta, devido à nossa imperfeição no uso das faculdades do espírito. Precisamos também orar, entrarmos em sintonia com a Espiritualidade Maior, para que possamos ser ajudados na análise dos nossos pensamentos e sentimentos, afastar os maus e os prejudiciais, sintonizando-nos com o bem. Nossos amigos espirituais atendem ao nosso apelo, fortalecendo nossa vontade de aprender e de lutar contra o mal que criamos dentro de nós.
Somos ainda muito imperfeitos para lutar sozinhos. Sempre que necessário, busquemos o auxílio do Alto, principalmente, em nossas batalhas internas.
Sigamos, pois, o “Vigiai e Orai” que Jesus nos deixou e vivamos com mais segurança e alegria na busca da harmonização conosco e com os demais.

Bibliografia: 1 : Fonte Viva, Emmanuel, médium Francisco C. Xavier
Lição110 : Vigiemos e Oremos
2 : Mediunidade, Herculano Pires, capítulo 2, página 19 da primeira edição.

Ribeirão Preto, maio de 2002.
Leda de Almeida Rezende Ebner



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