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Março de 2006, edição n°. 242
Jornal Eletrônico Verdade e Luz

Índice

São as Águas de Março...
Educador, Um Amigo o Espera...
Amigos Para Sempre!!!
Arrepende-te e Volta
Biografias e Efemérides
Considerações Sobre a Tolerância
Do Caipira ao Choro
Evolução Espiritual
Jesus e as Crianças
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE)
Laços de Família
Livre - Arbítrio e Conformismo
Sanatório Espírita Vicente de Paulo
O Que Fazer com Nossas Inclinações Inadequadas?
O Drama da Obsessão
Qual a Qualidade Deles???
Alento e Força
O Espiritismo
Primeiro Encontro do Projeto Almas Integradoras
Se Teus Olhos Forem Bons...
Suplemento Infantil
Tente Outra Vez!!!
Projeto Almas Integradoras
Ramo de Parreira: Um emblema espírita esquecido
Allan Kardec, 31 de Março
Porquê e Como Vigiar e Orar

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAL março de 2006

SÃO AS ÁGUAS DE MARÇO...

“São as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração...” Março, como cantava Tom Jobim, traz junto com as águas, promessa de vida...
Nós, espíritas, lembramos nesse período, do desencarne do mestre de Lyon, Allan Kardec, ocorrido em 31 de março de 1869. Curioso como ligamos o desencarne de Kardec justamente a uma promessa de vida. Em seu túmulo, no cemitério Père Lachaise, em Paris, encontra-se gravado na pedra: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei”.
Camille Flammarion, disse, em discurso no funeral de Kardec (vide Obras Póstumas): : “Já que sabemos que sua alma imortal sobrevive aos despojos mortais, assim como preexistiu a eles; que laços indestrutíveis ligam o mundo visível ao mundo invisível; que esta alma existe hoje tão completa como há três dias e que não é impossível achar-se entre nós agora; digamos-lhe que não quisemos ver dissipar-se a sua imagem corpórea e encerrar-se no sepulcro sem lhe honrar unanimemente os trabalhos e a memória, sem pagar o tributo de reconhecimento à sua encarnação terrestre, tão útil e dignamente preenchida.” Ele estava confirmando a lição de Kardec sobre a imortalidade, e ao mesmo tempo reconhecendo o papel que Kardec desempenhou na transformação dos homens.
Terminou sua fala, acrescentando ainda que “A imortalidade é a luz da vida, como este brilhante sol é a luz da natureza. Até logo, meu caro Allan Kardec, até logo”. Seu discurso estava marcando a certeza da vida, infinita e otimista, no sentido de caminhar sempre em frente, para a evolução.
É nessa perspectiva que devemos lembrar de Kardec, da imensurável contribuição que legou à humanidade, mostrando que para tudo se tem uma solução, para tudo podemos recomeçar, construindo um futuro melhor.
É a promessa de vida... Pense nisso. Pense agora.



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EDUCADOR, UM AMIGO O ESPERA ...

“Jesus se encontrava nas circunvizinhanças da cidadezinha de Cafarnaum como se procurasse, com viva atenção, algum amigo que estivesse à sua espera”. ¹

Para pensar sobre como poderia ser uma boa relação entre educador e educando, professor e aluno, entre alguém que ensina e alguém que aprende, nada melhor que buscar o modelo de Jesus.
Quando Jesus buscava aqueles que seriam seus alunos - discípulos - para então se tornarem professores - apóstolos - da humanidade, agia, segundo Humberto de Campos, no livro Boa Nova¹, “como se procurasse, com viva atenção, algum amigo que estivesse à sua espera.”
O primeiro encontro com Simão Pedro e André, os primeiros discípulos, foi marcado por forte sentimento de enlevo, carinho e ternura. Jesus, com um sorriso sereno, simplesmente convidou-os a segui-lo. “Não sabiam como explicar aquela fonte de confiança e de amor que lhes brotava no âmago do espírito e, sem hesitarem, sem uma sombra de dúvida, responderam simultaneamente: Senhor, seguiremos os teus passos.” Jesus os abraçou com imensa ternura, e foram em direção ao centro da cidade, onde estava Levi (que viria a ser chamado de Mateus), que era coletor de impostos. Com o mesmo olhar doce e firme, Jesus lhe pergunta: “Queres vir comigo para recolher os bens do céu?” Levi, envolvido em emoções que não saberia explicar, comovido, respondeu: “Senhor, estou pronto!”
Esse clima de carinho e enlevo que se destaca, claro, tem a marca de Jesus. Poderíamos à primeira vista pensar que isso só é possível porque era Jesus, Espírito iluminado e tão à frente de nosso tempo...
Mas vamos pensar em trazer essa lição para nosso cotidiano.
Primeiro, a forma como ele se dirigiu aos seus discípulos. Buscava amigos que estivessem à sua espera. Também aqui se poderia argumentar que provavelmente estes seriam espíritos adiantados, com missões importantes a cumprir, etc. Mas em algum momento começaram, não é? Não seria essa uma imagem fantástica para se ter em relação aos aprendizes que convivem conosco? Imaginar cada educando como alguém que esteve à nossa espera para construir, apropriar-se do conhecimento tão almejado? Olha aí a importância da tarefa do educador.
Em seguida, aparece aquele clima envolvente de carinho e amor, que acolhe as criaturas e parece abrir um novo campo de buscas para todos. Jesus exalava amor, pelo seu próprio adiantamento moral. Simão, André e Levi deixaram-se envolver por esse carinho, e devolvendo-o ao Mestre, ajudaram a criar esse ambiente.
O que estamos fazendo, como educadores, pelo ambiente de aprendizado em que estamos inseridos? Será que estamos acolhendo com carinho, mostrando que também estávamos à espera deles, como amigos e como oportunidade de aprendizado também para nós, educadores?
Como ainda estamos aprendendo a amar como Jesus, temos que dedicar mais esforços nessa direção. Criar esse clima de amor é um trabalho que o educador precisa fazer, antes de tudo, consigo mesmo. Despojar-se de melindres, do egoísmo, e passar a olhar o outro. Perceber no outro alguém importante, merecedor de sua atenção. Reconhecer que nessa tarefa se faz fundamental estreitar os laços para que as afinidades surjam, e os espaços de trocas e construção conjunta sejam estabelecidos.
Preparado o terreno, construído este ambiente agradável, com o amor circulando no grupo, o bem estar, aí então, já teremos conseguido a base para o trabalho de educar: o sentimento e a boa-vontade. Estaremos seguindo Jesus, que “contemplou a multidão e enviou-lhe um sorriso de satisfação. (...), ele aproveitaria o sentimento como mármore precioso e a boa-vontade como cinzel divino”. ¹

Referências Bibliográficas:
1.Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, FEB. Capítulo 3

Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves



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Amigos para Sempre!!!
WELLINGTON BALBO
de Bauru, SP

Neste fim de semana desencarnou minha avó materna, tinha 78 anos e há tempos sofria com problemas cardíacos.
Pela tela de minha memória passou um belo filme.
Minha avó teve uma Vida Boa, repleta de conquistas!
Mulher de pouca instrução mas de grande sabedoria, criou 6 filhos com grande maestria, amou 6 netos como nunca e curtiu 3 bisnetos.
Logo no seu despertar como mãe teve uma das grandes provações de jornada, seu filhinho com 1 ano e meio desencarnou, duro golpe para o coração materno, entretanto, com coragem e fé no futuro superou esse trauma e prosseguiu.
Muitos em situação semelhante se entregam a revolta, angustiam-se, tornam-se presas fáceis da depressão.
Ela preferiu o caminho oposto , resignou-se frente ao inevitável, afinal, como disse o poeta “O TEMPO NÃO PARA”, era imperioso prosseguir construindo sua estrada.
No dia 12 de Julho de 1986, outro grande teste em sua caminhada, sua filha primogênita, então com 46 anos teve uma trombose cerebral que a deixou em vida vegetativa até os dias de hoje, esta filha tinha 3 garotos pequenos e um marido desorientado com o acontecido.
Acolheu-os em sua casa, com desvelado carinho voltou a embalar aquela criança grande em seus braços amorosos, trocou fraldas, fez papinhas, acordou inúmeras noites para dar-lhe remédio, mesmo enferma fez isso até seus derradeiros dias no corpo físico.
Lamentações?
Jamais.
Tristeza?
Não havia tempo para senti-la, o trabalho lhe aguardava.
Na quinta feira, véspera de sua cirurgia fui ao hospital desejar-lhe boa sorte e ganhei mais uma lição de confiança:
— Filho, amanhã entrarei na “faca”, tenho certeza que irei me curar!
Minha avó acertou em cheio na previsão, sexta feira cerrava os olhos para a vida física, onde seu corpo já debilitado não mais atendia aos anseios de seu espírito ativo e decidido, estava liberta dos constrangimentos que caracterizaram seus últimos anos de existência, livre, em paz consigo, poderá seguir seu caminho com a certeza de ter feito o melhor que pode pelo seu semelhante.
Digo-lhe Parabéns e Até logo, no palco da vida foi minha avó, amanhã poderemos ser irmãos, mas com muita honra afirmo que “SOMOS AMIGOS PARA SEMPRE



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ARREPENDE-TE E VOLTA


O remorso é a força que prepara o arrependimento, como este é a energia que precede o esforço regenerador. Choque espiritual nas suas características profundas, o remorso é o interstício para a luz, através do qual recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos do Invisível, a fim de retificar seus desvios e renovar seus valores morais, na jornada para Deus.
O arrependimento apressa sua reabilitação, mas não o absolve.
A Palavra Divina, consubstanciada no versículo do Apocalipse, cap.2 – v. 5, é incisiva: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta...”, ou seja, é um apelo à introspeção sincera, através da qual o homem se analise e veja exatamente em que trecho da jornada empreendida ele se equivocou – onde se permitiu iludir, onde o personalismo passou a comandar-lhe as ações, onde abdicou do bom-senso, onde a ambição do poder prejudicou a sua capacidade de discernir, onde, enfim, começou a olvidar as próprias fragilidades...
Todavia, é imprescindível reconsiderar a caminhada e fazer com que os passos retrocedam à encruzilhada do engano, quando se imaginou que seria possível continuar sem a bússola da fé que norteia.
Não basta situar nossa alma no pórtico do templo e aí dobrar os joelhos reverentemente; é fundamental regressar aos caminhos vulgares e concretizar, em nós mesmos, os princípios da fé redentora, sublimando a própria vida.
Evitar a posição do aluno que estuda... e jamais se harmoniza com a lição, recordando também que se o arrependimento é útil, de quando em quando, o arrepender-se a toda hora é sinal de teimosia e viciação.
Antes de tudo, o culpado tem de se arrepender, reconhecer a extensão e o volume das próprias faltas e se converter, a fim de alcançar a época do refrigério, pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Chegado a essa altura o espírito endividado não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhece, acima de tudo, que com Jesus, todo jugo é suave e todo fardo é leve. Desse modo, reconhecido o delito pelo arrependimento, não deter-se aí, mas confiante, valoroso, disposto, firme, reconstruir suas atitudes no Bem, única forma de desgastar os enganos cometidos.

BIBLIOGRAFIA:
•BACCELLI, Carlos A . Ramos da Videira. Lição 31.
•XAVIER, Francisco Candido. O Consolador. Pergunta 182.
•KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Perguntas de 990 a 1007.

Cláudia C. Necchi Piana



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Biografias e Efemérides

O mês de fevereiro traz-nos a oportunidade de conhecer a extraordinária vida de Johann Heinrich Pestalozzi (12/01/1746 – 17/02/1827), educador suíço que, segundo o Prof. Frederick Eby, “partindo de seus fracassos, conseguiu despertar no mundo, como nenhum outro fora capaz de fazê-lo, uma fé na escola como o instrumento supremo para salvar o homem da miséria e da prostração”.
Com certeza, a influência mais poderosa, nesta sua existência, ele a recebeu de seu avô, pastor de uma aldeia a três milhas de Zurique – sua cidade natal. Nas férias, acompanhando-o em suas visitas às escolas e aos doentes pobres, observou o contraste entre a riqueza e a miséria, experimentando então uma profunda piedade pelas crianças vítimas de excesso de trabalho e já cheias de vícios. Por elas ele lutaria durante toda a sua vida.
Se é certo que Pestalozzi tinha bem claro o seu objetivo principal, é igualmente certo que, agindo empiricamente, fracassou muitas vezes em suas experiências para atingi-lo.
Inicialmente quis ser pastor, pensando ser essa a vocação que oferecia mais oportunidade para aliviar a pobreza e o sofrimento, mas logo viu que o caminho para isso não era a filantropia.
Resolveu, então, estudar Direito, tentando enveredar pela política a fim de influir na legislação para um mundo melhor, mas também fracassou, pois sua atividade como estudante rotulou-o como um radical perigoso.
Inspirado em Rousseau, que defendia um retorno à vida simples do campo, tornou-se agricultor, mas a experiência de Neuhof foi a pior de todas, pois perdeu tudo, exceto a casa, que ele transformou em orfanato. Nesse estado, consolou-se com o pensamento de que “tinha que viver como um mendigo para que pudesse aprender como fazer os mendigos viverem como homens”.
Fiel ao seu objetivo, Pestalozzi publicou, em 1782, a obra “Leonardo e Gertrudes”, que despertou grande interesse como novela, sendo lida até por reis mas, para sua decepção, ninguém encarou a obra como um trabalho sobre educação.
Depois de uns três anos de pensamento intensivo e sob a influência de Fichte, jovem filósofo alemão, escreveu o seu livro mais erudito, “Minhas investigações sobre o Curso da Natureza no Desenvolvimento da Raça Humana”, que foi recebido com indiferença.
Um dia Pestalozzi resolveu: “Quero ser um mestre-escola”, encarregando-se do orfanato em Stang, que rapidamente tornou-se “o berço da primeira escola elementar moderna”. Daí por diante, gradativamente, encontrou o caminho para uma sólida prática pedagógica.
Dentre as instituições que lhe deram fama, está o instituto de Yverdun, que funcionou de 1805 a 1825. Era um internato para meninos, onde Pestalozzi morava com sua esposa. Os alunos, de 6 a 18 anos, eram na maioria suíços, mas havida também franceses, alemães, italianos, poloneses, ingleses e, entre eles, Denizard Hippolyte Léon Rivail, o nosso Allan Kardec.
A Suíça aceitou os métodos de Pestalozzi para a instrução pública e fundou escolas normais para formar professores. Nesse país as condições econômicas e sociais foram alteradas e o povo suíço tornou-se um testemunho vivo do êxito das idéias de Pestalozzi.
A França e a Inglaterra foram menos influenciadas por ele, mas a Inglaterra foi elo para levar o pestalozzianismo aos Estados Unidos.
Da vida de Pestalozzi, dois ensinamentos podemos destacar e oferecê-los às gerações mais novas. O primeiro é que, quando se tem um objetivo claro, os fracassos são apenas acidentes de percurso; quanto à filantropia, fica a frase do próprio mestre suíço: “A educação é a única filantropia efetiva”.

 

Fonte:
EBY, Frederick – História da Educação Moderna (séc. XVI – séc. XX)

O desafio que nos aguarda

Cansados dos quadros de violência que os veículos de comunicação nos oferecem diariamente, todos nós, hoje mais do que nunca, desejamos paz e ansiamos por ela em todos os níveis de convivência, do ambiente doméstico às relações internacionais.
Apesar de desejada, muitos de nós encontramos dificuldade em conceituá-la. Afinal, o que é a paz?
Disse o Cristo: “A paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”. (João, 14:27) E é Emmanuel que, da espiritualidade, tem-nos ajudado a distinguir a paz do mundo e a paz do Cristo. A primeira é “a indolência do corpo”, responsável pelo “sono enfermiço da alma”; a segunda é “saúde e alegria do espírito”, “nascida e cultivada(...) no campo da consciência e no santuário do coração”.
A Federação Espírita Brasileira mantém a Campanha “Construamos a Paz Promovendo o Bem” e, em seu material, coloca em destaque trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza(...)”
Considerando que a paz (do Cristo) no mundo começa imprescindivelmente pela paz interior, o desafio que nos aguarda é a realização de nossa reforma íntima, pois, segundo Allan Kardec, “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”.
Pense nisso. Pense agora.



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CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA

Enquanto não usarmos de tolerância uns para com os outros, continuaremos distantes do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Tolerante é aquele que desculpa falhas ou erros dos outros.
Para entendermos melhor porque Jesus combateu a intolerância, que é o contrário da tolerância, alertando o homem que tem uma trava, dificultando-lhe a visão, a não observar o cisco no olho do próximo, e a não julgar para não ser julgado, vamos refletir, primeiro, sobre a culpa de quem erra.
Do livro Jesus e Atualidade, de J. de Ângelis, pela mediunidade de D.P.F., na lição “Jesus e a Tolerância”, vamos comentar alguns parágrafos.
Graças à lei divina de causa e efeito, o problema de quem erra pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em um processo de auto-punição, buscando, mesmo que, inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na consciência.
A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por muitas enfermidades crônicas. Insculpida no intimo da individualidade espiritual, programa, por automatismo, naturalmente, os processos reparadores para si mesmo.
Somos os nossos acusadores, os nossos próprios juízes.
Daí, que toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos, que procedem do juízo, do arbítrio de alguém, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o acusador, porque ele próprio, é também, uma consciência sob o peso de vários problemas.
Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, o homem realiza um fenômeno de projeção da sua sombra, da sua culpa, em forma de autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.
“Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar as dificuldades dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.”
A pessoa de bem, que se preocupa com seus erros, nem percebe muitos dos erros alheios, e quando os vê, busca aprender com eles, e os separa da pessoa que erra, não a julgando, nem acusando, porque sabe que todos nós, inclusive ela, estamos ainda sujeitos e erros e enganos.
O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão.
Em razão disso, a tolerância a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do que erra, enquanto lhe estende mãos generosas para o auxiliar.
Esforçarmo-nos para ser tolerantes é fazer um tratamento das doenças físicas e espirituais, que dificultam a nossa caminhada evolutiva, e libertarmo-nos da nossa imperfeição, que nos prende aos valores terrenos em detrimento dos valores espirituais.
No livro Convites da Vida, de Joanna de Ângelis, lemos que é “ “aplicada, indistintamente, entre todos, em qualquer lugar, é lição viva de fé e elevação, que não pode ser desdenhada.”

Ribeirão Preto, julho de 2004
Leda de Almeida Rezende Ebner

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TOLERÂNCIA - II

Enquanto não usarmos de tolerância uns para com os outros, continuaremos distantes do “amar ao próximo como a si mesmo”.

“Indispensável não entrar em área de atrito, quando se pode contornar o mal aparente a favor do bem real”, disse Joanna de Angelis no livro Convites da Vida.
No caso do erro alheio, quase sempre, o bem real é manter a amizade, o relacionamento, e, principalmente, não ferir ou magoar o outro, porque se um dia temos de amar ao próximo como a nós mesmos, temos de começar a exercer a tolerância com os erros e omissões do nosso mais próximo no momento, tornado-o satisfeito conosco, para mantermo-nos em harmonia.
Se houver a possibilidade de esclarecimento, tal ato deverá ser feito em ocasião propícia, que pode ser após o ato, e a sós.
Todavia, tolerar não significa concordar com o erro. Tolerar os limites e os problemas do próximo, mas nunca dar apoio ao equivoco, ao erro, nem negligência para com o dever.
Chamado a opinar, a verdade deve ser dita, mas mostrando-se amigo do que errou, evidenciando, com suas maneiras, que continua respeitando-o como amigo ou como pessoa.
Ser tolerante com as faltas alheias, mas não as assimilar, nem sintonizar com as fraquezas morais a pretexto de bondade ou gentileza.
Condescendência para com os direitos alheios, não produzindo choque, não escandalizando, é relevante testemunho de tolerância.
Abeiremos do companheiro infeliz, com os valores da compreensão e da fraternidade, porque sua fraqueza já lhe é uma punição. Isso é tolerância.
Allan Kardec formulou uma tríade como base para a felicidade humana: Trabalho, Caridade e Tolerância.
Assim, tolerância sempre, em qualquer lugar na família, no trabalho, nas ruas, nas filas, no Centro Espírita.
Se tratarmos o erro do semelhante como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa, que cabe a todos nós, individual e coletivamente.
O que é ser tolerante com os erros alheios?
É ter compaixão de quem erra, porque seu juiz é a sua própria consciência.
É ajudar o que tomba, pois sua fraqueza já lhe constitui punição.
É compreender as dificuldades alheias, no seu processo evolutivo, tanto quanto queremos que os outros sejam tolerantes conosco.
Colocarmo-nos no lugar de quem erra, sentir suas dificuldades, é um bom começo para o exercício da tolerância.
“Fora da caridade não há salvação”, escreveu Allan Kardec e, se tolerância é o começo da caridade, como escreveu Joanna de Ângelis, precisamos nos esforçar por desenvolver em nós a tolerância com as falhas dos outros, graves ou pequenas, como queremos que os outros sejam tolerantes com as nossas falhas.
Ser tolerante é também, aprender com o infrator, pois ele representa o passado ou o futuro de quem não prossegue no bem, e, todos nós, Espíritos imperfeitos, vivendo em um mundo de expiações e de provas, já erramos muito e ainda continuamos errando, apesar da vontade de viver de acordo com as leis de Deus, ensinadas por Jesus.
Pensemos nisso sempre que formos tentados a criticar alguém.

Ribeirão Preto, julho de 2004.
Leda de Almeida Rezende Ebner

Palestra no C.E. Pai Jacó em 30/07/04.
e utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.”
“ Perdoai, Senhor as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores”, dizemos, toda vez que proferimos a prece do Pai Nosso.

 

Bibligrafia – Joanna de Angelis, medium D.P.F./
1- Jesus e Atualidade
2- Convites da Vida
3- Otimismo
Emmanuel, médium F.C.X. – Fonte Viva, cap. 37



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DO CAIPIRA AO CHORO
Mazinho Quevedo e Sexteto Colibri

No Teatro Municipal, dia 16 de março de 2006, às 20,30h, se realizará uma apresentação de Mazinho Quevedo e o Sexteto Colibri, sendo que parte da renda será destinada ao Sanatório Espírita Vicente de Paulo. Ingressos, 15,00 e meia: R$7,50. Prestigie! Mais informações: fone: 3635-8841.

DISKARDEC – Curso para preparar voluntários

Seja um voluntário do DISKARDEC – serviço de utilidade pública, filantrópico e religioso, que tem por objetivo, entre outros: Atendimento fraterno por telefone, carta e pessoalmente, serviço de mensagens e criação de postos de atendimento fraterno em outras cidades. O DISKARDEC realizará um curso para treinamento de voluntários, com início dia 12.03.06. Local: Sanatório Espírita Vicente de Paulo, à rua Pará, 1280, Ipiranga. Horário: das 9,30 às 11,30h aos domingos. Inscrições no local.

USE INTERM. DE RIB. PRETO – Departamentos

Na reunião da Diretoria Executiva, realizada dia 3 de fevereiro, foram nomeadas as pessoas para dirigir os diversos Departamentos do referido Órgão de Unificação, como segue: Departamento de Artes: Samuel Castro de Souza, Comunicação: Francisco Sérgio Nalini, Educação: Jorge Jossi Wagner, Esperanto: Neuza Priscotin Mendes, Infância: Elidia de Jesus Rodrigues, Livro: José Sebastião Lopes, Mocidade: Luiz Henrique de Oliveira Santos, Orientação Jurídica: Advogados membros da executiva e departamentos, Orientação Doutrinária: Gustavo Leopoldo R. Daré, Relações Públicas: João Batista Boresso, Serviço Assistencial Espírita: Roseli Ap. S. Camacho, Unificação: Geraldo Valadares.

Homenagem ao saudoso companheiro Nilson Santa Maria

Na reunião do Conselho Deliberativo, realizada dia 18 de fevereiro, foi prestada homenagem ao saudoso companheiro, Nilson Santa Maria, desencarnado há cerca de 2 anos, pelos relevantes serviços prestados à USE Interm. de Rib. Preto, particularmente ao Jornal Verdade e Luz, ora completando 20 anos de atividades. Nilson foi um dos fundadores do Jornal e seu tesoureiro até o término de sua existência terrena. Na oportunidade, foram entregues flores à sua esposa, Sra. Olívia Mondim Santa Maria, com agradecimentos pelos bons serviços prestados ao Jornal “Verdade e Luz”, pelo saudoso Nilson. Vários companheiros falaram destacando as habilidades e dedicação do homenageado.

DEPARTAMENTO DA INFÃNCIA – CONVITE PARA CURSO

Dia 18 de março de 2006, às 15,OOh, será realizado um Seminário, com o tema: Evangelização Infantil. Facilitador: Vanderlei Miranda, de Sertãozinho. Local: Soc. Esp. Isabel Soares de Morais, à rua Visconde de Inhomirim, 19 – Vila Virgínia. Inscrição e informações: Banca do Livro Espírita, rua Gal. Osório – fone: 3610-1120.



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EVOLUÇÃO ESPIRITUAL
“Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está nos céus” – Mateus, cap. 5, v.48.

O convite de Jesus, acima citado, parece irrealizável, se considerarmos só a existência atual. Entretanto, se compreendermos que poderemos alcançar a perfeição relativa (a criatura não se igualará ao seu Criador), e se admitirmos que essa perfeição relativa é alcançada através de um longo processo evolutivo, entenderemos que Jesus, como sempre, falou a verdade sobre algo que é perfeitamente realizável. O Mestre não nos faria um convite para algo que não nos fosse possível. Nossa destinação é a perfeição relativa, para nos conduzirmos a Deus, que não quer que nenhuma de suas criaturas se perca. O processo de evolução é uma lei divina, a que todos estamos submetidos. Jesus muitas vezes se refere a ele, lembremos, por exemplo, da parábola do Filho Pródigo.
No Livro dos Espíritos, os instrutores espirituais nos ensinam: Todos os Espíritos passam pela fieira da ignorância. Alguns seguem o caminho do bem e outros o do mal porque têm o livre-arbítrio. Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanto para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria. Não haverá Espíritos que se conservem eternamente nas ordens inferiores. Todos se tornarão perfeitos. Um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre (L. E. questão 120, 121 e 116). Portanto, somos criados iguais, com a mesma potencialidade, subordinados às mesmas leis divinas, e destinados ao mesmo fim, que é a perfeição relativa.
O processo evolutivo consiste no atualizar as potencialidades, ou seja, desenvolver as faculdades que já estão no Espírito desde o início. Como o nascer de uma semente, crescer, produzir rama, flores, frutos e atingir a plenitude. O processo exige mudanças contínuas, constantes transformações. Algo parecido ocorre no processo evolutivo do Espírito. Tudo é impermanente, sempre se transformando. Daí nossas dificuldades.
As pessoas têm muita dificuldade em mudar porque a mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer as coisas de modo diferente, o que não é fácil. Quando nossas idéias são desafiadas, somos forçados a repensar nossa posição, e isso é sempre desconfortável. É por isso que, em vez de refletir sobre seus comportamentos e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas muitos se contentam em permanecer paralisados em seus pequenos trilhos.
Paradigmas são padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Podem ser valiosos se usados adequadamente, e podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, e deixarmos que eles filtrem as novas informações e as mudanças que acontecem no correr da vida. Pensemos na visão de mundo que uma garotinha, vítima de um pai abusivo, poderia desenvolver. Provavelmente ela desenvolveria a idéia (o paradigma) de que os homens adultos não são confiáveis. Enquanto ela for criança, este paradigma a levará a afastar-se do pai. Se o transferir para o mundo adulto, é provável que, quando crescer, tenha grandes dificuldades em se relacionar com os homens. Paradigma da menina: nenhum homem é confiável. Paradigma adequado: alguns homens não são confiáveis.
O mundo exterior entra em nossa consciência através dos filtros de nossos paradigmas. E nossos paradigmas nem sempre são corretos. Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos.O mundo parece muito diferente dependendo de nossas perspectivas. Ele parece diferente se a pessoa é rica ou pobre, se é doente ou saudável, jovem ou velho, negro ou branco, se é esclarecido ou ignorante, se generoso ou egoísta. Isto dificulta nossa transformação para melhor. Às vezes mudamos os rótulos, as palavras, mas a idéia, a crença, o paradigma permanece. Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós.



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JESUS E AS CRIANÇAS

Relendo o livro Estudando o Evangelho, de Martins Peralva, na lição 8, na qual ele destaca do Evangelho de Marcos, X:13 a 16, apenas o pedido de Jesus: “Deixai vir a mim os pequeninos...”, senti vontade de escrever algo sobre o que ele escreveu.
Como seus discípulos tentassem afastar as crianças trazidas pelas mães, Jesus as chama para perto de si, “e pondo as mãos sobre elas, as abençoava.”
Esse convite para que as crianças se cheguem ao Mestre, continua sendo feito aos pais, e a todos os adultos que lidam com elas, com mais ou menos responsabilidades, para que lhes ensinem, incutindo-lhes nas mentes e nos corações, os preceitos evangélicos, que lhes fornecerão o único caminho que as tornará pessoas de bem, úteis a si mesmo, aos próximos e à coletividade.
Atendendo a esse chamado, os Centros Espíritas mantêm ensinos de Espiritismo e de Evangelho para pais e filhos, separadamente, para melhor atender às inteligências e às sensibilidades de uns e de outros, no uso de metodologias diferentes, que atendam ás necessidades e aos interesses de ambos.
Em assim fazendo, esforçam-se os diretores, os divulgadores, os evangelizadores em propiciar às crianças a moral divina, indicando-lhes o roteiro seguro da convivência com os outros, no desenvolvimento do respeito às diferenças e aos direitos dos demais.
O mesmo, oferecem aos pais, a fim de que esses possam também, no esforço de melhorarem-se, oferecer aos filhos exemplos dignos de bem viver, mesmo errando algumas vezes.
Se algum filho destacar uma atitude inconveniente dos pais, que é incoerente com os ensinos de Jesus, eles poderão reconhecer sua falta, corrigi-las e conversar sobre sua dificuldade em adquirir hábitos novos, mas que continuará tentando acertar.
Os pais, que assim fazem, não ficam desvalorizados diante dos filhos. Muito pelo contrário, dão a eles um bom exemplo no reconhecimento da falta, na correção da mesma, mostrando-se como pessoas imperfeitas, que são, com vontade firme de vivenciar os ensinos de Jesus.
É bom que os filhos vejam os pais como pessoas também imperfeitas, buscando viver dentro da moral evangélica, porque tal fato os aproximam muito mais, e fortalecem o amor entre eles..
Os pais que estudam e buscam fazer o melhor, têm mais chance de propiciar no lar, um ambiente de espiritualidade, de fraternidade, onde todos possam sentir-se filhos de Deus a caminho da perfeição e da felicidade.
E se um dos pais não se interessar pelos estudos espirituais, sendo os filhos levados apenas pelo outro, cabe a esse explicar aos filhos que não se deve exigir dos outros o que eles não podem ou não querem dar. Respeitar a vontade do outro, esforçando-se todos no aprendizado, para melhor exemplificarem em casa e em qualquer lugar.

Ribeirão Preto, março de 2004.
Leda de Almeida Rezende Ebner

Não usado.



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Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE)

A revista REFORMADOR de maio de 2004, afirma que o ESDE traz para as cidades e regiões onde é implantado resultados extremamente positivos, tais como: o fortalecimento do trabalho de unificação; a criação de novas Casas Espíritas; o surgimento de novas lideranças; a formação de bibliotecas; o aumento do número de trabalhadores comprometidos com a Doutrina; o maior interesse pela leitura de obras espíritas; a integração dos trabalhadores e a existência de trabalhadores mais conscientes e seguros do seu valor dentro da Instituição e na própria tarefa.

A Federação Espírita Brasileira tem a meta de implantar o ESDE em todas as casas espíritas até 2010.

É uma meta audaciosa, mas possível de ser alcançada. Depende, claro, de cada estado, de cada região, de cada sociedade, enfim de cada dirigente.

Sucesso em Ribeirão Preto

Atualmente cerca de 250 pessoas participam de nove grupos, distribuídos em cinco sociedades ribeirãopretanas:

Centro Espírita Amor e Caridade
Centro Espírita Caminhos do Amor
Sociedade Espírita Benedito Rosa de Jesus
Unificação kardecista de Ribeirão Preto
Sociedade Espírita Mariano do Nascimento (este grupo inicia-se dia 04/03/2006)

Os coordenadores dos grupos e os diretores destas sociedades são unânimes em afirmar a contribuição que este trabalho está trazendo para suas instituições.

O estudo dá a cada uma destas pessoas um conhecimento amplo e consistente do que é o Espiritismo, possibilitando renovação e libertação espiritual.

Lançamento 2006
Foi um sucesso o lançamento do ESDE em 2006, realizado na Sociedade Espírita Benedito Rosa de Jesus no dia 5 de fevereiro. Estavam presentes aproximadamente 120 pessoas, que antes das atividades participaram de um gostoso café da manhã, num momento de confraternização.

Com a apresentação da USE sobre a sistemática do estudo, mais a ótima palestra de Kennedy Gomes Martins sobre a libertação pela construção do conhecimento, os participantes saíram animados para começar o estudo.

Outras informações sobre o ESDE podem ser obtidas nas sociedades participantes ou na Banca do Livro Espirita Verdade e Luz – telefone: 3610 1120.



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LAÇOS DE FAMÍLIA

É na intimidade da família, no desenvolvimento dos laços familiares, formados pelo afeto, que o homem aprende a viver em sociedade.

Esse tema foi colocado por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, no Livro III, capítulo VII, Lei de sociedade, uma da leis morais, porque a família se constitui em uma pequena sociedade, com as complexidades de uma comunidade.
As virtudes e os defeitos de uma sociedade comunitária existem dentro de uma família, bem como os deveres e os direitos de cada um dos seus membros.
Essa pequena sociedade comunitária se inicia por um mais um, vindo, cada um, de um núcleo familiar diferente em hábitos e costumes.
Assim como os elos sociais são necessários ao progresso, os laços de família resumem essas ligações sociais, segundo disseram os Espíritos, na questão 774 de O Livro dos Espíritos, constituindo-se em lei natural porque Deus quis que os homens, assim aprendessem a amar-se mutuamente.
Fica bem claro, então, que a função maior da família é o exercício da boa convivência entre seus membros, para que nesse aprendizado, possam os homens, na vizinhança, no trabalho, no clube, no lazer, nas instituições religiosas, em qualquer parte, participar, compartilhar, aprender, ensinar, estabelecendo laços sociais prazerosos e salutares.
É na família, na conjuntura do lar, portanto, que o homem se realiza quando compartilha necessidades e aspirações na conjuntura do lar, como afirmou Joanna de Ângelis em Estudos Espíritas, lição 24.
A família que apenas vive na mesma casa, mas não vive, em conjunto, um plano de aspirações, de sonhos, de trabalho, de partilha, em suas experiências existenciais, não auxilia seus membros a se realizarem, na parte espiritual, não cumprindo sua função maior.
Compartilhar ideais, experiências, sonhos e realizações, mesmo em um ambiente de grandes diferenças de opiniões, provocando dificuldades, ainda assim, vale a pena permanecer e lutar juntos, porque nessas lutas vão todos aprendendo a desculpar, a tolerar, a ceder, a compreender a dificuldade do outro, a amar.
E quem se habitua a assim agir no lar, age assim também fora dele, contribuindo para a melhoria da comunidade, através das palavras e dos exemplos.

Para quem vive em uma família difícil, aqui vão algumas trovas do livro Família, psicografado por F.C.Xavier, autores diversos:

Moldada em dor e prazer, Muitos débitos são pagos
Família é um campo a transpor, Onde a vida nos atrela,
No qual se deve aprender Em muitas reencarnações,
As grandes lições do amor. Ao carro da parentela.
Múcio Teixeira Quintino Cunha

Achei no Livro da Vida, As famílias quando varam
Este conceito profundo Travessias dolorosas
-Família que briga unida, Lembram roseiras de espinhos
Consegue vencer no mundo. Acobertadas de rosas.
Lulu Parola Luiz de Oliveira

Família, como estiver,
Erguida seja onde for
É uma benção de trabalho
Que Deus nos faz por amor.
Silveira Carvalho

Ribeirão Preto, abril de 2005.
Leda de Almeida Rezende Ebner



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LIVRE - ARBÍTRIO E CONFORMISMO
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” ( Paulo, Romanos: 12:2)

O Espiritismo nos ensina que somos Espíritos imortais, vivendo um processo de desenvolvimento das próprias potencialidades, com o determinismo da perfeição possível.
Para que esse desenvolvimento aconteça, o Espírito tem o livre-arbítrio para escolher os caminhos que o levarão a atingir esse destino. Traz, inerentes à sua natureza espiritual, os recursos necessários para tal.
Ora, livre-arbítrio implica em liberdade. Todavia, quando encarnado, sofre o Espírito as limitações do próprio corpo, dos usos e costumes do ambiente familiar e da comunidade em que vive.
Existe, pois, a liberdade de escolha? Nas questões 843 e 844 (1), lemos que o homem tem essa liberdade, que sem o livre-arbítrio ele seria uma máquina. “Ele tem a liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer”.
Vemos então o uso do livre-arbítrio condicionado à vontade de cada um.
Vivemos uma época, em que as mudanças acontecem cada vez mais rápidas, provocando desequilíbrios e desajustes entre seus habitantes, que se desenvolvem, diferentemente, devido ao livre-arbítrio de cada um.
Todos somos chamados, diariamente, a refletir sobre acontecimentos do mundo, analisá-los e reagir a eles, conforme as possibilidades intelectuais e morais de cada um. Os meios de comunicação atuais trouxeram imensas alterações no viver do homem, obrigando-o a usar cada vez mais a inteligência e sensibilidade para compreender a si próprio, aos outros e ao mundo.
Tudo força o homem ao desenvolvimento intelectual e moral para poder reagir de forma a aprender e crescer.
Por isso, a exortação de Paulo tem um significado muito atual e importante para quem deseja fazer bom uso do seu livre arbítrio.
Paulo nos incita ao esforço de renovação do nosso entendimento, porque quanto mais e melhor compreendermos as leis divinas, melhores condições temos de refletir sobre as situações e reagir em conformidade com os princípios que abraçamos, sem sermos levados ao conformismo, que significa uma atitude de aceitar uma situação incômoda ou desfavorável sem questionamento, nem luta, com passividade.
Diante de graves acontecimentos familiares, sociais, morais, o homem reage de três maneiras diferentes.
Uns se desequilibram, imaginando conseqüências catastróficas, como se fora o fim do mundo.
Outros se mantêm mais ou menos indiferentes, achando que a vida é assim.
Outros sentem indignação ou tristeza, mas, se esforçam por entender, apreender bem as causas, mantendo-se em calma, para reagir de forma a não se perturbarem, criando problemas para si próprio, e conseguindo confiança ou esperança nas pessoas que têm de tomar as decisões, e, acima de tudo fé em Deus.
A terceira reação, evidentemente, é a que traz maiores benefícios a todos.
Para que haja entendimento, compreensão, é preciso que haja juízo, julgamento, para poder apreender os significados, após reflexão, análise, dedução, inferência e conclusão. É preciso o trabalho da inteligência, da sensibilidade e da moral, que nós, habitantes da Terra, estamos ainda desenvolvendo. Por isso, erramos tanto em nossas análises, em nossas deduções e conclusões!
Todavia, sendo esse o estágio evolutivo que conseguimos alcançar e, graças às leis do progresso, das reencarnações sucessivas e da ação e reação, vamos desenvolvendo nossas faculdades espirituais, tornando-nos cada vez mais capazes de melhor compreensão.
Nós, cristãos, que aceitamos os ensinos de Jesus, e o temos como Guia e Modelo, precisamos nos conformar à sua Moral e não à moral deste mundo, feita por homens ainda imperfeitos.

Bibliografia:
1- Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel, psicografado por Francisco C. Xavier: Diante do Conformismo.
2- O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questões 843 e 844

Ribeirão Preto, julho de 2005.
Leda de Almeida Rezende Ebner



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SANATÓRIO ESPÍRITA VICENTE DE PAULO
Nova Diretoria

Em assembléia Geral realizada dia 29 de janeiro último, o Sanatório Espírita Vicente de Paulo elegeu sua nova diretoria para o biênio 2006/2007, que ficou assim constituída: Presidente – Geraldo Valadares, Vice-Presidente – Rosa Maria de Paiva Ferro, 2º) Vice-Presidente – Luiz Antônio Caixe, Secretário Geral: Ângela Aparecida Castaldelli, la) secretária – Vera Lúcia Alves Gomes de Carvalho, 2º) secretário: Álvaro Ortiz Neto, Tesoureiro Geral: Maria das Graças Martins; 1º) Tesoureiro: José Carlos dos Santos; 2º) Tesoureiro: Ricardo Violani, Diretor de relações internas: Jaime Antônio da Silva; Diretor de relações externas: José Antônio Luiz Balieiro, Diretora de Patrimônio: Alice Caliento. Conselho Fiscal: Carmem Schivo, Nélia Nery Paterno, André Luiz Paiz, Tânia Smoking e Márcio Alves.

O Sanatório Espírita Vicente de Paulo desenvolve as seguintes atividades:
- Parcerias com a Rede Pública: CAPS ADII (Centro de Apoio Psico-social a usuários de álcool e drogas);
- Residências Terapêuticas (Ressocialização de pessoas com distúrbios mentais e de comportamento) são oito casas alugadas sendo: sete casas com cinco moradores e uma casa com quatro moradores, distribuídas em bairros diferentes;
- Parceria com a Rede Crescer (em implantação); centro comunitário oferecendo: Biblioteca pública, centro de inclusão digital, aulas de alfabetização, de inglês e esperanto; Centro de Convivência (em implantação)
- Atividades Voluntárias: conservação do patrimônio, captação de recursos financeiros, campanhas para arrecadar alimentos, campanha da pizza, atividades com os assistidos pela casa, trabalhos espirituais e outras.
- Atividades espirituais: segunda-feira, das 8 às 9h e das 14,30 às 16,30, passes. Às 20h reunião mediúnica (privativa); terça-feira, de 8 as 9 h e das 14,30 às 16,30 h, passes; às 20h reunião mediúnica(privativa); quarta-feira, de 8 às 9h,passes, das 14,30 às 16,30h palestra e passes, às 20h palestra e passes, aberta ao público; quinta-feira, de 8 às 9 h, passes, de 14,30 às 16,30 reunião deestudo e educação mediúnica sexta-feira, às 14,30 passes e estudos doutrinários, às 20h reunião mediúnica(privativa); sábado, às 18h estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo e Livro dos Espíritos; domingo, de 7 às 9,30h palestra e passes, evangelização infantil e mocidade espírita, atendimento fraterno e estudo do passe.

MEDIUNIDADE EM ESTUDO
A USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo – estará promovendo dia 19 de março, a partir das 9h, o Encontro Estadual sobre Mediunidade, em sua sede (r. Dr. Gabriel Piza, 433, Santana, São Paulo,SP) Informações: fone – 11 – 6954-6550 e site:www.use-sp.com.br.

ESPIRITISMO NA COLÕMBIA
Será realizado, de 12 a 15 de abril, o 11º) Congresso Espírita do Sul-colombiano, com o apoio da Confederação Espírita Colombiana Tema central: Atualiidadeda Doutrina Espírita no Mundo Contemporâneo. O evento terá a participação de expoentes do movimento espírita brasileiro, como Nestor Masotti, José Raul Teixeira, Ney Prieto Peres e Sérgio Thiesen. Contará também com a participação musical de Nando Cordel. Informações: e-mail: fedesur@yahoo.com e http://geocities.com/fedesur

EM CURITIBA – VIII CONFERENCIA ESTADUAL ESPÍRITA
Promovida pela Federação Espírita do Paraná, será realizada de 24 a 26 de março de 2006, a VIII Conferência Estadual Espírita. Tema central: A Lei da Reencarnação. Local: Centro de exposições, Parque Barigui, Curitiba(PR) Programa: Dia 24.3, às 20,30h, conferência com Divaldo Franco; Dia 25.3, de 14 às 16h, seminário com Cosme Massi. Tema: A lógica da reencarnação; de 16,30 às 18,30h, seminário com Divaldo Franco, tema: A reencarnação através dos tempos; 20,30h conferência com Raul Teixeira. Dia 26.3, às 9,3º às 11,30, seminário com Raul Teixeira, sobre “A Justiçada Reencarnação”, de 12 às 13h conclusão dos trabalhos com os três oradores. Entrada franca. Informações: fone 41 – 3223-6174.

CENTRO ESPÍRITA CAMINHOS DO AMOR
18 Anos de atividades
Em março de 2006 o C. Esp. Caminhos do Amor, à rua Francisco Bassotelli, 276, Quintino Facci II – Ribeirão Preto, completa 18 anos de bons serviços prestados à causa do Espiritismo. Em comemoração a data, convida o público em geral para o seguinte programa:
-Dia 13.3, às 20h, palestra com Felipe Salomão, de Franca, e canto por Alice Latria Giovanini; Dia 20.3, às 20 h palestra por Aldo Aguilar Bianco, e música por José Vicente de Paula(acordeon) e William Orlando de Paula(canto);; Dia 27.3, às 20h, palestra por Gustavo Marcelo Daré e Gustavo Leopoldo Daré, participação do Grupo de Música Caminhos do Amor> Dia 3.4, às 20 h, palestra por Maria José Mondim Moreira, e participação do grupo de música Caminhos do Amor.

USE INTERM. DE RIB. PRETO = Departamento de Orientação Doutrinária
O Departamento acima, sob a responsabilidade do Sr. Gustavo Marcelo Daré, criou uma coordenadoria de assuntos ligados a mediunidade, objetivando facultar um ambiente de colaboração e troca de experiência entre os vários grupos que trabalham com a mediunidade. Para isso realizará Encontros Bimestrais e Seminários Anuais sobre Mediunidade, com temas extraídos dos encontros bimestrais. Dia 11 de fevereiro, na Soc. Esp. Mariano do Nascimento, foi realizado o primeiro Encontro, com a participação de representantes de oito centros espíritas.



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O QUE FAZER COM NOSSAS INCLINAÇÕES INADEQUADAS?

Somente, no esforço de desenvolver as qualificações nobres, que trazemos em nós, desde nossa criação, em potencialidades, e eliminando o mal que criamos em nós, pela própria imperfeição e ignorância das leis divinas, estaremos nos aperfeiçoando.

Parece-me que todos pensam, mesmo sem muita consciência, conhecer-se a si e aos outros. Para isso usa-se sempre o mesmo critério, as ações de gostar ou desgostar: “Eu gosto disso assim e assim”, “Não tolero tal e tal coisa”, “Fulano odeia tal coisa”, etc.
Normalmente, fazemos um perfil de nós próprios e dos outros, segundo gostos e preferências pessoais, considerados definitivos, o que expressa a idéia de que as pessoas são como são, e que assim continuarão por esta vida, sem transformações.
Se bem observarmos, as mudanças surgidas ou acontecidas, são atribuídas a coisas externas, impostas ao homem, como se ele não pudesse reagir diferentemente.
O Espiritismo nos mostra que a coisa não é bem assim.
Os acontecimentos e situações novas podem trazer mudanças no viver das pessoas, mas não provocam mudanças internas. Essas só acontecem quando a pessoa sente, dentro de si, a vontade de transformar-se em tal ou qual característica.
Do exterior vem apenas o estímulo, a provocação, que o indivíduo pode acatar e trabalhar consigo em transformações do “eu interior”, ou apenas acomodar-se à nova situação ou ao acontecimento, com indiferença, ou com revolta, com queixas e lamentações.
Uma pessoa pode gostar de beber cerveja, mas com o conhecimento que tem da vida, sabe que beber muito e sempre, traz conseqüências graves para si, para sua saúde, para seu trabalho, sua família... Daí pode desistir dela ou pode beber, moderadamente, de vez em quando, sempre em estado de vigilância para que não aconteçam conseqüências desagradáveis ou graves. Então, o gostar da cerveja não faz dela uma viciada.
Outra pode gostar muito de dinheiro, querer ficar ou permanecer rico. Mas, se possui princípios morais, sabe, que para obtê-lo deve trabalhar honestamente, sem causar prejuízo a ninguém. Vai trabalhar consigo a fim de não colocar o dinheiro como base da sua felicidade, procurando perceber outras fontes de felicidade tais como o trabalho por ele próprio, a família, a amizade, o amor... Não será, portanto, um avarento, ou um explorador de outros seres humanos.
Outra pode ser, intensamente, intolerante e impaciente consigo e com os outros. Mas, se já compreendeu o mal que isso faz a si e aos outros, se estuda os ensinos de Jesus, procurará, na luta solitária, sofrida, no vigiar e orar tantas vezes quantas forem necessárias, a cada dia, transformar-se, no desenvolvimento da tolerância e da paciência dentro de si.
O espiritismo nos ensina que nascemos hoje como nos fizemos em vidas passadas. Assim, todas as nossas tendências e inclinações são frutos de ações por nós realizadas antes desta vida. Somos herdeiros de nós mesmos.
Então, na atualidade, podemos nos conhecer não só pelo que gostamos ou não, mas também e, principalmente, pelas nossas ações e reações às pessoas, aos acontecimentos e às situações.
Podemos ter inclinações para determinadas coisas, que possam nos prejudicar e até a outras pessoas. Todavia, se já temos em nós a vontade de viver de acordo com as leis do Bem, somos capazes de vigiar nosso íntimo, guiando-nos pela razão e sensibilidade, a fim de modificar as inclinações e tendências, que não mais se coadunem com as nossas aspirações atuais.

Ribeirão Preto, junho de 2004.
Leda de Almeida Rezende Ebner



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O drama da obsessão

A Religião Espírita tem contribuído para esclarecer problemas que já existiam e os sentíamos em nós, sem que soubéssemos explicar o que eram na realidade. Em função da falta de esclarecimentos a respeito dessas anomalias, geralmente colocávamos a culpa no sobrenatural (é mais fácil culpar os outros do que nós mesmos), na má vontade de Deus para conosco (quando a situação nos é desfavorável, sempre culpamos Deus) ou tudo ficava no terreno dos fenômenos mesmo.
Ao estudarmos a obsessão, nos deparamos exatamente com situações como as descritas acima. Felizmente, com o advento do espiritismo, passamos a entender exatamente o que é esse grave problema.
Obsessão, segundo os dicionários, quer dizer, entre muitas coisas, preocupação excessiva com algo, idéia fixa, perseguição, domínio sobre nossos atos e pensamentos. Obsessão é a situação em que somos dominados, não conseguimos enxergar o obvio, não distinguimos realidade de fantasia.
Temos então, como ponto de partida, situações muito corriqueiras e, exatamente aí, começa o maior perigo, pois estamos perto do precipício e não conseguimos percebe-lo ou não nos afastarmos dele ou nos sentimos bem diante dele.
A obsessão é feita por espíritos ainda imperfeitos que se comprazem em criar situações embaraçosas para os outros, fazer com que outros usufruam da sua infeliz situação, gostam de fazer o mal, de dominar os outros.
Diante disso, podemos tranquilamente constatar que a obsessão somente é praticada por aqueles que permanecem egoístas e orgulhosos. Os bons espíritos, ao influenciarem alguém, se utilizam do momento para aconselhar a fazer sempre o bem e combater a influencia dos espíritos perturbadores.
Os espíritos imperfeitos, quando podem, se agarram àqueles que participam dos seus pensamentos e os dominam tão fortemente que muitas vezes conduzem o obsidiado como se este fora uma criança. Este domínio será cada vez mais intenso, pois, o obsessor sente prazer no que faz.
A obsessão, que é um termo genérico, apresenta três características diferentes: obsessão simples; a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples, apesar do nome sugerir, a situação é muito complicada, pois, o obsessor entra no campo mental de uma pessoa, que deu esta abertura, e a importuna psicologicamente, fisicamente ou moralmente. Quando uma pessoa está passando por essa problemática, raramente ele se apercebe do que está ocorrendo, pois a atuação é muito sutil, ou seja, parece que somos nós mesmos que estamos tendo essas idéias. Não é somente o espírito desencarnado que é obsessor. O espírito encarnado pode também exercer essa influência maléfica. Aliás, é muito comum, em razão do nosso orgulho, egoísmo e má tendência, querermos fazer prevalecer a nossa opinião sobre a do outro. Muito embora isso não possa parecer, mas é uma obsessão que estamos praticando quando queremos de todas as formas impor nossa vontade sobre os outros.
Na fascinação, temos um agravamento da obsessão, pois nos fascinamos por algo ou alguma idéia e isto nos impede de usarmos nossa razão. Fascinados, deixamos de perceber os valores reais e somente damos importância ao que nos é sugerido e nos sentimos tão atraídos que nada mais tem valor, somente o que nos é passado. Temos uma confiança exagerada e sem análise daquilo que nos falam. Tornamos-nos fanáticos pela idéia. Um médium fascinado não consegue distinguir a ilusão da realidade. É aquela situação em que, fazemos coisas absurdas sem que nos apercebamos disso. Por exemplo: somente o que uma certa pessoa fala, é que tem valor e é certo.
Na subjugação, que pode ser moral ou corporal, a situação se torna ainda mais grave, pois, somos constrangidos a tomar decisões comprometedoras e absurdas e que temos plena certeza de que são normais. Nesse caso, diferentemente da fascinação, somos levados a realizar tais atos de forma compulsiva, ou seja, não conseguimos dominar a ação.
Como acabar com esse problema é uma pergunta que devemos fazer sempre. Como se resolve um problema? Enfrentando-o, claro. A obsessão vai desaparecer quando nos esforçarmos para nos tornarmos melhores. Como se consegue isso? Trabalhando no bem, através do combate ao egoísmo e orgulho. Distribuindo benfeitorias, ajudando as pessoas, tratando os outros com respeito e educação.
Na basta afastar o obsessor, é preciso também ajuda-lo. Fazer com que ele participe de nossa transformação, que sinta mudanças em nosso comportamento. Através da paciência, do trabalho e do amor que dedicamos aos que nos cercam. Reconhecendo nossos erros, pedindo sinceramente o perdão por faltas cometidas. Enfim, partindo decisivamente para uma renovação interior, fazendo do amor o nosso maior objetivo.

Jorge Jossi Wagner
Historiador
jorgewa@estadao.com.br



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Qual a qualidade deles???

O famoso filósofo, cientista e matemático francês René Descartes (1596-1650), começa de maneira interessante sua filosofia.
Certo das inúmeras incoerências aceitas em sua época, começa por duvidar de tudo, de suas crenças íntimas, de suas idéias, do mundo exterior, interior e até de sua existência.
Conseguiu provar para si mesmo que existia após inúmeras elucubrações:
-Penso, logo existo!

Pegaremos carona nessa frase de Descartes e refletiremos em torno do pensamento.

É através dele que exteriorizamos nossas palavras e atitudes.

Pode ele nos levar a dois caminhos:

Belas conquistas ou o declínio moral.

Pensamentos sadios, equilibrados, nos levam a horizontes de benevolência, cultivando a saúde mental, os pensamentos ordenados, teremos sempre em mente o Bem agir.

A palavra confortadora e amiga vem sempre após pensamento fraterno!
A atitude benéfica vem sempre após pensamento altruístico!
As conquistas tecnológicas e científicas que hoje desfrutamos se cristalizaram após pensamentos que tinham em si nobres ideais!

Todavia, pensamentos enfermiços, envenenados pelo ódio e pela sede do poder espalham desespero e desolação, insegurança e tragédia.

São após pensamentos calamitosos que acontecem atentados, seqüestros, chacinas, usurpações, corrupções...

Através de pensamentos indignos envenenamos nossa mente e espalhamos enfermidades à nosso corpo físico.

Banhamos nossa alma com a corrosiva mágoa e colhemos tristeza e decepção!

Muitas enfermidades que nos assolam física e espiritualmente têm suas causas em nosso desequilíbrio mental!

Prezado leitor, se quisermos desfrutar de uma vida harmônica, física e espiritualmente, cuidemos de nosso pensamento.

Cultivemos sempre idéias nobres, vivamos com felicidade, não nos deixemos enfeitiçar pela maledicência, pela vingança, pela crítica ferina.

Façamos todos os dias uma higiene mental, varramos de nossa morada psíquica más recordações e ocupemos nossa mente e nossas atitudes com leituras edificantes, conversas amenas, elogios sinceros...

Por mais difíceis nossas provações, tenhamos sempre a certeza que são os bons pensamentos que abriram nosso campo mental para que achemos alternativas e desvencilhemo-nos dessas teias existenciais.

Atentemos para esse detalhe: Bons pensamentos nos ligam às fontes superiores da vida criando sintonia com Deus!

No mais, ninguém gosta de conviver com pessoas amargas, mal humoradas e que pensam apenas no lado obscuro da vida e do ser humano.

Pensemos nisso!

Texto inspirado em palestra proferida por Orson Peter Carrara na cidade de Bauru no dia 15/12/2005.



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ALENTO E FORÇA

Somos filhos de Deus
Obra de sua criação
Estamos encarnados nesse planeta
Para continuar nossa evolução

Cada situação difícil
É uma nova oportunidade
De aprender, crescer
E exercitar o amor e a caridade

Não é nada fácil
A bondade praticar
Mas temos que ser fortes
Pois cada um recebe o fardo que suporta carregar

E mesmo quando sofremos
Ou estamos em situação de dor
Nunca esqueçamos que não estamos sozinhos
Nos acompanha sempre Deus, nosso Pai e Criador!!!

Aline Patrícia de Oliveira

OLHAR PARA A VIDA

Quando nos fixamos no dia-a-dia
No cotidiano de nosso viver
Nossa ansiedade aumenta
Crescendo nosso sofrer

E nesse período
Diminuímos nosso aprendizado
Porque nosso desenvolvimento fica lento
Praticamente estacionado

E quando acordamos
Percebemos que estávamos ligados somente às coisas materiais
E que a vida é muito mais que isso
Pois somos espíritos eternos e imortais

Então percebemos que não temos problemas
Mas chances de aprendizado e absorção
Que aparecem nas nossas vidas
Para nosso desenvolvimento e evolução

E cabe somente a nós
Aproveitar ou desperdiçar esses aprendizados
Que cedo ou tarde vão nos conduzir
Para que nos tornemos espíritos iluminados!!

Aline Patrícia de Oliveira

O PERDÃO

Quando estamos sentindo
Raiva, ódio e rancor
Perdemos nossa capacidade de perdoar
E usar o nosso amor

O antídoto contra a raiva e o ódio
É a prática do perdão
O desenvolvimento da empatia
E o uso da compaixão

Perdoar é um exercício
Que nos faz crescer
Melhorando nosso relacionamento com os outros
E cessando o nosso sofrer

Por todas essas características
Perdoar é uma caridade
Não com os outros, mas com nós mesmos
Porque nos leva á felicidade!!

Aline Patrícia de Oliveira

PALAVRAS

Abrir a boca
Para xingar, gritar, difamar,
Fazer fofocas,
Simplesmente falar, falar, falar...

Falar para agredir os outros
E se comprometer
Fazendo mal ao próximo e a si mesmo
Gerando mais dor e sofrer

Para evoluir é preciso mudar
Falar para acolher, afagar,
Abraçar, amar e dar carinho
Palavras para auxiliar

Falar para atingir um objetivo
Pensando na sua utilidade
E se estiver difícil
Saber calar também é sinal de maturidade

E assim seguir evoluindo
Para um dia só proferir palavras de luz
Como fez e nos ensinou
Nosso mestre e irmão: JESUS!!

Aline Patrícia de Oliveira

 

RELACIONAMENTO

No contato com os outros
Não devemos julgar e nem rotular
Porque também somos espíritos imperfeitos
E precisamos aprender a perdoar

Perdoar é deixar as mágoas para trás
E seguir em frente, fazendo a sua parte
Portanto, é fazer bem para nós mesmos
Perdoar é sabedoria, é amor, é arte

E quando estiver difícil perdoar
Podemos recorrer à prática da oração
Para nos harmonizar com os outros
Abrindo e energizando nosso coração

E para facilitar nosso contato com os outros
Devemos sempre e com sinceridade sorrir
Porque nós ficamos mais bonitos
E ainda conseguimos evoluir!!!

Aline Patrícia de Oliveira

PRATICAR

Nós sabemos que deveríamos
Amar nossos irmãos
Praticar a caridade,
A compaixão e o perdão

Mas na hora de praticar
Encontramos muita dificuldade
Sempre culpamos os outros quando falhamos
E nunca olhamos para nossa interioridade

Para mudar isso
É preciso empenho e dedicação
Para transformar tudo que sabemos
Em práticas, atos e ação

Não ficar com culpa e lamentação
Quando erramos e do caminho nos desviamos
Na verdade, devemos seguir em frente
Para que cresçamos e aprendamos

Não podemos mais
Nosso tempo jogar fora
O momento ideal de colocar o bem em prática
É hoje, é agora!!!

Aline Patrícia de Oliveira

RECEITA

Contra nossos defeitos e dificuldades
Com nossos sentimentos e emoção
Desenvolvamos o auto conhecimento
Olhando para nós e praticando a reflexão

Contra dificuldades com os outros
Na parte de relacionamento
Usemos a empatia, o perdão e a compaixão
Pois esse é o melhor tratamento

Contra nossas dores materiais
E todo nosso sofrimento
Doses diárias de paciência
Abnegação, aceitação e discernimento

Contra o que nos magoa
E machuca nosso coração
O melhor remédio e sem efeitos colaterais
É a prática sincera da oração

Não adianta culpar os outros,
Nossos pais, irmãos e avós
Pois a solução que procuramos
Não está nos outros, mas dentro de nós!!

Aline Patrícia de Oliveira

ESPÍRITA

O espírita sabe
Que tem que aproveitar essa encarnação
Pois é um espírito imortal
Buscando continuar sua evolução

O espírita não é perfeito
Mas busca usar seus erros e imperfeições
Como um aprendizado importante
Para em si mesmo realizar transformações

O espírita não é sempre bom
Pois ainda somos imperfeitos
Mas busca sempre se esforçar
Para domar seus defeitos

Procura evoluir, crescer
E o bem praticar
Para resgatar suas faltas
E se reequilibrar

Ser espírita é se esforçar diariamente
Para colocar o bem em ação
Num processo constante
De reflexão, dedicação e transformação!!

Aline Patrícia de Oliveira

EXISTÊNCIA DE DEUS

As leis propostas
Por nossa atual ciência
São materialistas e se baseiam
No que pode ser comprovado pela experiência

A lei de causa e efeito
É pela ciência aceita e provada
Porém, a existência de Deus
Dizem os cientistas que não pode ser comprovada

Mas se todo efeito tem uma causa
O universo e toda sua imensidão
Não pode ser efeito do nada
E sim obra de uma criação

E uma obra com tantos detalhes
Beleza e perfeição
Só pode ser efeito
De uma causa da mesma proporção

O sol, a chuva, os animais, as flores, as pedras
A humanidade, a beleza, a vida, o amor
Olhe, observe e sinta tudo que existe em torno de você
E com certeza vai perceber que isso é obra de Deus, nosso Criador!!

Aline Patrícia de Oliveira

OPÇÃO DE CADA DIA

A todo momento de nossas vidas
Deparamos com situações em que temos que escolher
Precisamos decidir, escolher uma opção
Pensar como agir e o que fazer

Todo dia de manhã escolhemos
Começar o dia bem ou mal humorados
E não podemos esquecer que sofremos o efeito
De nosso humor sereno ou alterado

Escolhemos a forma de nos relacionar
Optamos por praticar o bem ou o mal
Evoluindo ou ficando estacionado
Mudando ou permanecendo igual

E toda decisão que tomamos
Tem suas conseqüências
Com as quais teremos que lidar
Pois decorrem de nossas ações e experiências

Pense e reflita nas suas decisões
E faça sua opção toda manhã
Lembrando que decorre do que você fizer hoje
O que vai encontrar amanhã!!

Aline Patrícia de Oliveira

OBJETIVO DE VIDA

Quando pensamos no futuro
Desejamos uma casa comprar
Ter um carro bonito e moderno
E dinheiro para se divertir e viajar

Tudo isso é importante
Mas não podemos esquecer
Que a vida é mais que isso
E estamos aqui para nos desenvolver

Ficamos muito preocupados
Com nosso bem material
E acabamos deixando de lado
Nossa evolução espiritual

Mais difícil e importante
Que conquistar o sucesso material
É amadurecer e praticar o bem
Atingindo sucesso enquanto espírito imortal!!

Aline Patrícia de Oliveira

FAMÍLIA

No contato familiar
Estão as pessoas que temos mais dificuldade de nos relacionar
E muitas vezes nos revoltamos com elas
E nossa situação acabamos por agravar

Nossos parentes e contatos próximos
Não estão ao nosso lado por coincidência
Mas como oportunidade de resgate
Caso optemos por aproveitar essa oportunidade e experiência

Com nossos amigos e colegas
Somos educados e agimos no bem
Mas o grande desafio de nossa existência
É nos empenhar para conseguir agir assim com nossa família também

Falhando, novamente teremos que nos deparar com essas pessoas
Atrasando nosso desenvolvimento e nossa evolução
Porém, se tivermos sucesso vamos crescer
E conquistar mais maturidade, equilíbrio e paz no coração!!

Aline Patrícia de Oliveira

NOSSO PLANETA

O planeta em que vivemos
Ainda é de prova e expiação
Mas está passando por mudanças
Num período de transição

Como uma casa em reforma
O momento atual é de bagunça
E necessário para que a casa fique pronta
E se complete o período de mudança

Podemos ficar alheios a esse processo
Ou ajudar como um pedreiro ou um construtor
Para poder ver um bom resultado
Construído com dedicação e muito amor

Os materiais necessários
Como areia, tijolos, telhas e cimento
No caso da reforma planetária
É a prática do bem com envolvimento

Quanto mais pessoas se envolverem
Nesse processo de transformação
Mais rápido poderemos ver um planeta melhor
Conquistando mais progresso e evolução!!

Aline Patrícia de Oliveira

NOSSA PARTE

Freqüentamos o Centro Espírita
Vamos em palestras com assiduidade
E com isso achamos estar fazendo a nossa parte
Para em nossa evolução dar continuidade

Mas como agimos com as pessoas
No nosso trabalho e em nosso lar?
Somente adquirimos novos conhecimentos
Ou realmente nos preocupamos em o bem praticar?

Não podemos esquecer
Que o conhecimento nos traz responsabilidade
Não basta saber a teoria
É necessário transformá-la em realidade

Agora é o momento
De aproveitar a oportunidade atual
Refletindo e mudando nossas atitudes
Para prosseguir a nossa evolução espiritual!!

Aline Patrícia de Oliveira

EQUILÍBRIO

Quando vivemos uma situação difícil
Entramos num círculo vicioso
Nos detendo no que ocorreu
O que é muito perigoso

Nossos pensamentos e sentimentos
Ficam presos e descontrolados
Nossa mente fica toda tomada
E nosso humor fica alterado

Para sair dessa prisão
É preciso lembrar da nossa condição
De espíritos eternos e imortais
Encarnados para seguir sua evolução

Assim, os problemas se transformam
Em chances de aprendizado
E percebemos que quem nos feriu
É um irmão doente e desequilibrado

É difícil, porém necessário
Manter nosso equilíbrio mental
Para aproveitar a chance que temos
Na nossa encarnação atual!!

Aline Patrícia de Oliveira

SEXUALIDADE

No nosso passado evolutivo
Usamos nossa energia sexual
De maneira desequilibrada
Buscando apenas o prazer carnal

Passamos por momentos
De intenso abuso dessa energia
E depois de intensa repressão
Em que tudo se escondia

Trazemos tudo isso
Registrado na nossa bagagem espiritual
E por isso temos tanta dificuldade
Em lidar com nossa energia sexual

Precisamos aprender a usá-la
Com equilíbrio e discernimento
Usando-a com controle
E o devido envolvimento

Sempre respeitando os outros e a si mesmo
Podemos nossa energia canalizar
Usando-a da melhor maneira possível
Para evoluir e nos equilibrar!!

Aline Patrícia de Oliveira

RENOVAÇÃO PESSOAL

Queremos nos tornar espíritos perfeitos
Completando nossa evolução
E vendo com rapidez os resultados
De nosso empenho e dedicação

Praticamos o bem hoje
Esperando amanhã receber o dobro de volta
E se não temos o que queremos
Logo desistimos e isso nos traz revolta

Porém, é preciso ter paciência
Pois na caminhada do crescimento espiritual
É necessário passar pelos degraus intermediários
Para poder atingir o último degrau

Quando pulamos alguma etapa
Acabamos tropeçando e caindo
Voltando ao degrau que foi pulado
E que nos traz firmeza para que continuemos subindo

Paciência, calma e perseverança
Consigo mesmo enquanto ser espiritual
Visto que cada um tem seu ritmo e deve respeitá-lo
Na conquista da renovação pessoal!!

Aline Patrícia de Oliveira

MUDANÇA

Atualmente vivemos correndo
Temos mil afazeres e preocupações materiais
Que sugam toda a nossa energia
E ficamos detidos, sem fazer nada mais

Ficamos cegos, surdos e mudos
Vivendo de maneira egoísta
Pensando somente em nós
E no nosso sucesso e conquista

Deixamos de olhar as obras divinas
De ouvir nossos irmãos
De falar com propriedade
De viver como cristãos

Perdemos oportunidades fechando nosso coração
Privando-o da luz e do calor
Que atinge quem pratica o bem
E vive com alegria e amor

Precisamos alterar nossos pensamentos e atitudes
Realizando em nós uma mudança de campo mental
Que vai contribuir para o nosso crescimento
E também para a harmonia universal!!

Aline Patrícia de Oliveira



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O Espiritismo
LÉIA CONCEIÇÃO APARECIDA PANTONI
de Ribeirão Preto, SP

Falar do Espiritismo
Eu sei, não é fácil não
Esta doutrina divina
Que é pura consolação.

O Cristo já a prometia
Para os séculos vindouros
Sabendo que se tornaria
Um dos maiores tesouros.

Século dezenove...
Tudo é luz e inspiração
O mundo todo se move
Com a nova revelação.

Os mortos estão falando
Os mundos são habitados
Conceitos se modificando
Por quase todos os lados.

Existe a reencarnação
O espírito é imortal
Tudo é renovação
O ser humano é igual.

O Espiritismo é a Verdade
De Nosso Mestre e Senhor
Para toda a humanidade
Como prova de seu Amor.

Separação

Neste momento me calo
Perante o corpo inerte
E juro! Não sei se falo
O que isto em mim,
reflete.
Parte o ser imortal
Rumo ao grande além
Todo destino é igual
E não exclui ninguém!
Vai nosso ente querido
Sem que se possa impedir
E o coração ferido
Prestes a sucumbir.
Mas sua vida prossegue
Em outra dimensão
E a dor que nos segue
Não mais terá razão!
E novamente me calo
Pedindo a Deus, proteção
Para que possa guiá-lo
Com uma bela oração!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto

Viver

Quer maior presente que a Vida?
Quer maior bênção do que esta?
Você já parou para avaliar o seu significado?
O porquê de estar aqui?
Muitas vezes não pensamos nisto...
Muitas vezes seguimos nosso dia a dia sem dar importância a este fato...
E o tempo passa sem que se perceba!
Muitas vezes valorizamos o que não vale a pena e desprezamos o essencial!
Brincamos com os sentimentos... Esquecemos da saúde...
Enganamos a nós mesmos!
Ah! Se soubéssemos as conseqüências que o futuro nos reserva, pensaríamos melhor antes de qualquer atitude.
Mas... As oportunidades nunca cessam.
A experiência chega de uma forma ou de outra... E a vida se faz!
Não perca este dom maravilhoso que Deus te concedeu!
Cuide-se com mais carinho!
Proteja-se da mágoa, do pessimismo e da revolta.
Lute sempre contra o orgulho e o egoísmo.
Cultive mais a esperança e o amor.
Dê sempre o primeiro passo rumo à felicidade.
Se Você existe... Não é por mero acaso.
Se Você existe... Deus tem um propósito para sua existência.
Acredite nisto! Confie!
Problemas? Dores? Empecilhos? Quem não os terá?
Mas... Não vale desanimar! Não vale se entregar!
Se Você existe... Siga firme no seu caminhar!
Nunca estarás sozinho!
Deus te ama! (E garanto que não é só Ele!).
Portanto... Siga em frente...
Não deixe seu maior presente perder o valor!
Não deixe de ser na Terra, pelo menos, uma gota de Amor.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto - SP

 

 

Separação

Neste momento me calo
Perante o corpo inerte
E juro! Não sei se falo
O que isto em mim, reflete.
Parte o ser imortal
Rumo ao grande além
Todo destino é igual
E não exclui ninguém!
Vai nosso ente querido
Sem que se possa impedir
E o coração ferido
Prestes a sucumbir.
Mas sua vida prossegue
Em outra dimensão
E a dor que nos segue
Não mais terá razão!
E novamente me calo
Pedindo a Deus, proteção
Para que possa guiá-lo
Com uma bela oração.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

 

Benditas mãos

Benditas são as mãos que fazem nascer...
Que sabem curar...
Que procuram, a todos, ajudar!
Benditas são as mãos que secam as lágrimas...
Que limpam feridas...
Que acenam tristes em cada partida!
Benditas são as mãos que plantam na terra...
Que aplacam a fome...
Que evitam a guerra!
Benditas são as mãos da criança e do adulto...
Que cumprem sua missão...
Espalhando alegria, paz e consolação!
Benditas são as mãos...
Em todos os sentidos...
Que trabalham sem cessar
Para o amigo Jesus Cristo!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

 

Caridade

Caridade... Caridade!
Doses do mais puro amor
Envolva esta humanidade
Afugente sua dor!

Caridade... Doce luz
Se faça sempre presente
Nas bênçãos do Bom Jesus
Abrangendo nossa gente!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

 

Naqueles dias...

Nos momentos difíceis...
Não desanime!
Nas horas amargas...
Não deixe de confiar ainda mais em Deus!
Nas decepções...
Não guarde mágoas!
Elas só te farão sofrer mais
Além de prejudicarem seu organismo...
Sua saúde!
Nas ingratidões...
Retribua fazendo o bem!
Perdoe!
Sei que não é fácil!
Mas pelo menos, tente!
Nos revezes que porventura enfrentares...
Encare-os como lições salutares
Para o seu crescimento interior!
Não se entregue à revolta
Ou à cólera!
Use e abuse da oração!
Não tenha vergonha de pedir ajuda...
Proteção...
E inspiração para sanar suas dúvidas!
Orai e vigiai!
Disse Jesus!
Não se faça de rogado...
Se os problemas forem maiores do que suas forças...
Acredite...
Você terá capacidade de enfrentá-los!
E por fim...
Se todos te abandonarem...
Tenha certeza...
Deus nunca o fará!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

 

 

 

Deus te abençoe!

Deus te abençoe no momento em que levantas
Para que tenhas coragem e garra para lutar!
Para que enfrentes a vida
sem jamais desanimar!
Deus te abençoe no caminho do trabalho
Que sigas com atenção pelas ruas da cidade
Para que chegue ao seu destino sem nenhuma atrocidade.
Deus te abençoe nas decisões a tomar
Que sejas correto e sensato para ninguém prejudicar.
No trato com os amigos espalhe otimismo e bondade
Seja sempre um portador de paz e felicidade!
E que estenda estes gestos também no seu falar.
Deus te abençoe também dentro do lar
Onde a paciência e o carinho deverá sempre imperar!
Que tenhas discernimento na arte de educar
Para que as melhores sementes,
possa aos seus, espalhar!
Deus te abençoe em todo e qualquer momento
que se faça necessário.
Nas horas de alegria,
onde tudo te sorri!
Ou nas horas de tristeza,
se a lágrima surgir!
Em algumas despedidas que a vida te impor!
Ou em outros lugares por onde você for!
Deus te abençoe não importa a situação
que a vida te apresentar
Prossiga, confie e acredite
que tudo há de passar!
Não esqueça da oração,
melhor remédio não há!
Deus te abençoe, eu desejo do fundo do coração
Para que sigas feliz, rumo à sua evolução.

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

Sua vida

Viva cada momento
Com muita fé e amor
Cultive o bom pensamento
Nunca se entregue à dor.

Procure só valorizar
Cada pequeno segundo
Coragem em seu caminhar
Neste que é nosso mundo.

Use o bom senso e a razão
Nas lutas do dia a dia
Cultive também a oração
Como suave energia.

Busque no bem agir
Não prejudique ninguém
Faça o seu existir
Ser proveitoso a Alguém.

Garra, otimismo, esperança
Siga sem esmorecer
Tenha em Deus confiança
Para sua luta, vencer!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

O que Deus me concede

Analisando a vida
Cheguei à conclusão
Meu Deus!
Sou tão Feliz!
Porque me deste esta bênção!
Sou perfeita!
Posso ver!
Quem sou eu pra reclamar!
O que Deus me concede
Não dá nem pra expressar!
Mesmo por entre a dor
Vejo luz e esperança
Num corpo imperfeito, uma mãe
Sorrindo pra sua criança!
Me chama atenção esta cena
E eu me pego a chorar
O que é o meu problema
Dá-se pra solucionar!
Deus me dá sua proteção
Em todo e qualquer momento
E eu para agradecer
Nesta simples oração
Expresso meu sentimento!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto – SP

 

 

 

A morte

Muitas vezes quando perdemos um ente querido, a vida perde o sentido...
Sentimos-nos derrotados, sem expectativas... Sem esperanças!
Em casos mais graves partimos para o consumo exagerado do álcool, nos entregamos às drogas e num ato mais extremo, tiramos a própria vida.
Quando agimos desta forma, que exemplo estamos dando ao nosso ente querido que partiu?
Que exemplo estamos dando aos nossos familiares que ficaram tão órfãos quanto nós?
Onde nosso Amor? Onde nossa Fé?
Onde nossa confiança em Deus?
Todos nós, indistintamente já passamos ou passaremos pelo momento de dor que é a perda de um ente querido.
Todos nós, vivenciaremos este fato, ora como mero expectador e por fim como participante ativo.
Todos nós, indistintamente faremos esta passagem!
Uns irão mais novos, na flor da juventude.
Outros, na velhice. Alguns, sem mais nem menos.
Outros através de acidentes ou problemas de saúde.
Que egoísmo o nosso querer manter um ser amado sofrendo com dores terríveis, jogado numa cama ou leito de hospital.
Mas, no momento, isto não importa!
O que importa realmente são os sentimentos que nutrimos pelo ser que partiu.
O que importa são os exemplos que ele nos deu em vida e que influenciaram de alguma forma em nossa caminhada.
Eu poderia falar mil coisas a respeito... Narrar fatos vividos...
E tenho certeza que sempre faltaria algo.
Deus, em sua bondade infinita, nos acolhe a todos e mesmo na separação demonstra o seu imenso amor.
A morte nada mais é do que a porta de entrada para um novo mundo.
A morte nada mais é do que a libertação de males e oportunidade bendita para novos recomeços.
Eu sei que nossos familiares e amigos foram muito importantes pra nós.
Eu sei que não iremos esquecê-los e que seus exemplos ficarão marcados.
E o principal... Um dia, temos certeza disto, Nosso Pai Celestial permitirá nosso reencontro na pátria maior.
Como é confortadora esta idéia!
E é assim que chegamos a suave conclusão: A morte não existe!
A perda não existe!
Tudo é vida na natureza!
Confiemos ao Pai nossas dores e saudades!
E aos nossos entes queridos a certeza de que não estarão sozinhos e nem serão esquecidos...
Pois nossos pensamentos e sentimentos estarão sempre ao seu lado nesta nova jornada!

Léia Conceição Aparecida Pantoni
Ribeirão Preto - SP



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Primeiro Encontro do Projeto Almas Integradoras – Comunicação e Conhecimento

Foi realizado no dia 11 de fevereiro deste ano, na Sociedade Espírita Mariano do Nascimento, o Primeiro Encontro Almas Integradoras – Comunicação e Conhecimento. Estiveram presentes 47 pessoas provenientes de 8 sociedades espíritas da região de Ribeirão Preto. Em ambiente agradável e acolhedor, foram debatidos a proposta estrutural do projeto e a organização do curso teórico prático sistematizado de educação mediúnica COEM II. Formaram-se 2 grupos de educação mediúnica na S.E. Mariano do Nascimento e 1 grupo na Associação de Costura Meimei, com início dos cursos nos dias 4 e 7 de março, respectivamente.
Foi aplicado um questionário no início do encontro para opinar-se sobre as palavras integrar, comunicar e conhecer. As respostas demonstram opiniões diferentes sobre qual a seqüência de atitudes: primeiro deve-se conhecer para depois se integrar ou ao contrário? O projeto pressupõe que o processo de conhecimento se enriquece com a integração, e que a verdadeira integração exige a liberdade e igualdade de comunicação. Por isso reafirmamos, o projeto não propõe o ensino unilateral sentido coordenadores - participantes, mas objetiva aprendermos juntos. O próximo encontro se realizará no segundo final de semana de abril, e será dividido em 3 oficinas: Debates de Vivência, Debates Teóricos e Debates Pedagógicos. Convidamos todas as sociedades espíritas da USE-Ribeirão Preto, interessadas em integrar-se no aprendizado da educação mediúnica, a participar do próximo encontro. Não é necessário que a sociedade adote o COEM II, apenas é preciso a vontade de compartilhar suas experiências na educação mediúnica.



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Se teus olhos forem bons...
Orson Peter Carrara

Os amigos Divaldinho e Luiz Antonio, conhecidos tarefeiros espíritas da cidade paulista de Votuporanga-SP, presentearam-me com o mais recente lançamento da Editora Didier, cujo nome usamos para título desta abordagem. A autoria é de Irmão José, lúcido autor espiritual que tem se utilizado da mediunidade de Carlos Baccelli.
Irmão José tem uma maneira muito peculiar de escrever. Seus textos são muito claros, objetivos, esclarecedores, sendo muito agradável ler e acompanhar seu raciocínio nos inúmeros livros que já ofereceu para nossas reflexões.
Com belíssima capa estampando os olhos de bonita estampa de Jesus, o livro possui 52 capítulos. Impossível comentar num único artigo o conteúdo do livro, todo ele repleto de valiosos esclarecimentos. Todavia, detenho-me no capítulo 6, foco desta abordagem. Trata-se do capítulo Luta e Evolução.
Há uma frase, constante da página 34 (da 1ª edição), que não posso deixar de trazer à reflexão dos leitores: O Espírito que não cresce sofre para crescer; o espírito que cresce paga o tributo de sua ousadia, antecipando-se àqueles que, no comodismo, se sentem compelidos por ele a caminhar...
Notemos a profundidade da frase. Assemelha-se a um “preço da evolução”, pois que é o que realmente ocorre. Todos deveremos atingir patamares de felicidade e progresso, a custo do próprio esforço, o que é coerente com a justiça. Para crescer (considere-se aqui em todos os sentidos), é preciso esforço, sacrifício, renúncia, dedicação. E que, obviamente, traz o mérito das próprias conquistas.
Quem se acomoda, adia a felicidade. Quem tem iniciativa, atitude de busca e dedicação ao próprio aperfeiçoamento, igualmente enfrentará as dificuldades próprias de tais esforços, oriundas de si mesmo e externamente, dos inconformados com as conquistas alheias e indiferentes à necessidade permanente de progresso.
É o que encontramos na realidade de nossos relacionamentos. Os dedicados, ousados, criativos, muitas vezes são chamados de fanáticos, são criticados, perseguidos, caluniados. E “pagam o preço” da própria ousadia de avançar, mas igualmente alcançam os méritos do esforço empreendido.
Ao mesmo tempo, acomodados e indiferentes também vivem no círculo próprio dos que resistem, encontrando os reveses inerentes ao estado que alimentam.
É que o progresso é Lei Divina, não há como impedir. E ele, o progresso, impulsiona-nos a prosseguir. E resistir ao progresso é lutar contra uma Lei Natural, o que naturalmente gera aflições. Entregar-se a ele também, pois que constitui desafio de crescimento, mas com os méritos decorrentes.
E completa o Espírito autor: Os Espíritos Superiores não tem a mesma visão do mal que os homens possuem; com as luzes que acendem em seu interior, desenvolvem mais ampla compreensão da dor e do sofrimento, entendendo a lágrima como processo indispensável. Por este motivo, não se afligem e não se angustiam contemplando, de Mais Alto, os pesares do homem que se arrasta com seu fardo; compadecem-se, mas, conforme se encontra exarado nas luminosas páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, consideram que a dor “é uma benção que Deus envia a seus eleitos”... A verdade é que, sem verter o suor do sacrifício, desde os primórdios da Criação até que se redima na Cruz de suas mais altas aspirações, o espírito não progride. Cada dia, para ser proveitoso, há de significar para o homem na Terra um desafio a ser superado. Deus não nos criou para o ócio eterno (...); individualmente, somos chamados a cooperar no aperfeiçoamento da Obra Divina, e ninguém nos substituirá na parte que nos cabe.
E esta notável conclusão no capítulo em referência:
Ao passo em que avança, o espírito passa a exigir muito mais de si mesmo e se torna inquieto por realizar em si o Reino de Deus. O que nos parece fanatismo e excessivo desprendimento das coisas do mundo material é incontido anseio de evolução que, em certas circunstâncias, o espírito experimenta, anelando o seu rompimento definitivo com as trevas da ignorância milenar em que se acomoda.
Notável a expressão: inquieto por realizar em si o Reino de Deus!
Ou ainda a outra seguinte: incontido anseio de evolução!
Indicadoras, sem dúvida, do caminho a percorrer, sob a luz do esforço próprio.
O próprio título da obra, extraído das anotações de Mateus (cap. 6, v.22) e completado na 4ª capa, , com ...todo o teu corpo terá luz, já é uma indicação clara do esforço que nos cabe para avançar continuamente, a começar pela maneira como vemos tudo que nos rodeia, com o mérito decorrente da nova forma de enxergar...
Parabéns à DIDIER pelo excelente lançamento.
Quanto aos demais capítulos, entrego aos leitores para que apreciem a notável obra.



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SUPLEMENTO INFANTIL
JORNAL VERDADE E LUZ – MARÇO DE 2006

REFLEXÃO: IMITAÇÃO E EDUCAÇÃO

Por alguma circunstância especial, ouvi dois amigos conversando. Um deles era jovem, casado e tinha um filho com cerca de dez anos. O outro, já avô, cabelos brancos, experiências preciosas e enriquecedoras. O primeiro dizia que vivia estimulando o filho a ser igual ao seu priminho., estudioso, com excelentes notas na escola; trabalhador, como outro primo, que ajuda muito em sua casa; craque no futebol, como um garoto vizinho e também a imitar os grandes vultos da humanidade. Como meu amigo mais velho ficasse em silêncio, o mais jovem insistiu:
-Não estou certo?
-Sei que a sua intenção é muito boa, mas não é o melhor caminho. Não devemos fazer comparações, nem incentivar imitações. Todos nós somos pródigos em apontar modelos. Às vezes, são modelos próximos como irmãos, primos, amigos. Outras vezes, são heróis ou santos. Todos nós temos nos esforçado muito para imita-los. Os talentosos conseguem mais ou menos o seu intento, mas são conquistas exteriores, porque a verdadeira educação tem que ser trazida de dentro para fora. Educar é proporcionar o desenvolvimento das potencialidades. Os modelos vêm de fora, a educação vem de dentro.
Ubiratã Rosa diz em seu livro “O Princípio e o Fim” que o jardineiro ama todas as suas flores e não manda a rosa imitar o cravo, nem força o seu crescimento: aduba-as e se preciso, coloca estacas para ampara-las. Os educadores, completamos, precisam ofertar o amor e colocar as estacas morais de ampara para um crescimento reto

Almicar Del Chiaro

 

PARA VOCÊ CRIANÇA – INCENTIVO A LEITURA

Livro: “O Peixinho e o Rio”

“Com paciência, força de vontade, trabalho, perseverança, otimismo, firmeza na fé, utilizando inteligência e capacidade de raciocinar, o humilde membro da comunidade –O emblemático Peixinho Harmonildo- exemplifica a trilha da evolução como penoso caminho rio acima indispensável à descoberta da verdade.

Autor: Robson Dias
Espírito – Vovó Amália

Retire emprestado na Biblioteca do Centro Espírita que você participa!

 

 

 

ATIVIDADE SUGESTIVA

A CARTA

Alô Garotada!

Vamos escrever uma carta? Uma carta quer dizer um relato pessoal.
O que quer dizer um relato?
Relato é tudo aquilo que você quer dizer a uma pessoa através do papel. Ok!
Vamos lá!

 

CONVITE À RESPONSABILIDADE

Escuta-me, Mamãe!

Se me chamam Criança hoje,
Em verdade meu nome é Futuro!

Entende-me o pedido de
Evolução, Progresso e Felicidade!

Educa-me

De mim, criança pequena hoje,
Depende o destino do grande
Mundo Amanhã!
Meimei

Conduza seu filho à Evangelização Infantil:
Evangelizar é instrumentalizar o espírito a viver a realidade, oferecendo o evangelho de Jesus...
Sempre há uma perto de você.

Resposta:
Perdoai os que vos caluniam.

AGENDA: CONVITE
Seminário sobre Evangelização
Dia 18 de Março de 2006
Local: Isabel Soares de Morais
Rua Visconde de Inhomirim nº 19
Vila Virgínia
Hora: 15:00 às 17:30 hs
Facilitador : Vanderlei Miranda - Sertãozinho
Inscrições : 3610-1120 – com Sra. Elidia



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Tente outra vez!!!
WELLINGTON AP. ROCHA BALBO
de Bauru, SP

Essa é a história de Carlos, um otimista inveterado, elegeu como tema de sua vida a música “Tente outra Vez” de Raul Seixas.
Junto com a família saiu do estado de São Paulo e foi para uma cidadezinha no interior do nordeste brasileiro.
Visualizava a chance de enriquecer nessa prospera terra, o povo nordestino simpático e receptivo contribuiu para que a família logo se adaptasse.
Montou com um amigo uma serraria, com muita vontade de trabalhar queriam juntos dar o grito de independência financeira.
Passam-se alguns anos, os dois muito conseguiram, compraram apartamento, telefone, carro.
Mas eis que a situação toma outro rumo, os negócios começam a declinar, as coisas vão gradativamente se complicando e as dívidas acumulando.
Um credor mais exaltado ameaça Carlos e seu sócio de morte, ou pagavam o que deviam ou morriam no prazo de uma semana.
O sócio de Carlos desesperado com o patamar que a situação chegou estava com os nervos a flor da pele, aquilo foi demais para seu corpo físico que sucumbiu vitimado por derrame cerebral.
Com o coração dilacerado pela dor da perda do amigo de ideais, não restou alternativa a Carlos senão assumir sozinho aquela situação. Teve assim, que vender os bens que com tanto esforço havia conquistado, vendeu apartamento, telefone, carro…
Retornou com a família para o interior de São Paulo, com o auxílio dos amigos reconstruiria sua vida, tinha a certeza de que daria a volta por cirna. Convidado pelos familiares foi tomar conta da marmitaria que foi de seu sogro.
Tentaria outra vez!
Quando as coisas começam a se ajeitar, sua esposa, companheira de tantos anos, tantas lutas, morre em pleno local de trabalho, duro golpe no coração de Carlos.
Entretanto, não podia desistir, precisava seguir adiante…
Tentaria outra vez!
Mas, com a desencarnação da querida esposa, estava mesmo difícil e os negócios novamente começam a declinar, a alta inadimplência vai minando suas reservas financeiras, o “cheque mate” vem com o acidente que inutilizou o carro que fazia a entrega de marmita.
Novamente Carlos se vê falido, mas nem tudo estava perdido, ele tinha saúde, disposição e vontade de trabalhar.
Tentaria outra vez!
Comprou uma mobilete, arrumou uma pasta, foi a luta trabalhar como vendedor, após um mês de trabalho teve seu veículo roubado.
E agora, o que fazer? Desistir? Desanimar?
Isso jamais passou pela cabeça de Carlos, com certeza a vida lhe traria novas chances de ser feliz, tinha sim, que acreditar e prosseguir lutando com disposição.
Mudou-se de cidade, foi para Rio Claro morar na casa da irmã, tinha a convicção de que novos ares lhe fariam bem.
O começo foi complicado, o mercado de trabalho lhe fechava as portas em virtude de sua idade, tinha na época 52 anos.
Mas com criatividade e persistência, Carlos conquistou a confiança de novos amigos que lhe deram novas chances de reconstruir a vida, batalhador por natureza, Carlos não desperdiçou a oportunidade.
Hoje, está com 54 anos, trabalhando como nunca, aproveitando a vida como poucos, conheceu uma pessoa cem quem namora há dois anos.
No fim do ano prestou vestibulinho para o Colégio Técnico da Unesp, concorreu com 1.200 pessoas, foi aprovado em 25° lugar, voltou a estudar, e me disse uma inesquecível frase:
Meu amigo, lute, não desanime jamais, “TENTE OUTRA VEZ” pois a “VIDA NÃO PÁRA”.



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PROJETO ALMAS INTEGRADORAS - COMUNICAÇÃO E CONHECIMENTO

Carmen Diana R. Daré
cdare@terra.com.br
3629-1891

Gustavo Leopoldo R. Daré
leopoldodare@ig.com.br
3623-5264

Gustavo Marcelo R. Daré
gmadea@ig.com.br
3618-2861

INTRODUÇÃO:
Projeto da Coordenadoria de Estudos da Mediunidade do Departamento de Orientação Doutrinária da USE de Ribeirão Preto, suas primeiras idéias foram apresentadas no Seminário sobre Mediunidade – 2005 nos dias 22 e 23/10/05. O lançamento oficial ocorreu na reunião do Conselho da USE-Ribeirão Preto em 21/01/06. O título do projeto sugere suas premissas:
Alma: ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo [1].
Integradora: aquele que integra, onde integrar é tornar-se inteiro, fazer parte de; completar-se; reunir-se [2].
Comunicação: ato ou efeito de emitir e receber mensagens; capacidade de discutir idéias, dialogar com vista ao bom entendimento [2].
Conhecimento: informação; prática da vida, experiência; consciência de si mesmo; atributo geral que tem os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante [2].
Acreditamos que para conquistarmos o bem estar como seres humanos, é necessário completarmo-nos como almas (alma integradora). Para isto, precisamos tomar consciência de nós mesmos, reagindo ativamente no mundo material e espiritual circundante (conhecimento). Uma forma possível e eficaz de adquirirmos este conhecimento é através do diálogo e do convívio entre os espíritas reencarnados e destes com os espíritos desencarnados (comunicação).

OBJETIVOS:
Objetivo principal: construção de uma rede de cooperação entre os espíritas da região de Ribeirão Preto para o desenvolvimento consciente das habilidades de comunicação da alma humana. Para alcançarmos este objetivo é necessário:
1)Formar grupos de educação mediúnica nas sociedades espíritas e convidar os grupos já existentes para participarem do projeto;
2)Implantar metodologias de registro das vivências destes grupos;
3)Promover encontros regulares de todos os participantes para a comunicação das experiências individuais e formulação de conhecimentos que aprimorem cada grupo e cada participante.

ESTRUTURA:
OS GRUPOS DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA:
Realizarão, nas respectivas sociedades espíritas, atividades de vivência das habilidades da alma (animismo e mediunidade) através da aplicação de cursos teórico-práticos de mediunidade à luz da Doutrina Espírita. Os grupos têm total autonomia administrativa e doutrinária, desde os critérios de seleção dos participantes até a escolha do material didático a ser aplicado. Propomos a cooperação entre as diferentes sociedades espíritas para a formação dos grupos e preparação das aulas.

PROPOSTA PEDAGÓGICA:
Consideramos fundamental a adoção de cursos sistematizados, com uma programação pré-estabelecida, com começo, meio e fim. Preferimos cursos destinados ao estudo teórico e à vivência plena da mediunidade, capacitando o participante a praticar suas habilidades mediúnicas com desenvoltura ao final do curso. Existem disponíveis no movimento espírita brasileiro vários cursos apostilados de mediunidade, como os elaborados pela Federação Espírita Brasileira (FEB), Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP) e Centro Espírita Luz Eterna (CELE). Cada sociedade espírita escolherá o curso sistematizado que preferir. A Coordenadoria de Estudos da Mediunidade sugere a nova versão do curso Centro de Orientação e Educação Mediúnica (COEM II), elaborado pelo CELE, o qual atende aos propósitos do projeto. Destacamos a importância de desenvolver aulas que estimulem a participação dos membros e a anotação e avaliação das experiências mediúnicas.
O COEM foi lançado em 1970. Dos objetivos do COEM destacamos: a) Proporcionar o conhecimento da mediunidade à luz da Doutrina Espírita; b) Conscientizar das finalidades da mediunidade como instrumento da verdade e do progresso da humanidade; c) Estabelecer condições para a autoconscientização das possibilidades mediúnicas dos participantes num programa de trabalho que lhes proporcione oportunidade de servir com amor; d) Servir-se da ciência da educação na fundamentação e dinamização do processo de aprendizado da mediunidade; e) Possibilitar a participação efetiva e constante dos componentes na sistemática do estudo; f) Permitir a avaliação funcional do desenvolvimento individual. [3] Em março de 2001 foi lançado o COEM II, “com a introdução inovadora e arrojada de um estágio prático orientado em mediunidade” [4]. A bibliografia do COEM é formada por 84 livros de 32 autores espíritas e 4 livros de autores não espíritas. Estes livros e as apostilas do COEM, do COEM II, da FEB e da FEESP podem ser adquiridos junto à Banca do Livro Espírita Verdade e Luz.

O PAPEL DA COORDENADORIA DE MEDIUNIDADE:
Criar ambiente de colaboração e troca de experiência entre os vários grupos de educação mediúnica através da realização de Encontros Bimestrais e de Seminários sobre Mediunidade Anuais, com temas extraídos dos encontros bimestrais. Os encontros terão 3 linhas de discussão:
1.Debates das Vivências: as dificuldades e aprendizados da prática mediúnica, as técnicas de documentações dos achados e sua avaliação criteriosa;
2.Debates Teóricos: as dúvidas sobre os conteúdos teóricos desenvolvidos nos cursos;
3.Debates Pedagógicos: trocas de experiências sobre os princípios pedagógicos e técnicas didáticas aplicadas nos cursos.

JUSTIFICATIVA:
A criação de cursos de mediunidade e de cursos sistematizados teóricos da Doutrina Espírita, buscam concretizar a proposta de Allan Kardec: “Um curso regular de Espiritismo seria professado com o objetivo de desenvolver os princípios da ciência e de propagar o gosto pelos estudos sérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos capazes de difundir as idéias espíritas, e desenvolver um grande número de médiuns. Eu olho esse curso como podendo exercer uma influência capital sobre o futuro de Espiritismo, e sobre as suas conseqüências”.[5] Apesar da mediunidade ser uma “faculdade propriamente dita orgânica... só há um meio de constatar a sua existência: é experimentar... Somente na proporção em que a mediunidade se desenvolve, o médium vai adquirindo a aptidão necessária para entrar em relação com o primeiro Espírito comunicante... Conhecemos médiuns que só se formaram depois de seis meses de exercício, enquanto outros escrevem corretamente desde a primeira vez”. [6] Hermínio Miranda preocupa-se com o aprimoramento constante do médium: “O desenvolvimento é... uma forma de treinamento, de familiarização com as técnicas envolvidas no processamento da mediunidade. Toda atividade humana regular – artística, profissional, doméstica, pública – tem uma técnica... e todas elas se aperfeiçoam com a prática, com o estudo a atenção àquilo que fazemos”.[7]
Cursos de mediunidade são processos de autoconhecimento das potencialidades da alma. Não são voltados apenas aos que se reconhecem médiuns ostensivos, pois, como nos alerta Herculano Pires, “a mediunidade natural que todos possuem... funciona como imanente em nosso psiquismo. Faz parte da nossa natureza, não é uma graça nem uma prova, é um elemento essencial da nossa constituição humana... Esta lhe serve para guiar-se na vida através de intuições e percepções extra-sensoriais... depende das condições favoráveis que criarmos em nossa mente e em nossa afetividade, sob controle da razão”.[8]

BIBLIOGRAFIA
[1] Allan Kardec. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita. Livro dos Espíritos, 34 edição, LAKE, 1975.
[2] Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Aurélio Século XXI, Ed. Nova Fronteira, 1999.
[3] Equipe do CELE. COEM II Nova Versão, 3 edição, Centro Espírita Luz Eterna, 2005.
[4] Equipe do CELE. Histórico do Centro Espírita Luz Eterna e COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica, página da internet www.cele.org.br, dezembro de 2005.
[5] Allan Kardec. Ensinamento Espírita. Obras Póstumas, 1 edição, Instituto de Difusão Espírita, 1993, páginas 330-331.
[6] Allan Kardec. Livro dos Médiuns, Capítulos XVII, XIX e XX, LAKE, 18 edição, 1994.
[7] Hermínio C. Miranda. Diversidade dos carismas. Volume 2, Lachâtre Publicações, 2 edição, 1993, página 166.
[8] J. Herculano Pires. Mediunidade - Vida e Comunicação. Capítulos II e XIV, EDICEL, 5 edição, 1984, páginas 18-20 e 120.



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RAMO DE PARREIRA: Um emblema espírita esquecido

Gustavo Marcelo R. Daré
(Coordenadoria de Estudos da Mediunidade da USE-Rib. Preto)

Logo no primeiro livro da Codificação Espírita, o grupo de espíritos que nos acostumamos a chamar de Falange do Espírito da Verdade apresenta-se ao público leitor em um ditado coletivo que Allan Kardec incluiu em prolegômenos. Fizeram ainda um desenho que deveria ser colocado no cabeçalho do livro: um ramo de parreira com um cacho de uva. É nítido, nesta atitude sem paralelo em toda Codificação, o valor e carinho que depositavam àquela iniciativa: “Porás no cabeçalho do livro o ramo de parreira que te desenhamos, porque é ele o emblema do trabalho do Criador. Todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o espírito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o espírito é a seiva; a alma, ou o espírito ligado à matéria, é o bago”(1)
Perplexidade – era o que sempre me envolvia ao ler este trecho d’O Livro dos Espíritos e apreciar o fac-símile do desenho. “Espírito e Alma (seiva e bago) encontram-se separados, unidos, ou interligados, pelo corpo (ramo)! Alma não é apenas Espírito encarnado?!” – pensava eu, confuso, atordoado.
Foi Hermínio Miranda (na minha opinião, o maior escritor espírita encarnado da atualidade) quem me socorreu através de seu livro Alquimia da Mente: alma poderia ser traduzida, funcionalmente, como personalidade – a persona, máscara, que construímos a cada nova encarnação com a finalidade primordial de ajudar-nos a superar nossos conflitos e traumas espirituais milenares e facilitar o desenvolvimento múltiplo de nossas potencialidades; Espírito poderia ser traduzido, como individualidade – este ser que dizemos imaterial “por diferir de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria” (1) e eterno, dotado de memória integral, e que somos nós em essência.
Percebi, então, como O Livro dos Espíritos é preciso no uso dos termos Alma e Espírito. Espírito é sempre grafado com E maiúsculo. O nascimento do Espírito é identificado com o início do período de humanidade para o princípio inteligente – o qual já vinha se individualizando paulatinamente ao animar seres inferiores da criação, mas que sofre uma transformação qualitativa fundamental (sugestivamente na Espiritualidade) antes de se tornar Espírito. O Espírito tem forma (que, para nós, ainda na infância da Evolução, foi descrita como “centelha divina’) e cor (variando do ”escuro ao brilho do rubi”). A alma é o Espírito encarnado, submetido às limitações e condicionamentos do corpo. “Os órgãos (físicos) são os instrumentos da manifestação das faculdades da alma”, chegando a ponto de uma faculdade previamente desenvolvida, como o gosto pelas artes, “ficar adormecida durante uma existência” (1).
Kardec e a Falange do Espírito da Verdade fazem uma abordagem tão complexa e dialética que Herculano Pires reconhece “um problema filosófico” introduzido pelos Espíritos e a ser resolvido pelo desenvolvimento da doutrina Espírita – o ser do corpo: “se o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões o coloque no nível dos animais, tem o seu corpo, que o rebaixa freqüentemente a esse nível, porque o seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, mas ininteligentes e limitados ao interesse de sua conservação”; “O Espíritos elevados, ao perderem o seu invóluctro, deixam as más paixões e só guardam as do bem...”.
Esta interação entre corpo e Espírito durante a reencarnação e criação de uma “nova alma”, se posso assim me expressar, é tão rica e repleta de vias em múltiplos sentidos que teríamos enormes dificuldades em reconhecer um senhor reencarnado com escravo e que, “com o tempo, quando a loucura (desencadeada por um organismo desorganizado) durou bastante, a repetição dos mesmos atos acaba por exercer sobre o Espírito uma influência da qual ele não se livrará senão depois da sua completa separação de toda impressão material” (1).
Em sua dialética construtiva e complexa maravilhosa, os Espíritos argumentam que o Fluído Universal “exerce o papel de intermediário entre o espírito (como conceito de princípio inteligente da criação) e a matéria propriamente dita”; “embora, de certo ponto de vista, se pudesse considera-lo como elemnto material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o espírito não o fosse também.”
Ao mesmo tempo em que “a matéria é o liame que escraviza o espírito; é o instrumento que ele usa, e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce a sua ação’”(1). E um dado fantástico: o único lugar onde encontraremos o fluído universal em sua forma primitiva é junto ao Espírito Puro (1).
A partir daí, comecei a vislumbrar um “novo mundo”- talvez, um novo paradigma – que tornou mais vivo e palpitante toda leitura subseqüente d’O Livro dos Espíritos: o espírito (seiva) percorre a matéria-corpo (ramo) ao longo de milênios existenciais ligado a ela de maneira intrínseca e inter-dependente, imergindo na matéria, a períodos irregulares, de modo mais ostensivo e construindo almas (bagos) – personalidades reencarnatórias. Quando formos capazes de abstrairmo-nos do limite tempo-espaço, conseguiremos ver a parreira que a Falange do Espírito da Verdade nos desenhou como um instantâneo atemporal da evolução do Espírito que se projeta a si e à matéria no campo da Criação, originando ramos tortuosos e variados, e “brota”, de espaços em espaços, na forma de bagos personalizados, aparentemente muito deferentes da seiva, mas detentores de sua essência e potencialidades.
Com esta imagem na mente e no coração, passei a compreender porque o Espírito, quando se lembra da sua existência corpórea, “por vezes, ri-se de piedade de si mesmo”. (1) Comecei, também, a sentir mais intensamente passagens como esta de Aksakof: “A pessoa é o resultado do organismo, e o organismo é o resultado temporário do princípio individual transcendente. A experimentação, no domínio do sonambulismo e do hipnotismo, confirma essa grande verdade: desde que a personalidade, ou a consciência exterior, fica entorpecida, surge outra coisa, algo que pensa e que quer, e que não se identifica com a personalidade adormecida e manifesta-se por seus próprios traços característicos; para nós, é uma individualidade que não conhecemos, porém ela conhece a pessoa que dorme e recorda-se de suas ações e pensamentos”. (3)
Para terminar, usarei uma saudação daquele Cristianismo Primitivo que o Espiritismo se propõe a reviver: “Que o próprio Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam puros e completamente dedicados a Ele. E que todo o seu ser – espírito, alma e corpo – seja conservado íntegro e sem culpa na volta do nosso Senhor Jesus Cristo.” (4)

(1)Allan Kardec: O Livro dos Espíritos: prolegômenos, perguntas 22, 27, 82, 88, 88-a, 220, 304, 369, 375-a, 605-a.
(2)Hermínio Miranda: Alquimia da Mente.
(3)Alexander Aksakof: Animismo e Espiritismo.
(4)Paulo de Tarso: I Epístola aos Tessalonicenses, 5;23.



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ALLAN KARDEC, 31 DE MARÇO

Fernanda Ripamonte
Ribeirão Preto

Hippolyte Léon Denizard Rivail falecia em 31 de março de 1869, em Paris, na rua Santana, 25, com 64 anos de idade. Nascido em Lion, em 3 de outubro de 1804, foi casado com Amélie Gabrielle Boudet. Todos os jornais da época noticiaram a morte de Allan Kardec, pseudônimo do professor Rivail. Henri Sausse, em sua biografia cita a publicação de Journal de Paris na data de 3 de abril de 1869, tendo por signatário o Sr. Pagès de Noyes.
“O presidente da Sociedade Espírita de Paris está morto; contudo, o número de adeptos cresce diariamente e os corajosos, que, por respeito ao Mestre, se deixavam estar em segundo plano, não temerão evidenciar-se para o bem da grande causa. Esta morte, que passará indiferente aos olhos do vulgo, não deixa de ser, apesar disso, um grande acontecimento para a Humanidade. Não é apenas o sepulcro de um homem, é a pedra tumular enchendo esse imenso vazio que o materialismo havia cavado aos nossos pés e sobre o qual o Espiritismo espalha as flores da esperança.”
O Consolador prometido por Jesus veio na época oportuna, inaugurar uma nova era: a era da regeneração. “Somente após a conquista, pelos próprios homens, das liberdades essenciais – liberdade de pensamento, de expressão, de reunião – que a Revolução Francesa conquistou à custa de muito sacrifício seria possível a vinda e permanência da Doutrina Consoladora.” (1)
Acrescente-se a esse momento histórico o surgimento na Europa de algumas filosofias materialistas que as religiões tradicionais não estavam aptas para combater, fazendo assim, do século XIX, o mais oportuno momento para o advento do Espiritismo. Quando o professor Rivail recebeu a incumbência e percebeu o vulto da tarefa que tinha diante de si, nem se intimidou, nem se exaltou. Formulou um plano de trabalho, selecionou conceitos, analisou a autenticidade das comunicações. Os espíritos o ajudaram, o inspiraram e o incentivaram, embora fossem extremamente parcimoniosos em elogios e um tanto enérgicos nas advertências. Quando notavam um erro de menor importância não o apontavam, recomendavam a releitura do texto e ele mesmo encontraria o engano.
Era um trabalho de equipe que se desenvolvia para construir um patamar para a escalada dos seres que não mais se satisfaziam com velhas doutrinas religiosas, com a filosofia desgovernada pelos caminhos da negação e a ciência a se desenvolver desgarrada de tudo. Kardec entende que a fé somente merece confiança quando passada pelos filtros da razão. Caso contrário, deve ser rejeitada. Também é missão da nova Doutrina, da qual o próprio Kardec não se julga o criador, resgatar o ensinamento moral do Cristianismo, e assim dotá-la de uma estrutura ética. Em “O Livro dos Espíritos”, gigantesco painel desenhado a quatro mãos, os amigos, parceiros no trabalho, espíritos envolvidos com a Codificação deixam-no prosseguir com a sua própria metodologia e nisso ele era mestre consumado, por séculos de experiência didática. Essencialmente sua missão foi definir a teoria a partir da fenomenologia e colocá-la pedagogicamente ao alcance de todos, visando à transformação moral da Humanidade.

Referências bibliográficas
1-Juvanir Borges de Souza, O Reformador abril de 2005
Hermínio C.de Miranda, Allan Kardec, febnet



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PORQUÊ E COMO VIGIAR E ORAR

Vigilância e oração são imprescindíveis ao aperfeiçoamento espiritual do homem.

“Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, disse Jesus a seus discípulos, que não conseguiam permanecer em vigília e oração com ele, pouco antes de ser preso.
Essa frase continua importante e indispensável a todos, principalmente, aos que procuram viver em harmonia com a lei do bem.
Vigiar, como verbo intransitivo, significa velar, estar atento, estar desperto.
Vivendo em um mundo onde o mal e o bem se mesclam e se confundem, irradiação do que temos e do que somos, interiormente, precisamos estar sempre vigilantes e atentos ao que se passa ao redor e dentro de nós, para evitarmos erros de interpretação ao que acontece exteriormente e às reações equivocadas de nossa parte.
Assim, podemos e devemos adquirir o hábito de estar atentos aos nossos pensamentos, preferencialmente, no momento que surjam e, dependendo do seu teor, afastá-los ou continuar com eles.
Toda vez que nos pegarmos em flagrante, com um pensamento negativo, seja de raiva, ódio, desânimo, tristeza, ou outros, paremos e reflitamos sobre o que deu origem a eles. O estímulo pode ser exterior ou interior a nós. De qualquer maneira despertou um sentimento criado e alimentado por nós, quando ainda não tínhamos a intenção de seguir o exemplo de Jesus.
Pode ser também – e isso é muito freqüente - que continuamos a alimentá-lo, na existência atual, apesar do nosso desejo de seguir Jesus, porque é sempre difícil substituir hábitos antigos por novos.
Trazemos, em nosso inconsciente, experiências já vividas, muitos sentimentos e emoções recalcados, situações não resolvidas que, em dadas circunstâncias, vêm à tona, muitas vezes surpreendendo até a nós próprios.
“Renascemos na Terra com as forças desequilibrantes do nosso pretérito para as tarefas do reajuste. Nas raízes de nossas tendências encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade. Não te proponhas desse modo, atravessar o mundo sem tentações. Elas nascem de ti mesmo e alimentam-se de ti quando não as combates...” (1)
Também, através da mediunidade generalizada, que é “a disposição natural do espírito para expandir-se, projetar-se e entrar em relação com outros espíritos”, encarnados ou desencarnados, e que todos a possuem, estamos, constantemente, conversando, dialogando com Espíritos que nos querem ajudar ou obsessores, respondendo a inquirições sobre nós ou sobre determinadas pessoas, através dos nossos pensamentos (2).

Jesus, O Mestre Maior, sabia das nossas dificuldades interiores, compadecia-se dos seus irmãos tão imperfeitos na escala evolutiva e ensinava-nos, com palavras simples, lições de profunda sabedoria, como: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação.”
Vigiando nossos pensamentos, analisando-os, olhando dentro de nós mesmos, vamos perceber que eles apenas refletem nossos sentimentos bons e maus, positivos e negativos.
Uma maneira de estarmos atentos a esses pensamentos é vigiarmos as sensações físicas que eles provocam em nós, se agradáveis ou desagradáveis. Percebendo o teor da sensação provocada, chegamos ao que sentimos. Todo pensamento nosso é fruto do que sentimos em relação a um estímulo.
Além do vigiar, mandou-nos Jesus orar. Sim, só vigiar não basta, devido à nossa imperfeição no uso das faculdades do espírito. Precisamos também orar, entrarmos em sintonia com a Espiritualidade Maior, para que possamos ser ajudados na análise dos nossos pensamentos e sentimentos, afastar os maus e os prejudiciais, sintonizando-nos com o bem. Nossos amigos espirituais atendem ao nosso apelo, fortalecendo nossa vontade de aprender e de lutar contra o mal que criamos dentro de nós.
Somos ainda muito imperfeitos para lutar sozinhos. Sempre que necessário, busquemos o auxílio do Alto, principalmente, em nossas batalhas internas.
Sigamos, pois, o “Vigiai e Orai” que Jesus nos deixou e vivamos com mais segurança e alegria na busca da harmonização conosco e com os demais.

Bibliografia: 1 : Fonte Viva, Emmanuel, médium Francisco C. Xavier
Lição110 : Vigiemos e Oremos
2 : Mediunidade, Herculano Pires, capítulo 2, página 19 da primeira edição.

Ribeirão Preto, maio de 2002.
Leda de Almeida Rezende Ebner



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