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Março de 2006, edição n°. 242
Jornal Eletrônico Verdade e Luz
Índice
A Pior Prisão!!!
Descriminação do Aborto
Opção de Cada Dia
Como Agir Contra os Ataques ao Espiritismo?
A Chave
Centro Espírita Batuira Tem Nova Diretoria
8.ª COMJESP
XXIV CONRESPI
O que se é
Divaldo Pereira Franco visitará a região de Ribeirão Preto
Evangelização e Espiritismo - II
O Desafio que nos Aguarda
Notícias do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Ansiedade
Pazear é Preciso...
Vinte Anos Divulgando a Doutrina Espírita
Viver
Os tempos, o Espiritismo e o Homem
…E não os impeçais!
Epidemias e outros flagelos
Da teoria à prática
Segue-me! E ele o seguiu…
Reflexões do Evangelizador
Eleição e posse da Nova Diretoria
A pior prisão!!!
WELLINGTON BALBO
de Bauru, SP
O “amor” que se foi…
Os enganos que cometemos…
O carro novo que se transforma em objeto de obsessão…
A idéia fixa de enfermidade ou até mesmo de morte…
Vontade de suicidar-se…
Não há pior prisão do que a mental.
Aquela que encarcera a alma nos porões dos pensamentos tortuosos.
Onde se anda em círculo sem encontrar a saída.
Com a vida limitando-se apenas aquele pensamento, apenas àquela sensação.
Muitos companheiros de caminhada transitam por esse mundo de dissabores e angustia.
Prezado leitor, se passas por esse tipo de prisão, dê-se mais uma chance de ser feliz e libertar-se.
Procure mudar de sintonia, dar novo colorido a sua vida, colocar objetivos que lhe alimentem a alma.
Procure o auxílio de um profissional da área que sem duvida poderá contribuir para que saias desse calabouço.
Volte a freqüentar sua religião, seja ela qual for, trazendo vibrações carinhosas para dentro de seu coração.
Engaje-se em um trabalho voluntário, assim, ocupará sua mente com ideais nobres e dignificantes, além de sentir-se útil.
Expanda seus talentos e desenvolva suas aptidões enriquecendo-se e melhorando a auto estima.
Não deixe se envolver em conversas que versam sobre fatores negativos e que irão lhe causar sentimento de tristeza.
Dedique um tempo a leitura de páginas reconfortantes.
Em suma, faça amizade consigo mesmo e…
Liberte-se!!!
Descriminação do Aborto*
Esta matéria encontra-se na Comissão de Seguridade Social na Câmara dos Deputados e só não foi votada em dezembro de 2005 porque os parlamentares a ela contrários conseguiram o adiamento da votação.
O projeto visa retirar do Código Penal os artigos que tipificam o aborto como crime contra a vida quando feito pela própria gestante ou provocado por outra pessoa com o consentimento dela, portanto, seria um procedimento médico como qualquer outro, que desconsidera o zigoto/embrião como um ser com direito à vida como qualquer um de nós.
Dentre os argumentos levantados pelos defensores desse procedimento há o argumento que nos estados iniciais da gravidez essa “massa celular” faz parte do corpo materno e dele é inteiramente dependente, assim a gestante tem o direito de decidir sobre seu corpo.
Dra. Marlene Nobre em seus dois livros: “O Clamor da Vida-reflexões contra o aborto intencional” e “A vida contra o aborto-dez perguntas e respostas sobre a origem da vida e a natureza do embrião” clarifica o engano da afirmação acima mencionada. Diz ela:
Estudos científicos demonstram que há uma individualidade embriofetal muito nítida, tanto imunológica quanto psicológica que pode ser acompanhada desde muito cedo através da ultra-sonografia… Por ser um corpo estranho ao organismo materno ele tem de lutar para manter-se vivo, para não ser rejeitado… Estudos realizados pela equipe do Medical College, Georgia - Estados Unidos mostram que há um mecanismo bioquímico de defesa do feto que procura driblar a mãe. Ele produz uma enzima, a IDO, que procura neutralizar a ação do triptofano, aminoácido responsável pela produção de células de defesa do tipo T do organismo materno… Essa pesquisa coloca em cheque, portanto o argumento de que a mulher grávida tem o direito de decidir se o embrião deve viver ou morrer porque esse não seria um ser à parte, não teria personalidade própria. Tanto possui que ele é detentor de um patrimônio genético exclusivo…”
A Associação Médica Espírita do Brasil assume como postura ético-moral que “O embrião não pertence à mãe, ao pai, ao juiz, à equipe médica, ao Estado. Pertence exclusivamente, a ele mesmo, porque a vida lhe foi outorgada, é um patrimônio intrínseco, inerente à sua condição de organismo humano vivo.”
Estamos em campanha para que antes desse projeto ser votado a sociedade brasileira possa discuti-lo e ter a última palavra, conforme assegura o artigo 14 da Constituição Brasileira.
*descriminação: ato ou efeito de descriminar. Descriminar: absorver de crime. (Novo Dicionário Aurélio). Tem sido usado pela USE o termo descriminalização na campanha acima mencionada.
OPÇÃO DE CADA DIA
ALINE PATRÍCIA DE OLIVEIRA
de Ribeirão Preto, SP
A todo momento de nossas vidas
Deparamos com situações em que temos que escolher
Precisamos decidir, escolher uma opção
Pensar como agir e o que fazer
Todo dia de manhã escolhemos
Começar o dia bem ou mal humorados
E não podemos esquecer que sofremos o efeito
De nosso humor sereno ou alterado
Escolhemos a forma de nos relacionar
Optamos por praticar o bem ou o mal
Evoluindo ou ficando estacionado
Mudando ou permanecendo igual
E toda decisão que tomamos
Tem suas conseqüências
Com as quais teremos que lidar
Pois decorrem de nossas ações e experiências
Pense e reflita nas suas decisões
E faça sua opção toda manhã
Lembrando que decorre do que você fizer hoje
O que vai encontrar amanhã!!
Como agir contra os ataques ao Espiritismo?
ALKÍNDAR DE OLIVEIRA
de São Paulo, SP
Ligue sua televisão pela madrugada. Com o seu controle escolha aquele canal em que um líder religioso está entrevistando uma pessoa do povo. Você vai ouvir mais ou menos o seguinte diálogo:
"— Então a senhora se arrependeu de ter sido espírita?
— Sim, me arrependi. Foi um dos momentos de minha vida em que tudo dava errado e eu não sabia porque.
— E agora que a senhora está em nossa Igreja, como está sua vida?
— Agora, com Jesus no meu coração, tudo mudou. Consegui emprego, consegui comprar minha casa própria e sou uma pessoa muito mais feliz.
— Então o Espiritismo prejudicou a senhora?
— Prejudicou. Hoje eu vejo que o Espiritismo é coisa de demônio. Se pudesse diria para todos os espíritas conhecerem a nossa Igreja onde Jesus é o nosso Mestre e Senhor. Os espíritas precisam enxergar que o seu mestre é o demônio."
Depois de ouvir tudo isso, nós espíritas ficamos a imaginar:
"Que desconhecimento em relação ao Espiritismo!".
Um parêntese: Você se lembra, caro leitor, quando chutaram em um dos programas de televisão a imagem católica de Nossa Senhora Aparecida? Você se lembra da intensa e imensa reação dos católicos de todo o Brasil? Você se lembra dos insistentes noticiários da televisão e dos inflamados artigos de jornais e revistas sobre o assunto?
A reação de todos foi impressionante!
Há tempos não se via tamanha comoção em nosso país. O chute na imagem de Nossa Senhora era assunto nas escolas, nos bares, em todos os lugares.
Agora reflita comigo:
Você já imaginou que todos os dias determinados pastores chutam nossa Doutrina?
Por terem chutado uma única vez uma imagem, os católicos e toda a mídia brasileira prontamente reagiram.
E nós que estamos sendo chutados todos os dias, estamos reagindo?
Poderíamos pensar que existem duas alternativas para resolver essa crítica situação de ataque diário e persistente ao Espiritismo:
A primeira:
Culpar o pastor e procurar fazer com que o mesmo nos dê satisfação por publicamente desrespeitar de maneira infame e inculta a Doutrina que professamos.
A segunda:
Divulgar melhor nossa Doutrina.
Agirmos de acordo com a primeira alternativa geraria polêmica. E polêmica gera polêmica, que por sua vez gera polêmica…
Divulgar melhor nossa Doutrina é a solução.
Veja as palavras de Allan Kardec:
"Uma publicidade, numa larga escala, feita nos jornais mais divulgados, levaria ao mundo inteiro, e até aos lugares mais recuados, o conhecimento das idéias espíritas, faria nascer o desejo de aprofundá-los, e, multiplicando os adeptos, imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião".
Vale a pena também ler as palavras de Vianna de Carvalho:
"Na hora da informática com os seus valiosos recursos, o espírita não se pode marginalizar, sob pretexto pueris, em que se disfarça a timidez, o desamor à causa ou a indiferença pela divulgação, porquanto o único antídoto à má Imprensa, na sua vária expressão, é a aplicação dos postulados espíritas, hoje ainda ignorados e confundidos com as superstições, crendices, sofrendo as velhas conotações infelizes com que o caluniaram no passado, aguardando ser despojado das mazelas que lhe atiraram os frívolos e os déspotas, os fanáticos e os de má fé, quanto os que se apoiavam nos interesses subalternos, inconfessáveis…
Hora de mentalidades abertas às informações de toda ordem, este é o nosso momento de programar tarefas, fomentar a divulgação por todos os meios, tornando-se cada companheiro honesto e dedicado, nova "carta-viva", para a estruturação de um homem melhor, portanto, de uma sociedade mais justa, uma humanidade mais feliz".
Complementa ainda Vianna de Carvalho "Como não é lícito fomentar debates ou gerar discussões improdutivas, cabem, freqüentemente, sempre que possíveis, as honestas informações entre Doutrina Espírita e Doutrinas Espiritualistas, prática espírita e práticas mediúnicas, opiniões espíritas e opiniões medianímicas…"
Kardec e Vianna de Carvalho nos mostram que gerar polêmicas, criar discussões improdutivas a nada levam.
Procurar discutir no mesmo nível dos detratores é agir como eles estão agindo. É errar como eles estão errando.
Nossa tarefa é melhor divulgar a Doutrina e respeitar todas as religiões.
Uma eficiente e eficaz divulgação do Espiritismo, como disse Kardec: "imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião".
Portanto, qual deve ser nossa postura ao divulgar nossa Doutrina?
Ao procurar divulgar nossa Doutrina, devemos fazê-la sem proselitismo, com ousadia e sensatez, tendo sempre em mente que nossa postura tem que ser a postura do conhecimento, da ética, da dignidade e da boa ação.
A Chave
JOSÉ ARGEMIRO DA SILVEIRA
De Ribeirão Preto, SP
“Jesus nada disse de absurdo para todo aquele que apreende o sentido alegórico e profundo de suas palavras; mas muitas coisas não podem ser compreendidas sem a chave que delas nos dá o Espiritismo”. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 8, item 17).
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. 8, item 11, Allan Kardec transcreve a passagem em que Jesus fala sobre o escândalo (S. Mateus, cap. XVIII, v. de 6 a 11) “Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos; mas ai do homem por quem o escândalo venha”. Parece uma contradição “(…) é necessário que venham escândalos, mas ai do homem por quem o escândalo venha”. Inicialmente a explicação sobre o que é considerado escândalo: “Diz-se de toda ação que choca com a moral ou a decência de um modo ostensivo. No sentido evangélico, a acepção da palavra escândalo, tão freqüentemente empregada, é sempre mais geral e, por isso, não se lhe compreende a acepção em certos casos. Não é mais somente o que ofende a consciência de outrem, é tudo o que resulta dos vícios e das imperfeições dos homens, toda reação má de indivíduo para indivíduo, com ou sem repercussão”.
É necessário que venham escândalos porque os seres humanos são pouco evoluídos. Sabem, ainda, pouco sobre as leis divinas, e praticam menos do que sabem. Conseqüentemente fazem muitas coisas em desacordo com as referidas leis. É preciso entender por estas palavras que o mal é uma conseqüência da imperfeição dos homens, e não que haja para eles obrigatoriedade de praticá-lo. Com outras palavras, o agir em desacordo com as leis divinas é uma conseqüência natural da imperfeição humana, no atual estágio evolutivo. Mas se ele não tentar, não experimentar, não exercitar o seu livre-arbítrio, não se desenvolve, não evolui. Escolhendo mal, sofre as conseqüências do mal praticado e aprende. Escolhendo bem, agindo corretamente, evolui mais depressa. Mas sempre evolui. Sem liberdade para fazer escolhas não há crescimento, não há responsabilidade. Se agir mal, pune a si mesmo pelo contato com seus vícios, dos quais é a primeira vítima, acabando por compreender seus inconvenientes. Quando estiver cansado de sofrer no mal, procurará o remédio no bem - esclarece o codificador.
Mas ai daquele por quem o escândalo venha, porque aquele que mesmo inconscientemente serviu de instrumento para a justiça divina, cujos maus instintos foram utilizados, não deixou de fazer o mal e deverá sofrer-lhe as conseqüências. Esta e várias outras passagens dos ensinos de Jesus só podem ser bem compreendidas à luz da Doutrina Espírita. Conforme bem disse Allan Kardec, “muitas coisas não podem ser compreendidas sem a chave que delas nos dá o Espiritismo. Qual é essa chave? – A reencarnação (pré e pós existência do Espírito), o livre-arbítrio, a lei do progresso, a lei de causa e efeito. Com esses ensinamentos, entendemos que o ser humano é, ainda, pouco evoluído e que, mesmo inconscientemente, age em desacordo com as leis divinas, porque não é um ser pronto, acabado. É um ser em evolução, a medida que for desenvolvendo as qualidades que foram nele colocadas por Deus, desde o início, vai compreendendo as leis divinas, e harmonizando seu proceder com essas leis vai deixando de errar, conseqüentemente vai deixando de sofrer as conseqüências dos erros.
Centro Espírita Batuira tem nova diretoria
No dia 22 de janeiro último, o Centro Espírita Batuira (Rua Rodrigues Alves, 588 - Ribeirão Preto), em assembléia geral ordinária, elegeu e empossou sua nova diretoria para o biênio 2006/2007, ficando assim constituída: Presidente - Leda Marques Bighetti; Vice-Presidente - Callil João Filho; 1.° Secretário - Jaime Gilberto Rosa; 2.ª Secretária - Tereza Cristina D’Alessandro; 1.° Tesoureiro - Júlio Palossi Teixeira e 2.° Tesoureiro - Eduardo Pereira Júnior.
Antecedendo a assembléia geral, o Coral do Centro Espírita Batuira apresentou diversos números musicais, agradando plenamente o grande público presente. A seguir foi apresentada uma pequena biografia de Batuira, por um dos trabalhadores da Casa.
No encerramento de seu mandato a Sra. Iracema Linhares Giorgini e Diretores de Departamentos apresentaram minucioso balanço das atividades desenvolvidas durante a gestão que se findou. Ressalte-se a transparência desses demonstrativos, posteriormente colocados à disposição para análise; já como ex-presidente a Sra. Iracema proferiu palavras de incentivo aos novos diretores.
A nova Diretoria apresentou como metas principais a edificação no terreno anexo ao Centro Espírita - recentemente adquirido -, e a dinamização da BELE - Batuira Editora e Livraria Espírita.
Após a cerimônia de posse, houve o lançamento da primeira edição do livro “Educação Mediúnica - Teoria e Prática”- volume 1 e a segunda edição do livro, recordista de vendas da BELE, “Sessão Mediúnica - Mediunidade Hoje e Amanhã”, agora com novo projeto gráfico e edição revista e melhorada, seguida de um lanche servido aos presentes.
Encerrando uma manhã de festa, foi servido uma agradável lanche aos presentes.
Desejamos a nova administração do Centro Espírita Batuira um profícuo e brilhante trabalho.
8.ª COMJESP – Confraternização das Mocidades e Juventudes Espíritas do Estado de São Paulo
O evento acima será realizado em Rio Claro, de 14 a 16 de abril/2006. Tema central: Sexo, não reprimir, nem aviltar: Educar. Promoção do Departamento de Mocidades da USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas em contato com a USE ou com os Assessores Secionais do Departamento de Mocidades.
XXIV CONRESPI
Confraternização Regional Espírita
Está tudo pronto para a realização de mais uma confraternização regional espírita – Região de Ribeirão Preto, de 25 a 28 de fevereiro de 2006, em Dourado, SP - cidade que integra a USE Intermunicipal de S. Carlos. Público alvo: família espírita das oito USEs municipais e intermunicipais da região. Tema central dos estudos: Rumo a Regeneração – Análise do conteúdo de O Evangelho Segundo o Espiritismo como instrumento de compreensão das transformações ético-morais dos indivíduos como único recurso possível para nos dirigirmos para a condição de MUNDO DE REGENERAÇÃO. Momentos de arte, de descontração fazem parte do programa e palestras de Richard Simonetti, dia 25; Orson P. Carrara, dia 26 e Eliseu Florentino Mota Júnior, dia 28. Local: E. E. Salles Jr., à rua Demétrio Calfat, 865 – Dourado, SP. Há ônibus urbano, com vários horários por dia, de S. Carlos a Dourado. Mais informações com as USEs da região e no fone 16-3345-3142, e-mail ricardinhovieira@yahoo.com.br
O que se é
DEVARLEY MASTRO
de Ribeirão Preto, SP
Aquilo que se é reúne condições que nos enquadram o viver, enquanto encarnados, e lógico, influirá na vida espiritual, através da carga existencial acumuladas por lá e por aqui.
Aquilo que se é abrange a personalidade de modo forte e amplo. Fazem parte a saúde, a sanidade mental, a força, a beleza, o temperamento, o caráter moral, a inteligência e seu cultivo, e as determinantes componentes do espírito.
Forçoso considerar a diferença de educação, do modo de vida e os próprios caminhos a trilhar que a Natureza distribui entre os homens. Por esses sinais, chegamos a ser felizes ou menos infelizes, vitoriosos ou menos triunfantes.
Em geral, aquilo que se é colabora muito mais para a felicidade que aquilo se tem, ou aquilo se representa, pois estes se caracterizam pela efemeridade, por breves momentos de leveza. Seus efeitos podem frustrar; os da personalidade, nunca.
Naquilo que somos, a individualidade nos acompanha sempre e a toda parte e possibilita-nos colorir a quanto nos acontece. A natureza da construção da nossa personalidade e seus valores são a única coisa que há de imediato para a nossa ventura e bem-estar. Tudo mais transita pelas nossas vidas, registrando no espírito a forma da utilização que fizermos desses empréstimos de muita responsabilidade.
Em questões de felicidade, em qualquer lugar, quando nos localizamos a nós mesmos, em depurada abrangência mental, podemos nos determinar felizes ou não. Por essas viagens interiores, resgatamos o reencontro com nossa essência divina por criação. Através delas reconhecemos abandonados os valores espirituais desfocados de nossa realidade imortal, que há milênios dormitam inquestionáveis por acomodação, covardia ou pela força dos procedimentos assumidos no correr dos tempos.
Jesus objetiva a felicidade pela Esperança e pelo Amor através da proposta de revelar o melhor de cada um e o preço dessa procura é tão somente estabelecer, o Reino de Deus no nosso íntimo, refletindo sobre as exterioridades a que nos apegamos, a comprometer nosso crescimento, se não expurgadas.
A felicidade também pode se situar nos esforços, nas lutas que devemos empreender, a fim de conquistar merecimentos ante a Misericórdia Divina, pois a cada progresso deslumbramos com maior realidade o futuro espiritual cada vez mais glorioso que a todos aguarda.
Quando empreendemos sair de nossa visão calcificada, muito de constrangimento ainda aflora. Demonstrar um afeto, aceitar o abraço de uma pessoa diferente, misturarmo-nos aos anônimos com despojamento, ainda é algo embaraçoso.
Tomemo-nos de coragem para ser o que devemos ser, criação divina fadada ao aperfeiçoamento, e pelejar, com o que se é, contra as raízes da couraça ou máscara psíquica duradouras, enganosamente mantidas por segurança.
Nunca nos educaremos, se nunca tentarmos…
Divaldo Pereira Franco visitará a região de Ribeirão Preto
No início de março de 2006, o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco visitará nossa região, quando cumprirá o seguinte PROGRAMA:
• Dia 4 de março, às 19h30 palestra em Ituverava-SP. Local a ser divulgado. Entrada franca.
• Dia 5 de março, domingo, fará um seminário de 9 às 13h, em Franca. Local: CENACON – Centro de Convenções do hotel Shelton In – Tema: Em Busca da Plenitude. Vagas limitadas, inscrições a serem feitas antecipadamente, no IDEFRAN, fone: (16) 3721-8282. Ainda em Franca, no mesmo dia, às 19 h, palestra pública no “Pedrocão” – Entrada Franca.
Dia 6 de março, em Ribeirão Preto
Com início às 19,30h, no Ipanema Clube (rua Flávio Uchoa, 25 – Campos Elíseos, próximo a Av. Costa e Silva, palestra pública, com ENTRADA FRANCA.
Divaldo Franco, cidadão honorário de Ribeirão Preto, título que lhe foi outorgado pela egrégia Câmara Municipal, incansavelmente percorre as cidades brasileiras, de norte a sul, em verdadeiras maratonas de amizade e luz. Também no exterior, os que buscam espiritualidade requerem-lhe a presença edificante, e Divaldo se desdobra por atender à semeadura doutrinária além de nossas fronteiras. A palestra em Rib. Preto e promovida pela USE Intermunicipal de Rib. Preto que convida o público em geral para mais esse importante acontecimento
Evangelização e Espiritismo - II
LEDA DE ALMEIDA REZENDE EBNER
de Ribeirão Preto, SP
O Espiritismo, estudado e entendido, leva o homem ao esforço de evangelizar-se.
Todos os que almejam, na atualidade, com sinceridade, viver evangelicamente, mas ainda lutando consigo mesmo, entre o bem e o mal interior, estão no caminho traçado por Jesus, vigiando e orando para não cair nas tentações internas, frutos de própria imperfeição e da ignorância das leis naturais, principalmente, da lei de que somente o bem é eterno e o mal é provisório.
O esforço maior, ma atualidade é perseverar nesse caminho do esforço próprio, apesar das falhas, dos desvios, das omissões. Que a intenção do esforço se mantenha firme, apesar das dificuldades.
O Espiritismo demonstra que somos todos Espíritos imortais, perfectíveis, com todo um potencial do bem, vindo do Pai e Criador, e sendo desenvolvido no viver em mundos materiais, ora na forma encarnada, ora na forma desencarnada, mas sempre “exercitando a vida”, como escreveu Jaci Régis nos livro “Amor, Casamento & Família”.
Assim, aprendendo com os erros e os acertos, graças à lei de causa e efeito, que dá “a cada um segundo as suas obras”, como afirmou Jesus, o Espiritismo esclarece que ser evangelizado é vivenciar nos sentimentos, nos pensamentos, nas atitudes e comportamentos, o conhecimento e o amor.
Para quem aceita a unicidade da existência na Terra, esses argumentos podem parecer utópicos, coisas do idealismo e não da realidade.
Todavia, quem se dispõe a estudar O livro dos Espíritos e O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, desarmado de preconceitos, acompanhando os raciocínios apresentados, entenderá muito melhor o que é a vida, com suas dores e prazeres, a natureza, os seres, suas progressão, sua perfectibilidade, sua imortalidade, percebendo a presença de uma “Inteligência suprema, Causa primária de todas as coisas.”
Compreenderá que essa ânsia de conhecer, de amar, de progredir, que impulsiona o homem a uma contínua progressão, leva-o - como já levou a muitos -, a ter, em si mesmo, a sabedoria e o amor, e, conseqüentemente, a felicidade, finalidade do existir e do viver eternamente.
O Espiritismo nos ensina que, em nossa humanidade, o homem evangelizado é aquele que, perseverantemente, em qualquer lugar ou situação, se esforça para agir com inteligência e moralidade.
Esforça-se para fazer aos outros somente o que quer para si, e, quando olha para alguém em erro ou maldade, sente compaixão, imaginando os motivos que o levaram a tais ações, a falta de amor na sua existência, buscando ver nele, um filho de Deus, um irmão infeliz, apenas equivocado.
O homem evangelizado esforça-se para repelir, no nascedouro, no seu sentir, todo sentimento contrário ao bem, ao amor; e quando não consegue assim fazer, combate o pensamento seqüente, não permitindo que ele se transforme em ação.
Esforça-se por seguir, com fidelidade, o “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, de Jesus, porque se reconhece um ser em desenvolvimento, imperfeito, sujeito a enganos, a omissões, mas, igualmente, se vê como um filho de Deus, se desenvolvendo, aprendendo e se aperfeiçoando.
Nesses raciocínios, destaca-se o verdadeiro Deus de Amor, Pai de todos os seres vivos, dando a todos a mesma origem, o mesmo destino, as mesmas potencialidade, as mesmas possibilidades, os mesmos recursos, a fim de que todos alcancem, um dia a perfeição possível e a felicidade.
Se assim não fosse, Jesus, não teria dito: “E a vontade de meu Pai que me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu”. (João, 6:39).
A Terra só será um mundo melhor quando a maioria dos seus habitantes estiver, na intenção e no esforço, usando seus conhecimentos e sua inteligência, segundo os sentimentos da solidariedade, da fraternidade, da compaixão e do amor.
Então, a convivência entre os homens e entre as nações, e os relacionamentos de todos os tipos, serão estabelecidos sobre a base da moral do Cristo, levando, aos que perseverarem, a transcender-se, espiritualmente, para planos mais elevados, porque esses já terão dentro de si o reino de Deus, direcionando seus sentimentos, seus pensamentos, sua inteligência e sua ações.
Ser homem inteligente e evangelizado é a meta de todos os que se conscientizam de que não há felicidade e paz, sem a vivência do querer e fazer aos outros somente o que se quer para si, conforme ensinou Jesus.
O desafio que nos aguarda
Cansados dos quadros de violência que os veículos de comunicação nos oferecem diariamente, todos nós, hoje mais do que nunca, desejamos paz e ansiamos por ela em todos os níveis de convivência, do ambiente doméstico às relações internacionais.
Apesar de desejada, muitos de nós encontramos dificuldade em conceituá-la. Afinal, o que é a paz?
Disse o Cristo: “A paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”. (João, 14:27) E é Emmanuel que, da espiritualidade, tem-nos ajudado a distinguir a paz do mundo e a paz do Cristo. A primeira é “a indolência do corpo”, responsável pelo “sono enfermiço da alma”; a segunda é “saúde e alegria do espírito”, “nascida e cultivada(…) no campo da consciência e no santuário do coração”.
A Federação Espírita Brasileira mantém a Campanha “Construamos a Paz Promovendo o Bem” e, em seu material, coloca em destaque trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza(…)”
Considerando que a paz (do Cristo) no mundo começa imprescindivelmente pela paz interior, o desafio que nos aguarda é a realização de nossa reforma íntima, pois, segundo Allan Kardec, “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”.
Pense nisso. Pense agora.
Notícias do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
No dia 05.02.2006, domingo, das 9 às 11h30, na Sociedade E. Benedito Rosa de Jesus, à rua Prudente de Morais, 1589 haverá o lançamento da temporada 2006, com a presença de todos os grupos, e aberto a todos os interessados. Será um festivo encontro, abrilhantado com a palestra de Kennedy Gomes Martins. Mais informações sobre o ESDE podem ser obtidas na Banca do Livro Espírita Verdade e Luz – Praça Carlos Gomes, fone: 3610-1120.
Ansiedade
HÉR1N ANDREAS ROQUE OKANO
de Ribeirão Preto, SP
“Há que se nutrir o Espirito com a certeza da imortalidade, da grandeza do universo animado e governado por Deus ,com a convicção inabalável das vidas sucessivas - tudo isso não pode ser acessório de um catecismo que se transmite em palavrórios (…)“. - Léon Denis
Observando os jovens, percebe-se neles um comportamento ansioso que o desbasta e o deixa algo inseguro. No entanto, esta característica não é privilegio deles, mas sim um habito da conduta humana contemporânea.
Seja por causa do primeiro beijo, das transformações físicas e emocionais típicas da adolescência, das primeiras experiências do relacionamento amoroso; devido às baixas perspectivas sócio-econômicas, à necessidade de se empregar afim de contribuir na renda, familiar, de decidir qual profissão escolher na hora do vestibular: ou ainda ás diversas doenças como a AIDS ou aneurexia nervosa, pelas guerras e incertezas que assolam o mundo contemporâneo, o fato é que o jovem é um ser ansioso e que em muitos casos transferirá paia a idade adulta este comportamento, permanecendo em um constante estado de incerteza da Vida
Tendo desde cedo a formatação mental de que só sobrevive os mais “fortes’ 1 em nossa sociedade, de que e necessário a correria pela aquisição de recursos e a disputa por cargos e por projeção social, de que somente os que têm sólida formação profissional estão salvo 3 do desemprego, ocasiona na criatura humana uma postura de esquecimento das conquistas espirituais afim de se privilegiar as conquistas materiais.
Esvaziado de idealismo e comprimido no sistema em que todos fazem a mesma coisa, assumem iguais composturas, passando de uma para outra situação de compromisso com ansiedade crescente
Muitos jovens têm como modelo os artistas extravagantes e exóticos, os que se apresentam como os vencedores da vida, os que são populares na mídia, e quando não conseguem os mesmos resultados que os seus ídolos, descambam para a depressão, a angústia, a revolta, a ansiedade em conseguir mudar tal quadro para que possa ser feliz .conforme a sua concepção.
Não se considera aqui a ansiedade natural de quando se aguarda uma notícia, uma presença, uma resposta ou algo parecido, mas um comportamento perturbador que se torna habitual do ser.
O grande desafio contemporâneo para o Espírito é o seu autodescobrimento.
Não apenas identificação das suas necessidades, mas, principalmente, da sua realidade emocionai, das suas aspirações legitimas e reações diante das ocorrências do cotidiano. Mediante o aprofundamento das descobertas intimas, altera-se a escala de valores e surgem novos significados para a sua luta, que contribuem para. a tranqüilidade e autoconfiança.
Naturalmente que se consegue tal identificação traves da reflexão dos valores impostos pela sociedade atual ou seja, se eles são válidos ou não, se são exagerados ou não, se são alcançáveis ou não.
Posteriormente a essa fase, a apresentação de uma nova perspectiva e realidade que lhe possa motivar o idealismo, como a imortalidade da alma, os valores morais, as conquistas no campo dos sentimentos nobres são importantes para que possa preencher o vácuo deixado pelos antigos valores.
A evangelização, os estudos doutrinários, o Evangelho no Lar juntamente com as atividades junto ao próximo são fundamentais para amenizar a ansiedade sistemática, facultando tanto a movimentação intelectual - reflexão - como a movimentação na realização no bem.
Bibliografia:
INCONTRÍ, Dora. A Educação Segundo o Espiritismo
FRANCO, Divaldo P., pelo Espírito Joanna de Ângelis. O Homem Integral
Pazear é preciso...
JOAMAR ZANOLINI NAZARETH
de Uberaba, MG
jonazareth@mednet.com.br
Amigos, o estilo de vida ocidental nos aprisionou em um sentido de vida utilitarista, materialista, imediatista, egoísta e outros “istas” mais… Este “modus vivendi” se transformou em verdadeira fábrica de solitários, angustiados, depressivos, avarentos, estressados, perdidos, asselvajados do sentimento, etc. E se nos afeta como indivíduos, mas ainda se reflete em nossa inserção social, no mundo da coletividade. Por isso notamos que o trânsito está terrível, o contato com a vizinhança ficou mais difícil, a concorrência desleal no trabalho nos assusta, as dificuldades no relacionamento afetivo se avolumam, o mundo parece ser enorme boca de uma fera, com dentes pontiagudos, pronta a nos devorar. Tal imagem que nos chega à mente é fruto desse estilo de vida. Em vez de sermos companheiros e companheiras de caminhada nesta abençoada escola chamada Humanidade, nos vemos como concorrentes, inimigos, adversários, antagonistas. Não dizemos que alguém queira conquista seu espaço; dizemos que alguém quer tomar nosso lugar… Não dizemos que outros povos mais abastados são irmãos que falam outros idiomas; dizemos que são seres idiotas e estúpidos que pensam ser melhores que nós… Não dizemos que estender as mãos e auxiliar a outrem em situação de dificuldades seja sinal de fraternidade; dizemos que deixá-lo lá significa um concorrente a menos… Precisamos rever nosso posicionamento diante a vida. O verbo que melhor nos preparará para isso é o verbo PAZEAR. Imprescindível amar a paz.
VERDADE E LUZ
VINTE ANOS DIVULGANDO A DOUTRINA ESPÍRITA
O primeiro número deste Jornal circulou em fevereiro de 1986, portanto está completando vinte anos a serviço da divulgação do Espiritismo. Nas dependências da CONRESPI, realizada naquele ano na cidade de Bebedouro, Ulysses de Souza Carvalho, Abel dos Santos e outros companheiros preparavam o primeiro número do “Verdade e Luz”, com muito entusiasmo. De início, o Jornal era editado numa pequena tipografia, montada nos fundos do Centro Espírita Batuíra, adquirida para este fim. Depois passou a ser impresso em linotipo e montado na tipografia, acabamento manual, com a colaboração de vários voluntários. A seguir passou a ser impresso em of-set, em gráfica e, finalmente, todo informatizado vai para a gráfica pronto, em CD.
Ulysses de Souza Carvalho foi o idealizador, um dos fundadores e seu diretor até sua desencarnação em maio de 1995. Abel dos Santos, presidente da UNIME na época, atual use Intermunicipal de Ribeirão Preto muito fez para consolidação no início difícil. Prof. Jayme Monteiro de Barros, Ary Costa Nogueira, Nilson Santa Maria e vários outros formaram a equipe responsável por sua circulação, na sua primeira fase. A partir de 1995, o Departamento de Comunicações, da USE Intermunicipal, dirigido pelo Sr. Mery Seba vem se responsabilizando por sua circulação. Nilson Santa Maria, um dos fundadores, foi o seu tesoureiro até o seu passamento para a vida espiritual, em maio de 2004.
Nestes vinte anos, o Jornal circulou, mensalmente, sem interrupção, nas datas previamente programadas. Um periódico como este pode parecer de pouca importância. Porém os que observam o seu dia-a-dia notam fatos interessantes. Exemplo: O proprietário de um salão de barbearia, no centro da cidade, além de distribuir e recomendar a leitura do Jornal, tira várias cópias, às suas expensas, de artigos que mais lhe chamam a atenção e os distribui aos seus amigos e clientes. Também uma clínica médica, em Ribeirão Preto, faz cópias de várias matérias do Jornal e as deixa a disposição de sua clientela, na sala de espera, com a informação de que “podem levar para casa os textos”. Temos conhecimento de que, em outras cidades, matérias constantes do Jornal são utilizadas em programas radiofônicos, ou para estudos em reuniões das casas espíritas e, ainda, vez por outra transcritas em jornais, não espíritas de outras cidades. Isto constitui um estímulo ao trabalho, pois se percebe que muitas sementes caem em terra fértil e produzem frutos. Com a valiosa colaboração do companheiro, Sr. Adelino Alves Chaves Júnior, que há vários anos vem realizando, voluntariamente, o trabalho de digitação, paginação e composição do Jornal, e que montou o portal da USE Intermunicipal de Ribeirão Preto na Internet, onde os artigos do “Verdade e Luz” são colocados à disposição do grande público, e que esteve sob sua respondabilidade até o mês de janeiro/2006, ampliando assim o número de leitores.
Manifestamos, nesta oportunidade, nossa gratidão aos colaboradores (financeiros e articulistas), assinantes, anunciantes, e todos que vêm cooperando para que este Jornal prossiga na realização de sua tarefa. Com a eleição da nova diretoria executiva da USE Intermunicipal de Ribeirão Preto, realizada em 21 de janeiro último, e como é do nosso conhecimento que a composição de alguns Departamentos, inclusive o de Comunicações, sofrerá alterações, a partir do próximo número, “Verdade e Luz” deverá estar sob a responsabilidade de outros companheiros, aos quais desejamos pleno êxito.
A Redação
Viver
LÉIA CONCEIÇÃO AP. PANTONI
de Ribeirão Preto, SP
Quer maior presente que a Vida?
Quer maior bênção do que esta?
Você já parou para avaliar o seu significado?
O porquê de estar aqui?
Muitas vezes não pensamos nisto...
Muitas vezes seguimos nosso dia a dia sem dar importância a este fato...
E o tempo passa sem que se perceba!
Muitas vezes valorizamos o que não vale a pena e desprezamos o essencial!
Brincamos com os sentimentos... Esquecemos da saúde...
Enganamos a nós mesmos!
Ah! Se soubéssemos as conseqüências que o futuro nos reserva, pensaríamos melhor antes de qualquer atitude.
Mas... As oportunidades nunca cessam.
A experiência chega de uma forma ou de outra... E a vida se faz!
Não perca este dom maravilhoso que Deus te concedeu!
Cuide-se com mais carinho!
Proteja-se da mágoa, do pessimismo e da revolta.
Lute sempre contra o orgulho e o egoísmo.
Cultive mais a esperança e o amor.
Dê sempre o primeiro passo rumo à felicidade.
Se Você existe... Não é por mero acaso.
Se Você existe... Deus tem um propósito para sua existência.
Acredite nisto! Confie!
Problemas? Dores? Empecilhos? Quem não os terá?
Mas... Não vale desanimar! Não vale se entregar!
Se Você existe... Siga firme no seu caminhar!
Nunca estarás sozinho!
Deus te ama! (E garanto que não é só Ele!).
Portanto... Siga em frente...
Não deixe seu maior presente perder o valor!
Não deixe de ser na Terra, pelo menos, uma gota de Amor.
Os tempos, o Espiritismo e o homem
LEDA MARQUES BIGHETTI
de Ribeirão Preto, SP
No contexto vigente, pensa-se em mudar o mundo para que o homem viva melhor. No entanto, ao estudar a “Regeneração da Humanidade” 1 , destaca-se ali que os procedimentos renovados no bem é que marcarão o mundo que reclama, pede um homem novo.
Com o Espiritismo estudamos que tentar mudar a realidade por força de decretos e leis, é conceito utópico, uma vez que estes, pela força legal em que se amparam, alteram ou diferenciam o meio exterior, sem atingir a realidade geradora dos sentimentos e atitudes.
Estando na Terra em cumprimento à promessa de Jesus, é missão da Doutrina Espírita oferecer meios, para que o homem se transforme, despertado para o trabalho a ser feito no íntimo. A renovação da sociedade dar-se-á pela vivência do amor, que lentamente desenraíza o orgulho e o egoísmo. Isso se constrói na vida de relação, no dia-a-dia do existir, em cada tempo, em cada idade, com seu pessoal encanto e beleza e no qual a razão do existir vai se abrindo, lançando-se ao infinito, na evolução. Nesse entender, a existência é fato dinâmico no qual passado e futuro, têm no presente sua mola propulsora, seu ponto de apoio.
Enquanto rotina e preconceito imperarem, detém-se o homem no passado. Quando o hoje é trabalhado em ideais transcendentes, resgata esse passado projetando-o como luz para os dias que virão.
Para que essa proposta moral se realize, há que acontecer nele um processo reflexivo, íntimo, racional que o leve a desejar caminhos novos no qual se enxergue como integrante responsável dos novos tempos.
Que reflexões seriam estas capazes de envolvê-lo desejando mudar?
As provas patentes da existência da alma, da imortalidade, transformam dúvidas em certezas na qual destaca que nada, nem o menor sentimento se perde, e no qual toda ação gera uma reação que no futuro, aguarda em recomposições ou frutos.
Tal certeza desenvolve, exerce poderosa força moral, leva a desejar o bem, consola esclarecendo aflições, dá coragem para escolher no Bem, não por aparência ou medo, mas na certeza que só as melhores opções do agora, resgatam liberando o futuro.
Desse modo, retifica noções de céu, inferno, julgamento, recompensa, pena, castigo abrindo horizontes para se perceber como construtor, juiz ou réu das opções livremente feitas.
Entendendo a morte física como resultante do desgaste natural da matéria, vive consciente, aproveitando o momento que passa intensamente, no respeito próprio extensivo à tudo e a todos.
A pluralidade das existências ou reencarnação, abre campo filosófico inusitado: sabe de onde vem, para onde vai, com que objetivo está na Terra, possibilitando-se entender a causa dos conflitos humanos, as desigualdades sociais dando base aos princípios da solidariedade universal, fraternidade, igualdade e liberdade que antes se lhe pareciam mera teoria.
Estudando a dinâmica dos fluidos, descobre como funcionam sensações, percepções, fenômeno de dupla vista, visão a distância, sonambulismo, sonhos, a importância do bem dormir na relação entre o mundo corpóreo e espiritual, este último como força ativa de inteligências atuantes, nas quais, o sobrenatural que alimentava a maioria das idéias se desvanece.
Descobre que no processo obsessivo, para sair dele o caminho da libertação reside em si, na ação da vontade que se entende capaz de atrair, manter, escolher e selecionar companhias.
Compreendendo o mecanismo da prece, eficácia e efeitos, faz dessa ação recíproca entre encarnados e desencarnados, meio não só para não se deixar influenciar por mentes ainda imperfeitas, mas também, momentos para despertá-los a que entendam que podem se afastar dos sofrimentos inerentes à sua inferioridade. No dinamismo da mente, emite energias e onde estiver pode ser luz a clarear trevas.
Desperto por essas certezas, não mais se satisfaz em apenas conhecer, saber. Necessita aplicar, viver diferente as certezas que já dispõe.
Quando esse despertar, esse desejar acontecer em clima de ação da massa, estará marcada a transformação do mundo, uma vez que esta é conjunta e recíproca, mas sempre espelho, reflexo, do que acontece com cada um.
Daí a importância dos esforços pessoais, por menores que sejam, nessa busca de nova dimensão moral, modeladora da nova era .
“(…) Sede os pioneiros perseverantes e infatigáveis! Se vos chamarem loucos, se vos repelirem, continuai avançando porque o tempo, o juiz supremo fará surgir das trevas os que alimentam o farol que deve, um dia, iluminar toda Humanidade! (…)“ 2
Toda essa excelência e força doutrinária atingirá seus objetivos, se cada homem voltar-se para o trabalho educativo das transformações. Só aquele que conhece suas inferioridades e se esforça para diminuí-las, nessa consciência de que por decorrência renova o bem geral, aproveita realmente o Espiritismo.
Somos Espíritos imortais que trazemos em gérmen a perfectibilidade latente, a aguardar pela decisão pessoal para que possa eclodir, desabrochar o novo homem iniciador dos novos tempos.
Bibliografia:
1 - KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 18. ed., Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1981. 2ª pa., pág. 321.
2 - KARDEC, Allan. Revista Espírita. São Paulo, SP: Edicel, 1966. Décimo segundo ano, junho, 1869, pág. 192
…E não os impeçais!
NILZA TERESA ROTTER PELÁ
de Ribeirão Preto, SP
Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. - Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará”.- E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. Marcos, cap. X, vv. 13 a 16.)
No texto em epígrafe, passagem do Evangelho de Marcos, Jesus faz uma proposta a todos nós no sentido de que as crianças não devem ser impedidas de vir até ele. A primeira vista parece que essa assertiva era adequada ao tempo de Jesus, mas que hoje, entre os cristãos, ela já se faz sem sentido, uma vez que todas famílias dentro de seu credo religioso cristão têm o cuidado de adequar a criança aos preceitos colocados pela religião escolhida para nortear suas vidas.
A proposta de Jesus, porém é mais abrangente não se trata apenas de cumprir preceitos, de encaminhar para o cristianismo, mas não obstruir o caminho da criança até o cristianismo. Esse alerta bem atual ainda nos dias de hoje deve ser assunto de reflexão do educador seja ele pai, mãe, professor, familiar.
Se estou encaminhando como posso estar obstruindo ao mesmo tempo? Não seria isto uma contradição? Entretanto mostrar o caminho não quer dizer que a tarefa está completa, pois ainda se faz necessário não criar obstáculos para a jornada. Quais seriam esses obstáculos que se poderia colocar no caminho do infante em direção a Jesus?
Um deles sem dúvida é a valorização primordial da vida material em detrimento da vida espiritual. O conceito de bem sucedido ainda é centrado no sucesso dos empreendimentos da vida material, mesmo que esse sucesso tenha deixado mágoa ao longo do caminho o que geralmente é visto como inevitável na competição pela busca do melhor salário, melhor posição social, mais prestígio.
O exemplo dado no cotidiano da vida que gera padrão de comportamento na criança é um sério impedimento na construção de valores centrados no amor ou pelo menos respeito ao próximo. Muitas vezes o adulto não dimensiona a influência que seu comportamento exerce sobre a criança que passa a incorporar atitudes que julga serem boas por estarem vindo de seu cuidador a quem considera pessoa importante. Assim desrespeitar regras de trânsito, contar mentira para se safar de constrangimento, usar palavras de baixo calão, fazer observações maldosas sobre pessoas e tantos outros deslizes considerados pequenos são observados e incorporados pela criança.
No cap. V de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Bem-aventurados os aflitos – Causas atuais das aflições) encontramos “Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os, do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a germens da secura do coração; mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se depois afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles”. Fraqueza e indiferença dos pais aqui se apresentam como obstáculos para impedir a criança a desenvolver comportamentos novos em seu repertório moral. Lembramo-nos de certa reunião de pais e evangelizadores em uma casa espírita onde estava sendo abordado o tópico – falta às atividades – quando um casal justificou a falta de seus filhos porque “afinal domingo era o único dia que podiam dormir até mais tarde e trazer regulamente as crianças significava levantar-se cedo no domingo”. Argumentos dessa natureza evidenciam a valorização de outros aspectos da vida em detrimento a oferecer aos filhos a sentir que atividades espirituais são tão ou mais importantes que atividades materiais.
Outro aspecto que a isso se relaciona é que nesta fase da infância os Espíritos são suscetíveis à ação do ambiente e aos ensinamentos que lhe são formadores de caráter conforme está evidenciado no capítulo VIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Bem-aventurados os que têm puro o coração) – “(…) é necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.”
Nesse novo ponto de partida onde a criança está sendo encaminhada ao cristianismo o que estamos colocando em seu caminho? Alavancas? Obstáculos? Observemos nosso comportamento na busca de identificar essas duas situações no nosso relacionamento com as crianças quer sejamos pai, mãe, professor ou familiar.
Epidemias e outros flagelos
De tempos em tempos, surgem epidemias, como AIDS, dengue, febre aftosa, gripe aviária, maculosa e flagelos, e muitos se perguntam se são castigos de Deus à rebeldia dos homens.
Tudo na Terra e no Universo está sujeito às leis divinas, eternas e perfeitas.
Isso não significa que Ele, Amor e Perfeição Absoluta, este enviando castigos ou fatos dolorosos para despertar os homens para o bem, ou para que eles se esforcem no bem.
Não. Deus criou leis perfeitas, que funcionam de forma natural, de acordo com as ações espirituais e materiais dos seus filhos.
Como vivemos, pela nossa condição de inferioridade moral, em um mundo de expiações e de provas, o mal é fruto da imprevidência, da indiferença, da ignorância, do orgulho, do egoísmo dos seus habitantes.
A Lei Maior, a eterna, é a do bem, da harmonização, do amor.
Enquanto o homem der vazão aos seus sentimentos negativos, não raciocinando sob o ponto de vista da eternidade da Vida Imortal, sentindo somente a existência presente, do nascimento à morte, o que pode levar a pensar somente em si mesmo, estará infringindo a lei divina de causa e efeito, que lhe devolve, exatamente, as conseqüências dos seus atos, ou seja, ações boas trazem efeitos bons, ações más trazem efeitos maus.
Assim funciona essa lei, explicitada por Jesus, quando disse: “A cada um segundo as suas obras”.
Existem flagelos naturais de um mundo imperfeito, também em evolução, tais como enchentes, inundações, terremotos, tornados, maremotos, e neles podemos também incluir doenças, que fazem parte de um mundo distante da fraternidade.
Se seus habitantes os sofrem, são pela sua necessidade de desenvolvimento intelectual e moral, visto que eles, os flagelos, provocam avanços na Ciência, na tecnologia, no desenvolvimento intelectual e moral dos seus habitantes.
Tanto as coisas boas quanto as más, próprias dos habitantes de um mundo em progressão contínua, são experiências necessárias ao desenvolvimento desse mundo e dos seus habitantes.
Na vida dos homens terrenos, qualquer situação, qualquer acontecimento, mesmo os mais rotineiros, são todos, experiências, através dos quais os homens vão evoluindo, intelectual e moralmente, na busca das soluções adequadas, soluções que realmente resolvam as dificuldades e os obstáculos, sem criar situações ou problemas maiores.
Isso só vai acontecer quando a maioria dos habitantes terrenos estiver empenhada em vivenciar o “fazer aos outros, somente o que se quer para si mesmo”, ou seja, quando a maioria dos seus habitantes buscar o bem geral, de todos, antes de buscar satisfazer, apenas, seus interesses pessoais.
Até lá, vamos todos aprendendo com as lições das experiências cotidianas, seguindo as orientações dos estudos científicos, dos direitos humanos, da moral divina que, repetimos, nos manda fazer aos outros, somente o que queremos para nós, esforçando-nos todos para sentirmos, pensarmos e vivenciarmos sempre o bem, a fim de colaborarmos com o aperfeiçoamento da humanidade terrena e do mundo que nos acolhe.
Não joguemos a Deus a responsabilidade dos males que se abatem sobre nós, porque somos todos responsáveis por esses males, que são apenas efeitos provisórios dos males que existem dentro das mentes e corações humanos.
Da teoria à prática
ORSON PETER CARRARA
de Ribeirão Preto, SP
No comentário à resposta dos Espíritos Codificadores, na questão 685 – entre outras – de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec refere-se à educação moral, situando-a como a arte de formar os caracteres. Sim, caracteres morais, capazes de alterar todo o panorama da vida humana no planeta. Justamente pela modificação dos hábitos, alterados pela correta condução da educação, desde a infância.
O assunto é extenso, objeto de cuidados de várias análises e abordagens, face à inesgotável contribuição espírita ao importante tema.
Dentre os inúmeros articulistas, escritores, palestrantes e mesmo profissionais da educação – atuando dentro e fora do movimento espírita –, destaco aos leitores a expressiva contribuição do educador e amigo Marcus Alberto de Mário, do Rio de Janeiro.
Com vários livros publicados, a maioria deles voltados para a educação, palestrante, consultor empresarial, fundador e idealizador do IBEM – Instituto Brasileiro de Educação Moral (que desenvolve projeto pedagógico disponível no site www.educacaomoral.hpg.ig.com.br) e membro do GEPE – Grupo de Estudo e Pesquisa Espírita (para estudos na área de humanização e pesquisa mediúnica), Marcus é um autêntico pensador em educação. Seu trabalho é admirável justamente pela valorização oferecida ao tema. Livros como Pedagogia da Sensibilidade, Escola do Sentimento e É preciso amar, entre outros, falam por si só do empenho do autor.
E como Marcus tem ministrado seminários e cursos dentro e fora do meio espírita, para professores e escolas, achei interessante apresentar-lhe três perguntas para construção do presente artigo. Chamo a atenção dos leitores para as respostas:
1. Explique a pedagogia do sentimento.
Na verdade é a Pedagogia da Sensibilidade. Escrevi um livro para explicá-la, mas em poucas palavras é a aplicação prática da educação moral através do estudo e vivência das virtudes, levando em conta as situações práticas da vida, fazendo o educando pensar e desenvolvendo nele o potencial intelectual e afetivo. Através do estudo e da aplicação de atividades diversas, como técnicas de sensibilização, jogos, práticas, etc., a Pedagogia da
Sensibilidade trabalha a educação do ser com amor, com exemplo e com experiência prática, sensibilizando-o, despertando-o e conscientizando-o de si mesmo, do outro e de sua origem e destinação divinas.
2. Como são os seminários apresentados para professores e escolas?
São muito práticos, dinâmicos, mesclando sempre a teoria com a prática. Normalmente possuem duração de 4 horas, mas podem se estender por 8 horas. Os professores interagem o tempo todo, com muito diálogo, e realizam diversas atividades propostas pela Pedagogia da Sensibilidade. Somos provocadores e semeadores, pois o educando, para sua educação, depende do educador, por isso no IBEM damos prioridade à capacitação do educador. Ressalto a gratuidade dos seminários, já que fazemos o trabalho por amor e com amor.
3. Comente o foco central de tua atuação na área da educação.
Minha atuação é a do pesquisador em educação moral. Preocupo-me em traduzir a teoria para a prática da sala de aula, da escola e da família. Dizem que sou dotado de um senso prático muito grande, é uma característica que me leva a estar constantemente desenvolvendo cursos, seminários e oficinas de vivências. Ao mesmo tempo em que dedico horas e horas à pesquisa e ao estudo, vivo viajando atendendo professores e evangelizadores, além de
realizar todo um trabalho como escritor, pois gosto muito de escrever, passando para o papel e para a internet as idéias e ideais.
Face à importância da contribuição para o movimento espírita, gostaria de sugerir aos dirigentes, evangelizadores e educadores espíritas ampla visita no site acima referido e realização de eventos na área da educação (dentro e fora do movimento espírita, é bom que se destaque) com a presença do próprio autor. Fizemos, com muito êxito, experiências com palestras e seminários em Dois Córregos, Matão e São José do Rio Preto, reunindo profissionais da área de educação, não espíritas, em eventos promovidos através da Secretaria de Educação dos municípios envolvidos. Experiência vitoriosa e altamente benéfica para os objetivos da proposta espírita, embora sem vinculação direta ou ostensiva com a nomenclatura espírita.
Contatos com o autor podem ser feitos através do site acima citado, pelo e-mail marcusdemario@yahoo.com.br ou pelos telefones (21) 3087-3526 e (21) 2262-6721.
“Segue-me! E ele o seguiu…”
CLÁUDIA C. NECCHI PIANA
de Ribeirão Preto, SP
A regra áurea faz-se apelo em todas as almas, entretanto, raros se lembram do primeiro passo para que se desvele toda a sua grandeza.
Isso ocorre, porque a maioria dos aprendizes ainda não ouviu a revelação divina, que convida a que cada um dê o melhor de si em tudo quanto se dispuser a fazer, sensível para com as necessidades do outro..
Não podemos reclamar a ajuda dos outros. Antes é justo prestar auxílio.
Não será lícito exigir a desculpa de alguém. Antes, é imperioso saber desculpar.
Convidados a compreender, muitos dizem “não posso”, e instados a auxiliar, respondem “ainda não…”
Esquecem-se, porém, de que amanhã serão talvez os necessitados e os réus, carecentes de perdão e socorro.
Querer o bem é impulso de todos, mas, na prática do estatuto sublime, é forçoso sejamos nós quem se adiante a fazê-lo.
É necessário não asfixiarmos os germens da vida edificante que nascem, todos os dias, no coração, ao influxo do Pai Misericordioso.
Vale lembrar como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.
O Bom pastor permanece vigilante. Prometeu que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderá.
Desse modo, cada qual precisa conhecer as obrigações que lhe são próprias.
Nesse padrão de conhecimento e atitudes há sempre muito trabalho nobre a realizar.
“Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: “Que te importa a ti? Segue-me tu.”
O Mestre não prometeu claridade à senda dos que apenas falam e crêem. Assinou, no entanto, real compromisso de assistência contínua aos discípulos que o seguem.
Assim, ao fazer o balanço da nossa fé, necessário reparar com honestidade imparcial, se estamos falando apenas do Cristo ou se estamos procurando seguir-lhe os passos no caminho comum.
BIBLIOGRAFIA:
XAVIER, Francisco Cândido. Segue-me.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Lições 135 e 180.
XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Lições 2,3, 112 e 118.
Reflexões do Evangelizador
Caro amigo,
O texto a seguir, em sua essência, nos fala de amor. Desejamos que possa contribuir com suas reflexões acerca de nossas posturas diárias, no contato com aqueles que desejamos evangelizar. E também conosco mesmo. “Qual é a tua canção?”
Um abraço fraterno.
A Equipe.
Canção da Criança
Quando uma mulher de certa tribo sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparecem a “canção da criança”.
Sabem que cada alma tem sua própria vibração, que expressa suas particularidades individuais e propósito.
As mulheres entoam a canção e a cantam em voz alta. Logo retornam a tribo e a ensinam a todos os demais.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção. Quando se torna adulto a gente da comunidade se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoas escuta sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e tal como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na “viagem”.
Nesta tribo há outra ocasião no qual os índios cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social condenável, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade formam um circulo ao seu redor e lhe cantam sua canção.
A tribo reconhece que a correção para condutas e atitudes anti-sociais e prejudiciais ao outro não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção, já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostra aos demais. Eles recordam tua beleza quando te sentes feio, tua totalidade quando estás quebrado, tua responsabilidade quando te sentes culpado e teu propósito quando está confuso. Qual é a tua canção?
Tolba Phanem – Poetisa Africana
Suplemento Infantil:
Vamos contar histórias?
Reflexões de Aninha Pergunta:
A Cuca vem pegar?
Aninha Pergunta estava lanchando na casa de sua amiguinha Renata. Após à tarde de brincadeiras, a mãe de Renata serviu o lanche para as duas e disse:
— Renata eu vou amamentar seu irmãozinho, terminem o lanche e me esperem aqui, mas não façam barulho, o Thiaguinho sempre adormece depois de mamar. Assim que ele dormir vou levar a Aninha para a casa dela.
As duas amiguinhas se entreolharam sorridentes e faziam barulho apenas, quando mordiam os biscoitos crocantes, ou quando bebiam um gole do chocolate quente.
A porta do quarto do Thiaguinho ficou entre aberta e elas ouviram dona Marta cantar uma canção de ninar com voz meiga e suave:
“Nana neném que a Cuca vem pegar, papai foi pra roça, mamãe volta já…”
Aninha Pergunta ficou curiosa em como Thiaguinho que tinha três aninhos ia conseguir dormir com aquelas melodias, ela e Renata estavam com medo das cantigas que ouviam.
Choramingando o menino não conseguia conciliar o sono, e dona Marta prosseguia com a cantoria:
“bicho papão sai de cima do telhado, deixa o Thiaguinho dormir sossegado… e depois, boi… boi… boi…, boi da cara preta, pega esse menino…”
Com um bigode de chocolate a enfeitar-lhe a boca após beber mais um gole, Aninha Pergunta cutuca Renata cochichando:
— Como é que seu irmão vai conseguir dormir com essas musicas? – Renata agora abraçada a Aninha disse:
— Sei lá, vamos perguntar pra minha mãe.
Antes que as duas pudessem sair da mesa da cozinha, dona Marta sai do quarto, trazendo Thiaguinho nos braços.
— Meninas vocês já tomaram o chocolate?
— Sim mamãe! – respondeu Renata.
— Dona Marta posso lhe fazer uma pergunta?
— Pode Aninha, o que você quer saber?
— Por que a senhora canta essas musicas que dão medo as crianças?
— Que musica que dá medo Aninha?
— A senhora cantou “nana neném que a Cuca vem pegar”, é por isso que o Thiaguinho não conseguiu dormir, ele ficou com medo da Cuca vir pegar e do boi da cara preta. – Aninha Pergunta esclareceu com espontaneidade.
Desconcertada dona Marta coçou a cabeça pensativa a indagar a si mesma: “Será?”
—Aninha de onde você tirou essa idéia?
—Eu e a Renata ficamos ouvindo as canções que a senhora cantava pro Thiaguinho e ficamos com medo.
— É mesmo Renata?
— É sim mamãe, a senhora ainda mandou o bicho papão descer do telhado, e eu e a Aninha ficamos quietinhas com medo dele vir aqui na cozinha.
Dona Marta olhou para as meninas e se deu conta de que, algumas musicas de ninar assustavam as crianças. Ela mesma quando criança tinha adormecido tantas vezes ouvindo essas cantigas. Para os bebês o que agradava era a voz da mãezinha, doce e meiga, mas para as crianças maiores essas cantigas geravam medo. Preocupada dona Marta esclareceu:
— Meninas esqueçam essas musicas. Não existe Bicho Papão, Boi da cara preta e a Cuca não vem pegar.
— Que bom dona Marta! – Aninha Pergunta alegrou-se – podemos ir para casa?
Surpresa com a lição das meninas, dona Marta arrumou Renata e Thiaguinho e feliz levou Aninha Pergunta para casa.
Autoria e colaboração do amigo Adeilson Silva Salles do Grupo de Estudos Espírita Jerônimo Mendonça – Guarujá/SP
Olá criança bonita,
Você gosta de Poesia? Olha só essa que legal, pra você compartilhar com seus amigos:
Quem é Ele?
Além das estrelas
num lugar sem fim,
lá deve estar Deus.
olhando por mim.
Não sei como Ele é
só como se chama.
Não sei como acha-lo,
só sei que me ama.
Não deve ter corpo,
mas tudo Ele vê.
A todos escuta,
a mim e a você
Eu sei que está além
desse céu que brilha.
E eu sei que está aqui:
me chama de filha!
Não posso enxerga-lo
mas sinto uma paz!
O que há de melhor
é Ele quem faz.
Não posso escuta-lo,
mas sei o que diz:
Diz que me criou
para eu ser feliz!
Dora Incontri
do livro Vivências na Escola –Editora Comenius — pág. 62
USE - Ribeirão Preto
Eleição e posse da Nova Diretoria
Em Assembléia Geral Ordinária, realizada dia 21 de janeiro último, a União das Sociedades Espíritas Intermunicipal de Ribeirão Preto - USE - Ribeirão Preto, elegeu e empossou sua nova Diretoria Executiva, para o triênio 2006/2008, que ficou assim constituída:
Presidente - Carlos Alberto Correa Fonseca (reeleito)
1.° Vice Presidente - Ramatis Allan de Oliveira
2.° Vice Presidente - José Antônio Luiz Balieiro
Secretário Geral - Ednir da Silva Malvéstio
1.ª Secretária - Kátia de Macedo Pinto Camilleri
2.° Secretário - Gilberto Florêncio Faria
Tesoureiro Geral - Francisco Sérgio Nalini
1.° Tesoureiro - Antônio Luiz Bizarro Pacciullio
2.° Tesoureiro - Oscar Costa
Diretora de Patrimônio - Fernanda Castelo Moço Ripamonte
Representantes junto ao Conselho Deliberativo da USE Estadual: Carlos Alberto Correa Fonseca, José Antônio Luiz Balieiro e Merhy Seba.
Representantes junto a USE Regional: Carlos Alberto Correa Fonseca, Valmir de Lima, José Argemiro da Silveira e Ramatis Allan de Oliveira.



